Hans Jonas

Hans Jonas

Hans Jonas nasceu em 1903 e faleceu em 1993, sendo considerado um dos mais importantes filósofos contemporâneos. Foi aluno de Martin Heidegger e colega de Hanna Arendt, dois outros proeminentes filósofos. Judeu, Jonas deixou a Alemanha em 1934, passando a viver na Inglaterra e depois nos EUA. O tema da vida, da relação entre biologia e filosofia, e da ética com a técnica são as principais marcas do seu pensamento.

  • Hans Jonas nasceu em 1903 e faleceu em 1993, sendo considerado um dos mais importantes filósofos contemporâneos. Foi aluno de Martin Heidegger e colega de Hanna Arendt, dois outros proeminentes filósofos. Judeu, Jonas deixou a Alemanha em 1934, passando a viver na Inglaterra e depois nos EUA. O tema da vida, da relação entre biologia e filosofia, e da ética com a técnica são as principais marcas do seu pensamento.

Jonas é um dos grandes críticos da sociedade tecnocientificista, esse autor parte de uma reavaliação do lugar do ser humano na natureza, para esboçar um novo patamar de pensamento ético. Sua perspectiva é derrubar os muros antropocêntricos do idealismo e do existencialismo e ao mesmo tempo destruir as barreiras do materialismo dominante nas ciências naturais (que na modernidade miraram o universo como algo inanimado, uma mera matéria extensa, inerte, sujeita à medição, à quantificação e à catalogação), mostrando que o corpo vivo é a reunião dessas duas perspectivas (idealismo e materialismo), desde muita consideradas antagônicas. Cada célula da vida, assim, carregaria em si a perspectiva da transcendência.

  • Jonas é um dos grandes críticos da sociedade tecnocientificista, esse autor parte de uma reavaliação do lugar do ser humano na natureza, para esboçar um novo patamar de pensamento ético. Sua perspectiva é derrubar os muros antropocêntricos do idealismo e do existencialismo e ao mesmo tempo destruir as barreiras do materialismo dominante nas ciências naturais (que na modernidade miraram o universo como algo inanimado, uma mera matéria extensa, inerte, sujeita à medição, à quantificação e à catalogação), mostrando que o corpo vivo é a reunião dessas duas perspectivas (idealismo e materialismo), desde muita consideradas antagônicas. Cada célula da vida, assim, carregaria em si a perspectiva da transcendência.

Segundo Jonas, a constituição da sociedade técnica é um exemplo das consequências desastrosas derivadas do imenso poder conquistado pelo ser humano sobre a natureza. Um poder que, de tão colossal e desmedido, exige a mesma dimensão de responsabilidade no seu uso, pois pode levar a humanidade até seu mais extremo limite e seu máximo risco ético: sua própria extinção. Dissecar e conhecer a vida (tida como matéria inerte destituída de qualquer sentido espiritual) é a tarefa assumida pela sociedade da tecnociência.

  • Segundo Jonas, a constituição da sociedade técnica é um exemplo das consequências desastrosas derivadas do imenso poder conquistado pelo ser humano sobre a natureza. Um poder que, de tão colossal e desmedido, exige a mesma dimensão de responsabilidade no seu uso, pois pode levar a humanidade até seu mais extremo limite e seu máximo risco ético: sua própria extinção. Dissecar e conhecer a vida (tida como matéria inerte destituída de qualquer sentido espiritual) é a tarefa assumida pela sociedade da tecnociência.

E é nessa corrida pelo domínio e controle da vida que Jonas situa a necessidade de revisão dos patamares éticos: ao mostrar os limites dessa cruzada de conquista, o autor também revela os limites da ética moderna centrada no sujeito racional. Se a era moderna desnaturalizou e despiritualizou a natureza através da ciência, o dualismo entre o ser humano (sujeito pensante) e physis (objeto pensado) é considerado por Jonas como o “o fundo metafísico da situação niilista”.

  • E é nessa corrida pelo domínio e controle da vida que Jonas situa a necessidade de revisão dos patamares éticos: ao mostrar os limites dessa cruzada de conquista, o autor também revela os limites da ética moderna centrada no sujeito racional. Se a era moderna desnaturalizou e despiritualizou a natureza através da ciência, o dualismo entre o ser humano (sujeito pensante) e physis (objeto pensado) é considerado por Jonas como o “o fundo metafísico da situação niilista”.

Recuperar o sentido do lugar do ser humano na natureza, assim, seria a base da ética que propõe, para Hans Jonas, a retomada do sentido de presença, pertença e cuidado do homem frente ao mundo – e no mundo. Essa é a base de sua obra principal, O princípio responsabilidade – ensaios para a civilização tecnológica, publicada em 1979.

  • Recuperar o sentido do lugar do ser humano na natureza, assim, seria a base da ética que propõe, para Hans Jonas, a retomada do sentido de presença, pertença e cuidado do homem frente ao mundo – e no mundo. Essa é a base de sua obra principal, O princípio responsabilidade – ensaios para a civilização tecnológica, publicada em 1979.

Dividida em seis capítulos, o livro faz uma retomada do sentido da relação entre ética e técnica tratando da alteração da natureza da ação humana (tema do primeiro capítulo), discutindo o sentido da dimensão da responsabilidade do homem frente à sua “vocação tecnológica” e os paradigmas éticos daí resultantes. No segundo capítulo, o autor esboça os princípios e métodos de uma nova ética, criada a partir das noções de conhecimento real e ideal, do papel do prognóstico negativo, dos riscos e apostas da condição humana e do dever da humanidade em assegurar condições para a existência no futuro.

  • Dividida em seis capítulos, o livro faz uma retomada do sentido da relação entre ética e técnica tratando da alteração da natureza da ação humana (tema do primeiro capítulo), discutindo o sentido da dimensão da responsabilidade do homem frente à sua “vocação tecnológica” e os paradigmas éticos daí resultantes. No segundo capítulo, o autor esboça os princípios e métodos de uma nova ética, criada a partir das noções de conhecimento real e ideal, do papel do prognóstico negativo, dos riscos e apostas da condição humana e do dever da humanidade em assegurar condições para a existência no futuro.

A partir daí, projeta suas concepções sobre a finalidade e o seu estatuto na realidade (capítulo três), para chegar à sua teoria da responsabilidade, na articulação do bem, do dever e do ser (capítulo quatro), com o fim de dirigir o seu olhar para a importância do conceito de responsabilidade no mundo contemporâneo, uma vez que a ideia de progresso passa a se contrapor ao fato de que o futuro está em perigo (capítulo cinco), chegando a uma crítica da utopia e à afirmação consequente de uma nova ética, tida como ética da responsabilidade do homem frente ao poder que ele tem em suas mãos, a tecnociência.

  • A partir daí, projeta suas concepções sobre a finalidade e o seu estatuto na realidade (capítulo três), para chegar à sua teoria da responsabilidade, na articulação do bem, do dever e do ser (capítulo quatro), com o fim de dirigir o seu olhar para a importância do conceito de responsabilidade no mundo contemporâneo, uma vez que a ideia de progresso passa a se contrapor ao fato de que o futuro está em perigo (capítulo cinco), chegando a uma crítica da utopia e à afirmação consequente de uma nova ética, tida como ética da responsabilidade do homem frente ao poder que ele tem em suas mãos, a tecnociência.

Na modernidade, com o advento do poder/saber técnico, esse domínio passa a se expressar extra-humanamente, atingindo toda a natureza e a perspectiva mesma da existência da vida.

  • Na modernidade, com o advento do poder/saber técnico, esse domínio passa a se expressar extra-humanamente, atingindo toda a natureza e a perspectiva mesma da existência da vida.

  • Na modernidade impôs-se o imperativo categórico Kantiano, que estava pautado na ação hodierna do indivíduo, e no lugar dele, sugere Jonas, devemos anunciar um novo imperativo categórico, uma ética da responsabilidade coletiva: “aja de tal modo que os efeitos da tua ação sejam compatíveis com a permanência de uma autêntica vida humana sobre a terra”.

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