Estruturas de Contenção

Estruturas de Contenção

Estruturas de Contenção Muros de Arrimo

▪ Definição.

Estes elementos são corridos e fechados a fim de estabilizar taludes naturais ou abertos por escavação.

Em um lado de sua extensão é apoiada a carga do solo, possibilitando áreas livres ao outro lado.

Diferentes tipos de muros são amplamente consagrados, conferindo a cada um peculiaridades que os tornam melhores adequados a cada situação.

▪ Nomenclatura.

▪ Tipos de Muros. □ Pedra sem Rejunte:

São estes os muros mais antigos usados pela civilização. Sua estrutura é baseada na sobreposição intercalada de pedras de mesmo diâmetro, visando sua melhor acomodação e menor atrito entre os componentes.

A base deve adentrar o nível do solo da jusante para evitar seu deslizamento.

Não há preocupação com a drenagem de água retida em seu tardoz, pois as fendas entre pedras permitem pequenos fluxos de água e até mesmo deformações.

Figura 1

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□ Alvenaria de Pedra:

De mesmas especificações que os muros de pedras a seco quanto aos componentes, estes são assentados com argamassa, tornando-se mais rígidos, não permitindo deformações nem escoamento de água.

Portanto são necessárias barbacãs para condução da água e dispositivos filtrantes, que drenam a água para as barbacãs sem entupimento, além de capeamento em seu topo.

□ Concreto Ciclópico:

Muros moldados com fôrmas e preenchidos com 70% de concreto e 30% de rochas de dimensões variadas, precisando de barbacãs e filtros, bem como calhas altas e baixas.

Em alturas maiores pode haver o uso de contrafortes para aumentar a resistência da estrutura sem engrandecer o volume de concreto.

□ Gabião:

Este tipo de muro é estruturado por gaiolas metálicas feitas de malha de aço galvanizado, sendo estas preenchidas manualmente com rochas de diferentes dimensões, para melhor acomodação das mesmas.

Imagem 2 Figura 2

Tem-se grande capacidade de escoamento de água e deformação por cargas com este sistema, necessitando apenas que a base seja aterrada e com calhas ao pé da jusante.

Parte do suporte se dá em função da malha, devendo esta, preferencialmente, ser revestida na face exposta para proteção contra choques mecânicos.

□ Sacos de Solo Cimento:

Solos arenosos ou com pouca argila podem ter um acréscimo em seu peso de 8% de cimento, para, depois de homogeneizados, serem embalados em sacos.

Devem ser justapostos de maneira intercalada e compactados em camadas finas.

Acomodam-se facilmente ao terreno, e as embalagens degradar-se-ão ao longo do tempo, permitindo maior facilidade de deformação ao conjunto.

Para evitar sinistros por intempéries, a superfície precisa de proteção, como camada de vegetação ou projeção de concreto.

Barbacãs serão necessárias se o solo usado for muito argiloso ou se o revestimento for impermeável.

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□ Concreto Armado ou Flexão:

Muros deste tipo têm menor volume, podem ser mais esbeltos, mas tem maior custo.

Suas estruturas de concreto armado podem ser em forma de “L”, “T” invertido ou com apoio de contrafortes, que são pilares que se projetam da face ou do tardoz do muro, sendo acompridados na base e afinados no topo, também denominados nervuras.

Também pode haver uso de tirantes ancorados na base e em rocha, ou na base e no topo, para maior estabilidade.

Barbacãs, filtros drenantes e calhas são fundamentais à boa conservação do muro.

□ Bloco de Concreto Encaixado (Sem Rejunte):

Utilizando o sistema prático de encaixe lateral de blocos vazados, sem argamassa, tem-se uma grande facilidade de aplicação e adequação ao relevo, destes muros.

Sua área vazada deve ser preenchida com solo, e este bem acomodado.

Para evitar degradação da face exposta é necessário revestimento, ao exemplo de vegetação ou concreto. O uso de barbacãs e calhas é importante à conservação da estrutura.

Tirante na base e em rocha. Tirante na base e no topo.

Muro de flexão tipo “L”. Muro com contrafortes no paramento externo. Imagem 5 Imagem 6

Figura 3 Figura 4

□ Solo-Pneu:

De material de resistência elevada, os pneus que formam muros de arrimo devem ser atados entre si e intercalados, e seus vazios ocupados por solo para estabilização do conjunto.

Permitem flexibilidade para a estrutura além de escoarem com facilidade águas retidas no tardoz.

Para evitar carreamento do solo contido nos pneus, a fachada do muro deve ter proteção vegetativa ou de concreto.

▪ Outras Contenções.

Além de muros, de largura aumentada proporcionalmente à sua altura, ou de fundações competentes a grandes cargas, existe a alternativa das cortinas de contenção.

Estas podem ser chapas de concreto pré-moldadas e ancoradas na montante, ou fôrmas de concreto a serem preenchidas, além de cortinas de concreto sobre malha, entre outros.

Imagem 7 Figura 5

Referências Bibliográficas:

GERSCOVICH, Denise M. S.. Estruturas de Contenção: Muros de Arrimo. UERJ, Rio de Janeiro. Disponível em: <w.eng.uerj.br/~denise/pdf/muros.pdf> Acesso em 12 set. 2011

PROVENTIONCONSORTIUM. Obras com Estrutura de Contenção. Disponível em: <w.proventionconsortium.org/themes/default/pdfs/morros/cap11.pdf> Acesso em 12 set. 2011

Fontes:

Imagem 1. Disponível em: w.tecparpavimentos.com.brgotostoretextos.aspxSID=TecPar&id=1

Imagem 2. Adaptado de: w.geradordeprecos.info/obra-nova/UNM/UNM010.html

Imagem 4. Disponível em: w.proventionconsortium.org/themes/default/pdfs/morros/cap11.pdf

Imagem 5. Disponível em: w.sobrenco.com.br/Regis_Bittencourt.html

Imagem 6. Disponível em: w.engbolzan.blogspot.com/2010/06/muro-de-arrimo-em-concreto.html

Imagem 7. Disponível em: http://www.proventionconsortium.org/themes/default/pdfs/morros/cap11.pdf

Figura 1. Fonte: O autor. Figura 2. Fonte: O autor.

Figura 3. Disponível em: w.eng.uerj.br/~denise/pdf/muros.pdf

Figura 4. Adaptado de: w.eng.uerj.br/~denise/pdf/muros.pdf

Figura 5. Disponível em: w.proventionconsortium.org/themes/default/pdfs/morros/cap11.pdf

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