NBR-15575-5-2013-Final Sistemas de Cobertura

NBR-15575-5-2013-Final Sistemas de Cobertura

(Parte 6 de 6)

Na rede de alimentação do sistema de aspersão pode ser colocado um hidrômetro com o intuito de facilitar a regulagem da vazão desejada.

Preparação e preservação das amostras para ensaios e dos corpos-de-prova

O corpo-de-prova deve ser um trecho representativo do SC, constituído com os mesmos materiais previstos para a edificação.

Procedimento

D.4.1 Ajustar o sistema de aspersão de água da câmara utilizando-se a caixa quadrialveolar, para a vazão de 4 L/min m2 . O sistema de aspersão deve estar regulado de forma tal que o valor médio das vazões incidentes sobre os quatro alvéolos seja igual à vazão especificada para o ensaio, admitindo-se para valores individuais dessas vazões uma variação de 20 % em torno da média. Esta verificação deve cobrir toda a área da abertura da câmara, onde será montado o corpo-de-prova.

D.4.2 O procedimento descrito em D.4.1 deve ocorrer de forma interativa até que a variação da vazão, para as diversas partes do vão, não seja superior a 20 % da vazão de ensaio especificada.

D.4.3 Montar o corpo-de-prova na câmara com sua face superior voltada para o seu interior e selar convenientemente as juntas presentes entre o corpo-de-prova e a abertura da câmara. A câmara deve ser regulada de forma que o corpo-de-prova tenha a mesma inclinação da cobertura quando da utilização em obra.

D.4.4 Após a instalação do corpo-de-prova e a calibração da vazão de água, aspergir a cobertura durante 30 min.

D.4.5 Aplicar na câmara, escalonadamente, as pressões de 10 Pa, 20 Pa, 30 Pa, 40 Pa, 50 Pa e 60 Pa; manter cada uma dessas pressões por um período de 5 min, registrando a eventual existência de vazamentos, escorrimentos ou manchas de umidade nas faces das telhas opostas à aspersão de água. Caso haja pressão especificada de interesse, o ensaio pode seguir a seqüência anteriormente definida até que tal pressão seja atingida.

D.4.6 Caso não seja possível aplicar as pressões de ensaio devido ao excessivo vazamento de ar pelo corpode-prova, algumas juntas entre as telhas devem ser seladas com massa de vedação ou outro material adequado, até o limite de 50 % das juntas existentes. Nessas condições, caso não se consiga atingir a pressão máxima estabelecida, aplicar a pressão segundo incrementos mencionados em D.4.5, registrando a pressão máxima que se conseguir administrar no corpo-de-prova.

Expressão dos resultados

Devem ser registrados, para cada uma das pressões aplicadas (10, 20, 30, 40, 50 e 60 Pa, ou ainda para quaisquer outras pressões de interesse), o tempo de aplicação da pressão, a vazão de água incidente sobre o topo do corpo-de-prova e os respectivos registros de eventuais vazamentos, escorrimentos ou manchas de umidade verificados na face inferior da cobertura, mapeando-se os locais onde ocorreram e indicando-se o tempo de ensaio após o qual manifestou-se cada evento.

Deve ainda ser registrada qualquer outra anomalia verificada durante a realização do ensaio, como, por exemplo, retorno de água, transporte de água por capilaridade, formação de bolhas, empenamentos, descolamentos e outras.

Relatório de ensaio

O relatório do ensaio deve conter no mínimo as seguintes informações: a) identificação do solicitante; b) identificação do fornecedor; c) identificação da amostra e de todos os corpos-de-prova; d) desenhos dos corpos-de-prova, com descrição pormenorizada deles, incluindo dimensões, materiais constituintes e inclinação do trecho do telhado; e) desenho do ensaio de tipo, incluindo os detalhes necessários ao seu entendimento; f) data do recebimento das amostras; g) registro, para cada uma das pressões aplicadas, dos eventuais vazamentos, escorrimentos ou manchas de umidade verificados na face inferior da cobertura, bem como os locais onde ocorreram; h) nível de desempenho; i) data do ensaio; j) referência a esta parte da ABNT NBR 15575; k) registros sobre eventos não previstos no decorrer dos ensaios ou outras informações julgadas pertinentes.

Anexo E (normativo)

Verificação da resistência de suporte das garras de fixação ou de apoio – Método de ensaio

Princípio

Este Anexo especifica um método para verificar a resistência das garras de fixação que suportam as telhas e que consiste na ação do peso próprio sobre as garras em condições desfavoráveis de uso.

Aparelhagem A aparelhagem necessária para a execução do ensaio está indicada na Figura E.1.

Figuras E.1 – Esquema da montagem

Corpo-de-prova Uma telha inteira saturada constitui um corpo-de-prova.

Procedimento a) retirar aleatoriamente oito corpos-de-prova do lote de inspeção, podendo usar as telhas do painel de montagem (ver Anexo G); b) imergir os corpos-de-prova durante 24 h em água; c) posicionar o corpo-de-prova conforme indicado na Figura E.1, sobre vigas de madeira espaçadas convenientemente em função das dimensões das telhas; d) pendurar o corpo-de-prova; e) prender a telha inferior e deixar o corpo-de-prova nessa posição por 1 min.

Suporte vertical

Posição da telha de ensaio

Caibro ou ripa de suporte

Apoio para assegurar o posicionamento correto

Expressão dos resultados O resultado deve consignar se houve escorregamento ou aparecimento de fissuras na nervura.

Relatório do ensaio

No relatório de ensaio devem constar as seguintes informações: a) identificação do laboratório; b) identificação do corpo-de-prova e lote; c) descrição dos fatos ocorridos segundo designação de E.5; d) data do ensaio; e) referência a esta parte da ABNT NBR 15575.

Anexo F (normativo)

Determinação da resistência das platibandas – Método de ensaio

Princípio

Este Anexo especifica um método para determinação da resistência das platibandas que consiste em reprodução da ação dos esforços despertados no topo e ao longo de qualquer trecho, pela força F majorada 1) (do cabo), associada ao braço de alavanca (b) e à distância entre pontos de apoio (a), fornecidos ou informados pelo fornecedor do equipamento e dos dispositivos.

Aparelhagem

Duas mãos-francesas e conjunto de contrapesos, cada um com massa de (50 ± 0,2) kg, com capacidade d e aplicação de momentos fletores no topo da platibanda, de acordo com o esquema fornecido em F.4.

Preparação e preservação das amostras para ensaios e dos corpos-de-prova Montagens experimentais in loco ou ensaios de tipo.

Procedimentos

Transformar e reproduzir os dados informados pelo fornecedor do SC de andaimes suspensos em binários, conforme esquema geral indicado na Figura F.1

Figura F.1 – Binários aplicados no topo da platibanda, simulando ação de andaime suspenso

Expressão dos resultados

Valor, em quilonewtons por metro, de ruptura do binário e seu valor, quando do início de deslocamento ou aparecimento de trincas ou fissuras nas platibandas.

Relatório de ensaio

O relatório do ensaio deve conter no mínimo as seguintes informações, em função de cada determinação ou verificação:

a) identificação do solicitante; b) identificação do fornecedor; c) identificação da amostra e de todos os corpos-de-prova; d) especificação do produto; e) características do produto; f) fotos do início, do fim e do aparecimento de fissuras ou trincas; g) análise visual da superfície exposta da platibanda ou componentes, mencionando manifestações de fissuras, desagregações, escamações e descolamentos; h) valor do binário de ruptura e valor do aparecimento de trincas; i) data do recebimento da amostra; j) data do ensaio; k) referência a esta parte da ABNT NBR 15575 e às normas que serviram de base para os ensaios de caracterização; l) registros sobre eventos não previstos no decorrer dos ensaios

Anexo G (normativo)

Determinação da resistência ao caminhamento – Método de ensaio

Princípio

Este Anexo especifica um método de ensaio que consiste em submeter um trecho representativo do SC a uma carga concentrada passível de ocorrer durante a montagem do telhado ou mesmo durante operações de manutenção (peso próprio do telhadista, apoio de materiais ou ferramentas e outros).

Aparelhagem A aparelhagem necessária à realização do ensaio consiste em:

pórtico de reação, cilindro hidráulico para aplicação da carga e célula de carga ou anel dinamométrico com resolução igual ou melhor que 200 g.

cutelo de madeira com densidade de 800 kg/m3 , comprimento de 20 cm e largura de 10 cm.

Preparação e preservação das amostras para ensaios e dos corpos-de-prova

O corpo-de-prova deve ser representativo do subsistema telhado, incluindo todos seus componentes e a forma de aplicação da carga, conforme desenho fornecido.

O corpo-de-prova deve incluir todos os detalhes típicos do sistema cobertura, tais como declividade e subsistema de apoios dos componentes telhas.

Procedimento

A carga deve ser transmitida na posição mais desfavorável por meio do cutelo de madeira, diretamente sobre a telha ou sobre dispositivos distribuidores de carga do tipo tábuas, pranchas e outras, especificados pelo fabricante ou construtor.

O cutelo deve ser conformado para transmitir a carga na direção vertical, intercalando-se um berço de borracha ou outro material resiliente, de dureza Shore A entre 50 e 60, entre o cutelo e a telha, conforme Figura G.1.

Figura G.1 – Carga concentrada transmitida com o auxílio de cutelo de madeira e berço de borracha

Expressão dos resultados Gráfico da carga, em newton, e deformações, em centímetros.

Relatório de ensaio

O relatório do ensaio deve conter no mínimo as seguintes informações: a) identificação do solicitante; b) identificação do fornecedor; c) identificação da amostra e de todos os corpos-de-prova; d) desenho do ensaio de tipo; e) cargas de ruptura individuais e carga mínima com 95 % de confiança; f) gráfico das deformações; g) nível de desempenho; h) data do recebimento da amostra; i) data do ensaio; j) referência a esta Parte da ABNT NBR 15575; k) registros sobre eventos não previstos no decorrer dos ensaios.

Anexo H (normativo)

Verificação da estabilidade da cor de telhas e outros componentes das coberturas – Método de ensaio

Princípio

Este Anexo especifica um método para medição da alteração da cor na escala cinza segundo a ABNT NBR ISO 105-A02, após exposição acelerada.

Aparelhagem Câmara de xenônio, de acordo com a ASTM G 155.

Preparação e preservação das amostras para ensaios e dos corpos-de-prova

O corpo-de-prova deve ser recortado da posição mais central da telha ou de outro elemento da cobertura que resultar exposto aos raios solares, apresentando área mínima de 150 cm2 e forma compatível com a câmara de ensaios.

A amostra é constituída por cinco corpos-de-prova.

Procedimentos

Expor os corpos-de-prova, durante 1 600 h, em ciclos, numa câmara com lâmpada com arco de xenônio.

Submeter o corpo-de-prova a 690 min sob ação da lâmpada, seguindo-se 30 min sob ação simultânea da lâmpada e aspersão de água deionizada.

Expressão dos resultados Avaliação da alteração da cor segundo a ABNT NBR ISO 105-A02, escala cinza, após exposição.

Relatório de ensaio

O relatório do ensaio deve conter no mínimo as seguintes informações, em função de cada determinação ou verificação:

a) identificação do solicitante; b) identificação do fornecedor; c) identificação da amostra e de todos os corpos-de-prova; d) especificação do produto; e) características do produto, antes de ser submetido ao ensaio de envelhecimento; f) análise visual, relatando o grau de alteração na escala cinza , em função do nível de desempenho; g) análise visual da superfície exposta dos componentes, mencionando manifestações de fissuras, desagregações, escamações, descolamento da pintura ou da esmaltação.

h) nível de desempenho; i) data do recebimento da amostra; j) data do ensaio; k) referência a esta Parte da ABNT NBR 15575 e às normas que serviram de base para os ensaios de caracterização, l) registros sobre eventos não previstos no decorrer dos ensaios.

Anexo I (normativo)

Níveis de desempenho

Generalidades

I.1.1 Este Anexo estabelece os níveis mínimos (M) de desempenho para cada requisito, que devem ser atendidos.

I.1.2 Considerando a possibilidade de melhoria da qualidade da edificação, com uma análise de valor da relação custo/benefício dos sistemas, neste anexo são indicados os níveis de desempenho intermediário (I) e superior (S) e repetido o nível M para facilitar a comparação.

I.1.3 Recomenda-se que o construtor ou incorporador informem o nível de desempenho dos sistemas que compõem a edificação habitacional, quando exceder ao nível mínimo (M).

Requisito – Ação do granizo e outras cargas acidentais em telhados

Critério – Resistência ao impacto

É recomendável que, sob a ação de impactos de corpo-duro, o telhado não sofra ruptura ou traspassamento em face das energias especificadas na Tabela I.1 para os níveis intermediário (I) e superior (S). O nível mínimo (M) é obrigatório (ver 7.5.1). Fissuras, lascamentos e outros danos que não impliquem perda de estanqueidade do telhado podem ocorrer.

Tabela I.1 – Critérios para resistência ao impacto

Energia de impacto de corpo duro

Critério de desempenho

Nível de desempenho

Não ocorrência de ruptura ou traspassamento São admitidas falhas superficiais

M 1,5 I 2,5 S

Requisito – Condições de salubridade no ambiente habitável

Critério – Impermeabilidade

É recomendável que o SC apresente o desempenho conforme Tabela I.2, para os níveis intermediário (I) e superior (S). O nível mínimo é de atendimento obrigatório (ver 10.1.1).

Tabela I.2 – Níveis de desempenho para estanqueidade de telhas

Condição Nível de desempenho

Não aparecimento de gotas aderentes

Aparecimento de manchas de umidade – no máximo 35 % da área das telhas M

Não aparecimento de gotas aderentes

Aparecimento de manchas de umidade – no máximo 25 % da área das telhas, sem gotas aderentes na superfície inferior da telha

Não aparecimento de manchas de umidade S

Critérios – Estanqueidade e durabilidade para SC impermeabilizado

É recomendável que o SC apresente durabilidade conforme Tabela I.3, para os níveis intermediário (I) e superior (S). O nível mínimo é de atendimento obrigatório (ver 10.1.5).

Tabela I.3 – Níveis de desempenho

Período em anos Nível 5 M 8 I 12 S

Requisito – Isolação térmica da cobertura

Critérios – Transmitância térmica

É recomendável que o SC apresente desempenho conforme Tabela I.4, para os níveis intermediário (I) e superior (S). O nível mínimo é de atendimento obrigatório (ver 1.2.1).

Tabela I.4 – Critérios e níveis de desempenho de coberturas quanto à transmitância térmica

Transmitância térmica (U)

Zonas 1 e 2 Zonas 3 a 6 Zonas 7 e 8 1) Nível de desempenho

≤ 0,6
≤ 0,4

U ≤ 2,3 U ≤ 1,5 U ≤ 2,3 FV U ≤ 1,5 FV

≤ 0,6
≤ 0,4

U ≤ 1,5 U ≤ 1,0 U ≤ 1,5 FV U ≤ 1,0 FV

≤ 0,6
≤ 0,4

U ≤ 1,0 U ≤ 0,5 U ≤ 1,0 FV U ≤ 0,5 FV

1) Na zona bioclimática 8 também estão atendidas coberturas com componentes de telhas cerâmicas, mesmo que a cobertura não tenha forro.

NOTA O fator de ventilação (FV) é estabelecido na ABNT NBR 15220/2.

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