Licoes de Texto- Leitura e Redação - Fiorin, Platao e

Licoes de Texto- Leitura e Redação - Fiorin, Platao e

(Parte 1 de 4)

© Francisco Platão Savioli e José Luiz Fiorin

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CIP - BRASIL. CATALOGAÇÃO NA FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ. F553L | 1.ed. Savioli, Francisco Platão & Fiorin, José Luiz Lições de texto : leitura e redação / Francisco Platão Savioli, José Luiz Fiorin. - 1.ed. - São Paulo : Ática, 2011. Inclui bibliografia: 1. Língua portuguesa (Ensino médio). 2. Língua portuguesa - Composição e exercícios. 3. Língua portuguesa - Explicação textual. I. Savioli, Francisco Platão, 1944-. I. Título. 06-2424. | CDD 469.8 | CDU 811.134.3'27| 015217 1ª Edição - Arquivo criado em 10/08/2011 e-ISBN 9788508149353

Platão & Fiorin

LIÇÕES DE TEXTO leitura e redação

José Luiz Fiorin Doutor em Letras e

Professor Livre-Docente do Depto. de Linguística da USP

Francisco Platão Savioli

Professor-Assistente Doutor do Depto. de Comunicações e Artes da ECA — USP

Professor e Coordenador do

Curso de Gramática e Interpretação de Texto do Anglo Vestibulares — São Paulo

Fontes das imagens p. 15 — WESCHER, H. La historia del collage. Barcelona, Gustavo Gili, 1977. p. 17 — Uffizi — Florença. São Paulo, Melhoramentos, s.d. (col. Enciclopédia dos Museus). p. 18 — McSHINE, K. Andy Warhol — A Retrospective. Nova York, The Museum of Modern Art, 1989. p. 19 — 16º Anuário de criação. São Paulo, Clube de Criação de São Paulo, 1991. p. 21 — BOSI, Alfredo e outros. Machado de Assis. São Paulo, Ática, 1982 (col. Escritores Brasileiros). p. 26 — BECKETT, S. W. The Story of Painting. Londres, Dorling Kindersley, 1994. p. 27 — 4º Centenário da 1ª edição de Os lusíadas. Lisboa, Secretaria de Estado da Informação e Turismo, 1972. p. 28 — Lisboa e a expansão marítima — Séculos XV e XVI. Lisboa, Ministério da Educação, 1990. p. 30 — 19º Anuário de criação. São Paulo, Clube de Criação de São Paulo, 1994. p. 31 — DEBRET, J. B. Viagem pitoresca e histórica ao Brasil. Belo Horizonte/São Paulo, Itatiaia/Edusp, 1989 (col. Reconquista do Brasil). p. 40 — Revista Striptiras. São Paulo, Circo, s.d., n. 9. p. 41 — HECK, J. G. The Complete Encyclopedia of Illustration. Nova York, Crown, 1979. p. 43 — Coleção Pirelli de Fotografias de 1995. São Paulo, Museu de Arte de São Paulo, 1995 (v. 5). p. 51 — O Museu de Valores do Banco Central do Brasil. São Paulo, Banco Safra, 1988. p. 53 — a) Noel Rosa. São Paulo, Abril, 1970 (col. Música Popular Brasileira); b) ANDREATO, Elifas. Impressões. Curitiba, Bamerindus, 1993. p. 58 — HENDRICKSON, J. Roy Lichtenstein. Colônia, Taschen, 1988. p. 59 — RAMOS, Graciliano. Vidas secas. Rio de Janeiro, José Olympio, 1947. p. 62 — a) Dictionnaire Encyclopédique de la Peinture. Paris, Bookking International, 1994; b) CLAY, J. De L’Impressionisme a L’Art Moderne. Paris, Hachette, 1975. p. 68 — JAGUAR. Átila, você é bárbaro. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1968. p. 69 — Pássaros. Rio de Janeiro, JB, 1986. p. 71 — Brasilien — Entdeckung und Selbstentdeckung. Zurique, Benteli, 1992. p. 74 — Klee. Tóquio, Shueisha, 1971 (col. L’Art Moderne du Monde). p. 75 — TITÃS. Jesus não tem dentes no país dos banguelas. São Paulo, BMG Ariola, s.d. p. 78 — Renoir — Joie de Vivre — 1996 Calendar. Paris, Graphique de France, 1995. p. 79 — idem p. 62a. p. 83 — FINKELSTEIN, Lucien. Naïfs brasileiros de hoje. São Paulo, Câmara Brasileira do Livro, 1994 (col. Brasiliana de Frankfurt). p. 86 — Ernst/Miró. Tóquio, Shueisha, 1972 (col. L’Art Moderne du Monde). p. 87 — idem p. 41. p. 89 — TERRY, W. & RENNERT, J. 100 Years of Dance Posters. Nova York, Darien House, 1975. p. 90 — DEICHER, S. Piet Mondrian. Colônia, Taschen, 1975. p. 96 — WREDE, S. The Modern Poster. Nova York, The Museum of Modern Art, 1988. p. 97 — a) DRUET, R. & GRÉGOIRE, H. La Civilization de L’Écriture. Paris, Fayard et Dessain et Tolra, 1976; b) SCHWANDNER, J. G. Calligraphy. Nova York, Dover, 1958. p. 9 — Bienal Brasil século X. São Paulo, Fundação Bienal de São Paulo, 1994. p. 103 — VAN DE BEUQUE, Jacques. Arte popular brasileira. São Paulo, Câmara Brasileira do Livro, 1994 (col. Brasiliana de Frankfurt). p. 108 — Reclames da Bayer — 1911-1942. São Paulo, Bayer do Brasil, 1986. p. 109 — ALCÂNTARA MACHADO, António. Novelas paulistanas. Rio de Janeiro, José Olympio, 1971. p. 110 — QUINO. Hombres de bol-sillo. Barcelona, Lumen, 1977. p. 112 — LOPES NETO, Simões. Contos gauchescos.Porto Alegre, Globo, 1983. p. 113 — ANGELI. FHC — Biografia não autorizada . São Paulo, Ensaio/Circo, 1995. p. 117 — PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos — Arte brasileira do século X na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro, JB, 1987. p. 124 — 18º Anuário de criação. São Paulo, Clube de Criação de São Paulo, 1993. p. 125 — Fábulas de La Fontaine. São Paulo, Edigraf, s.d. p. 127 — DUNCAN, D. D. O mundo privado de Pablo

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p. 312/3 — idem p. 19 (anúncio cria-do pela agência W/Brasil). p. 320 — GLAUCO. Abobrinhas da Brasilônia. São Paulo, Circo, 1985. p. 326 — idem p. 124. p. 327 — Claes Oldenburg: An Anthology. Nova York, Guggenhein Museum, 1995. p. 328 — CARVALHO, José Cândido de. O coronel e o lobisomem. Rio de Janeiro, José Olympio, 1985. p. 336 — idem p. 224 (n. 3). p. 337 — Folheto Trem de Prata. São Paulo, Trem de Prata, 1996. p. 340 — A Pinacoteca do Estado. São Paulo, Banco Safra, 1994. p. 342 — SPARKE, P. Design in Context. Secaucus (EUA), Chartwell Books, 1987. p. 343 — idem p. 9. p. 347 — João Câmara — 27 Fotografer. Copenhagem, Charlottenborg, 1994. p. 350 — LIVINGSTONE, M. Pop Art. Londres, Royal Academy of Arts, 1991. p. 356 — Artistas da escultura brasileira. São Paulo, Volkswagen do Brasil, 1986. p. 357 — JOHNSON, J. French Fashion Plates of the Romantic Era. Nova York, Dover, 1991. p. 359 — a) Animais e filhotes. Tóquio, Aplauso, 1981; b) KLINTOWITZ, Jacob. Aldemir Martins — Natureza a traços e cores. São Paulo, Valoart, 1989. p. 368 — Catálogo The Worldwide Exhibit System Design. Stuttgart, Burkhardt Leitner, s.d. p. 375 — Gráfico de Homem de Melo & Troia Design. p. 377 — a) Folheto Belo Horizonte. Belo Horizonte, BeloTur, 1996; b) idem p. 41. p. 380 — Revista Elle. São Paulo, Abril, 1992 (ano 5, n. 8). p. 394 — ZERBST, R. Antoni Gaudí. Colônia, Taschen, 1993. p. 395 — ANDRADE, Oswald de. Cadernos de poesia do aluno Oswald (Poesia reunida). São Paulo, Círculo do Livro, s.d. p. 399 — a, b, c, d) O Metrô de São Paulo — 1987-1991. São Paulo, Companhia do Metropolitano de São Paulo, 1991; e) idem p. 208 (totem de identificação da estação).

É consensual o reconhecimento de que a escola brasileira não tem cumprido satisfatoriamente o compromisso de ensinar o aluno a compreender e produzir textos com proficiência. Ao final do ensino fundamental e do ensino médio, o estudante não tem se mostrado capaz de extrair do texto os sentidos que ele transporta nem de redigir textos que produzam o resultado planejado.

Submetidos a provas de avaliação junto com alunos de outros países, os nossos têm sido classificados nos últimos lugares. Esse resultado não seria tão preocupante se afetasse apenas o orgulho nacional e não comprometesse os três objetivos centrais perseguidos pelo ensino escolar em qualquer país: a preparação para o mundo do trabalho, para o exercício da cidadania e para a autonomia do aprendizado. Essa última meta da educação formal, da qual dependem em grande parte as duas primeiras, tem estreita relação com o aprendizado da compreensão e da produção de textos.

A capacidade de compreender textos com autonomia é indispensável para acompanhar os constantes e rápidos avanços do conhecimento, sem o que não há possibilidade de exercício competente da profissão; a de produzir textos é condição necessária para quem deseja ter participação ativa nas diversas esferas de atividade da vida em sociedade.

A força de tais evidências nos obriga a aceitar que compete à escola, em qualquer estágio do percurso do aprendizado, empenhar-se para melhorar cada vez mais o desempenho do aluno na compreensão e na produção de textos. A respeito desse objetivo existe unanimidade. As divergências surgem principalmente quando se discutem as competências consideradas necessárias para atingi-lo.

Há quem julgue vão o esforço de oferecer resposta para isso, pois as competências exigidas são tantas que a tentativa de enumerá-las não escaparia ao reducionismo que fatalmente obrigaria o texto a comprimir-se para caber em moldes.

Por outro lado, há aqueles que rejeitam a hipótese de uma leitura única, definitiva ou correta, mas não descartam a possibilidade de leituras cada vez mais ricas e abrangentes; que não acreditam na redação do texto perfeito, mas incentivam o esforço de aperfeiçoá-lo indefinidamente. É entre estes que se colocam os autores deste livro, que foi escrito para confirmar – e não para negar – a crença de que a compreensão do texto é um processo gradual e ininterrupto e de que a sua redação é sempre passível de melhora.

É preciso ressalvar, no entanto, que o reconhecimento dessa evolução gradual e contínua não implica a aceitação de que essa competência seja mero resultado da ação espontânea do tempo e da conjugação de motivações aleatórias, refratárias a qualquer esforço de sistematização.

Modernos estudos de análise do discurso e do texto descreveram inúmeros procedimentos de construção textual que se repetem com regularidade em qualquer texto. Conhecê-los pode aumentar consideravelmente a possibilidade de explorá-los com mais versatilidade, de aumentar o grau de controle sobre eles. Isso tanto para a compreensão quanto para a produção do texto.

Desse modo, se não é possível definir um conjunto limitado de fórmulas que, aplicadas, produzem automaticamente uma leitura definitiva, ao menos é possível sugerir procedimentos gerais, capazes de evitar desvios ou distorções no trabalho com o texto.

Sabe-se que nunca é possível atingir a leitura ou a construção perfeita de um texto, mas é sempre possível controlar interpretações que não encontram sustentação no texto ou redirecionar redações que se desviam do resultado desejado pelo enunciador. É esse o propósito destas Lições de texto.

Os autores

SUMÁRIO LIÇÃO 1

Tira As cobras, Luís Fernando Veríssimo

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