Técnicas de Construção Civil

Técnicas de Construção Civil

(Parte 1 de 3)

1.1 Estudo com o cliente2
1.2.Exame local do terreno4
1.3 Limpeza do terreno5
1.4 Levantamento topográfico de lotes urbanos5
1.5 Nivelamento7

1 ESTUDOS PRELIMINARES

2.1 Terraplenagem15
2.2 Instalação da obra17
2.3 Locação da obra20
2.4 Traçado2
2.4.1 Traçado de ângulos retos e paralelas2
2.4.2 Traçado de curvas23
2.4.3 Locação de estacas25
2.4.4 Locação da fôrma de fundação26

2 TRABALHOS PRELIMINARES

3.1 Sondagem30
3.2 Escolha de fundações35
3.3 Fundação direta ou rasa37
3.4 Fundação indireta ou profunda43
3.5 Impermeabilização51
3.6 Drenos5

3 FUNDAÇÕES

4.1 Elementos de alvenaria59
4.2 Elevação das paredes65
4.2.1 Paredes de tijolos maciços65
4.2.2 Paredes com blocos de concreto73
4.2.3 Paredes com tijolos furados e baianos74
4.3 Vãos em paredes de alvenaria78
4.4 Outros tipos de reforços em paredes de alvenaria78
4.5 Muros80
4.6 Argamassa - Preparo e aplicação83

4 ALVENARIA

5.1 Forro de madeira89
5.2 Lajes pré-fabricada90
5.2.1 Generalidades sobre a Laje Pré-Fabricada "comum"90
5.2.2 Generalidades sobre laje treliça94
5.2.3 Montagem e execução de lajes pré-fabricadas9

5 FORROS

6.1 Estrutura de madeira105

6 COBERTURA 6.1.4 Telhado pontaletado ...115

6.3 Condutores124
6.4 Dimensionamento das calhas127
6.5 Formas dos telhados129
6.6 Regra geral para desenho das linhas dos telhados133
6.6.1 Exercícios para desenho de telhados134

6.2 Cobertura ...118

7.1 Esquadrias de madeira137
7.1.1 Portas137
7.1.3 Janelas142
7.1.4 Tipos de janelas de madeira143
7.2 Esquadrias de metal147
7.3 Representação gráfica151
7.4 Dimensões comerciais154

7 ESQUADRIAS

8.1 Argamassas159
8.2 Gesso165
8.3 Azulejos167
8.4 Pastilhas170
8.5 Revestimento de pisos170
8.5.1 Preparo do piso170
8.5.2 Piso cimentado172
8.5.3 Pisos de madeira172
8.5.4 Pisos cerâmicos176
8.5.5 Porcelanato181
8.5.6 Carpete181
8.5.7 Granilite182
8.5.8 Pedras decorativas182
8.5.9 Pedras brutas184
8.5.10 Pisos vinílicos186
8.5.1 Pisos de borracha187
8.5.12 Pisos laminados189
8.5.13 Piso de Concreto190

8 REVESTIMENTO

9.1 Análise das causas195
9.1.1 Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados195
9.1.2 Causas decorrentes do traço da argamassa197
9.1.3 Causa decorrente do modo de aplicação do revestimento198
9.1.4 Causa decorrente do tipo de pintura200
9.1.5 Causas externas ao revestimento200
9.2 Reparos203

9 MANIFESTAÇÕES, ASPECTOS, CAUSAS PROVÁVEIS E REPAROS EM REVESTIMENTO

10 1 Seus tipos207

10 TINTAS E VIDROS 10.1.2 Sua qualidade ...208

10.1.4 Esquema de pintura209
10.1.5 Cuidado na aplicação das tintas211
10.1.6 Condições ambientais durante a aplicação214
10.1.7 Material de trabalho215
10.1.8 Rendimentos217
10.2 Vidro217
10.2.1 Vidro temperado218

10.1.3 Preparação da superfície ...209

1.1 Materiais empregados em concreto armado223
1.2 Sistemas de fôrmas e escoramentos convencionais229

1 DETALHES DE OBRAS COM CONCRETO ARMADO 1.3 Recomendações quanto ao manuseio e colocação das barras de aço ...245

1.4 Como se prepara em bom concreto248
1.4.4 Aplicação do concreto em estruturas253
1.4.6 Cura259
1.4.7 Desforma260
1.4.8 Consertos de falhas260
12.1 Condições gerais, normas e terminologia265
12.2 Cálculos e desenhos práticos de escadas270
12.3 Escadas com seções em curva273
12.4 Escadas de segurança274
12.5 Como executar as escadas na obra275

12 ESCADAS

Ferramentas279
EPI - Equipamentos de proteção individual281
Pregos na escala 1:1282
Tabelas para obras em concreto armado285
Tabelas de pesos específicos de materiais usuais288
Tabelas para caibros e terças292

ANEXOS Referências Bibliográficas ...295

1 - PROJETO - ESTUDOS PRELIMINARES

APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO; VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: · Elaborar um bom projeto arquitetónico; • Utilizando métodos simples, definir a planimetria e a altimetria de um terreno;

• Analisar a topografia de um terreno;

• Utilizar melhor a topografia dos terrenos.

1.1 - ESTUDO COM O CLIENTE

Sabemos que para se executar qualquer projeto devemos antes de mais nada, realizar uma entrevista com o interessado em executar qualquer tipo de construção. No nosso caso, será o cliente, juntamente com os seus familiares, pois vamos nos ater a pequenas obras (residências unifamiliares).

Devemos considerar que geralmente o cliente é praticamente leigo, cabendo então ao profissional orientar esta entrevista, para obter o maior número possível de dados.

Para nos auxiliar na objetividade da entrevista inicial com o cliente, damos abaixo um possível modelo de questionário (Tabela 1,.1), que tem a função de orientar evitando esquecimentos.

PROJETO RESIDENCIAL nº _
Nome:_

Tabela 1.1 - Modelo de questionário I Dados do cliente:

End. Com.:_CEP _ Fone _
CPF:RG: _
Nome Esp.:_
End. Com.:_
Prof. Ele: _ Ela ____

End. Res.:__CEP _ Fone _

Localização:
Medidas: Frente _ LE _ LD _ Fundo _
Rua: _ CEP ____________Bairro: _
Lote: _ Quadra: __ Quarteirão: __________
Larg. da rua: _ Tipo de Pav.: ____ nº casas Viz. _____
Largura do passeio:_

I Dados do Terreno

Plano Inclinação lateral
Sobe para os Fundos Suave Esquerda

Inclinação do Terreno: Desce para os Fundos Forte Direita

Local de passagem da rede de Água
Centro LE LD
Local de passagem da rede de Esgoto
Centro LD LD

3 Os terrenos vizinhos estão construídos ?

LE LD Fundos
Nível econômico das construções no local
Alto Médio Popular

croquis

Recuos obrigatórios: de frente _
% da área ocupada: _ zona _
Outros _

I Restrição da Prefeitura lateral _ de fundo _

Nº de Pav.: _ Área aprox. de construção: _ m²
Estilo: _
Nº de usuários: _

IV Da Futura Construção sexo idade

Verba disponível: _

Peças Med. Aprox Pisos Paredes Tetos Portas Janelas

Revestimento Externo:
Pisos: ______________________________Paredes: _
Fachada: _ Muro: _________
Detalhes: _

Este modelo de questionário poderá ser preenchido parcialmente durante a entrevista.

Não é possível seu preenchimento completo, pois é útil e indispensável uma visita ao terreno, antes de iniciarmos o projeto.

Sem sabermos as características do terreno, é quase impossível executar-se um bom projeto. As características ideais de um terreno para um projeto econômico são:

a) Não existir grandes movimentações de terra para a construção; b) Ter dimensões tais que permita projeto e construção de boa residência; c) Ser seco; d) Ser plano ou pouco inclinado para a rua; e) Ser resistente para suportar bem a construção; f ) Ter facilidade de acesso; g) Terrenos localizados nas áreas mais altas dos loteamentos; h) Escolher terrenos em áreas não sujeitas a erosão; i) Evitar terrenos que foram aterrados sobre materiais sujeitos a decomposição orgânica.

Mas como nem sempre estas características são encontradas nos lotes urbanos, devemos levá-las em consideração quando da visita ao lote, levantando os seguintes pontos:

etc

a) Deve-se identificar no local o verdadeiro lote adquirido segundo a escritura, colhendo-se todas as informações necessárias; b) Verificar junto a Prefeitura da Municipalidade, se o loteamento onde se situa o terreno, foi devidamente aprovado e está liberado para construção; c) Números das casa vizinhas ou mais próximas do lote; d) Situação do lote dentro da quadra, medindo-se a distância da esquina ou construção mais próxima. e) Com bússola de mão, confirmar a posição da linha N-S. f) Verificar se existem benfeitorias.(água, esgoto, energia) g) Sendo o terreno com inclinação acentuada, em declive, verificar se existe vielasanitária vizinha do lote, em uma das divisas laterais ou fundo; h) Verificar se passa perto do lote, linha de alta tensão, posição de postes, bueiros, i) Verificar se existe faixa non edificandi .( de não construção) j) Verificar a largura da rua e passeio. Obs.: Todos esses dados poderão ser acrescidos no questionário anterior.

Geralmente, estes dados colhidos na visita ao terreno não são os suficientes, e na maioria das vezes, devemos pedir previamente que se execute uma limpeza do terreno e um levantamento plani-altimétrico.

Temos algumas modalidades para limpeza do terreno, que devemos levar em consideração e sabermos defini-las:

1.3.1 - Carpir - Quando a vegetação é rasteira e com pequenos arbustos, usando para tal, unicamente a enxada. 1.3.2 - Roçar - Quando além da vegetação rasteira, houver árvores de pequeno porte, que poderão ser cortadas com foice. 1.3.3 - Destocar - Quando houver árvores de grande porte, necessitando desgalhar, cortar ou serrar o tronco e remover parte da raiz. Este serviço pode ser feito com máquina ou manualmente.

Os serviços serão executados de modo a não deixar raízes ou tocos de árvore que possam dificultar os trabalhos. Todo material vegetal, bem como o entulho terão que ser removidos do canteiro de obras.

1.4 - LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO DE LOTES URBANOS

O levantamento topográfico é geralmente apresentado através de desenhos de planta com curavas de nível e de perfis.

Deve retratar a conformação da superfície do terreno, bem como as dimensões dos lotes, com a precisão necessária e suficiente proporcionando dados confiáveis que, interpretados e manipulados corretamente, podem contribuir no desenvolvimento do projeto arquitetônico e de implantação (Pinto Jr.et al, 2001)

1.4.1 - MEDIDAS DO TERRENO (LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO)

Executada a limpeza do terreno e considerando que os projetos serão elaborados para um determinado terreno, é necessário que se tenha as medidas corretas do lote, pois nem sempre as medidas indicadas na escritura conferem com as medidas reais.

Apesar de não pretendermos invadir o campo da topografia, vamos mostrar em alguns desenhos, os processos mais rápidos para medir um lote urbano.

Os terrenos urbanos, são geralmente de pequena área possibilitando, portando, a sua medição sem aparelhos ou processos próprios da topografia desde que se tenha uma referência (casa vizinha, esquina, piquetes etc). No entanto, casos mais complexos, sem referência, necessitamos de um levantamento executado por profissional de topografia.

a) Lote regular

Geralmente em forma de retângulo, bastando portanto medir os seus "quatro" lados, e usar o valor médio, caso as medidas encontradas forem diferentes as da escritura.(Figura 1.1).

Figura 1.1-Lote regular

Obs. Para verificar se o lote está no esquadro, devemos medir as diagonais que deverão ser iguais.

b) Lote irregular com pouco fundo Medir os quatro lados e as duas diagonais (Figura 1.2).

Figura 1.2-Lote irregular com pouco fundo c) Lote irregular com muita profundidade

Neste caso, a medição da diagonal se torna imperfeita devido a grande distância

Convém utilizar um ponto intermediário "A" diminuindo assim o comprimento da diagonal (Figura 1.3).

Figura 1.3-Lote irregular com muita profundidade d) Lote com um ou mais limites em curva

Para se levantar o trecho em curva, o mais preciso será a medição da corda e da flecha (central).

Nestes casos devemos demarcar as divisas retas até encontrarmos os pontos do início e fim da corda. Medir a corda e a flecha no local.

E com o auxílio de um desenho (realizado no escritório) construir a curva a partir da determinação do centro da mesma utilizando a flecha e a corda (Figura 1.4).

c = corda f = flecha Construção da curva

Figura 1.4-Lote com setor curvo

É de grande importância para elaborarmos um projeto racional, que sejam aproveitadas as diferenças de nível do lote. Podemos identificar a topografia do lote através das curvas de níveis.

A curva de nível é uma linha constituída por pontos todos de uma mesma cota ou altitude de uma superfície qualquer. Quando relacionadas a outras curvas de nível permite comparar as altitudes e se projetadas sobre um plano horizontal podem apresentar as ondulações, depressões, inclinações etc. de uma superfície (Figura 1.5)

Podemos observar na Figura 1.5 que quando mais inclinada for a superfície do terreno, as distâncias entre as curvas serão menores, menos inclinada as distâncias serão

Figura 1.5-Representação de curva de nível (Pinto Jr.et al, 2001)

As curvas de níveis são elaboradas utilizando aparelhos topográficos que nos fornecem os níveis, os angulos, as dimensões de um terreno ou área.

Este levantamento não é muito preciso, quando utilizamos métodos simples para a sua execução (descritos nos itens 1.5.1; 1.5.2; 1.5.3), mas é o suficiente para construção residencial unifamiliar, que geralmente utilizam pouco terreno. Caso seja necessário algo mais rigoroso, devemos fazer um levantamento com aparelhos recorrendo a um topógrafo.

Geralmente é suficiente tirar um perfil longitudinal e um transversal do terreno, mas nada nos impede de tirarmos mais, caso necessário.

Nos métodos descritos abaixo se usa basicamente balizas com distância uma da outra no máximo de 5,0m, ou de acordo com a inclinação do terreno. Terrenos muito íngremes a distância deverá ser menor e terrenos com pouca inclinação podemos utilizar as balizas na distância de 5,0 em 5,0m.

Alguns métodos para levantarmos o perfil do terreno: a) Com o nível e Abney ( clinômetro) b) Com o nível de mão c) Com o nível de mangueira 1.5.1) Com uso do clinômetro (Nível de Abney) Materiais: - clinômetro d2d1

RN 0,0

Figura 1.6-Clinômetro ou Nível de Abney (Borges, 1972)

Coloca-se o clinômetro (Figura 1.8), na 1ª baliza a uma altura de 1,50m (ponto A).

Inclina-se o tubo do clinômetro para avistarmos o ponto B. Pela ócula se vê a bolha e giramos o parafuso até colocá-la na vertical e produzirá sobre a graduação e leitura do ângulo a. Resta medir a distância horizontal "d" ou a inclinada "m".

Figura 1.7-Clinômetro inclinado proporcionando a leitura (Borges, 1972)

Figura 1.8-Realização das medidas utilizando o Clinômetro (Borges, 1972) 1.5.2) Nível de bolha

Materiais: - Nível de bolha; - 2 balizas;

Figura 1.9 Utilização do nível de bolha

1.5.3) Nível de mangueira

etc

O método da mangueira é um dos mais utilizados. Fundamenta-se no princípio dos vasos comunicantes, que nos fornece o nível. Este é o método que os pedreiros utilizam para nivelar a obra toda, desde a marcação da obra até o nivelamento dos pisos, batentes, azulejos

A mangueira deve ter pequeno diâmetro, parede espessa para evitar dobras e ser transparente.

Para uma boa marcação ela deve estar posicionada entre as balizas, sem dobras ou bolhas no seu interior. A água deve ser colocada lentamente para evitar a formação de bolhas.

Materiais: - Mangueira - 2 balizas

Figura 1.10 - Processo da mangueira de nível

Para facilitar a medição, podemos partir com o nível d'água em uma determinada altura "h" em uma das balizas, que será descontada na medida encontrada na segunda baliza. Fazemos isso para não precisarmos colocar o nível d'água direto no ponto zero (próximo do terreno), o que dificultaria a leitura e não nos forneceria uma boa medição.

Exemplos de medição com mangueira:

· Em terrenos com aclive • Em terrenos com declive

Portanto: h1 = H -h ; h2 = H'- h'

a) Terreno em aclive:

Htot = h1 + h2 + hn. Figura 1.1 - Levantamento altimétrico em terreno com aclive b) Terreno em declive:

Portanto: h1 = H -h ; h2 = H'- h'

Htot = h1 + h2 + hn . Figura 1.12 - Levantamento altimétrico em terreno com declive

1 - Devemos ter o cuidado de não deixar nenhuma bolha de ar dentro da mangueira, para não dar erro nas medições (Figura 1.13).

2 - A mangueira deve ser transparente, e de pequeno diâmetro, da ordem de Æ 1/4" ou 5/16" para obter maior sensibilidade. 3 - A espessura da parede da mangueira deve ser espessa para evitar dobras

Figura 1.13 - Posição da água quando não existe bolhas

Obs: Quando existe bolhas de ar a água da mangueira não fica nivelada como indicado na Figura 1.13

2 - TRABALHOS PRELIMINARES

APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO; VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: · Calcular os volumes de corte e aterro; • Realizar as compensações de volume;

• Analisar e executar um canteiro de obras;

• Realizar ou conferir a marcação de uma obra.

Efetuado o levantamento planialtimétrico, temos condições de elaborar os projetos e iniciar sua execução.

Começamos pelo acerto da topografia do terreno, de acordo com o projeto de implantação e o projeto executivo.

Podemos executar, conforme o levantamento altimétrico, cortes, aterros, ou ambos:

2.1.1 - Cortes: No caso de cortes, deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área da seção multiplicada pela altura média, acrescentando-se um percentual de empolamento (Figura 2.1). O empolamento é o aumento de volume de um material, quando removido de seu estado natural e é expresso como uma porcentagem do volume no corte. Relacionamos na Tabela 2.1 alguns empolamentos.

Tabela 2.1 - Relação de Empolamentos materiais %

Argila natural 2 Argila escavada, seca 23 Argila escavada, úmida 25 Argila e cascalho seco 41 Argila e cascalho úmido 1

75% rocha e 25% terra
50% rocha e 50% terra

Rocha decomposta 25% rocha e 75% terra

Terra natural seca 25 Terra natural úmida 27 Areia solta, seca 12 Areia úmida 12 Areia molhada 12 Solo superficial 43

Vc = Ab . hm . 1,4 Sendo Ab = área de projeção do corte hm= altura média

Figura 2.1 - Corte em terreno

O corte é facilitado quando não se tem construções vizinhas, podendo faze-lo maior.

Mas quando efetuado nas proximidades de edificações ou vias públicas, devemos empregar métodos que evitem ocorrências, como: ruptura do terreno, descompressão do terreno de fundação ou do terreno pela água.

No corte os materiais são classificados em:

- materiais de 1ªcategoria: terra em geral, piçarra ou argila, rochas em decomposição e seixos com diâmetro máximo de 15cm. - materiais de 2ª categoria: rocha com resistência à penetração mecânica inferior ao do granito.

- Materiais de 3ª categoria: rochas com resistência à penetração mecânica igual ou superior ao granito.

2.1.2 - Aterros e reaterros: No caso de aterros, deverá ser adotado um volume de solo correspondente a área da seção multiplicada pela altura média, acrescentando em torno de 30% devido a contração considerada que o solo sofrerá, quando compactado (Figura 2.2).

Va = Ab . hm . 1,3 Sendo Ab = área de projeção do corte hm= altura média

Figura 2.2 - Aterro em terreno

Para os aterros as superfícies deverão ser previamente limpas, sem vegetação nem entulhos. O material escolhido para os aterros e reaterros devem ser de preferência solos arenosos, sem detritos, pedras ou entulhos. Devem ser realizadas camadas sucessivas de no máximo 30 cm, devidamente molhadas e apiloadas manual ou mecanicamente.

Após o terreno limpo e com o movimento de terra executado, O canteiro é preparado de acordo com as necessidades de cada obra. Deverá ser localizado em áreas onde não atrapalhem a circulação de operários veículos e a locação das obras.

No mínimo devemos fazer um barracão de madeira, chapas compensadas, ou ainda containers metálicos que são facilmente transportados para as obras com o auxílio de um caminhão munck.

Nesse barracão serão depositados os materiais (cimento, cal, etc...) e ferramentas, que serão utilizados durante a execução dos serviços.

Áreas para areia, pedras, tijolos, madeiras, aço, etc...deverão estar próximas ao ponto de utilização, tudo dependendo do vulto da obra, sendo que nela também poderão ser construídos escritórios, alojamento para operários, refeitório e instalação sanitária, bem como distribuição de máquinas, se houver.

Em zonas urbanas de movimento de pedestres, deve ser feito um tapume, "encaixotamento" do prédio, com tábuas alternadas ou chapas compensadas, para evitar que materiais caiam na rua.

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