Relatório Histologia tecido do sistema digestorio

Relatório Histologia tecido do sistema digestorio

Universidade Federal do Maranhão

Centro de Ciências Biológicas e da Saúde

Disciplina: Morfologia do Corpo Humano II

Curso: Farmácia

Professor: Adriano Filipe Grangeiro

Nilson de Jesus Pereira Batalha Júnior

Izolda Souza Costa

RELATÓRIO DE HISTOLOGIA

Sistema Digestório

São Luís

2013

  1. INTRODUÇÃO

O sistema digestório é um dos mais complexos existentes no nosso corpo. Ele desempenha inúmeras funções, das mais simples – triturar de forma química um alimento – a absorver os nutrientes neles contido. Inicia-se na boca, com a presença dos órgãos acessórios – língua, dentes, glândulas salivares – e se difunde pelo tronco ou região do abdômen, localização mais unanime do sistema, onde também encontramos mais órgãos anexos – fígado, vesícula biliar e pâncreas -, findando no reto.

Os órgãos acessórios ou anexos, já citados, constituem uma rede de auxilio. A maioria deles entra em contato direto com o processo digestivo, mas outros possuem função meramente enzimática, como a vesícula biliar, por exemplo.

O ponto de partida, no caso o mais estudado em laboratório, até por motivos técnicos, foram às células da língua. Esta desempenha um papel ímpar no quesito digestão, pois leva o alimento até os dentes para que eles efetuem a quebra mecânica, propicia através de células sensoriais a identificação dos sabores e ajuda a na ingestão, impulsionando a entrada do alimento pela faringe.

  1. OBJETIVOS

Com a aula prática, pretende-se observar estruturas celulares da língua através do microscópio óptico, relacionando com o conteúdo teórico ministrado pelo professor.

  1. MATERIAIS E MÉTODOS

A aula prática foi realizada no dia vinte e oito de maio, do respectivo ano, no turno vespertino, na sala de microscopia Profª Maria Cecília Alves Cavaignac de Souza (SM2), como auxílio no aprofundamento da matéria base – Morfologia do Corpo Humano II – para o curso de Farmácia, visto que, necessita-se conhecer os sistemas do corpo humano para a elaboração e ciência do efeito de fármacos nele.

A aula lecionada teve como título Sistema Digestório, sobre a ótica dos órgãos anexos que foram analisados através de lâminas com corte de órgãos (o analisado pela equipe foi o tecido da língua), junto ao microscópio óptico, focalizando em 10nm e 20nm para obter uma imagem mais precisa. Como medida básica de segurança laboratorial, fez-se uso de jaleco dentro do laboratório. Por motivos didáticos, o professor Adriano Grangeiro também utilizou um projetor multimídia, ilustrando os passos a serem seguidos na análise e destacando os aspectos essenciais do conteúdo em questão.

  1. CONSIDERAÇOES FINAIS

A seguir serão definidas características de alguns constituintes do sistema digestivo, baseado no assunto estudado e em células analisadas no laboratório.

LINGUA

Ao observar as lâminas em microscópio, constatamos que a língua é um órgão muscular e possui também funções relacionadas com a percepção de estímulos gustativos. Entre os feixes musculares, há grande abundância de tecido conjuntivo, o que se pode observar na figura 1 fotografada durante a referida aula prática.

Salienta-se também que a mucosa da língua é formada por epitélio de revestimento estratificado pavimentoso e que a superfície inferior da língua é delgada e lisa. Enquanto a superfície superior é irregular devido à presença de papilas. Estas papilas diferenciam-se em três tipos: circunvaladas (valadas), filiformes e fungiformes.

DENTES

Tem sua constituição separada em:

-Esmalte: substâncias mais duras do corpo, 98% de material inorgânico. Cobre a porção visível do dente (coroa).- Dentina: situada logo abaixo do esmalte envolve a cavidade pulpar. Contém cerca de 75% de hidroxiapatita.- Pré-dentina: quando mineralizada forma a dentina- Odontoblastos: células colunares responsáveis pela síntese de matriz da pré-dentina- Cavidade pulpar: compartimento de tecido conjuntivo vascularizado e inervado localizado no centro do dente envolvido pela dentina. Apresenta a mesma forma do dente.- Cemento: camada delgada que cobre a raiz do dente, parte do dente que se encaixa no osso alveolar. Possui células que secretam o cemento: cementoblastos- Cementócitos: envolvidos pelo cemento.- Ligamento periodontal: feixes de fibras colágenas orientadas em várias direções (fibras de Sharpey).- Gengiva: mucosa oral que reveste parcialmente o dente. Periodonto é nome dado a todos os tecidos envolvidos na fixação do dente à maxila.

GLANDULA SALIVAR

As glândulas salivares são exócrinas, ou seja, secreta seu produto para o meio externo (cavidade bucal). O produto de secreção é a saliva, a qual possui muitas funções essenciais para a manutenção da saúde bucal; já que facilita na mastigação dos alimentos; serve como solvente; contribui na digestão dos carboidratos; lubrifica os alimentos e os tecidos bucais; atua como tampão; limpeza a cavidade bucal e auxiliar na limpeza dos dentes limpeza a cavidade bucal, inibe o crescimento de microorganismos, umedecer e lubrificar os alimentos e a mucosa bucal; participa da digestão dos alimentos: paladar, mastigação  e deglutição, transporta íons (Na e K), manutenção do equilíbrio hídrico, bactericida (enzima lisozima) e defesa imunológica (IgA).

Essas glândulas salivares podem ser pequenas na língua e na mucosa da cavidade oral (Bucais, labiais, linguais, molares e palatinas) ou glândulas salivares grandes (Parótida, submandibular, sublinguais), estruturas separadas e encapsuladas por tec. conjuntivo que lançam sua secreção na cavidade bucal:

Glândula parótida - Com massa variando entre 14 e 28 g, é a maior das três; situa-se na parte lateral da face, abaixo e adiante do pavilhão da orelha. Glândula composta acinosa, exclusivamente serosa.

Glândula submandibular - É arredondada, mais ou menos do tamanho de uma noz. Glândula composta túbulo-acinosa com predominâncias de ácinos serosos.

Glândula sublingual - É a menor das três; fica abaixo da mucosa do soalho da boca. Glândula composta túbulo-acinosa: predominantemente mucosa, com meia lua serosa.

Existem 3 tipos de ductos:

Ducto intercalar - Um epitélio simples cúbico.

Ducto estriado - Espitélio simples cilíndrico com estriações na base das células (dobras da membrana).

Ducto interlobular ou excretor - Luz maior, epitélio estratificado cúbico, cilíndrico e, mais perto da cavidade oral, pavimentoso.

VESICULA BILIAR

A vesícula biliar armazena bile, que é lançada quando o alimento contendo gordura entra no trato digestivo, estimulando a secreção decolecistoquinina (CCK). A bile emulsifica gorduras e neutraliza ácidos na comida parcialmente digerida.

Microscopicamente, a vesícula biliar é constituída por quatro camadas, estruturalmente distintas:

Camada mucosa: formada por epitélio cilíndrico simples com microvilosidades e lâmina própria;

Submucosa e muscular da mucosa: ao contrário de outras estruturas do trato gastrintestinal, a vesícula biliar não possui as camadas submucosa e muscular da mucosa;

Camada muscular: constituída por tecido muscular liso, que contrai involuntariamente com a colecistoquinina produzida no intestino, o que provoca a secreção da bílis;

Camada serosa ou adventícia: é muito pequena, dificilmente vista.

As células deste tipo epitelial apresentam núcleos basais, citoplasma abundante e bem corado e microvilosidades típicas de células transportadoras de íons.

PANCREAS

O pâncreas é uma glândula tanto exócrina como endócrina. A maior parte da glândula produz secreção exócrina, que se dirige ao duodeno. As porções endócrinas da glândula são facilmente reconhecidas ao microscópio óptico como grandes áreas claras situadas entre os ácinos secretores, que se coram mais fortemente. Cada uma dessas áreas claras consiste em grupos irregulares de células conhecidos como ilhotas de Langerhans. As células das ilhotas dispõem-se em cordões anastomosados, profusamente irrigados por capilares fenestrados. As ilhotas de Langerhans não são encapsuladas, sendo sustentadas por fibras reticulares e não possuem ductos. Suas células lançam sua secreção diretamente na corrente sangüínea.

Porção Exócrina do pâncreas: Glândula Exócrina Acinar Composta a)Ácinos serososb) Células centroacinaresc) Ductos excretores

Porção Endócrina: Glândula endócrina cordonalFormado por Ilhotas pancreáticas ou Ilhotas de Langerhans organizadas em cordões celulares. Essa região é facilmente identificada pelo arranjo celular característico e por se apresentar pouco corada.- Células Alfa: glucagon, hiperglicemiante- Células Beta: insulina, hipoglicemiante- Células Delta: somatostatina, ação anti-secretória.

FIGADO

O fígado é constituído principalmente de células hepáticas, os hepatocitos. Os hepatócitos estão dispostos nos lóbulos hepáticos formando como se fossem pequenos tijolos, e entre eles vasos chamados sinusoides hepáticos, e estes são circundados por uma bainha de fibras reticulares. Os sinusoides contêm macrófagos, chamados de células de Kupffer, que vão desempenhar diversas funções.

Em cortes histológicamente preparados, pode-se observar unidades estruturais chamadas lóbulos hepáticos. Em humanos, os lóbulos estão em íntimo contato, o que dificulta a sua observção. Na periferia dos lóbulos, existe uma massa de tecido conjuntivo rico em ductos biliares, vasos biliares, nervos e vasos biliares. Assim, entre cada lóbulo, existe uma área chamada de espaço porta. Em cada um deles existe um ramo da artéria hepática, um ducto (que se liga ao ducto biliar) e vasos linfáticos.

Este relatório conclui que as aulas teóricas e práticas da disciplina foram de fundamental importância para o crescimento intelectual da turma, visto que, uniu a teoria à prática. Isso faz com que conceitos e fundamentos sejam estabelecidos com mais propriedade e características aos objetivos da matéria em estudo.

Figura

Comentários