atividades sobre a existencia etica

atividades sobre a existencia etica

A EXISTÊNCIA ÉTICA

1ª) O que são o senso moral e a consciência moral¿

O entendimento dos fatos e coisas que se passam a nossa volta e a capacidade de analisar e optar pelo exposto e não somente agirmos pelas regras e valores, mas termos consciência do que realmente nos rodeia e capacidade de decisão sobre o acontecimento.

São os sentimentos em relação aos assuntos ligados aos fatos que lidam com os valores, pois para cada ação ou fato exprimimos um sentimento que brota em nosso âmago devido aos princípios coletivos nomeados por nossa classe , tais como: ódio, ciúmes, culpa. 

2ª) Dê exemplos de um Juízo de fato e um de valor, explicando o que são estes juízos.

Refere-se a um fato ou seja, um acontecimento visível e perceptível, comprovavel facilmente, pelo simples motivo de existir, pois independe do ser humano, ele é necessário, natural da natureza, como exemplo temos o sol, ele existe é contemplavel e identificável pelos nossos sentidos

Diz respeito à qualidade ou e a quantidade das coisas, pois elas existem por si só, e o juízo de valor é a qualificação que valora esse existir. Dependendo da nossa compreensão podemos dar qualidade a um fato natural como sol citando o exemplo na frase: O sol é lindo, o complemento deste existir é o juízo de valor, pois ele não está qualificado no simples existir, somos nós que os valoramos.

3ª) Como nossa sociedade concebe a violência.

A sociedade brasileira é determinada pelo predomínio do espaço privado (ou os interesses econômicos) sobre o público e, tendo o centro na hierarquia familiar, é fortemente hierarquizada em todos os seus aspectos: nela, as relações sociais e intersubjetivas são sempre realizadas como relação entre um superior, que manda, e um inferior, que obedece. As diferenças e assimetrias são sempre transformadas em desigualdades,

4º) Qual a relação entre ética e violência.

Por mais diversa que sejam as diferentes sociedades existentes no mundo, os princípios são básicos, mas em alguns casos os valores são interpretados de formas diferentes, pois a relação entre a ética e a violência consiste no fato de que a ética exige o essencial a diferença entre a passividade e a atividade, dos que se deixam governar e os que são governados, mas ao concluir-se que os governados podem sofrer algum tipo de ameaça ou imposição isso se torna uma violência, pois contradiz aos valores da justiça e liberdade.

 

 

5º) O que é um sujeito moral.

Sabemos que a ética é constituída pelos valores morais e que formam um contexto das condutas morais e as virtudes que são realizadas pelo sujeito moral, mas este sujeito moral só existe se preencher a condições como a consciência, à vontade, a responsabilidade e a liberdade. 

6º) Como se dá a relação entre meios e fins da ética.

Analisando as diversas questões com as quais os filósofos que trabalham com a ética se defrontam, não seria incorreto afirmar que a maior destas questões foi posta nos primeiros escritos morais de Aristóteles, para quem a virtude é uma mediania – justa medida, a saber: “Como conciliar duas condições imprescindíveis para que uma ação possa ser valorada em termos éticos: a liberdade do sujeito da ação e a necessidade de princípios, sem os quais nada poderia ser afirmado de correto?”.

Liberdade e Necessidade! Particularidade e Universalidade!

7º) Qual a diferença entre existência moral e filosofia moral. Por que essa diferença se torna clara a partir de Sócrates.

Cada povo constitui uma moral, isto é, valores que são válidos para toda a sociedade, mas no entanto a simples existência da moral não significa a presença explicita de uma filosofia moral, uma reflexão que discuta, interprete o significado dos valores.Esta diferença torna-se clara a partir de Sócrates, pelo fato de que o filosofo buscava o verdadeiro sentido da palavra e não a possível imagem que as pessoas em geral criavam.

8º ) Que querem dizer ética e moral. Por que podemos perceber os sentidos dessas palavras examinando o procedimento socrático.

Conhecido por suas consequências aparentemente paradoxais: o homem sábio é necessariamente bom, e o homem malvado é necessariamente ignorante, o sábio nunca faz o mal voluntariamente e somente o homem virtuoso é verdadeiramente feliz.

A Moral sempre existiu, pois todo ser humano possui a consciência Moral que o leva a distinguir o bem do mal no contexto em que vive. Surgindo realmente quando o homem passou a fazer parte de agrupamentos, isto é, surgiu nas sociedades primitivas, nas primeiras tribos. A Ética teria surgido com Sócrates, pois se exigi maior grau de cultura. Ela investiga e explica as normas morais, pois leva o homem a agir não só por tradição, educação ou hábito,

mas principalmente por convicção e inteligência. Vásquez (1998) aponta que a Ética é teórica e reflexiva, enquanto a Moral é eminentemente prática. Uma completa a outra, havendo um inter-relacionamento entre ambas, pois na ação humana, o conhecer e o agir são indissociáveis.

9º) Qual a diferença , estabelecida por Aristóteles, entre práxis e técnicas. A técnica . A ética se ocupa com primeiro ou com a segunda . Por que.

A distinção entre práxis e técnica, para separar a arte, que constitui a competência ou o domínio na ordem da “produção”1, e a “prudência”, excelência da ação, ou ao menos excelência

dianoética da ação (pois a qualidade da ação depende também da qualidade

Esta distinção é levada a um grau de contraste que não é regularmente

seguido no conjunto do corpus e é expressa segundo fórmulas cuja justificação não é patente. Entretanto, nós temos o sentimento de que o esboço que se segue pode ser mantido como ponto de partida com o qual todos os exegetas concordarão, reconhecendo,

evidentemente, que ocorre a Aristóteles desviar-se em um ponto ou

outro, mas em contextos, bem entendido, onde se pode de antemão dizer que um certo grau de imprecisão não atrapalha o raciocínio.

10º)Qual a diferença entre o necessário e o possível . Em qual desses campos atua a ética .por que.

A necessidade vincula-se à satisfação premente do indivíduo, mesmo que aos olhos deste seja fútil ou não preencher-lhe o vazio em qualquer área de sua vida;A contingência, em escala maior, restringe-se a administrar mais profundamente quando a necessidade, embora presente, não foi suprida.O possível é a linha tênue entre a necessidade e a contingência, no momento em que se atinge a necessidade dentro da realidade do indivíduo, sem que haja interferência da contingência em níveis muito maiores das condições impostas pela sociedade. Portanto, a necessidade passeia a passos moderados, a contingência atinge os exacerbados, e o possível oscila entre as duas em um grau de tangência ao equilíbrio

11º) Quais os princípios da ética dos antigos.Por que a tarefa primeira da ética era a educação do caráter.

Apreender a idéia aristotélica de ética requer, de qualquer maneira, algum deslocamento de nosso modo usual de perceber o tema. Para Aristóteles, o objetivo da ética era a felicidade. A felicidade, para ele, era a vida boa; e esta corresponderia – como veremos adiante – à vida digna. Nessa direção, haveria uma subordinação da ética à política: “os tratados éticos e os tratados políticos pertencem a um mesmo estudo, classificado como política”

12º) Que são o racionalismo e naturalismo ético dos antigos.

O naturalismo ético identifica as propriedades morais com propriedades naturais. Deste modo, a ética deixa de ser epistemologicamente problemática. Afinal, podemos conhecer os factos éticos através dos meios sensoriais comuns pelos quais conhecemos os factos naturais, pois os factos éticos são apenas factos naturais. Seria bom que isto fosse verdade, já que nesse caso as propriedades morais não colocariam dificuldades filosóficas especiais.

Racionalismo é o erro de quem elimina da religião todas as coisas que estão acima da própria razão

Kant foi o primeiro a adotar esse termo como símbolo de sua doutrina, estendendo-o do campo religioso para os outros campos de investigação. Deu o nome de racionalismo à sua filosofia transcendental

13º) Que inovações éticas surgem com o cristianismo, comparado à ética era a ética. Por que.

Diferentemente de outras religiões da Antiguidade, que eram nacionais e políticas, o cristianismo nasce como religião de indivíduos que não se definem por seu pertencimento a uma nação ou a um Estado, mas por sua fé num mesmo e único Deus. Em outras palavras, enquanto nas demais religiões antigas a divindade se relacionava com a comunidade social e politicamente organizada, o Deus cristão relaciona-se diretamente com os indivíduos que nele crêem. Isso significa, antes de qualquer coisa, que a vida ética do cristão não será definida por sua relação com a sociedade, mas por sua relação espiritual e interior com Deus. Dessa maneira, o cristianismo introduz duas diferenças primordiais na antiga concepção ética.

14º)Por que o cristianismo introduz a ideia de dever.

A idéia de que a virtude se define por nossa relação com Deus e não com a cidade ,nem com os outros. Nossa relação com os outros depende da qualidade de nossa relação com Deus, único mediador entre cada indivíduo e os demais. Por esse motivo, as duas virtudes cristãs primeiras e condições de todas as outras são a fé (qualidade da relação de nossa alma com Deus) e a caridade (o amor aos outros e a responsabilidade pela salvação dos outros,

conforme exige a fé). As duas virtudes são privadas, isto é, são relações do indivíduo com Deus e com os outros, a partir da intimidade e da interioridade de cada um.

15º)O que é a ideia de intenção.

# Aquilo através do qual o pensamento se relaciona com o real.

# É intencional tudo o que tem uma orientação para um objecto qualquer. A intenção é importante para avaliar o valor moral de uma acção [ver o tema A necessidade de fundamentação da moral na unidade .

16º) Qual a diferença entre Russeau e Kant no que se refere á relação entre natureza humana e dever.

Podemos afirmar com certa convicção, que segundo a concepção de Rousseau, a educação deve visar garantir apenas o desenvolvimento natural das faculdades humanas, e assegurar que estas faculdades, uma vez desenvolvidas de forma sucessiva e contínua, determinem os desejos e as necessidades. O que deve acontecer estritamente nesta ordem, uma vez que, do contrário, ou seja, caso os desejos, que nada mais são do que a evidência da falta ou da privação de algo, motivassem o desenvolvimento das capacidades, então teríamos dado origem a miséria, a infelicidade ou mesmo a desvirtualização da natureza humana.

17º)Por que , segundo Kant, a ação moral é o ato por dever.Que é agir por dever.

Relativa ao dever estende-se também ao universo da felicidade dos outros, quando pondera sobre a razão da prática do bem. Diante de nossa própria necessidade de também sermos amados ou ajudados pelos outros, a única forma de fazer com que essa máxima seja obrigatória é considerá-la como lei universal. Tornamo-nos a nós mesmos um fim para eles e os tornamos nossos fins, quando praticamos a beneficência. A felicidade dos outros é, portanto, um fim que é também um dever.

18º)O que é e como se exprime o imperativo categórico.

O imperativo categórico O comando moral que faz com que nossas ações sejam moralmente boas, se expressa no imperativo categórico: “age só segundo máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal” Essa lei está atada à razão pura prática. Todo sujeito é racional (tem raciocínio lógico), por isso tem condição de sujeito moral, dotado de normas. Exercer uma ação contrária levaria ao absurdo. O exemplo que Kant nos dá a respeito da mentira é o mais conhecido. Poderia alguém mentir em benefício próprio, de um ente querido, ou mesmo em favor da humanidade? Kant, nos diz não, pois a mentira jamais poderia ser universalizada sem autocontradição:

19º)Quais as criticas de Hegel a Rousseau e Kant.

crítica da religião , Segundo Popper, Platão acreditava que as idéias, ou essências, existiam anteriormente às coisas. Estas, dadas as suas imperfeições, se encontram em um fluxo direcionado à decadência. Já Hegel, assim como Aristóteles, acreditava que as idéias, ou essências, são as coisas que se encontram no fluxo. De acordo com o autor, TUDO o que existe na realidade é uma idéia, mas é preciso distinguir entre a aparência e a essência já que ¨as coisas não são como elas aparentam ser¨. Assim como Platão e Aristóteles, Hegel concebia as essências das coisas, pelo menos dos organismos (incluso o Estado), como ¨espíritos¨. Porém, ao contrário de Platão, e assim como Aristóteles, Hegel pregava que a tendência geral era direcionada à idéia, ao progresso.

Quando Rousseau começa por dizer “O homem nasce livre, mas em toda a parte encontra-se acorrentado”, quem leu o seu trabalho anterior sobre o efeito corruptor da civilização irá muito provavelmente pressupor que as correntes são as instituições sociais, e que estamos prestes a ser encorajados a rejeitar a ordem social. Em vez disso, é-nos dito que é um direito sagrado, a base de todos os outros direitos. As instituições sociais, pensa agora Rousseau, libertam em vez de escravizar.

Na “Crítica da Razão Pura

Na “Crítica da Razão Pura

“Crítica do Julgamento

Idealista crítico

20º)O que e a vontade objetiva , segundo Hegel.

A primeira forma objetiva de comunidade universalizadora de interesses é a família, que seria para o filósofo alemão a figura inicial e ainda natural da "eticidade", isto é, daquela esfera do ser social que – com base em formas interativas de práxis – define normas comunitárias para a ação dos indivíduos. A terceira e mais universal figura da eticidade seria precisamente o Estado. Mas, como mediação entre a família e o Estado, aparece na formulação hegeliana madura da eticidade uma segunda figura, que ele chama de "sistema dos carecimentos" e do "trabalho dividido", ou seja, precisamente a esfera da "sociedade civil"

E Hegel nos adverte para o fato de que a “sociedade civil” enquanto esfera relativamente autônoma é um fenômeno específico da modernidade,

21º) Como Hegel e Bérgson explicam a mudança nos valores e prática moral.

O discurso sobre a crise dos valores se repete ciclicamente, todas as gerações tendem a ver nas gerações seguintes um abaixamento dos padrões.Por isso, o assunto é antigo, o problema não é exclusivamente da sociedade actual.Um dos factores, sem dúvidas, determinante na sociedade actual é o desenvolvimento de comunicação (imprensa e mídia), que nos oferece notícias em quantidade e velocidade inimagináveis, fazendo-nos saber dos acontecimentos, mais do que saberíamos em outras épocas.

22º)Que são, para Espinosa paixões.quais sã e que são as paixões originárias.

Spinoza desvenda os mecanismos que explicam a origem, a natureza e a força dos afetos e constrói uma verdadeira ciência da afetividade humana. Para ele, alegria, tristeza, desejo, amor, ódio e todos os demais sentimentos humanos, têm causas determinadas e efeitos necessários dignos de conhecimento. Conhecer as verdadeiras causas dos mecanismos afetivos, a que estamos submetidos, permite elaborar uma técnica para dominar as paixões e diminuir os efeitos naturalmente obsessivos.

Para Spinoza, existem dois tipos de afetos: ativos e passivos. O afetos ativos são originados das idéias que nascem do exercício adequado de nossa potência intelectual, ou seja, das idéias adequadas. Pois, a razão é dotada de uma afetividade, não há uma oposição entre razão e afetividade.

23º) Como se dá a passagem da passividade(submissão passional ás causas externas) á virtude, segundo Espinosa.

Nossos sentimentos, nossas condutas, nossas ações e nossos comportamentos são modelados pelas condições em que vivemos (família, classe e grupo social, escola, religião, trabalho, circunstâncias políticas, etc.). Somos formados pelos costumes de nossa sociedade, que nos educa para respeitarmos e reproduzirmos os valores propostos por ela como bons e, portanto, como obrigações e deveres. Dessa maneira, valores e maneiras parecem existir por si e em si mesmos, parecem ser naturais e intemporais, fatos ou dados com os quais nos relacionamos desde o nosso nascimento: somos recompensados quando os seguimos, punidos quando os transgredimos.

24º) Resuma o racionalismo ético.

Para nós, ser racional é ter a capacidade de pensar, de raciocinar, de decidir, de escolher o melhor, de ver as coisas com clareza, de distinguir, de buscar a objetividade nas questões discutidas e de viver, portanto, sua estrutura espiritual interna com transparência e autenticidade. É a potencialidade da ação racional e consciente, embora admitamos a racionalidade instrumental e a existência das paixões (ódio, ressentimento, raiva etc, onde a irracionalidade é, muitas vezes, pelo menos momentaneamente, total). É assim que entendemos a racionalidade humana: de um lado ela é verificável na história e, de outro, é verificável na barbárie (guerra, genocídio, exploração etc) Algumas vezes é moral, outras serve como instrumento e, no caso da paixão violenta, é totalmente cega (no momento).

25º) Qual a diferença entre, necessidade, desejo e vontade .Por que os dois

Todos nós temos necessidades básicas, desde as fisiológicas, passando pelas mentais, até as emocionais. Precisamos respirar, precisamos nos alimentar… Esse “precisamos” então é sinônimo de “temos necessidade de”. Se não o fizermos, nossa vida corre risco. Necessitamos também aprender, exercitar nosso cérebro, ouvir opiniões, formar as nossas, expressá-las. E necessitamos de carinho, de amor, de afeto. Essas são algumas das coisas que todo ser humano necessita. Sem as quais não vive ou, se tentar viver, sobreviverá precariamente.

A principal diferença entre a vontade e o desejo, embora possam ser confundidas muitas vezes, é que na primeira há um controle maior sobre o que se faz a respeito do sentimento envolvido. Quanto ao desejo é mais difícil controlar. Na verdade quando existe o desejo há também e implicitamente uma decisão consciente ou inconsciente já tomada a seu respeito. O que faz um fumante parar de fumar ou não? O desejo pelo cigarro. Quem tem apenas vontade de fumar, para muito mais facilmente. O outro, mesmo que diga que vai parar, já decidiu antes que gosta do cigarro. Será muito difícil parar.

26º) Quais as principais críticas de Nietzsche á moral e ao racionalismo moral.

Nietzsche foi um crítico mordaz dos valores do racionalismo iluminista e dos valores morais e religiosos de nossa época. Ele constatou que noções como verdade, justiça, razão, bem, mal, virtude, Deus foram relativizados no mundo moderno como conseqüência do progresso técnico e científico. Dessa forma, segundo o professor Oswaldo Giacóia, ele “dedicou sua vida a realizar três tarefas: compreender a lógica desse movimento contraditório ao longo do qual o progresso do conhecimento leva à perda de consistência dos valores absolutos; a partir daí, denunciar todas as formas de mistificação pelas quais o homem moderno oblitera sua visão dos perigos de sua condição; por fim, destruídos os falsos ídolos – e esses são os valores mais venerados pelo homem moderno -, assumir corajosamente o risco de pensar novos valores, abrir novos horizontes para a experiência humana na história.”

27º) O que são a moral dos escravos e a dos senhores, na perspectiva Nietzscheana.

"A rebelião dos escravos na moral começou quando o ódio começou a produzir valores, ódio que tinha a contentar-se com uma vingança imaginária. Enquanto toda a moral aristocrática nasce de uma triunfante afirmação de si mesma, a moral dos escravos opõe um "não" a tudo o que não é seu; este "não" é o seu acto criador. Esta mudança total do ponto de vista é própria do ódio: a moral dos escravos necessitou sempre de estimulantes externos para entrar em acção; a sua acção é uma reacção. O contrário acontece na moral aristocrática: opera e cresce espontaneamente e não procura o seu antípoda senão para se afirmar a si mesma com maior alegria; Os aristocratas tinham o sentimento de serem os "felizes" e não tinham necessidade de construir artificialmente a sua felicidade, comparando-se com os seus inimigos e enganando-se a si mesmo, como faziam os rancorosos: na sua qualidade de homens completos, vigorosos e necessariamente activos, não aceitavam separar a felicidade da acção; tudo isto está em profunda contradição com a "felicidade" que imaginam os impotentes, os obstruídos, os de sentimentos hostis e venenosos, a quem a felicidade aparece sob a forma de estupefacção, de sonho, de repouso, de paz, numa palavra sob a sua forma passiva. E enquanto o aristocrata vive cheio de confiança e de franqueza para consigo mesmo, o homem de rancor não é nem fraco nem cândido, nem leal consigo mesmo."

28º) A psicanálise impossibilita a ética ou permite reformulá-la.Por que.

Ética e política estão presentes na psicanálise, especialmente quando se trata da leitura dos fenômenos socioculturais de nossa época e da interrogação da prática psicanalítica. A interface entre a política e a ética da psicanálise evidencia-se nos eventos sociais e clínicos, cujos fragmentos apresentamos neste trabalho como indicadores das questões do cotidiano, os quais remetem aos discursos elucidativos de modalidades do laço social e da dimensão política do gozo, do sintoma e da construção da realidade. Os discursos a que estão expostos os sujeitos do capitalismo avançado indicam o modo de laço constituído por uma cultura que os empurra violentamente ao gozo, sob a forma de consumo, de lucro ou de sofrimento.

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