Farmacopéia Brasileira Volume 2

Farmacopéia Brasileira Volume 2

(Parte 6 de 11)

Solução amostra: transferir 4 mL da Solução amostra concentrada e 4 mL da Solução padrão interno para balão volumétrico de 50 mL. Completar o volume com Fase móvel e homogeneizar.

Solução padrão estoque: preparar solução de ácido fólico SQR a 1 mg/mL em Fase móvel, utilizando 1 mL de hidróxido de amônio a 10% (v/v) para cada 100 mL de solução.

Solução padrão: transferir 4 mL da Solução padrão estoque e 4 mL da Solução padrão interno para balão volumétrico de 50 mL. Completar o volume com Fase móvel e homogeneizar.

Farmacopeia Brasileira, 5ª ediçãoaa578

Injetar replicatas de 10 μL da Solução padrão. A resolução entre metilparabeno e ácido fólico não é menor que 2,0. O desvio padrão relativo das áreas de replicatas dos picos registrados não é maior que 2,0%.

Procedimento: injetar, separadamente, 10 μL da Solução padrão e da Solução amostra, registrar os cromatogramas

ácido fólico/metilparabeno com a Solução padrão e a Solução amostra.

EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO Em recipientes bem fechados, ao abrigo da luz.

ROTULAGEM Observar a legislação vigente.

CLASSE TERAPÊUTICA Hematopoiético.

Pesar e pulverizar os comprimidos. Agitar quantidade do pó equivalente a 50 mg de ácido fólico com 100 mL de hidróxido de sódio 0,1 M aquecido entre 40 ºC e 50 ºC. Deixar esfriar e fi ltrar. Ajustar o pH do fi ltrado para 3,0 com ácido clorídrico. Resfriar a solução até 5 ºC, fi ltrar e lavar o precipitado com água fria até que as águas de lavagem não respondam à reação de cloretos (5.3.1.1). Lavar o precipitado com acetona e secar a 80 ºC, durante 1 hora. Transferir 10 mg do resíduo para balão volumétrico de 100 mL, dissolver em hidróxido de sódio 0,1 M e completar o volume com o mesmo solvente. Transferir 5 mL dessa solução para balão volumétrico de 50 mL e completar o volume com hidróxido de sódio 0,1 M, obtendo solução 0,001% (p/v). O espectro de absorção no ultravioleta (5.2.14), na faixa de 230 nm a 386 nm, da solução obtida exibe máximos em 256 nm, 283 nm e 365 nm. A razão entre os valores de absorvância medidos em 256 nm e 365 nm está compreendida entre 2,80 e 3,0.

CARACTERÍSTICAS Determinação de peso (5.1.1). Cumpre o teste. Teste de dureza (5.1.3.1). Cumpre o teste. Teste de friabilidade (5.1.3.2).Cumpre o teste.

Teste de desintegração (5.1.4.1). Cumpre o teste. Uniformidade de doses unitárias (5.1.6). Cumpre o teste.

TESTE DE DISSOLUÇÃO (5.1.5) Meio de dissolução: água, 500 mL Aparelhagem: pás, 50 rpm Tempo: 45 minutos

Procedimento: após o teste, retirar alíquota do meio de dissolução e proceder conforme descrito em Doseamento.

Proceder conforme descrito em Cromatografi a a líquido de alta efi ciência (5.2.17.4). Utilizar cromatógrafo provido de detector ultravioleta a 283 nm; coluna de 250 m de comprimento e 4,6 m de diâmetro interno, empacotada com sílica quimicamente ligada a grupo octilsilano (5 μm), mantida à temperatura ambiente; vazão da Fase móvel de 1 mL/minuto.

Fase móvel: mistura de fosfato de potássio monobásico 0,05 M e acetonitrila (93:7). Ajustar o pH da mistura para 6,0 com hidróxido de sódio 5 M.

Solução amostra: pesar e pulverizar 20 comprimidos. Transferir quantidade do pó equivalente a 20 mg de ácido fólico para balão volumétrico de 100 mL, adicionar 50 mL de hidróxido de sódio 0,1 M e completar o volume com o mesmo solvente. Homogeneizar. Centrifugar, transferir 5 mL do sobrenadante para balão volumétrico de 100 mL e completar o volume com Fase móvel.

Solução padrão: transferir, exatamente, cerca de 20 mg de ácido fólico SQR para balão volumétrico de 100 mL e completar o volume com hidróxido de sódio 0,1 M. Homogeneizar. Transferir 5 mL desta solução para balão volumétrico de 100 mL e completar o volume com Fase móvel.

Procedimento: injetar, separadamente, 10 μL das Soluções padrão e amostra, registrar os cromatogramas e medir as

Solução padrão e Solução amostra.

EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO Em recipientes bem fechados, ao abrigo da luz.

ROTULAGEM Observar legislação vigente.

Farmacopeia Brasileira, 5ª ediçãoaa579

ÁCIDO LÁCTICO Acidum lacticum

Mistura do ácido 2-hidroxipropanóico e seus produtos de condensação, tais como ácido lactoil-láctico, e os polilácticos e água. O equilíbrio entre ácido láctico e os ácidos polilácticos é dependente da concentração e da temperatura. O ácido láctico normalmente é um racemato ((RS)-ácido láctico), mas o isômero S (+) pode predominar. Contém, no mínimo, 8,0% e, no máximo, 92,0% de

Características físicas. Líquido viscoso incolor ou levemente amarelado.

Solubilidade. Miscível em água, etanol e éter etílico. Constantes físico-químicas

Poder rotatório (5.2.8): –0,05º a +0,05º, para o ácido láctico racêmico.

A. Dissolver 1 g da amostra em água. A solução é fortemente ácida (pH menor que 4).

B. Responde às reações do íon lactato (5.3.1.1).

Aspecto da solução. Dissolver 5 g da amostra em 42 mL de hidróxido de sódio M e diluir para 50 mL com água. A solução obtida não é mais corada que a Solução padrão de cor SC F (5.2.12).

Açúcares e outras substâncias redutoras. A 10 mL de tartarato cúprico alcalino SR quente adicionar cinco gotas da amostra. Nenhum precipitado vermelho é produzido.

Substâncias facilmente carbonizáveis. Lavar um tubo de ensaio com ácido sulfúrico e deixar escorrer por 10 minutos. Adicionar ao tubo de ensaio 5 mL de ácido sulfúrico e, cuidadosamente, acrescentar 5 mL da amostra, de modo a não misturar os líquidos. Manter o tubo a uma temperatura de 15 ºC. Após 15 minutos, nenhuma coloração escura se desenvolve na interface entre os dois ácidos.

Substâncias insolúveis em éter. Dissolver 1 g da amostra em 25 mL de éter etílico. A solução não é mais opalescente que o solvente utilizado para o teste.

Ácidos oxálico, cítrico e fosfórico. A 5 mL da solução obtida em Aspecto da solução adicionar amônia SR até pH fracamente alcalino (entre 8 e 10). Adicionar 1 mL de solução de cloreto de cálcio SR. Aquecer em banho-maria por 5 minutos. Qualquer opalescência na solução, antes ou depois do aquecimento, não é mais intensa que a de uma mistura de 1 mL de água e 5 mL da solução obtida em Aspecto da solução.

Cálcio (5.3.2.7). Diluir 5 mL da solução obtida em Aspecto da solução para 15 mL com água e prosseguir conforme descrito em Ensaio limite para cálcio. No máximo 0,02% (200 ppm).

Cloretos (5.3.2.1). A 10 mL de solução da amostra a 1% (p/v) acidifi cada com ácido nítrico adicionar algumas gotas de nitrato de prata 0,1 M. Nenhuma opalescência é produzida imediatamente.

Sulfatos (5.3.2.2). A 10 mL de solução da amostra a 1% (p/v) adicionar duas gotas de ácido clorídrico e 1 mL de cloreto de bário SR. Nenhuma turbidez é produzida.

Metais pesados (5.3.2.3). Utilizar o Método I. No máximo 0,001% (10 ppm).

Cinzas sulfatadas (5.2.10). Determinar em 1 g da amostra. No máximo 0,1%.

Transferir, exatamente, cerca de 1 g da amostra para frasco com tampa, adicionar 10 mL de água e 20 mL de hidróxido de sódio M. Fechar o frasco e deixar em repouso por 30 minutos. Adicionar 0,5 mL de fenolftaleína SI e titular com ácido clorídrico M SV até desaparecimento da coloração rosa. Cada mL de hidróxido de sódio M equivale a 90,080

EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO Em recipientes bem fechados.

ROTULAGEM Observar a legislação vigente.

CATEGORIA Agente tamponante.

Farmacopeia Brasileira, 5ª ediçãoaa580

ÁCIDO NALIDÍXICO Acidum nalidixicum

Características físicas. Pó cristalino branco a quase branco ou amarelo pálido.

Solubilidade. Praticamente insolúvel em água, solúvel em cloreto de metileno, pouco solúvel em acetona e etanol. Solúvel em soluções diluídas de hidróxidos alcalinos.

Constantes físico-químicas Faixa de fusão (5.2.2): 225 ºC a 231 ºC.

O teste de identifi cação A. poderá ser omitido se forem realizados os testes B., C. e D.

A. O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14) da amostra, previamente dessecada, dispersa em brometo de potássio, apresenta máximos de absorção somente nos mesmos comprimentos de onda e com as mesmas intensidades relativas daqueles observados no espectro de ácido nalidíxico SQR, preparado de maneira idêntica.

B. O espectro de absorção no ultravioleta (5.2.14), na faixa de 230 nm a 350 nm, de solução resultante a 0,0005% (p/v) em hidróxido de sódio 0,1 M, exibe máximos em 258 nm e 334 nm. A razão entre os valores de absorvância medidos em 258 nm e 334 nm está compreendida entre 2,2 e 2,4.

C. A mancha principal do cromatograma da Solução (2), obtida em Substâncias relacionadas, corresponde em posição, cor e intensidade a mancha principal no cromatograma obtido com a Solução (3).

D. Dissolver 0,1 g da amostra em 2 mL de ácido clorídrico. Adicionar 0,5 mL de 2-naftol a 10% (p/v) em etanol. Desenvolve-se coloração vermelha-alaranjada.

Absorção de luz. Dissolver 1,5 g da amostra em balão volumétrico de 50 mL com cloreto de metileno e completar o volume com o mesmo solvente. Homogeneizar. A absorvância da solução (5.2.14) medida em 420 nm não é maior que 0,10.

Substâncias relacionadas. Proceder conforme descrito em Cromatografi a em camada delgada (5.2.17.1), utilizando sílica-gel F254, como suporte, e mistura de amônia SR, cloreto de metileno e etanol (10:20:70), como fase móvel.

Aplicar, separadamente, à placa, 10 μL de cada uma das soluções, recentemente preparadas, descritas a seguir.

Solução (1): dissolver 0,2 g da amostra em cloreto de metileno e completar o volume para 10 mL com o mesmo solvente. Homogeneizar.

Solução (2): transferir 1 mL da Solução (1) para balão volumétrico de 20 mL e completar o volume com cloreto de metileno.

Solução (3): dissolver 10 mg de ácido nalidíxico SQR em cloreto de metileno e completar o volume para 10 mL com o mesmo solvente. Homogeneizar.

Solução (4): transferir 2 mL da Solução (2) para balão volumétrico de 10 mL e completar o volume com cloreto de metileno.

Solução (5): transferir 1 mL da Solução (4) para balão volumétrico de 10 mL e completar o volume com cloreto de metileno.

Solução (6): transferir 1 mL da Solução (4) para balão volumétrico de 25 mL e completar o volume com cloreto de metileno.

Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar secar ao ar. Examinar sob luz ultravioleta (254 nm). Qualquer mancha secundária obtida no cromatograma com a Solução (1), diferente da mancha principal, não é mais intensa que aquela obtida com a Solução (5) (0,1%) e no máximo uma mancha é mais intensa que a mancha obtida com a Solução (6) (0,04%).

Metais pesados (5.3.2.3). Utilizar o Método I. No máximo 0,002% (20 ppm).

Perda por dessecação (5.2.9). Determinar em 1 g da amostra, em estufa entre 100 °C e 105 ºC, por 2 horas. No máximo 0,5 %.

Cinzas sulfatadas (5.2.10). Determinar em 1 g da amostra. No máximo 0,1%.

Dissolver, exatamente, cerca de 0,25 g da amostra em 30 mL de dimetilformamida, previamente neutralizada, utilizando timolftaleína SI como indicador. Titular com metóxido de lítio 0,1 M SV, utilizando timolftaleína SI como indicador. Utilizar agitador magnético e evitar absorção de dióxido de

Farmacopeia Brasileira, 5ª ediçãoaa581 carbono atmosférico. Cada mL de metóxido de lítio 0,1 M

EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO Em recipientes bem fechados.

ROTULAGEM Observar a legislação vigente.

CLASSE TERAPÊUTICA Antibacteriano.

A. Pesar e pulverizar os comprimidos. Utilizar quantidade do pó equivalente a 1 g de ácido nalidíxico, adicionar 50 mL de clorofórmio, agitar por 15 minutos, fi ltrar e evaporar o fi ltrado até secura. O resíduo responde ao teste A. de Identifi cação da monografi a de Ácido nalidíxico.

B. Secar o resíduo do teste A. de Identifi cação, a 105 °C por 2 horas. O espectro de absorção no ultravioleta (5.2.14), na faixa de 230 nm a 350 nm, de solução do resíduo a 0,0008% (p/v) em hidróxido de sódio 0,1 M, exibe máximos em 258 nm e 334 nm.

C. Secar o resíduo do teste A. de Identifi cação, a 105 °C por 2 horas. Temperatura de Fusão (5.2.2): em torno de 228 °C.

CARACTERÍSTICAS Determinação de peso (5.1.1). Cumpre o teste Teste de dureza (5.1.3.1). Cumpre o teste Teste de friabilidade (5.1.3.2). Cumpre o teste Teste de desintegração (5.1.4.1). Cumpre o teste Uniformidade de dose unitária (5.1.6). Cumpre o teste

Substâncias relacionadas. Proceder conforme descrito em Cromatografi a em camada delgada (5.2.17.1), utilizando sílica-gel GF254 como suporte, e mistura de amônia 5 M, cloreto de metileno e etanol (20:30:50), como fase móvel.

Aplicar, separadamente, à placa, 10 μL de cada uma das seguintes soluções recentemente preparadas.

Solução (1): dissolver quantidade de comprimido equivalente a 0,1 g de ácido nalidíxico em 50 mL de cloreto de metileno, agitar por 15 minutos, fi ltrar e evaporar até secura. Dissolver o resíduo em 5 mL de cloreto de metileno.

Solução (2): diluir a Solução (1) para balão volumétrico de 200 mL e completar o volume com cloreto de metileno. Diluir a solução resultante (1:2) com cloreto de metileno.

Solução (3): diluir a Solução (2) (1:2,5) com cloreto de metileno.

Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar secar ao ar. Examinar sob luz ultravioleta (254 nm). Nenhuma mancha obtida no cromatograma com a Solução (1), além da mancha principal, deve ser mais intensa do que a mancha obtida com a Solução (2) (0,25%) e no máximo uma mancha é mais intensa que a mancha obtida com a Solução (3) (0,1%).

TESTE DE DISSOLUÇÃO Meio de dissolução: tampão fosfato pH 8,6, 900 mL Aparelhagem: pá, 60 rpm Tempo: 30 minutos

Procedimento: após o teste, retirar alíquota do meio de dissolução, fi ltrar e diluir em hidróxido de sódio 0,01 M até a concentração adequada. Medir as absorvâncias das soluções em 334 nm (5.2.14) utilizando uma mistura de hidróxido de sódio 0,01 M e Meio de dissolução na mesma proporção da solução teste, para o ajuste do zero. Calcular a quantidade de ácido nalidíxico dissolvido no meio, comparando as leituras obtidas com a solução de ácido nalidíxico SQR na concentração de 0,05% (p/v), hidróxido de sódio 0,01 M.

Tolerância: não menos que 80% (Q) da quantidade declarada de ácido nalidíxico se dissolvem em 30 minutos.

Contagem do número total de micro-organismos mesofi los (5.5.3.1.2). Cumpre o teste.

Pesquisa de micro-organismos patogênicos (5.5.3.1.3). Cumpre o teste.

Pesar e pulverizar 20 comprimidos. Transferir quantidade do pó equivalente a 0,1 g de ácido nalidíxico para balão volumétrico de 200 mL, adicionar 150 mL de hidróxido de sódio M, agitar por 3 minutos e completar o volume com o mesmo solvente. Deixar a solução em repouso por 15 minutos. Transferir 2 mL para balão volumétrico de 200 mL e completar o volume com água. Preparar solução padrão nas mesmas condições. Medir a absorvância da solução resultante em 334 nm, utilizando hidróxido de sódio 0,01 M para ajuste do zero. Calcular o teor de ácido nalidíxico na amostra, a partir das leituras obtidas. Alternativamente, realizar os cálculos considerando A(1%, 1 cm) = 494, em 334 nm, em hidróxido de sódio 0,01 M.

Farmacopeia Brasileira, 5ª ediçãoaa582 EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO

Em recipientes herméticos e protegidos da luz.

ROTULAGEM Observar a legislação vigente.

Transferir 5 mL da amostra para funil de separação, adicionar 30 mL de água e 20 mL de carbonato de sódio decaidratado a 10% (p/v). Homogeneizar. Extrair com duas porções de 30 mL de clorofórmio. Acidifi car a solução aquosa com ácido clorídrico 5 M, adicionar 40 mL de clorofórmio e agitar. Recolher a camada clorofórmica e transferir para funil de separação, lavar com 10 mL de água e adicionar 0,5 mL de ácido clorídrico 5 M, fi ltrar a camada clorofórmica através de algodão e evaporar o fi ltrado até secura. O espectro de absorção no ultravioleta (5.2.14), na faixa de 230 nm a 350 nm, da solução do resíduo a 0,0008% (p/v) em hidróxido de sódio 0,1 M, exibe dois máximos, em 258 nm e 334 nm.

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