normas ABNT engenharia civil

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(Parte 3 de 3)

9.1 Antes de ensaiar os corpos-de-prova, é imprescindível preparar suas bases, de modo que se tornem superfícies planas e perpendiculares ao eixo longitudinal do corpo-de-prova.

9.2 A preparação das bases dos corpos-de-prova cilíndricos, de forma a adequá-las para a realização dos ensaios de compressão, deve ser feita de acordo com o estabelecido em 9.3 e 9.4.

9.3 Remate com pasta de cimento (procedimento opcional)

9.3.1 Decorridas 6 h a 15 h do momento da moldagem, passar uma escova de aço sobre o topo do corpo-de-prova e rematá-lo com uma fina camada de pasta de cimento consistente, com espessura menor ou igual a 3 m.

9.3.2 A pasta deve ser preparada cerca de 2 h a 4 h antes de seu emprego.

9.3.3 O acabamento dos topos dos corpos-de-prova deve ser feito com o auxílio de uma placa de vidro plana, com no mínimo 12 m de espessura e dimensões que ultrapassem em pelo menos 25 m a dimensão transversal do molde.

9.3.4 A pasta de cimento colocada sobre o topo do corpo-de-prova deve ser trabalhada com a placa até que a face inferior desta fique em contato firme com a borda superior do molde em todos os pontos.

9.3.5 A aderência da pasta à placa de capeamento deve ser evitada, lubrificando-se esta última com uma fina película de óleo mineral.

9.3.6 A placa deve permanecer sobre o topo do corpo-de-prova até a desforma. 9.4 Retificação ou capeamento

Os corpos-de-prova que não tiverem sido rematados conforme 9.3 devem ser capeados ou retificados. 9.4.1 Retificação

9.4.1.1 Consiste na remoção, por meios mecânicos, de uma fina camada de material do topo a ser preparado. Esta operação é normalmente executada em máquinas especialmente adaptadas para essa finalidade, com a utilização de ferramentas abrasivas. A retificação deve ser feita de tal forma que se garanta a integridade estrutural das camadas adjacentes à camada removida, e proporcione uma superfície lisa e livre de ondulações e abaulamentos.

9.4.1.2 As falhas de planicidade em qualquer ponto da superfície obtida, não devem ser superiores a 0,05 m. 9.4.2 Capeamento

9.4.2.1 Consiste no revestimento dos topos dos corpos-de-prova com uma fina camada de material apropriado, com as seguintes características:

a) aderência ao corpo-de-prova; b) compatibilidade química com o concreto; c) fluidez, no momento de sua aplicação; d) acabamento liso e plano após endurecimento; e) resistência à compressão compatível com os valores normalmente obtidos em concreto.

NOTA - Em caso de dúvida, a adequabilidade do material de capeamento utilizado deve ser testada por uma comparação estatística, com resultados obtidos de corpos-de-prova cujos topos foram preparados por retificação.

9.4.2.2 Deve ser utilizado um dispositivo auxiliar, denominado capeador, que garanta a perpendicularidade da superfície obtida com a geratriz do corpo-de-prova.

9.4.2.3 A superfície resultante deve ser lisa, isenta de riscos ou vazios e não ter falhas de planicidade superiores a 0,05 m em qualquer ponto.

9.4.2.4 A espessura da camada de capeamento não deve exceder 3 m em cada topo.

9.4.2.5 Outros processos podem ser adotados, desde que estes sejam submetidos à avaliação prévia por comparação estatística, com resultados obtidos de corpos-de-prova capeados por processo tradicional, e os resultados obtidos apresentem-se compatíveis.

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