Manual Pediatria

Manual Pediatria

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M anu a

Manual

1Manual Prático de Atendimento em Consultório e Ambulatório de Pediatria

Manual Prático de

Atendimento em Consultório e Ambulatório de Pediatria

Sociedade Brasileira de Pediatria 2006

Sociedade Brasileira de Pediatria

Coordenadores:Renato Minoru Yamamoto Dioclécio Campos Júnior

2Manual Prático de Atendimento em Consultório e Ambulatório de Pediatria

Renato Minoru Yamamoto Presidente do Departamento de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria. Membro do Grupo Técnico Saúde da Criança Indígena da Sociedade Brasileira de Pediatria. Mestre em Pediatria pela Faculdade de Medicina da USP. Membro da Diretoria de Relações Comunitárias da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Médico pediatra coordenador da Seção de Assistência Comunitária do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Médico assistente do Centro de Saúde Escola “Prof. Samuel B. Pessoa” da USP.

Dioclécio de Campos Júnior Presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria. Professor Titular do Departamento de Pediatria da Universidade de Brasília. Chefe do Centro de Clínicas Pediátricas do Hospital Universitário de Brasília.

3Manual Prático de Atendimento em Consultório e Ambulatório de Pediatria

Presidente Dioclécio Campos Júnior

1º Vice-Presidente Nelson Augusto Rosário Fº

Sociedade Brasileira de Pediatria

Presidente Dr. Renato Minoru Yamamoto

1º Vice-Presidente Rosa Resegue Ferreira da Silva - SP Secretária: Lúcia Margareth Perini Borjaille - ES

Departamento de

Pediatria Ambulatorial

Membros Antônio de Azevedo Barros Filho - SP Isabel Rey Madeira - RJ José Gonçalves Sobrinho - AL José Paulo Vasconcellos Ferreira - RS Ney Marques Fonseca - RN Peter Abram Liquornik - RJ Rudolf Wechsler - SP Vera Lúcia Vilar de Araújo Bezerra - DF Wagner Sérgio Silvestrini - SP

4Manual Prático de Atendimento em Consultório e Ambulatório de Pediatria

PARTE 1: PROMOÇÃO DE SAÚDE E PREVENÇÃO1

Índice

CoordenadoresAntonio de Azevedo de Barros Filho

Orientações sobre aleitamento materno1
Monitoração do crescimento12
Avaliação do estado nutricional13
Promoção do desenvolvimento13
Abordagem dos problemas mais comuns ao recém-nascido15
Atividade física na infância e na adolescência17
PARTE 2: NUTRIÇÃO21

Vera Lúcia Vilar de Araújo Bezerra

CoordenadoresAntonio de Azevedo de Barros Filho

Alimentação da criança até os dois anos de idade21
Alimentação na idade pré-escolar2
Orientação alimentar para a criança em idade escolar (7 a 9 anos)23
Orientação alimentar dirigida aos adolescentes24
Indicações das fórmulas infantis26
PARTE 3: DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL E CONDUTA27

Renato Minoru Yamamoto Vera Lúcia Vilar de Araújo Bezerra

CoordenadoresJosé Gonçalves Sobrinho

Adenomegalias27
Artrites29
Baixa estatura30
Dores recorrentes funcionais31
Cefaléia31
Dores abdominais recorrentes funcionais34
Dores recorrentes funcionais em membros35
Doenças exantemáticas38
Estridor41
Hepatoesplenomegalia42
Lactente chiador45
Púrpuras46
Síndrome do respirador bucal48

Ney Marques Fonseca Peter Abram Liquornik Rosa Resegue Ferreira da Silva Sopro cardíaco ................................................................................................. 50

PARTE 4: PROBLEMAS COMUNS EM AMBULATÓRIO PEDIÁTRICO52

5Manual Prático de Atendimento em Consultório e Ambulatório de Pediatria

CoordenadoresIsabel Rey Madeira

José Paulo Vasconcellos Ferreira Lúcia Margareth Perini Borjaille Peter Abram Liquornik Renato Minoru Yamamoto Rudolf Wechsler Wagner Sérgio Silvestrini

Doenças nutricionais e do crescimento52

Renato Minoru Yamamoto

Anemia ferropriva52
Anemia por deficiência de ácido fólico52
Desnutrição53
Hipovitaminose A54
Raquitismo5
Obesidade5
Doenças do aparelho digestório56

Lúcia Margareth P Bornjaile

Alergia alimentar56
Constipação intestinal57
Diarréia aguda58
Diarréia persistente59
Dor abdominal aguda60
Intolerância à lactose61
Refluxo gastroesofágico61
Doenças do aparelho respiratório62

José Paulo Vasconcellos Ferreira

Amidalite (Tonsilites)62
Asma Brônquica63
Bronquiolite65
Gripe65
Pneumonias6
Doenças infecciosas e parasitárias68

6Manual Prático de Atendimento em Consultório e Ambulatório de Pediatria

Erisipela68
Estomatites69
Impetigo70
Infecções congênitas70
Parasitoses intestinais72
Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS)74
Toxocariase74
Doenças endocrinológicas e metabólicas75

Ney Marques Fonseca e Peter Abram Liquornik Isabel Rey Madeira

Diabetes melitus75
Hipotireiodismo76
Puberdade precoce7
Doenças gênito-urinárias79

Isabel Rey Madeira

Aderência balanoprepucial, fimose e balanopostite79
Hematúria80
Infecção urinária81
Sinéquia de pequenos lábios83
Vulvovaginites83
Doenças do aparelho circulatório84

José Paulo Vasconcellos Ferreira

Febre reumática84
Hipertensão arterial86
Doenças reumatológicas8

Isabel Rey Madeira

Lesão por esforços de repetição8
Dermatopatias mais comuns na infância8

Peter Liquornik

Dermatite seborréica8

Dermatite de contato ........................................................................................ 89

Dermatite atópica90
Disidrose90
Estrófulo90
Urticária91
Ptiríase alba (dartro volante/eczemátide)91
Celulite91
Erisipela92
Foliculite92
Furunculose92
Impetigo93
Escabiose93
Larva migrans cutânea94
Pediculose94
Ptiríase versicolor95
Tinea capitis95
Tinea corporis95
Tinea pedis96
Tinea cruris96
Tinea unguium96
Candidíase cutâneo-mucosa96
Miliária97
Hemangiomas97
Molusco contagioso97
Verrugas98
Varicela98
Doenças do ouvido9

7Manual Prático de Atendimento em Consultório e Ambulatório de Pediatria José Paulo Vasconcellos Ferreira

Otite média aguda9
Otite média aguda recorrente100
Otite média secretora100
Doenças do olho e anexos101

Rudolf Wechsler e Wagner Silvestrini

Conjuntivites agudas101
Dacriocistite103
Doenças regionais104

8Manual Prático de Atendimento em Consultório e Ambulatório de Pediatria Lúcia Margareth P Bornjaile

Dengue104
Hanseníase105
Leishmaniose visceral106
Malária107
Tungíase108
Doenças não classificados em outra parte109

Rudolf Wechsler e Wagner Silvestrini

Choro110
Cólicas do lactente110
Distúrbios do sono110
Encoprese114
Enurese114
Retirada das fraldas115

9Manual Prático de Atendimento em Consultório e Ambulatório de Pediatria

Apresentação

O Departamento de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria alcança, nos seus compromissos institucionais, abrangência científica que cobre a maior parte do território de atuação dos pediatras brasileiros. De fato, a maioria deles dedica, no consultório e ou no ambulatório de atendimento pediátrico, o tempo predominante de seu fazer profissional. Ademais, com a tendência evolutiva da pediatria na direção da primazia das ações preventivas e educativas sobre as curativas e do cuidado sobre a terapêutica, as atividades ambulatoriais retomam relevo e crescem em prioridade.

Nesse cenário dos novos tempos, o lançamento do MANUAL PRÁTICO DE ATENDIMENTO EM

CONSULTÓRIO E AMBULATÓRIO DE PEDIATRIA representa contribuição oportuna do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial ao empenho da SBP na recuperação da doutrina pediátrica, particularmente no momento em que se afirma, com clareza crescente, o direito da criança e do adolescente à melhor assistência médica de seu tempo, vale dizer da pediatria.

O Manual foi concebido para dar suporte científico atualizado e prático ao pediatra brasileiro consideradas as distintas realidades do país. Está escrito com a simplicidade e a concisão indispensáveis à finalidade a que se propõe: um instrumento objetivo de consulta para orientação segura do pediatra diante das situações diagnósticas e terapêuticas mais comuns, além de referência para o seu papel de educador em saúde que cumpre exercer na instância da assistência a que se destina. O temário foi selecionado cuidadosamente para incluir a maioria dos assuntos de maior representatividade no cotidiano do pediatra, sem a pretensão de ser completo.

Os autores se empenharam em produzir o melhor e tiveram pleno êxito em sua determinação. A pediatria brasileira passa a contar com mais um recurso de qualidade para garantir a excelência dos serviços que presta à saúde da infância e da adolescência do país. É um objetivo da nossa entidade associativa. Um compromisso diferenciado dos membros do Departamento de Pediatria Ambulatorial que se explicita no mérito do esforço de que resulta esta publicação.

Dioclécio Campos Júnior Presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria

10Manual Prático de Atendimento em Consultório e Ambulatório de Pediatria 10Manual Prático de Atendimento em Consultório e Ambulatório de Pediatria

11Manual Prático de Atendimento em Consultório e Ambulatório de Pediatria

Promoção de Saúde e Prevenção

Algumas definições:

–Aleitamento materno exclusivo: a criança recebe leite humano da mãe, de ama de leite, ou leite humano ordenhado, sem outra complementação a não ser suplementos medicamentosos ou medicamentos propriamente ditos:

–Aleitamento materno predominante: além do leite humano, a criança recebe suplementos a base de água (água, chás, água adocicada, infusões), sucos de frutas, soros de reidratação oral, xaropes de vitaminas, minerais e medicamentos;

–Aleitamento materno: a criança recebe aleitamento materno, complementado, predominante ou exclusivo;

–Aleitamento materno complementado: a criança recebe leite materno e outros alimentos sólidos, semi-sólidos (papas, comidinhas, frutas, mingaus), ou líquidos, incluindo aleitamento artificial;

–Aleitamento materno pleno: a soma do aleitamento materno exclusivo com aleitamento materno predominante (em inglês full breastfeeding).

A recomendação pela Sociedade Brasileira de Pediatria, órgãos do governo e pela Organização

Mundial da Saúde é que o aleitamento materno seja exclusivo até os seis meses e complementado até pelo menos os dois anos de idade.

1 -O bebê deve ser colocado para sugar logo após o nascimento. Mesmo que não sugue, deixar sobre o corpo da mãe.

2 -O leite humano muda de composição e de características nas primeiras duas semanas.

3 -O bebê mama toda hora durante o primeiro mês, inclusive durante a noite. Isso não significa que o leite é fraco.

4 -Orientar a mãe para que fique em situação confortável, que ela e o filho estejam vestidos de forma a não restringir movimentos.

5 -O corpo do bebê deve ficar em contato com o tórax da mãe, seus braços não devem se interpor entre seu corpo e o corpo da mãe, e que ele deve estar firmemente apoiado no colo ou nos braços da mãe.

6 -A mãe segura o seio com a mão em C e aproxima o bebê ao mamilo. A mãe estimula o reflexo de sucção com o mamilo nos lábios. Assim que o bebê abre a boca, leva-o a abocanhar o mamilo. È ele que se aproxima da mama e não a mama que se aproxima do bebê.

7 -O bebê abocanha a aréola, com o queixo tocando a mama e os lábios curvados para fora.

8 -O bebê deve esvaziar a mama, a mãe, com o dedo mínimo provoca uma pequena abertura no canto da boca do bebê para modificar a pressão interna e não lesar o mamilo, espera o bebê arrotar e o coloca na outra mama até ele se satisfazer, o que pode acontecer sem esvaziar completamente a segunda mama.

9 -Na próxima mamada a mãe deve oferecer primeiro a segunda mama da mamada anterior.

12Manual Prático de Atendimento em Consultório e Ambulatório de Pediatria

Para evitar lesões nos mamilos, orientar:

1 -Técnica correta da amamentação e a forma de cessá-la, com o dedo no canto da boca do bebê.

2 -Expor as mamas ao ar livre e/ou à luz solar. 3 -Não usar álcool, sabões ou produtos secativos.

4 -Dar de mamar com bastante freqüência.

Mastite não contra-indica a amamentação. Trata-se com antibiótico e analgésico e o esvaziamento da mama, o que não prejudica a saúde do bebê. A única contra indicação (até o momento) ao aleitamento materno é quando a mãe é HIV+. Neste caso a legislação brasileira garante o recebimento de leite adaptado.

O uso de qualquer droga pela mãe, durante o período de amamentação, deve ser avaliado com cuidado. A Academia Americana de Pediatria classifica-as nas seguintes categorias:

Drogas contra-indicadas na lactação, drogas que devem ser prescritas com cautela, drogas cujos efeitos adversos são desconhecidos em crianças amamentadas, e drogas compatíveis com a amamentação. Existem sítios na Internet e em livros de pediatria que devem ser consultados para o pediatra poder orientar a família.

Referência: 01.Giugliani ERJ. O aleitamento materno na prática clínica. J Ped (Rio J) 76 (supl 3): S238- 252, 2000.

Deve ser feita desde a vida intra-uterina até o término da adolescência.

Durante os dois primeiros anos de vida são detectadas as alterações relacionadas com várias patologias. É importante a verificação do peso (P), da estatura(E) ou altura (A) e do perímetro cefálico(PC).

No 1º ano de vida as consultas devem ser feitas aos: 15 dias de vida 01 mês 02 meses 04 meses 06 meses 09 meses 12 meses

No 2º ano de vida aos: 15 meses 18 meses 21 meses 24 meses

A partir daí é importante que se verifique o peso e a estatura ou a altura semestralmente até os 5 anos e anualmente entre 6 e 18 anos para a detecção dos desvios mais importantes relacionados ao crescimento como a desnutrição,a obesidade, a baixa estatura e o gigantismo.

Promoção de Saúde e Prevenção

13Manual Prático de Atendimento em Consultório e Ambulatório de Pediatria

É imprescindível que nos dois primeiros anos de vida as medidas do perímetro cefálico(PC) sejam colocadas em um gráfico que deve ser comparado com o gráfico de peso por altura(P/A). Sempre que há um traçado positivo (traçado em ascensão) do PC,deve haver também um traçado em ascensão no gráfico de P/A. Traçado positivo do PC com traçado negativo do P/A em mais de 2 consultas, pode indicar uma macrocefalia. Traçado negativo (traçado descendente) do PC com traçado positivo de P/A pode indicar uma microcefalia. Todos esses casos merecem rigorosa observação mensal por parte do pediatra, com um bom exame clínico,solicitação de sorologias para detecção de infecções congênitas como a rubéola,toxoplasmose, lues e citomegalovirus dentre outras. Faz-se necessário um estudo na área de imagens como ecografia transfontanelar, tomografia computadorizada e ou ressonância magnética a depender da indicação.

A avaliação do estado nutricional deve ser um procedimento feito de rotina pelo pediatra em todas as idas da criança a uma unidade de atendimento não importando se de emergência ou uma consulta ambulatorial ou de consultório.

A avaliação nutricional pode ser:clínica antropométrica e laboratorial ou bioqúimica.

Clínica – observa-se freqüentemente:

Estado geral - (irritabilidade, apatia, posição fetal, emagrecimento etc); Cor da pele e mucosas; Fácies -boca (queilite, queilose, perleche ou boqueira etc); cabelos – rarefeitos, quebradiços; cílios – longos e curvos;

Tórax – rosário costal; Abdome – globoso, escavado, circulação colateral etc.

Antropométrica – usualmente se mede o peso, a estatura e o perímetro cefálico.

Após a verificação destas medidas colocá-las nos gráficos existentes na Caderneta Brasileira da Saúde da Criança e do Adolescente da SBP ou na Caderneta da Criança do Ministério da Saúde. Mostrar e explicar o gráfico ao acompanhante da criança.

Laboratorial ou bioquímica – Os exames mais solicitados são:

Hemoglobina; Hematócrito; sumário de urina com sedimentoscopia; uréia; creatinina; glicemia e perfil lipídico.

Algumas dosagens vitamínicas são importantes como a da Vit. A.

Desenvolvimento é a capacidade do corpo de adquirir funções ou seja é a capacidade que a criança apresenta de realizar tarefas.

Promoção de Saúde e Prevenção

14Manual Prático de Atendimento em Consultório e Ambulatório de Pediatria

Desenvolvimento e crescimento são processos integrados e devem ser avaliados em todas as consultas.

O desenvolvimento se faz no sentido céfalo-caudal (da cabeça para os membros inferiores, isto é, de cima para baixo) e próximo-distal (da parte central do corpo para as extremidades, portanto, de dentro para fora).

Levando-se em consideração alguns marcos da maturidade neurológica e marcos do desenvolvimento podemos ter no 1º ano de vida 4 períodos importantes:

a)Fase cervical- 0 a 3 meses- ao final desta fase a criança sustenta a cabeça. Nesse período a criança gosta de ver os rostos da mãe e do pai e gosta que conversem com ela. Já começa a levar as mãos a boca e acompanha objetos com o olhar. Ela já se movimenta bastante.

b)Fase troncular- 4 a 6 meses- ao final desta fase a criança já deve iniciar a tarefa de sentar. Ela já rola na cama e quando colocada de bruços levanta e sustenta a cabeça apoiando-se nos antebraços. Já brinca com os pés e os leva à boca. Alcança e pega objetos pequenos,emite sons,vira a cabeça na direção de uma voz ou de um objeto sonoro.

c)Fase de reptação- 7 a 9 meses- ao final dessa fase a criança deve sentar-se sem apoio e já deve iniciar a tarefa de arrastar-se ou engatinhar. Nessa idade a criança “estranha” as pessoas desconhecidas, já começa a ficar de pé ou até mesmo a andar.

d)Fase de deambulação- 10 a 12 meses- normalmente ao final dessa fase a criança já caminha com apoio ou sozinha. Ela gosta de imitar os pais, faz gestos com a cabeça, dá adeus e bate palmas. Já faz o movimento de pinça com os dedos polegar e indicador e já atende pelo seu nome.

No 2º ano de vida –

Anda sozinha e raramente cai; come sozinha; identifica a sua imagem no espelho; fala várias palavras e consegue articular frases curtas e pode ser iniciada a retirada das fraldas e o uso do penico e do vaso sanitário.

Nos 3º e 4º anos de vida-

Prefere brincar isolada mesmo na companhia de outras crianças; sabe dizer seu próprio nome e até mesmo o seu endereço; demonstra suas alegrias, tristezas e raivas; gosta de ouvir histórias e também já as conta; ajuda a vestir-se, a calçar chinelos e sapatos e imita os adultos.

A partir do 5º ano até o início da adolescência entre 1 e 12 anos-

A criança passa a gostar da companhia de outras crianças e começa a ficar muito independente; tem interesse em aprender sobre tudo o que a cerca; escolhe seus amigos; aprende canções; fala bem o que quer e o que sente; forma seu grupo de estudos e gosta de mostrar o que aprendeu.

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