Concreto-manual de tecnologia basica (2)

Concreto-manual de tecnologia basica (2)

(Parte 13 de 17)

Abatimento:

Verificar se o concreto está com a consistência desejada ou se o mesmo ultrapassou o abatimento limite especificado no documento de entrega. Somente após a determinação do abatimento o caminhão estará liberado para a descarga.

As regras para a reposição da água perdida durante o transporte são definidas pela NBR 7212:

  • O tempo entre a mistura inicial e a descarga deve ser superior a 15 min.

  • O abatimento deve ser igual ou superior a 1,0 cm;

  • O abatimento só pode ser corrido em até 2,5 cm;

  • O abatimento, após adição da água complementar, não ultrapasse o limite máximo especificado no documento de entrega;

A adição de água, acima do limite, solicitada pela obra, exime a concreteira da responsabilidade quanto as características do concreto.

6.4 – Descarga e Lançamento

6.4 1.– Descarga

A descarga deve ser efetuada o mais rápido possível, de modo a garantir a plasticidade original do concreto e impedir contínuas adições de água. Em hipótese alguma o concreto poderá ser utilizado após o início de pega. O tempo máximo de transporte e descarga do concreto não pode ultrapassar os limites definidos no contrato de prestação de serviços.

Deve-se, também, conferir o número do lacre (garantia de recebimento do volume solicitado). Após a descarga deixar o balão girar durante 30 seg de modo a ter certeza que o mesmo foi totalmente descarregado.

6.4 2.– Lançamento

O concreto deverá ser lançado o mais próximo possível de sua posição final. A altura de lançamento irá depender da característica do concreto utilizado (abatimento, dimensão da pedra, teor de argamassa, etc.). Como regra geral, em peças delgadas e densamente armadas, recomenda-se não ultrapassar a altura de 2 metros; em peças maiores e com baixa concentração de armaduras a altura de lançamento pode atingir 3 metros – especialmente nos casos em que se utiliza concretos mais argamassados e com pedras de pequena dimensão (B0 e B1).

6.5 – Adensamento

O concreto deverá ser adensado por vibração de modo a garantir a sua compacidade e o preenchimento de todos os recantos da fôrma, evitando a formação de bolsas de ar, brocas e ninho de pedra.

O vibrador deve trabalhar na posição vertical e as camadas não poderão ultrapassar a ¾ do comprimento da agulha. A imersão e retirada do vibrador devem ser feitas lentamente, de modo a evitar bolsas de ar no interior do concreto.

O excesso de vibração desloca o agregado graúdo para a camada inferior prejudicando a homogeneidade do concreto. Deve-se evitar a vibração da armadura para que não se forme vazios ao seu redor, com prejuízo da aderência.

6.6 – Juntas de concretagem

Quando o lançamento do concreto for interrompido e formar-se uma junta de concretagem, deverão ser tomadas as precauções necessárias para garantir, ao reiniciar-se o lançamento, a suficiente ligação do concreto já endurecido com o do novo trecho. O preparo da superfície pode ser feito deixando-se barras cravadas no concreto, retirando-se a nata superficial com água sob pressão, escarificando a superfície do concreto de modo a melhorar a aderência, aplicando produtos adesivos na superfície do concreto endurecido, etc.

As juntas devem ser localizadas onde forem menores os esforços de cisalhamento, preferencialmente em posição normal aos de compressão, salvo se demonstrado que a junta não diminuirá a resistência da peça. O concreto deverá ser perfeitamente adensado até a superfície da junta.

No caso de vigas ou lajes apoiadas em pilares ou paredes, o lançamento do concreto deverá ser interrompido no plano de ligação do pilar ou parede com a face inferior da laje ou viga ou no plano que limite, inferiormente as mísulas e os capitéis, durante o tempo necessário para evitar que o assentamento do concreto produza fissuras ou descontinuidades na vizinhança daquele plano.

6.7 – Cura

O concreto deverá ser curado o mais rápido possível (assim que puder transitar sobre ele), protegendo-o contra a perda da água de amassamento. A cura poderá ser executada através da molhagem contínua com água, ou espalhando-se sacos umedecidos, serragem molhada ou areia molhada sobre a superfície do concreto durante 7 dias. No período de cura o concreto deverá ficar protegido de agentes externos, tipo: mudança brusca de temperatura, vento, água torrencial, agentes químicos, choque e vibrações.

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MINAS GERAIS

ENSAIOS DE CONTROLE DO CONCRETO

CURSO: ENGENHARIA DE PRODUÇÃO CIVIL

DISCIPLINA: MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO

PROFESSOR: ESDRAS POTY DE FRANÇA

ANO: 2002

7 - ENSAIOS DE CONTROLE TECNOLÓGICO DO CONCRETO

7.1. - Introdução

Ao se dimensionar uma estrutura o engenheiro calculista define a resistência mecânica do concreto bem como os cuidados necessários para garantir a sua qualidade e durabilidade.

O engenheiro da obra determina os parâmetros relacionados a correta execução do concreto: escolha dos materiais, consistência ideal, dimensão máxima, estudo de dosagem, parâmetros de controle, equipamentos de produção, etc.

O responsável técnico supervisiona e se responsabiliza pelo controle tecnológico do concreto dando à obra todas as condições técnicas: pessoal, equipamento e materiais que garantam o atendimento das exigências definidas pelo projeto e pelas normas brasileiras.

Evidentemente que, para se garantir a qualidade e homogeneidade do concreto devemos observar, com rigor, o correto proporcionamento entre os materiais e a observância da quantidade de água de mistura, itens fundamentais na fase de produção do concreto.

O controle da água de amassamento, através do ensaio de abatimento, impede que variações excessivas no fator A/C comprometam a resistência do concreto. Quanto maior o fator A/C menor a resistência e vice-versa. Um concreto com abatimento de 150 mm, por exemplo, poderá não estar ruim caso tenha sido dimensionado para esse abatimento porém o mesmo não podemos afirmar quando um concreto dimensionado para 80 mm é produzido com 150 mm. Em decorrência da elevação do abatimento podemos deduzir que houve adição de água ao concreto além da prevista originalmente. Concretos com abatimento superior ao previsto deverão ser rejeitados.

A moldagem dos corpos-de-prova nos fornece os resultados de resistência bem como o nível do controle adotado. Caso não se molde corpos-de-prova e, por infelicidade, surgir fatos que impliquem em queda acentuada na resistência do concreto a estrutura poderá não estar apta a suportar as cargas previstas e, em conseqüência, entrar em colapso.

Podemos, então, perceber a importância dos ensaios de abatimento e moldagem de corpos-de-prova. Enquanto o primeiro decide pela utilização ou não do concreto o segundo será representativo de sua resistência.

Sabemos que diversos fatores podem influir no resultado desses ensaios. O primeiro deles é a amostragem, ou seja a quantidade de concreto utilizada para os ensaios que deve ser representativa do todo. O segundo é o local da mistura onde é retirada a amostra.

. no caso de caminhão-betoneira, a norma estabelece que a amostra deve ser retirada no terço médio. Outros fatores alteram significativamente os resultados de resistência, tipo: nivelamento do local da moldagem, altura correta de camadas, adensamento adequado, transporte no tempo devido, cura eficiente, capeamento correto e velocidade de rompimento, etc.

Devido a esses fatores que podem alterar em até 40%, para menos, os resultados do ensaio de resistência alertamos para a necessidade de um máximo de cuidado na execução e interpretação final dos valores obtidos. Por várias vezes tivemos oportunidade de observar resultados de moldagem deficiente provocarem rejeição de uma estrutura sendo que testes posteriores de extração de testemunhos comprovarem a sua qualidade e aceitação sem restrições.

Com relação ao ensaio de consistência a devolução de um caminhão betoneira ou a eliminação de uma amassada de concreto, executada em obra, pode e geralmente prevê e antecipa graves problemas de resistência e qualidade na estrutura concretada. Lógico que ninguém quer desperdiçar concreto, aumentando os custos com material e mão-de-obra, podemos classificar como rotina as intermináveis contendas entre empresas de serviços de concretagem e laboratórios de controle tecnológico de concreto que ao recusarem um caminhão alegando abatimento superior ao permitido são prontamente contestados, neste caso o reensaio pode esclarecer e definir o destino do concreto, porém é sempre bom lembrar:

"O custo de 1 (um) metro cúbico de concreto é muito menor que o custo correspondente a demolição ou reforço de uma estrutura e infinitamente menor que o custo de uma vida .

7.2. NBR 7223/92 - Determinação da consistência pelo abatimento do tronco de cone.

Finalidade:

Determinar a consistência do concreto através do abatimento, com auxílio do cone de Abrams. Quanto maior o abatimento maior a plasticidade. Esse ensaio somente poderá ser aplicado a concretos com, no mínimo, 10 mm de abatimento e dimensão máxima de 38 mm.

Aparelhagem:

. Molde: Confeccionado em chapa metálica com pelo menos 1,6 mm de espessura, em forma de tronco de cone reto, 300 mm de altura, abertura superior e inferior com diâmetros de 100 e 200 mm respectivamente.

. Complemento: De formato tronco cônico, metálico, adaptável à abertura superior do molde.

. Placa metálica de base: Para apoio do molde, com 500 mm de lado e espessura de, pelo menos, 3 mm.

. Haste de socamento: Barra de aço reta, com 600 mm de comprimento e 16 mm de diâmetro, superfície lisa, seção transversal circular e extremidade de socamento semi-esférica.

. Concha: Para recolhimento do concreto, confeccionada em aço ou outro material não absorvente.

. Régua: Para medida do abatimento, com 300 mm de comprimento.

Amostragem:

. O volume da amostra deve ser de, pelo menos, 1,5 vezes o volume necessário para o enchimento do molde e nunca inferior a 30 litros.

. A amostra de betoneira estacionária deverá ser colhida no terço média da mistura.

. A amostra de caminhão betoneira, colhida no terço médio da mistura, deverá ser formada por duas ou mais porções durante a descarga, colhida com pá ou concha. Pode ser formada por uma só porção desviando-se a calha de descarga do concreto para o recipiente da amostragem. Temos observado, entretanto, que, na determinação do abatimento, em geral a amostra é coletada no início da descarga do caminhão para aceitação do concreto e liberação do descarregamento.

. Em concretos para pavimento rígido e concreto compactado com rolo a amostra deve ser coletada em cinco pontos diferentes. As porções devem ser homogeneizadas e ensaiadas.

. Concreto com dimensão máxima do agregado graúdo superior a 38 mm deverá ser passado pela peneira de 38 mm para eliminação das pedras retidas nessa malha.

. Após a retirada da amostra o prazo máximo para execução do ensaio é de 5 minutos.

. A amostra deve ser homogeneizada antes e durante o ensaio.

Ensaio:

. O ensaio deve ser realizado sobre uma base nivelada, livre de choque e vibrações.

. O molde, a base e o complemento deverão estar limpos e umedecidos antes do ensaio.

. O molde deve ser enchido em 3 camadas de volume aproximadamente iguais.

. Cada camada receberá 25 golpes dados com a haste de socamento, uniformemente distribuídos por toda a seção do molde, penetrando em toda a espessura da camada até atingir a camada subjacente.

. Após o adensamento, retirado o complemento, o excesso de concreto deverá ser removido de modo que a superfície fique nivelada com a extremidade superior do molde.

. A desmoldagem será efetuada elevando-se o molde pelas alças, cuidadosamente, na direção vertical com velocidade constante e uniforme, num tempo compreendido entre 8 e 12 segundos.

Resultado:

. Após a retirada o molde é colocado sobre a base, com auxílio da haste de socamento, apoiada sobre o molde, mede-se a distância, em mm, entre o nível inferior da haste e o centro da amostra. Essa distância equivale ao abatimento do concreto.

7.3. - NBR 5738 / 84 - Moldagem e cura de corpos de prova de concreto cilíndricos ou prismáticos

Finalidade:

Essa norma prescreve o procedimento para moldagem, desforma, transporte, cura e capeamento de corpos de prova cilíndricos e prismáticos destinados a determinação da resistência à compressão axial, resistência à tração na flexão e resistência à compressão diametral.

Aparelhagem:

. Moldes:

- Cilíndricos: Molde metálico de formato cilíndrico, com 150 mm de diâmetro e 300 mm de altura (dimensões internas), espessura da chapa: parede = 3 mm; base = 6 mm.

Obs. Em função de concretos executados com agregados de grandes dimensões (> 50 mm) permite-se moldes com dimensões diferenciadas, desde que obedeçam aos parâmetros abaixo:

 CP < 3 D (Dimensão máxima do agregado)

Altura = 2 CP

- Prismáticos: Molde metálico de formato retangular, com seção quadrada de aresta (d) igual a 150 mm e comprimento de 500 mm (dimensões internas), espessura da chapa: parede = 12 mm; base = 12 mm.

Obs. Com relação aos prismáticos também é permitido que a dimensão da aresta possa ser alterada em função da dimensão máxima do agregado. Recomenda-se, nesse caso, adotar 250 e 450 mm e obedecer a proporção a seguir:

comprimento = 3d + 50 mm

. Haste de socamento: Barra de aço reta, com 600 mm de comprimento e 16 mm de diâmetro, superfície lisa, seção transversal circular e extremidade de socamento semi-esférica.

. Vibrador:

- Interno: O vibrador interno deve ter freqüência de, no mínimo, 10.000 hertz e diâmetro da agulha de, no mínimo, 19 mm e, no máximo, 1/4 do diâmetro interno do molde cilíndrico e 1/3 da aresta interna do molde prismático.

- Externo: O vibrador externo deve ter freqüência de, no mínimo, 3600 hertz e deverá ser dotado de dispositivo que permita a fixação do molde.

. Concha: Para recolhimento do concreto, confeccionada em aço ou outro material não absorvente.

. Gola: Dispositivo acoplado ao molde quando a vibração é mecânica.

. Capeador: Aparelho utilizado para nivelar a superfície do topo dos corpos de prova de modo a garantir o paralelismo das faces superior e inferior, impedindo a ocorrência de concentração de cargas durante o ensaio de rompimento.

Amostragem:

. O volume da amostra deve ser de, pelo menos, 1,5 vezes o volume necessário para o enchimento do molde e nunca inferior a 30 litros.

. A amostra de betoneira estacionária deverá ser coletada no terço média da mistura.

. A amostra colhida em caminhão betoneira, no terço médio da mistura, deverá ser formada em duas ou mais porções durante a descarga, colhida com pá ou concha. Pode ser formada por uma só porção desviando-se a calha de descarga do concreto para o recipiente da amostragem.

. Em concretos para pavimento rígido e concreto compactado com rolo a amostra deve ser coletada em cinco pontos diferentes. As porções devem ser homogeneizadas e ensaiadas.

. Concreto com dimensão máxima do agregado graúdo superior a 38 mm deverá ser passado pela peneira de 38 mm para eliminação das pedras retidas nessa malha.

. A amostra deve ser homogeneizada antes e durante o ensaio.

Ensaio:

. O ensaio deve ser realizado sobre uma base nivelada, livre de choque e vibrações, próximo ou no local onde serão armazenados os moldes nas 24 horas que antecedem ao transporte para o local de rompimento.

. Após a retirada e homogeneização da amostra os corpos de prova serão moldados utilizando-se processo de adensamento compatível com a consistência do concreto, definida através do ensaio de abatimento.

________________________________________

Abatimento (mm) Processo de Adensamento

________________________________________

a < 20 vibração

20 < a < 60 manual ou vibração

60 < a manual

________________________________________

. Corpos de prova cilíndricos:

O concreto deve ser colocado no molde em camadas de alturas aproximadamente iguais e adensado , conforme indicado na tabela a seguir:

______________________________________________________

Adensamento  C.P. (mm) N.º Camadas N.º Golpes

______________________________________________________

Manual 150 4 30

Manual 250 5 75

______________________________________________________

Vibratório 150 2

Vibratório 250 3

Vibratório 450 5

______________________________________________________

. A moldagem do corpo de prova, qualquer que seja o processo de adensamento adotado, deverá ser efetuada com muito cuidado e sempre de modo homogêneo. A ausência de homogeneidade no ensaio é o principal fator de variações nos resultados de resistência e refletem o grau de perícia do laboratorista, podendo, como já foi dito colocar sob suspeita uma estrutura perfeitamente apta a suportar as cargas previstas em projeto.

. No adensamento manual o corpo de prova deverá ser moldado em camadas sucessivas com alturas aproximadamente iguais. No caso de moldes de 150 mm de diâmetro, caso corrente, temos observado que a concha, padrão ABNT, completamente cheia corresponde a uma camada, facilitando, consequentemente, o controle e execução do ensaio. Os golpes deverão ser distribuídos de modo uniforme pela seção do molde e de maneira que não penetrem na camada anterior. Se a haste de socamento criar vazios na massa do concreto, deve-se bater levemente na face externa do molde até o fechamento dos mesmos.

. No adensamento por vibração cada camada será adensada pelo tempo suficiente para que o concreto apresente superfície plana e brilhante. Quando do adensamento por vibrador de imersão (interno) a sua ponta não deve penetrar mais de 25 mm na camada anterior e encostar nas laterais e fundo da forma. Terminado o adensamento o vibrador deve ser retirado lenta e cuidadosamente para não deixar vazios no concreto. Recomenda-se bater levemente na lateral da forma para eliminá-los

. Qualquer que seja o processo de adensamento adotado a superfície do topo dos corpos de prova deve ser alisada com a colher de pedreiro.

. Após a moldagem os corpos de prova deverão ser identificados e cobertos com material não reativo e absorvente com a finalidade de protegê-los contra as intempéries e evitar perda de água por evaporação.

. Os corpos de prova não deverão ser transportados para o Laboratório antes de decorrido 24 (vinte e quatro) horas.

. O transporte deve ser executado de forma cuidadosa, evitando-se choques e quedas que, em idades iniciais, prejudicam sensivelmente a resistência do corpo-de-prova. O ideal é transportá-los dentro dos moldes.

. Ao chegar ao Laboratório procede-se a retirada do corpo-de-prova do molde, calçando-o, desapertando o anel e fazendo deslizar a forma para o lado do seu topo inferior, com cuidado para que não seja quebrado seu bordo.

. Depois de identificados os corpos-de-prova devem ser conservados em água saturada com cal ou em câmara úmida (umidade relativa de no mínimo 95% e temperatura de 23º + 2º), onde permanecerão até o dia do rompimento. Não é permitida a cura em água corrente.

. No dia do rompimento os corpos de prova deverão ser capeados com o objetivo de regularizar a superfície dos topos, possibilitando distribuição de carga homogeneamente em toda a sua superfície. A concentração de cargas em um determinado ponto pode e, em geral, provoca redução acentuada dos valores de resistência.

. O capeamento pode ser feito com pasta de cimento, decorridas 6 horas a 15 horas do momento da moldagem, ou, no dia do rompimento, com mistura a quente de enxofre e materiais granulosos ou ainda quaisquer outros materiais que desenvolvam, na ocasião do ensaio, resistência à compressão superior à resistência prevista para o corpo de prova a ser ensaiado.

. O topo do corpo de prova não deve ser umedecido com óleo. Essa prática, muito comum em laboratórios, impossibilita a perfeita aderência entre a pasta de enxofre e a superfície do concreto.

. A perfeição do capeamento: paralelismo dos topos, resistência, espessura, aderência da pasta, etc. tem fundamental importância na execução do ensaio de ruptura. Um capeamento incorreto compromete todo o ensaio, alterando o resultado do corpo-de-prova.

. Corpos de prova prismáticos:

O concreto deve ser colocado no molde em camadas de alturas aproximadamente iguais e adensado , conforme indicado na tabela a seguir:

______________________________________________________

Adensamento Aresta (mm) N.º Camadas N.º Golpes

______________________________________________________

Manual 150 2 8 golpes a cada

Manual 250 3 10000 mm2

______________________________________________________

Vibratório 150 1

Vibratório 250 2

(Parte 13 de 17)

Comentários