8 blocos e intertravados de concreto

8 blocos e intertravados de concreto

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Se o bloco fica com uma curvatura para dentro, é sinal que a mistura está muito úmida e não permitiu a entrada de ar para a saída das canecas, provocando um vácuo que estufa o bloco para dentro. Neste caso, deve-se reduzir a umidade.

4.9.5 Curvatura na superfície superior

Quando isso acontece, a mistura dentro do molde foi insuficiente ou a vibração foi demasiada. A solução é reduzir o tempo de vibração.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A tecnologia de fabricação de blocos de concreto e pisos intertravados é muito útil para aplicação em sistemas de mutirão, por apresentar características de facilidade de execução.

Com certa quantidade de cimento e com a correta utilização de certos tipos de agregado, é possível a fabricação de blocos de concreto e pisos intertravados, enfim, itens fundamentais no processo de reconstrução.

Além disso, a tecnologia apresenta vantagens do ponto de vista ambiental e econômico, uma vez que permite suprimir etapas da obra, economizar materiais e minimizar resíduos. Há também possibilidade de fabricação dos blocos com agregado de demolição, porém a abordagem técnica é sensivelmente diferente, havendo necessidade de pesquisas mais aprofundadas.

Apesar da simplicidade de execução, para efeito de fabricação do material torna-se necessário um estudo criterioso dos materiais empregados, envolvendo testes laboratoriais pré e pós fabricação, de modo a garantir a qualidade do produto para aplicação.

Neste trabalho, foram explorados e detalhados os processos empíricos e laboratoriais necessários nas etapas de análises pré-fabricação, fabricação e análises pós-fabricação de blocos e pisos intertravados de concreto e também uma breve análise das patologias que devem ser evitadas.

Desta forma, espera-se que este trabalho contribua para capacitação e provisão de conhecimentos necessários à adequada utilização da tecnologia de blocos de concreto e pisos

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6 BIBLIOGRAFIA

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5712 – Bloco Vazado Modular de Concreto. São Paulo. 1982.

_. NBR 6136 – Bloco Vazado de Concreto Simples para Alvenaria Requisitos. São Paulo. 2007.

_. NBR 12118 – Blocos Vazados de Concreto Simples para Alvenaria – Métodos de Ensaio - Versão Corrigida: 2011. São Paulo. 2011.

FERNANDES, Idário Domingues. Blocos e Pavers – Produção e Controle de Qualidade. Ribeirão Preto: Treino Assessoria e Treinamentos Empresariais Ltda. 2008.

REZENDE, Marco A. P. de; BARROS, Mércia M. S. B. de; ABIKO, Alex K. Barreiras e Facilitadores da Inovação Tecnológica na Produção de Habitações Populares. IX Encontro Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído (ENTAC): Anais. Foz do Iguaçu. 2002.

Disponível em: < http://alkabiko.pcc.usp.br/artigos/ENTAC2002_0895_904.pdf>. Acesso em

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7 ANEXOS

7.1 Substâncias nocivas Fonte: ABNT 7211 – 1983 – Agregado para concreto – especificação

As quantidades de substâncias nocivas não devem exceder os limites máximos em porcentagem da massa do material:

a) NM 4 1996 - Determinação do teor de argila em torrões nos agregados:

A presença de argila em torrões, grãos de materiais carbonosos ou outros grãos friáveis não são desejáveis, este materiais quando presentes no agregado que constituirá o concreto, poderão causar patologias como manchas aparentes e queda da resistência mecânica.

Objetivo

Este método de ensaio tem por objetivo a determinação do teor de argila e partículas friáveis nos agregados.

Aparelhagem a) Balança

Deve ter precisão de 0,1% da massa da amostra de ensaio, permitindo pesar qualquer carga dentro de seus limites de utilização.

b) Recipientes

Devem ser inoxidáveis, com dimensões e forma que permitam espalhar a amostra em uma camada delgada em seu fundo.

Devem cumprir com o que especifica a NBR-NM-ISO 3310-1:97 ou NBR 7217_1987

c) Peneiras d) Estufa

Deve prover livre circulação de ar e ser capaz de manter a temperatura no intervalo de 100°C ± 5°C.

Amostras

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O agregado ensaiado por este método consiste no material retido na peneira 0,075 m, de acordo com a NM 46:95 do “Comite Mercosur de Normalizacion”. Para obter as quantidades indicadas na seqüência, pode ser necessário combinar o material proveniente de mais de uma determinação, realizada de acordo com a NM 46:95.

O agregado deve ser seco até massa constante à temperatura de 110°C ± 5°C.

As amostras de agregado miúdo devem consistir nas partículas retidas na peneira 1,18 m e não devem ter massa inferior a 25 g.

As amostras de agregado graúdo devem ser separadas em frações, utilizando as peneiras: 4,75 m; 9,5 m; 19,0 m e 37,5 m. A amostra de ensaio não deve ter massa inferior à definida no Quadro 1.

Quadro 1 Massa mínima da amostra de ensaio de agregado graúdo

DIMENSÃO DAS PARTÍCULAS DA AMOSTRA (ABERTURA DE MALHA DE PENEIRA) (m)

MASSA MÍNIMA DA AMOSTRA DE ENSAIO (g)

No caso de misturas de agregados miúdos e graúdos, o material deve ser separado pela peneira de 4,75 m e as amostras de agregados miúdos e graúdos devem ser preparadas de acordo com o que foi definido.

Execução do Ensaio

Pesar a amostra de ensaio com a precisão definida na alínea “a” do item 4 e colocá-la no fundo do recipiente, formando uma camada delgada. Cobri-la com água destilada e deixá-la em repouso durante 24 h ± 4 h.

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