COMPUTAÇÃO EM NUVENS

COMPUTAÇÃO EM NUVENS

COMPUTAÇÃO EM NUVEM

TEIXEIRA DE FREITAS - BA

2012

ATHOS DE OLIVEIRA

HUMBERTO NOVAIS

COMPUTAÇÃO EM NUVEM

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 01 - Visão Geral sobre a computação em nuvem11 Figura 02 - Os - Representação dos modelos de serviços18 Figura 03 - Os Papéis na computação em nuvem21

Figura 04 - Exemplo de nuvem pública e privada23

Figura 05 - Celulares inteligentes24

Figura 06 - Clientes thin conectados ao servidor de nuvem25

Figura 07 - Clientes thick conectados a nuvem27

Figura 08 - Comparação dos principais aplicativos de armazenamento30

Figura 09 - Launcher do Google App Engine37

Figura 10 - Plataforma Microsoft Azure43

LISTA DE TABELAS

Tabela 01 – Provedores de Armazenamento29

Tabela 02 – Google Docs e a Microsoft Office Web Apps33

Tabela 03 – Preços dos pacotes do Office 201036

Tabela 04 – Tabela de testes a ser realizados46

Tabela 05 – Serviços disponíveis gratuitamente50

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas

API – Application Programming Interface

CAAS – Communication as a Service

DAAS – Development as a Service

G.ho.st – Global Hosted Operating System

GB – Giga Byte

HAAS – Hardware as a Service

IAAS – Infrastructure as a Service

IOS – iPhone Operating System

PAAS – Platform as a Service

PDA – Personal Digital Assistant

SAAS – Software as a Service

SLA – Service Level Agreement

SOAP – Protocolo Simples de Acesso a Objetos

TI – Tecnologia da Informação

TIC – Tecnológica da Informação e Comunicação

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 9

2 VISÃO GERAL SOBRE A COMPUTAÇÃO EM NUVEM 12

2.1 CARACTERÍSTICAS IMPORTANTES DE UMA NUVEM 14

2.1.1 Self-Service sobre demanda 15

2.1.2 Elasticidade 15

2.1.3 Pagamento e garantia do serviço SLAs 16

2.1.4 Acesso contínuo 16

2.1.5 Pooling de recursos 16

2.2 MODELOS DE SERVIÇOS 17

2.2.1 Software como Serviço (SaaS) 18

2.2.2 Plataforma como Serviço (PaaS) 19

2.2.3 Infraestrutura como Serviço (IaaS) 19

2.2.4 Banco de dados como Serviço (DaaS) 20

2.2.5 Comunicação como Serviço (CaaS) 20

2.3 Papéis na Computação em Nuvem 20

2.4 MODELOS DE IMPLANTAÇÃO 22

2.4.1 Nuvem Privada 22

2.4.2 Nuvem Pública 22

2.4.3 Nuvem Comunidade 23

2.4.4 Nuvem Híbrida 23

2.5 CLIENTES 24

2.5.1 Clientes Móbile 25

2.5.2 Clientes Thin 26

2.5.3 Clientes Thick 27

2.6 ARMAZENAMENTO 28

2.6.1 Provedores de Armazenamento 30

3 SOLUÇÕES EM CLOUD COMPUTING NO MEIO CORPORATIVO 33

3.1 Cloud Computing em ambiente corporativo 33

3.2 Suítes De Escritório Online 34

3.3 Google App Engine 40

3.3.1 Suas Principais Características 41

3.3.2 Quanto aos custos 42

3.4 Amazon Web Services (AWS) 43

3.4.1 Amazon Elastic Compute Cloud (Amazon EC2) 44

3.4.2 Amazon Simple Storage Service (Amazon S3) 45

3.4.3 Amazon SimpleDB 45

3.4.4 Amazon Simple Queue Service (Amazon SQS) 46

3.5 Windows Azure  46

3.5.1 ERP - Enterprise Resource Planning na modalidade Cloud Computing 48

3.5.2 Microsoft Dynamics 49

4 Modelos de Boas Praticas Existentes 50

4.1 Conhecendo suas necessidades 51

4.2 Migrando para a Nuvem 53

4.2.1 Avalie profundamente cada aplicação 57

4.2.2 determine tudo o que é dado e processamento 58

4.2.4 Escolha o modelo de implantação 58

4.2.5 Especifique uma arquitetura para a plataforma 60

4.2.6 Especifique cuidadosamente todos os serviços de segurança 60

4.2.7 Confira cuidadosamente todas as políticas do fornecedor 60

4.2.8 Analise bem o provedor de serviço 61

4.3 Segurança 61

CONCLUSÃO 65

REFERENCIA 67

Agradecimentos

Agradeço a Deus, pela força espiritual para a realização desse trabalho.

Aos meus pais Xxxxxxxxxx e Xxxxxxxxx, pelo eterno orgulho de nossa caminhada, pelo apoio, compreensão, ajuda, e, em especial, por todo carinho ao longo deste percurso.

Aos meus irmãos Xxxxxxxx, Xxxxxxxxx e Xxxxxxx pelo carinho, compreensão e pela grande ajuda.

Aos meus amigos e colegas de curso, pela cumplicidade, ajuda e amizade.

À professora Xxxxxxxxxxxxxxxx, pela orientação deste trabalho.

________ Agradecimento de quem

Antes de tudo a Deus e aos meus pais, que me ensinaram a ter persistência na busca pelo conhecimento;

Agradeço a todos os que me ajudaram na elaboração deste trabalho;

Aos colegas de classe, por todos os momentos, convividos em classe e fora dela;

Aos professores que fazem e que já fizeram parte da instituição;

E, por fim, um agradecimento especial à Gissele Locatelli, que foi uma ótima colaboradora e orientadora de Tcc;

______Agradecimento de quem?

1 INTRODUÇÃO

Este trabalho de conclusão de curso tem como objetivo descrever uma análise sobre uma tendência no ramo de TIC que vem crescendo nos últimos anos, que é a computação em nuvem, através de uma visão geral sobre a computação em nuvem e como seus serviços podem trazer a segurança e comodidade para as empresas, descrevendo como é realizada sua implantação, descrevendo sua acessibilidade e seus serviços oferecidos, que contemplem a importância da computação em nuvem no âmbito de TIC. Isto será feito à partir de uma demonstração detalhada das especificações da nuvem e da análise de algumas ferramentas que rodam diretamente na nuvem.

Essa evolução tecnológica cresce em um ritmo acelerado e a todo o momento surgem novas tecnologias que trazem grandes desafios ao mercado de TI, que correm para se adaptar a novas tecnologias e logo surge outra, sempre trazendo proposta de melhorias e agilidade. A grande questão é que, se a empresa está aberta a novas adaptações e modificações, o crescimento explosivo da internet ajuda muito nisso criando novas regras, pois adotar uma nova tecnologia ainda emergente poderá redesenhar os planos de negócio já estabelecidos e trazer novas oportunidades estratégicas para a organização.

Como a redução de gastos acarretados pela utilização do sistema é o que garante levar as informações com agilidade, melhorando os processos no âmbito de trabalho corporativo e ganhar tempo em novos projetos para empresa.

No ramo empresarial em que, não se tolera ineficiências, o conceito de negócio torna-se cada vez mais importante e decisivo nas decisões executivas a adoção de um novo conceito computacional, como a computação em nuvem propõe resolver problemas como gastos com equipamento e servidores e reduz custos com a mão de obra, ganhando tempo e espaço no ambiente de trabalho.

Nessas tomadas de decisões surgem questionamentos:

  • Quando a empresa deve migrar para a computação em nuvem Cloud Computing?

  • Quais fatores levam as empresas a migrar para esta nova tendência?

  • A nuvem oferece serviços de software remoto para os consumidores e empresas, que não estão satisfeitos com o seu hardware local, software e atualizações que por si só são oferecidos por empresas como Amazom, Google, Microsoft, entre outros.

Para elaboração deste trabalho foi realizada uma pesquisa, com base no assunto, visando focar, como as empresas podem se beneficiar com este recurso oferecendo segurança e mobilidade.

A maior parte das informações estudadas estão disponíveis, em artigos científicos e alguns livros tanto em inglês como português, documentários e noticias relacionadas a esta tendência. A pesquisa procurou detectar os requisitos disponíveis que a nuvem oferece e se a empresa esta preparada para migrar para nuvem.

No primeiro capitulo apresenta-se uma visão geral sobre a computação em nuvem, descrevendo suas características importantes, como:

  • O serviço;

  • A demanda atual;

  • Os modelos de implantação para sua privacidade;

  • Modalidades de serviços oferecidos pela nuvem;

  • Como é feito o acesso à nuvem;

  • Quais dispositivos são suportados;

  • Como é feito o armazenamento em nuvem;

  • Principais fornecedores desse serviço;

No segundo capitulo buscou-se descrever as principais soluções em cloud computing, relatando quais suas diferenças e modalidades, com a demonstração de seus devidos benefícios da computação em nuvem para a empresa

Já no terceiro e último capitulo abordou-se a questão de boas práticas existentes que a empresa deve seguir para ter um bom sucesso, seja na migração, quando sua empresa for migrar seu sistema para nuvem, quanto na segurança, ao saber se o fornecedor é confiável e preza pela segurança.

A imagem a seguir traz a ideia do que é a computação em nuvem, como obter acesso e o que ela oferece. Nota-se que os periféricos fora do desenho da nuvem, são os dispositivos que servirão de acesso às aplicações na nuvem, que são os respectivos aplicativos agrupados dentro da mesma.

Figura 1 – Visão Geral sobre a computação em nuvem

Imagem extraída originalmente do site http://en.wikipedia.org/wiki/File:Cloud_computing.svg acessado 13/05/2012

2 VISÃO GERAL SOBRE A COMPUTAÇÃO EM NUVEM

A ideia de armazenar pensamentos, lembranças e entre outros, na forma de: imagens, sons, textos, vídeos em um local de fácil e rápido acesso através do surgimento dos computadores foi um marco na história da humanidade Como fazer ou onde mudou muito. Assim, nos deparamos com uma nova fase desta evolução: A computação em nuvem.

“[...] Cloud Computing ou, em português, Computação em Nuvem é um conceito que define um conjunto de servidores físicos ou virtuais com grande capacidade de armazenamento e processamento, dispostos em algum lugar na nuvem (internet) e que possa ter seus dados acessados e /ou manipulados em qualquer lugar e a qualquer hora.” (TAURION, 2009).

Na contemporaneidade, usuários compram máquinas com a capacidade que atendem à suas necessidades:

  • Determinada quantidade de memória,

  • Grande espaço de armazenamento,

  • Inovado processador

  • Inúmeras conexões que nem sempre são inteiramente utilizadas, ou em pouco tempo ficam obsoletas.

[...] Computação em nuvem está se tornando uma das palavras chaves da indústria de TI. A nuvem é uma representação para a Internet ou infraestrutura de comunicação entre os componentes arquiteturais, baseada na abstração de infraestrutura. Cada parte desta infraestrutura é provida como um serviço e, estes serviços são normalmente alocados em data center, utilizando hardware compartilhado para computação e armazenamento” (MACHADO et al, 2009)

No campo das tecnologias não é diferente. Esta sempre lança novidades trazendo diversos novos benefícios, não há como acompanhar tamanha evolução.O conceito de computação em nuvem veio par mudar a maneira de interação com os dados e ferramentas de trabalho facilitando a vida de quem precisa de espaço no âmbito de trabalho.

“[...] A nuvem é uma metáfora para a Internet ou infraestrutura de comunicação entre os componentes arquiteturais, baseada em uma abstração que oculta à complexidade de infraestrutura. Cada parte desta infraestrutura é provida como um serviço e, estes são normalmente alocados em centros de dados, utilizando hardware compartilhado para computação e armazenamento” (Buyya et al. 2009).

Cloud computing nada mais é que um nome comercial dado a um data center que atende aos requisitos essenciais para ser chamado de nuvem. Com a utilização desta tecnologia as empresas não precisão mais se preocupar com o sistema operacional e com que tipo de hardware está sendo utilizado, pois podem acessar seus dados armazenados na nuvem de onde estiverem. A empresa terá um maior controle das despesas e ganhará espaço físico, diminuindo gastos com: energia, manutenção de hardware e atualizações de softwares. A infraestrutura da nuvem é bem mais enxuta do que as soluções e sistemas implantados na maioria das empresas.

“[...] A computação em nuvem é um novo modelo de computação emergente que move todos os dados e as aplicações dos usuários para grandes centros de armazenamento. Com isso, as aplicações e os sistemas de hardware são distribuídos na forma de serviços baseados na Internet. Fundamentada em conceitos já estabelecidos previamente, como a virtualização e o modelo pay-per-use a computação em nuvem possui uma série de vantagens, como a possibilidade de ampliar os recursos utilizados sempre que necessário.” (Chirigati)

Os sistemas distribuídos de data centers, fazem com que o conceito de nuvem seja mais evidente, pois um conjunto de servidores, cada um espelhando o outro, faz com que haja redundância no armazenamento dos dados e com a virtualização os servidores não precisam mais estar alojados no mesmo local.

De modo geral os mesmos estão alojados em diferentes posições do nosso planeta, se um servidor é desligado por algum tipo de acidente ou atualização, os dados armazenados não se perdem, pois também estará disponível em outro servidor em qualquer outro lugar, até que outro servidor possa ser substituído, isso faz com que o serviço seja transparente não afetando o cliente, e fazendo com que o mesmo possa ter acesso garantido a qualquer momento.

Segundo Soror (et al. 2010), “Cada máquina física tem as mesmas configurações de software, mas pode ter variação na capacidade de hardware em termos de CPU, memória e armazenamento em disco”.

Segundo Brantner (et al. 2008), “A computação em nuvem é uma evolução dos serviços e produtos de tecnologia da informação sob demanda, também chamada de Utility Computing, os usuários não precisam se preocupar com backups, pois se os componentes falharem, o provedor é responsável por substituí-los e tornar os dados disponíveis em tempo hábil por meio de réplicas.”

Sistemas corporativos a partir da utilização dessa tecnologia ganharam mais elasticidade e velocidade na hora de trocar informações com demais empresas filiais, pois a cada envio de dado, o mesmo é compactado e criptografado, isto consiste em um ganho de velocidade e segurança.A estrutura computacional da nuvem foi desenvolvida para trabalhar através da internet, com uma série de recursos que podem ser rapidamente fornecidos.

2.1 CARACTERÍSTICAS IMPORTANTES DE UMA NUVEM

Dentre as estruturas da nuvem, as respectivas empresas prestadoras do serviço de nuvem, devem dispor em seu data center, alguns atributos, ou como alguns autores descrevem estes devem obter como pré-requisitos, para que possam ser denominados de nuvens.

Computação em nuvem é uma tendência recente de tecnologia cujo objetivo é proporcionar serviços de Tecnologia da Informação TI sobre demanda com pagamento baseado no uso. Tendências anteriores à computação em nuvem foram limitadas a uma determinada classe de usuários ou focadas em tornar disponível uma demanda específica de recursos de TI, principalmente de informática (Buyya et al. 2009).

2.1.1 Self-Service sobre demanda

Qualquer usuário contratante do serviço da nuvem tem total liberdade de requerer automaticamente algum recurso ou ferramenta computacional, como espaço para armazenamento, um servidor virtual ou tempo de processamento na medida em que necessita, atuando de forma transparente para o contratante.

Segundo MELL (at el, 2009). “O usuário pode adquirir unilateralmente recurso computacional, como tempo de processamento no servidor ou armazenamento na rede na medida em que necessite e sem precisar de interação humana com os provedores de cada serviço”.

2.1.2 Elasticidade

O usuário pode adicionar dinamicamente novos recursos para a aplicação ou serviço oferecido a qualquer momento, de forma rápida e elástica, para adaptar a demanda de seus clientes, podendo ser desativado quando não for mais necessário utilizar estes recursos.

Segundo MELL (at el, 2009). “Recursos podem ser adquiridos de forma rápida e elástica, em alguns casos automaticamente, caso haja a necessidade de escalar com o aumento da demanda, e liberados, na retração dessa demanda. Para os usuários, os recursos disponíveis para uso parecem ser ilimitados e podem ser adquiridos em qualquer quantidade e a qualquer momento.”

2.1.3 Pagamento e garantia do serviço SLAs

Os serviços de nuvens são medidos e sempre estarão disponíveis aos contratantes por meio de pagamentos conforme o tempo de processamento e quantidade de modelos requisitados. Com eficiência a nuvem permite que, o usuário compartilhe recursos que respeitem as normas para obter uma total garantia do serviço oferecido, pois os mesmos estão sempre disponíveis.

Segundo MELL (at el, 2009). “Sistemas em nuvem automaticamente controlam e aperfeiçoam a utilização dos recursos, alavancando a capacidade de medição em algum nível de abstração adequado para o tipo de serviço. Usos de recursos podem ser monitorados, controlados e relatados a existência de transparência entre o fornecedor e o consumidor.”

2.1.4 Acesso contínuo

Os serviços da nuvem podem ser acessados através da rede utilizando navegadores padrões, APIs com base em http e SOAP, utilizando diferentes tipos de dispositivos como celulares, PDAs, Tablets e etc. Seu funcionamento e complexibilidade não são visíveis ao usuários, pois ficam ocultos pela nuvem

Segundo MELL (at el, 2009). “Recursos estão disponíveis através da rede e acessados por meio de mecanismos que promovam o padrão utilizado por plataformas heterogêneas (por exemplo, telefones celulares, laptops e PDAs).”

2.1.5 Pooling de recursos

Essas aplicações providas na nuvem são agrupadas para atender uma gama de usuários, através do modelo multi-tenant que foi construído para suportar e atender as múltiplas requisições de vários usuários, que incluem o serviço de armazenamento, processamento dos dados, alocação de memória, largura de banda e máquinas virtuais.

Segundo MELL (at el, 2009). Provedor de recursos de computação é agrupado para atender vários consumidores através de um modelo multi-tenant (modelo de software onde uma única instância roda no servidor e permite atender a múltiplas requisições de diferentes usuários), com diferentes recursos físicos e virtuais atribuídos dinamicamente e novamente de acordo com a demanda do consumidor.

Há um senso de independência local em que o cliente geralmente não tem nenhum controle ou conhecimento sobre a localização exata dos recursos disponibilizados, mas pode ser capaz de especificar o local em um nível maior de abstração.

2.2 MODELOS DE SERVIÇOS

O termo serviço se refere à prestação de serviço de um componente ou o trabalho que lhe foi solicitado. Na computação em nuvem, o que uma aplicação oferece e conhecida como (as services) em inglês, os serviços são divididos e oferecidos através das redes de vendas, algumas características encontrada nesses modelos são as baixas barreiras de entrada que facilitam as empresas de pequeno porte, sua grande escalabilidade, multialocação que dá comodidade de poder acessar os recursos e compartilhar com demais usuários e independência, permitindo que usuários terão acesso através de diferentes dispositivos.

A empresa prestadora dos serviços de nuvem tem total responsabilidade de disponibilizar, gerenciar, atualizar e realizar um monitoramento de toda a infraestrutura da mesma, deixando claro ao usuários sua responsabilidade e fornecendo serviços nos seguintes modelos conforme segue a imagem abaixo.

A imagem a seguir demonstra uma pirâmide dos principais serviços oferecidos pela nuvem, percebe-se que a maior área atende aos serviços mais requisitados e que estes são voltados para os usuários finais.

Figura 2 - Representação dos modelos de serviços

Imagem retirara originalmente do site http://vitormeriat.wordpress.com/2011/07/08/modelos-de-servio-na-nuvem-iaas-paas-e-saas/ acessado em 13/06/2012.

2.2.1 Software como Serviço (SaaS)

Software como um serviço (SaaS) é um modelo que disponibiliza aos usuários, acesso a um determinado aplicativo que por si só não tem a necessidade de comprar uma licença de uso. Nestes, o usuário não precisa se preocupar com atualizações, pois o mesmo funciona como um serviço, podendo oferecer um aplicativo ou uma parte do software do provedor de serviço, estes softwares estão disponíveis através da internet, que permite que o usuário tenha acesso a partir de qualquer dispositivo através da interface clientes thin, as empresas prestadoras dos serviços da nuvem disponibilizam este serviço no mais alto nível, localizado na camada de aplicações da nuvem.O SaaS reduz os custos, pois é dispensada a aquisição de licenças de sistemas de softwares, Como exemplos de SaaS podemos destacar os serviços de Customer Relationship Management (CRM) da Salesforce [CHAPPELL 2008] e o Google Docs [Ciurana 2009].

2.2.2 Plataforma como Serviço (PaaS)

Outro modelo de aplicação é a plataforma como um serviço (PaaS), este modelo disponibiliza uma interface para que os usuários desenvolvam seus próprios aplicativos e outros serviços de interação com a internet, a ideia é a mesma do modelo de software como serviço, os usuários não administram sua infra-estrutura não tendo necessidade de instalar algum software ou baixar, com sua infra-estrutura pode-se integrar uma implementação de aplicações na nuvem, disponibilizando linguagens de programação; ambiente de desenvolvimento para as aplicações e fornecendo um sistema operacional como o Windows Azure e Google App Engine. A ferramenta mais conhecida de PaaS é o Google App Engine.

Segundo BUYYA (et al. 2008), ”Ela fornece uma plataforma que permite o desenvolvimento de aplicações, através da utilização da linguagem de programação Python, na infraestrutura da Google.”

2.2.3 Infraestrutura como Serviço (IaaS)

Infraestrutura como um serviço (IaaS) também conhecida como Hardware como um serviço ( HaaS), difere dos outros serviços SaaS e PaaS, não oferecendo uma aplicação aos usuários.Este modelo oferece uma infraestrutura ou hardware remoto para que o usuário possa ter total liberdade de manuseio, nessa camada chamada API, a mesma é oferecida ao cliente para que este possa administrar os recursos de integração com hardware na nuvem, eliminando os custos com servidores, racks, softwares e espaço físico, virtualizando a empresa.

2.2.4 Banco de dados como Serviço (DaaS)

Este e um dos serviços que predomina na nuvem, fornecendo um serviço de banco de dados, a fim de evitar complexidade, o mesmo é executado em sua própria base de dados, o que elimina os custos com o software, podendo oferecer uma facilidade de utilização, pois não existem servidores para substituição e nem redundância no sistema, gerando uma potência na base de dados, pois não são armazenados localmente, com integração aos demais serviços como e-mail e calendário, podendo oferecer também a gestão como parte do contrato com menos custo. O usuário, com isso tem a comodidade de acessar a banda de onde estiver, e se acontecer algum incidente no âmbito de trabalho, seus dados estarão guardados na nuvem.

2.2.5 Comunicação como Serviço (CaaS)

Voltado para as comunicações através do Voip, este modelo também tem como característica gerenciar hardware softwares para fim de uso comunicativo, tendo capacidade de enviar mensagens instantâneas e reprodução de vídeos, tirando deste o máximo de recursos para que os clientes possam efetuar vídeos conferencias e, oferecendo uma flexibilidade aos usuários. Programas como Microsoft Office Communicator utiliza essa modalidade de serviço.

2.3 Papéis na Computação em Nuvem

Os papéis na computação em nuvem são de suma importância, determinam o acesso a usuários distintos que estão compostos a uma mesma nuvem, essa organização define a função de cada um.No âmbito da nuvem, os usuário podem assumir qualquer tarefa ou várias ao mesmo tempo, contudo os provedores são os únicos que fornecem o suporte aos demais modelos monitorando e gerenciando a estrutura e garantindo ao usuário que o desenvolvedor usará métodos de fornecimento de serviços.

Os papéis são importantes para definir responsabilidades, acesso e perfil para os diferentes usuários que fazem parte e estão envolvidos em uma solução de computação em nuvem. Para entender melhor a computação em nuvem, podem-se classificar os atores dos modelos de acordo com os papéis desempenhados (Marinos and Briscoe 2009).

A imagem abaixo demonstra como os papeis são aplicados e para quem são enviados os devidos processos. É possível observar que o provedor fornece os seguintes serviços em nuvem: Plataforma como serviço e Infraestrutura como Serviço para os desenvolvedores e o próprio fornece ao usuário final as aplicações assim chamadas de Software como Serviço.

Figura 3 - Os Papéis na computação em nuvem

Imagem extraída originalmente do site http://tecnologiadeouro.blogspot.com.br/2011/07/computacao-em-nuvem.html acessado 01/05/2012

2.4 MODELOS DE IMPLANTAÇÃO

Sua adoção é realizada tendo como base, as necessidades das aplicações a ser utilizadas no processo de negócios, pois determinadas organizações não desejam disponibilizar acesso, à suas aplicações e dados a terceiros, definindo níveis de acesso e restrições a usuários não privilegiados, para os usuários em determinadas partes, do ambiente da nuvem, garantindo a segurança e a integridade dos dados.

Segundo Mell and Grance (et al.2009). “Os modelos de implantação da computação em nuvem podem ser divididos em nuvens públicas, privadas, comunidades e híbridas.”

2.4.1 Nuvem Privada

Este modelo de nuvem é voltado exclusivamente a apenas um usuário, por exemplo, uma empresa, sua infraestrutura é construída sobre uma determinada área em um data center privado, o usuário que contrata este modelo, tem o total controle sobre a mesma, que gerencia as aplicações implementadas na nuvem, implementa políticas e níveis de acesso, garantindo a integridade dos dados.

Segundo CHIRIGATI, (et al. 2009). ”Uma nuvem privada é, em geral, construída sobre um data center privado.”

2.4.2 Nuvem Pública

No modelo de nuvem publica, não há restrições por nível de acesso, dados armazenados podem se misturar a aplicativos, esse tipo de implementação não traz segurança alguma para as organizações, sua estrutura e voltada ao púbico em geral, isso significa que qualquer usuário pode ter acesso, não dispõe de gerenciamento de rede, este tipo de modelo podem ser adquiridos gratuitamente, caso o usuário necessitar de mais espaço ele pagará pelo que solicitar.

2.4.3 Nuvem Comunidade

Esta possui sua infraestrutura compartilhada entre várias organizações com intuito de partilhar diversos interesses próprios, podem ser administradas pelas mesmas que partilham da nuvem.

Segundo MELL (at el, 2009). “Pode ser administrado por organizações ou por um terceiro e pode existir localmente ou remotamente”.

2.4.4 Nuvem Híbrida

No modelo de nuvem hibrida, temos uma junção dos demais modelos de implementação, pública, privada e comunidade. A troca de informações entre a nuvem pública e privada pode ser executadas periodicamente, pois são implementadas facilmente em nuvens públicas, permitindo que uma nuvem privada amplie seus recursos através de uma reserva criada em uma nuvem pública, fornecendo portabilidade nos dados e aplicações. Segundo CHIRIGATI, (et al. 2009). “O termo “computação em ondas” é, em geral, utilizado quando se refere às nuvens híbridas”.

Figura 4 – Exemplo de nuvem publica e privada

Imagem extraída originalmente da apresentação Cloud Computing para revolucionar políticas públicas, acessado 01/06/2012.

2.5 CLIENTES

Com objetivo de tirar maior proveito das ferramentas de computação em nuvem, é de suma importância ter em mãos um hardware e infraestrutura correta, para se ter uma total segurança e agilidade ao acessar os dados e aplicações, numa infra-estrutura cada hardware que tem acesso ao serviço em nuvem, estes periféricos são denominados como clientes e são divididos em várias estações de trabalho.

Segundo Velte, (et al. 2010), “Existem diferentes tipos de clientes que podem se conectar a nuvem, e cada i, oferece uma forma diferente de você interagir com seus dados e aplicativos, dependendo de sua organização e suas necessidades, você pode se ver usando qualquer combinação desses dispositivos.”

2.5.1 Clientes Móbile

Estes diferentes tipos de clientes são dispositivos que tem acesso a uma conexão de internet, para que o usuário possa desfrutar das aplicações em nuvem tendo uma total agilidade e comodidade ao interagir em seu âmbito de trabalho.

Segundo Velte, (et al. 2010), “Clientes móveis cobrem a gama inteira de laptops a PDAs e smartphones, como um iPhone ou BlackBarry, pois pode se conectar de vários locais, que podem ter ou não uma conexão otimizada”

Através de um celular moderno que tenha um sistema operacional Android (sistema operacional da Google) ou iOS (sistema operacional Apple para iphone), o usuário pode ter garantia de acesso e sua total integridade com os dados manipulados ao instalar uma aplicação que lhe forneça o acesso a sua determinada nuvem contratada. Aplicativos como o Google Drive, iCloud, e Dropbox, são um exemplo de aplicativos que dão ao usuário acesso as ferramentas em nuvem.

Vejamos que a imagem nos mostra um celular inteligente, pois o mesmo dispõe de um sistema operacional com aplicativos e acesso à internet, garantindo tudo que é necessário para obter o acesso a nuvem, são bem portáteis e rápidos.

Figura 5 – Celulares inteligentes

Imagem extraída do site

http://twitterja.blogspot.com.br/2009/08/dicas-de-seguranca-em-redes-sociais.html

acessado em 21/05/2012

2.5.2 Clientes Thin

Nessa categoria de clientes, seu hardware não possui disco rígido, driver de CD ou DVD, ele simplesmente lhe exime em sua área de trabalho o que tem em seu servidor, todos os dados residem em seu centro de dados ou na nuvem, mimetizando o risco de perda dos dados e de fácil acesso para manutenção.

Segundo Velte, (et al. 2010), “Clientes thin podem ter um papel importante em sua empresa, isso depende de que aplicações e serviços você acessa na nuvem, se um cliente apenas precisa acessar serviços baseados em nuvem ou acessar um servidor de virtualizado, então os clientes thin são uma grande opção.”

Por ter características vantajosas estes clientes são de grande ajuda e levam o usuário à segurança contra programas maliciosos e instalações de softwares sem permissão do administrador do TI, a figura a seguir lhes mostra uma visão bem clara de como são e o que estão acessando, notam-se na imagem, que cada cliente thin não possui um gabinete e muito menos um HD para armazenar suas informações, eles estão ligados diretamente à nuvem, e só acessarão aplicações na nuvem que esta conectada.

Figura 6 – Clientes thin conectados ao servidor de nuvem

Imagen extraída originalmente do site http://www.bandalarga.net/index.php?option=com_content&view=article&id=136:thin-client-perguntas-frequentes&catid=3:informativos&Itemid=185 acessado em 08/06/2012

2.5.3 Clientes Thick

São máquinas convencionais, desktops comuns contendo discos rígidos e drivers que se conectam a um servidor de nuvem como os demais clientes, pois caso o usuário deseja ter um dado armazenado na máquina local mesmo tendo acesso à nuvem, esses clientes estão à sua disposição, mas o risco de rompimento do sistema e a perda de dados são inevitáveis.

Segundo Velte, (et al. 2010), “os clientes thick são mais vulneráveis a ataques que os clientes thin, se caso a maquina seja roubada seus dados estarão comprometidos, se um cliente thin falhar leve tudo para outro cliente thin, e o ambiente de trabalho do usuário estará lá.”

A imagem a seguir deixa bem clara, como são os clientes Thick, vários desktops convencionais, conectados ao serviço em nuvem, que por sua vez, esta disponibilizando serviços e aplicações a estes clientes conectados.

Figura 7 – representação Clientes thick conectados a nuvem

Imagen extraída originalmente do site http://blog.brasilacademico.com/2012/05/serpro-tera-nuvem-privada-para-servidor.html acessado em 03/06/2012

2.6 ARMAZENAMENTO

O armazenamento é um dos principais recursos da computação em nuvem, o prestador de serviço em nuvem disponibiliza uma quantidade de espaço contratado para que o usuário possa armazenar seus dados na nuvem, com esse serviço, os usuários poderão compartilhar os mesmo dados que os demais usuários conectados a mesma nuvem que foi contratada para oferecer o serviço de armazenamento, mas os dados armazenados ficam disponíveis localmente na máquina do usuário.

O aplicativo se encarrega de fazer a sincronização com os dados locais e na nuvem, caso falte algum dado na pasta local, o mesmo se encarregara de fazer o download repondo o dado apagado, agora se alguém apagar o mesmo dado na nuvem, ele desaparecerá para todos os outros usuários que estão conectados àquela nuvem de serviço contratada.

A sincronização e a transferência dos dados, armazenados localmente e na nuvem ocorrem muito rapidamente, pois o dado é compactado, criptografado e assim enviado para a nuvem, tornando o armazenamento rápido e eficiente.

Segundo Velte, (et al. 2010), “Armazenamento de cloud computing tem uma serie de vantagens sobre o armazenamento local de dados tradicionais. Se você armazena seus dados sobre uma nuvem, você pode acessa-los de qualquer lugar que tenha acesso a internet. Isto se torna especialmente atraente para os usuários veteranos.”

Esta função traz para os usuários a comodidade de poder acessar seus dados de qualquer lugar, não tendo a necessidade de utilizar dispositivos de armazenamento portáteis como pen driver e HD externo, tão pouco utilizaram o mesmo dispositivo para obter os seguintes dados armazenados, se uma empresa possui outras filiais, as mesmas podem ter acesso aos dados armazenados em um servidor de nuvem.

Segundo Velte, (et al. 2010), “Existem centenas de sistemas de armazenamento diferentes de nuvem e alguns são muito específicos no que fazem. Alguns são orientados para nichos de e-mail e armazenamento de fotos digitais, enquanto outros são enormes para encher um armazém inteiro.”

Para que o armazenamento seja realizado, e necessário um servidor de dados conectado a internet, assim o utilizador do serviço, possa copiar seus arquivos para o servidor através de algum aplicativo seja o próprio navegador de internet ou algum aplicativo como o SkyDriver, GoogleDriver, Dropbox e outros. Estes aplicativos fazem a sincronização da pasta local com a pasta do servidor de armazenamento.

Os sistemas de armazenamento em nuvem depõem de vários servidores, caso aconteça algum incidente com algum servidor os dados armazenados. Os mesmos ficaram salvos em outro, assim obtendo uma redundância e segurança, garantindo que os dados estejam sempre disponíveis para seus clientes, mesmo quando os respectivos servidores entrarem em manutenção. Se caso não houvesse a redundância os dados não estariam sempre disponíveis para seus clientes.

Segundo Velte, (et al. 2010), “Como os servidores necessitam de manutenção ou reparação, é necessário armazenar os dados salvos em várias maquinas, oferecendo redundância. Sem a redundância de armazenamento de nuvens, os sistemas não poderiam garantir aos clientes que eles possam acessar suas informações a qualquer momento.”

2.6.1 Provedores de Armazenamento

Existem diversos provedores de armazenamento em nuvem, e com o passar do tempo apareceram mais e mais, alguns provedores de armazenamento em nuvem são especializados em armazenar somente um tipo de dado, como o Picasa que só permite que o usuário poste apenas fotos e não qualquer outro tipo de arquivo.

Segue abaixo uma tabela com os principais provedores específicos para armazenamento em nuvem.

Google Docs

Permite que os usuários façam upload de documentos, planilhas e apresentações de dados para os servidores do Google. Estes arquivos podem ser editados usando uma aplicação Google

Dropbox

Este aplicativo oferece a função de armazenamento de qualquer arquivo em uma pasta local e o mesmo realize a sincronização com o servidor de nuvem do Dropbox

Skydriver

Este aplicativo permite que o usuário realize o armazenamento de documentos, planilhas, apresentações e fotos para os servidores da Microsoft.

Provedores de e-mal

Gmail, Hotmail e Yahoo! Armazena mensagens de correio eletrônico em seus próprios servidores. Os usuários podem acessar seus e-mails de qualquer computador ou dispositivo conectado à internet.

Flickr e Picasa

Hospedam milhões de fotografias digitais. Os usuários podem criar seus próprios álbuns de foto on-line.

You tube

Hospeda milhões de arquivos de vídeo enviados pelo usuário.

Hostmonster e GoDaddy

Armazena arquivos de dados para muitos clientes de web sites.

Facebook e MySpace

São sites de redes sociais que permitem que os membros postem fotos e outros conteúdos. Este conteúdo e armazenado em servidores da empresa.

MediaMax e StrongSpace

Este também oferece espaço de armazenamento para qualquer tipo de dados digitais.

Tabela 1 – Provedores de Armazenamento

A maioria destes serviços está disponível gratuitamente para os usuários, mas há empresas que cobram por espaço de armazenamento e pela quantidade de informações transferidas. Alguns oferecem de inicio o armazenamento gratuito e caso o cliente necessite de maior espaço o mesmo pode comprá-lo, e a medida que vão adquirindo mais espaço, os preços tendem a cair.

Figura 8 – Comparação dos principais aplicativos de armazenamento

Imagem extraída originalmente do site http://idgnow.uol.com.br/internet/2012/04/24/comparativo-google-drive-dropbox-skydrive-e-outros/ acessado 14/06/2012

Pesquisa realizada pelo site PCWorld compara os principais aplicativos de armazenamento disponíveis no mercado,de acordo com a tabela abaixo, foram listados cada um dos aplicativos disponíveis hoje, informando a quantidade de armazenamento disponibilizado gratuitamente, as mensalidades caso os usuários optem por mais espaço de armazenamento e plataformas que são compatíveis.

3 SOLUÇÕES EM CLOUD COMPUTING NO MEIO CORPORATIVO

A proposta deste capítulo está em fazer um levantamento de algumas opções existentes no mercado que atua na forma de nuvem nos diversos níveis Saas, Iaas e Paas. Mais adiante serão feitas analises e comparações de aplicações de diversos fornecedores.

3.1 Cloud Computing em ambiente corporativo

A visão administrativa atual está focada em redução de custos, cortes em despesas, maiores lucros e novas estratégias de mercado. Nesse mesmo contexto, se desenvolve a computação em nuvem, a tendência é utilizar do setor de TI da empresa como meio de diminuir despesas, e sem ficar emergente em tecnologias.

“Existem muitos benefícios e riscos associados ao modelo cloud computing. A Idéia central é saber se existe maturidade da organização para utilizar aplicações que utilizam dados armazenados e processado na nuvem” (Veras, 2012)

A tomada de decisão em adotar essa tecnologia, segundo Veras 2012, depende de alguns fatores importantes. Deve-se, analisar a capacidade da empresa em esta alinhada estrategicamente as condições necessárias para opera em condições aceitáveis, evitando os riscos de falhas, em equilíbrio, entre os custos e benefícios, dos recursos disponíveis.

3.2 Suítes De Escritório Online

Para atender a demanda das rotinas administrativas em escritórios existem alguns softwares, que rodam diretamente na nuvem, dentre eles, destaca-se, o Google Docs e o Office Web Apps também conhecido de Office online da Microsoft. Todos eles oferecem grandes facilidades de utilização, e de maneira dinâmica e acessível.

3.2.1 Google Docs

O conjunto de aplicações do Google Docs, foi criado da junção de editor de texto Writ e do sistema de planilhas eletrônicas Google Spreadsheets.

No ano seguinte, foi disponibilizado aos usuários cadastrados no serviço de e-mails Gmail. Com o passar do tempo, adquiriu mais recursos, como criação de apresentações, desenhos e formulários. Ao contrário do pacote Office, da Microsoft, os aplicativos não recebem nomes específicos.

Figura 9 – Ícone de representação do conjunto de aplicações Google Docs.

Imagem extraída originalmente do site http://missionizhar.com/google-updates-google-docs-with-450-fonts-and-60-templates/ acessado em 03/06/2012.

A figura 9, representa o ícone de cada umas das aplicações do Google Docs, na sequência de imagens no sentido horário, esta representado, o editor de planilhas, editor de formulários, ferramenta de desenhos, apresentação de slides e o editor de textos , todos apresentado-se como integrantes da nuvem.

A forma de acesso a essa aplicações deve se entra no endereço docs.google.com usuário e senha na página, caso não seja cadastrado basta seguir as instruções e inscrever uma conta no Gmail para ter acesso aos recursos do Google Docs.

Google Docs

Microsoft Office Web Apps

Origem

Foi lançado em junho de 2010 nos Estados Unidos, depois da Microsoft ensaiar por muitos anos a entrada oficial do Office na web. Ele traz versões "leves" de aplicativos como Word, Excel, PowerPoint e OneNote.

Como acessar

Basta entrar no endereço docs.google.com. Se o usuário possuir conta no Gmail, basta acessar a opção no menu da página.

É necessário ter uma conta do Hotmail para acessar. Uma vez dentro do sistema, é só clicar no link Office e escolher o serviço.

Aplicativos oferecidos

Textos

Editor de texto com diversos recursos de formatação, incluindo a inserção de tabelas, links, imagens e equações. Está integrado com o serviço Google Tradutor, capaz de verter textos para 57 línguas diferentes.

Poucas são, à primeira vista, as diferenças entre o clássico Word para desktops e sua versão para web: As opções de formatação estão lá, incluindo o menu de estilos. Uma das grandes vantagens é a presença do corretor ortográfico no pacote. Também é possível inserir cliparts (imagens) a partir do próprio banco de dados da Microsoft.

Planilha

Assim como o editor de documentos, a planilha eletrônica apresenta todas as ferramentas básicas para a formatação das células. O sistema identifica o país de origem do usuário e oferece um botão de formatação monetária pronto para uso, em um clique, ele mostra os valores em reais, por exemplo. Também possibilita a inclusão de gráficos e scripts, que funcionam como programas que oferecem mais opções para realizar cálculos.

A exemplo do Word, o Excel do Web App adota uma aparência idêntica à sua versão tradicional para facilitar a vida do usuário. Contudo, faltam alguns itens para elaboração de planilhas, como macros e gráficos. Filtros podem ser aplicados diretamente às tabelas criadas pelo usuário, mas o serviço ainda é muito dependente da sua versão para desktop.

Apresentações

Funcional, mas não é o forte do pacote. Oferece todas as opções básicas de criação e cópia de slides, além de poucas de desenhos ou templates, para adicionar um pouco de estilo aos documentos. Não apresenta efeitos de transição entre slides.

O PowerPoint para web oferece todas as opções de formatação e montagem de slides, mas o forte do serviço está na variedade de templates para decorar o documento. Diversos temas casuais e profissionais estão disponíveis, além de formatos diferentes para a apresentação de conteúdo. Não há efeitos de transição entre slides.

Formulários

Este é um recurso totalmente baseado na colaboração. O usuário cria um formulário com questões e aplica a diversos usuários. Também é possível criar pesquisas de opinião entre clientes.

Não disponível.

Anotações

Não disponível.

Bloco de anotações digital nos moldes do OneNote. É possível acrescentar comentários, notas e marcar itens especiais. A versão para desktop tem mais recursos para a inclusão de conteúdo multimídia.

Desenhos

A ferramenta serve apenas como apoio para dar um toque artístico ao trabalho feito com os outros componentes do Docs. Pelas opções de setas e formas, seria possível dizer que sua função principal é a montagem de fluxogramas.

Não disponível.

Tabela 2 – Quadro comparativo entre as funcionalidades Google Doc e o Microsoft Office Web Apps.

Dados retirados originalmente do site: http://veja.abril.com.br/quem/google-docs-vs-office-3.shtml acessado em 13/06/2012.

Em relação à compatibilidade o Google Docs suporta a importação de arquivos OpenDocument, StarOffice, Office, Rich Text, texto puro e HTML, e a exportação até para PDF, a ferramenta do Office Web Apps, permite apenas a utilização de formatos da própria Microsoft.

Quanto ao armazenamento O Office Web Apps é integrado com o SkyDrive, que oferece 25 GB grátis para guardar seus documentos. No Docs, o espaço de 1 GB disponibilizado pelo Google. Usuários que precisam de mais espaço devem pagar uma taxa anual que parte dos US$ 5, para utilizar 20 GB de armazenamento.

Baseado no quadro comparativo, da revista Veja, pode se verificar que ambos contêm similaridades, em alguns níveis, e possuem funções incomuns. E ambos são gratuitos.

“Em resumo, praticamente uso apenas softwares e serviços gratuitos. Que diferença dos primeiros tempos da microinformática, quando éramos obrigados a comprar caixas de software, caros para nossa renda pessoal, mas necessários, pois eram o modelo computacional da época. Foi este modelo que gerou empresas multibilionárias como a Microsoft. Mas é uma era que esta chegando ao fim.” (Taurion 2009 p.04).

Na visão de Taurion, esse novo modelo computacional, veio para mudar a maneira de utilização desses tipos de softwares pacotes, pois oferecem serviços gratuitos e flexíveis.

Comparando os serviços da cloud compting em relação a valores, tomando como base o pacote Office 2010 tem:

Nome

Conteudo

Valor

Office 2010 Home&Student

Word, Excel,  PowerPoint e OneNote.

R$199,00

Office 2010 Home&Business

Word, Excel, PowerPoint, OneNote e Outlook.

R$499,00

Office 2010 Professional

Word, Excel, PowerPoint,OneNote, Outlook, Access e Publisher.

R$1399,00

Tabela 3 – Preços dos pacotes do Office 2010.

Dados retirados originalmente do site: http://www.microsoft.com/brasil/compreoffice/produtos/ acessado em 13/06/2012.

Nota-se, que com as mesmas funcionalidades o pacote Office 2010 Home&Student tem um valor de R$ 199,00, e até chegar ao valor de R$ 1.300,00, dependendo da demanda da organização, enquanto os mesmos serviços são oferecidos pela própria Microsoft sem custo algum, deixando claro umas das vantagens de utilização da cloud computing, a redução de custos.

3.3 Google App Engine

Como ferramenta para desenvolvimentos, o Google App Engine permite criar aplicativos web e armazene na mesma infraestrutura que os aplicativos próprios da Google. Essa ferramenta oferece recursos que facilitam o desenvolvimento e implementação, de maneira simplificada e rápida, sem necessidade de se preocupar com o tipo de hardware em que vai rodar com correções e tolerância a falhas ou backup.

Sua estrutura de layout totalmente simplificada, com fácil interação e administração dos projetos em construção nessa aplicação, como podem ser visualizadas na Figura abaixo:

Figura 9 – Launcher do Google App Engine, menu principal

Dados retirados originalmente do site: http://www.sitepoint.com/rollin-with-google-appengine-80s-style/ acessado em 14/06/2012.

“O Google passou anos desenvolvendo infraestrutura para aplicações web escaláveis” diz Pete Koomen, gerente de produto da Google. “Trouxemos o Gmail e o Google Search para centenas de milhões de pessoas no mundo, construímos uma poderosa rede de data centers para suportar as aplicações. Hoje estamos dando o primeiro passo para tornar esta infraestrutura disponível para todos os desenvolvedores.” (Veras 2012).

Para Veras, esse novo modo de programar será uma ótima ferramenta para diversos desenvolvedores, pois a mesma permite atender a uma grande demanda de programadores e em diversas linguagens.

3.3.1 Suas Principais Características

Escolher e configurar diversas estações para utilizar serviços web e armazenamento de qualidade, custa caro e pode demorar. Com o Google App Engine torna mais fácil a implementação de aplicações web dinamicamente fornecendo recursos de computação de acordo com a necessidade. Os desenvolvedores criam o código e o Google App Engine cuida do resto, assim basta criar o código de uma vez e implantá-lo.

Depois deimplantado um aplicativo web pode apresentar picos de popularidade, o súbito aumento de tráfego pode ser desastroso para aplicações de todos os tamanhos, desde pequenas a grandes empresas que se encontram remanejando suas bases de dados e todos os sistemas várias vezes ao ano. Com a reprodução automática e balanceamento de carga, o Google App Engine facilita a escala de um usuário para um milhão de usuários, levando vantagem sobre bigtable e outros componentes escalável do Google, dessa forma absorver os possíveis picos de tráfego.

No decorrer do desenvolvimento é desnecessário e ineficiente os desenvolvedores criarem componentes de autenticação e e-mail a partir do zero para cada novo pedido. Os desenvolvedores que usam o Google App Engine podem fazer uso dos componentes que acompanham o aplicativo e também a biblioteca externa do Google de APIs que fornecem a funcionalidade plug-and-play de recursos simples, mas importantes, facilitandoa integração com outros serviços do Google.

3.3.2 Quanto aos custos

O Google seduziu os desenvolvedores, oferecendo grátis a App Engine, quando foi lançado, mas após alguns meses cobrou algumas taxas.

  • Cota grátis inicial o armazenamento de 500MB e CPU e largura de banda suficiente para aproximadamente de 5 milhões de páginas acessadas por mês;

  • US$ 0,10 – US$ 0,12 por hora – core;

  • US$ 0,15 – US$ 0,18 por GB meses de armazenamento;

  • US$ 0,11 – US$ 0,13 por GB de largura de banda de saída;

  • US$ 0,09 – US$ 0,11 por GB de largura de entrada.

3.4 Amazon Web Services (AWS)

O Amazon Web Services é um conjunto de aplicações e nuvem, que oferece serviços, de armazenamento e processamento com alto nível de desempenho e eficácia, estes têm como características: escalabilidade, disponibilidade, elasticidade e economia. E os componentes da AWS trabalham individualmente ou combinados para rodar e hospedar os aplicativos.

“Um exemplo já bem conhecido de nuvem são os serviços da Amazon. A Amazon criou uma subsidiária chamada Amazon Web Services (http://aws.amazon.com/) para ofertar serviços de Computação em Nuvem. Basicamente são quatro ofertas, o EC2 (Elastic Computing Cloud), para alugar máquinas virtuais Linux, nas quais o usuário pode alugar dezenas, centenas ou até milhares de CPUs, o S3, serviço de armazenamento (storage) em nuvem , o SimpleDB, oferta de Database-as-a-Service e o SQS (Simple Queue Service) para serviços de mensageira. A Amazon lançou seus primeiros serviços, os S3 e EC2, em 2006. A idéia é que o usuário possa operar seu negocio sem ter de investir em infraestrutura, como servidores e strage. E a plataforma computacional oferecida é própria plataforma que roda os aplicativos da Amazon, uma infraestrutura de tecnologia que inclui dezenas de milhares de servidores e que levou anos para ser construída e ajustada. Aliás, esta imensa capacidade para acomodar os picos de vendas, como o Dia de Ação de Graças (Thanksgiving) nos EUA ou no Natal, fica ociosa parte do tempo. Quando do anúncio destes serviços, o próprio Jeff Bezos, seu fundador e CEO, já dizia que esta infraestrutura muitas vezes era usada apenas 10% de sua capacidade. Natura que a Amazon identificasse ai uma grande oportunidade.” (Taurion 2009 p.144).

A Amazom é uma das empresas que mais está se destacando nesse ramo. Em pouco tempo a mesma já disponibiliza uma variedade de aplicações em nuvem.

Segundo Taurion,“os principais serviços disponibilizados pela Amazon podem ser divididos em quatro: Amazon Elastic Compute Cloud (Amazon EC2), Amazon Simple Storage Service (Amazon S3), Amazon SimpleDBe Amazon Simple Queue Service (Amazon SQS)”. Todas essas ferramentas rodam direto na nuvem da Amazon.

3.4.1 Amazon Elastic Compute Cloud (Amazon EC2)

Amazon Elastic Compute Cloud (Amazon EC2) permite rodar aplicações na nuvem Amazon sendo um serviço web que oferece capacidade computacional redimensionável. É projetado para tornar a computação mais fácil para os desenvolvedores.

Amazon EC2 apresenta um ambiente de computação de máquina virtual, permitindo que o usuário use interfaces de serviços Web para lançar instâncias com uma variedade de sistemas operacionais, carregá-los com o seu ambiente de aplicativo personalizado, gerenciar as permissões de sua rede de acesso, e executar sua imagem usando sistemas conforme o necessário.

Para facilitar, a Amazon disponobiliza AMI, Amazon Machine Image templated, ou seja, modelos de imagens pré-configuradas, que contém os aplicativos: Bibliotecas, dados e configurações associadas. Esta imagem é armazenada em um repositório seguro, rápido e confiável para se inicializar rapidamente. Que podem ser alteradas pelo usuário conforme for a necessidade.

“O sistema e considerado elástico porque pode crescer e diminuir a capacidade quando necessário. Por exemplo, se na quinta uma empresa usa quatro servidores e nas sextas e sábados, com maior atividade de vendas, cresce para seis ou oito servidores. No domingo usa apenas dois. E o pagamento e faturado apenas processamento realmente utilizado. Agora, imagine obter elasticidade com o modelo tradicional de instalação física de servidores. A empresa vai arcar com os custos de configuração máxima, de oito servidores, mesmo mantendo seis deles desligados ou ociosos no domingo”, (Taurion 2009 p.148)

Como exemplifica Taurion, mater servidores físicos gera custo, em boa parte do tempo, como acontece em milhares de empresas, ficam ociosos. Nesse modelo, o pagamento e apenas para os recursos que realmente são consumidos, amenizando os custos de investimentos em infraestrutura física, mão de obra, manutenção e aquisição de equipamentos e outros custos.

3.4.2 Amazon Simple Storage Service (Amazon S3)

O S3 é um serviço de armazenamento por demanda, pois o usuário paga, apenas pela quantidade de dados armazenados sem necessidade de estabelecer limites iniciais, mesmo que haja um crescimento futuro. Nessa modalidade, quando se precisa de mais espaço, o sistema automaticamente aumenta o espaço disponível, ou o inverso, quando reduzido a quantidade de dados, o sistema diminui o espaço alocado.

Os dados armazenados no S3 passa a ser de responsabilidade da Amazon para assegurar que eles estejam disponíveis e seguros enquanto o usuário mantiver ativa sua assinatura.

3.4.3 Amazon SimpleDB

O Amazon SimpleDB e uma ferramenta do tipo Framework, que fornece as principais funções do banco de dados de armazenamento, recuperação e indexação e enfileiramento de dados. Foi desenhado para operar de forma integrada com os outros serviços da Amazon, como o S3 e EC2.

Com essa aplicação pode se criar e gerenciar várias réplicas distribuídas geograficamente dos dados automaticamente para permitir alta disponibilidade e durabilidade de dados.

Na definição de Taurion 2009, como próprio nome diz, é uma ferramenta simples, que contém restrições de desempenho e de escalabilidade, pois não há compatibilidade com a linguagem SQL, mas pode ser usado e para aplicações simples.

3.4.4 Amazon Simple Queue Service (Amazon SQS)

O Amazon SQS oferece uma fila hospedada altamente escalável e confiável para o armazenamento de mensagens à medida que elas transitam entre computadores. Usando o Amazon SQS, os desenvolvedores podem simplesmente mover dados entre componentes distribuídos dos seus aplicativos que desempenham tarefas diferentes, sem perder mensagens ou exigir que cada componente esteja sempre disponível. O Amazon SQS facilita a criação de um fluxo de trabalho automatizado, trabalhando em conjunto com o Amazon Elastic Compute Cloud (Amazon EC2) e outros serviços da Web de infraestrutura da AWS.

O Amazon SQS trabalha ao expor a infraestrutura de mensagens de escala da Web da Amazon como um serviço da Web. Qualquer computador na Internet pode adicionar ou ler mensagens sem nenhum software instalado ou configurações especiais de firewall. Os componentes de aplicativos usando o Amazon SQS podem ser executados de forma independente e não precisam estar na mesma rede, ser desenvolvidos com as mesmas tecnologias ou executados ao mesmo tempo.

3.5 Windows Azure 

O Windows Azure é um sistema operacional de serviços em nuvem que funciona como o ambiente de desenvolvimento, hospedagem de serviços e gerenciamento de serviços da plataforma Windows Azure. Ele oferece aos desenvolvedores de computação e armazenamento por demanda para hospedar, dimensionar e gerenciar aplicativos Web na internet por meio de centros de dados da Microsoft.

O Windows Azure é uma plataforma flexível que dá suporte a várias linguagens e se integra ao seu ambiente local já existente. Para criar aplicativos e serviços no Windows Azure, O Windows Azure é compatível com padrões, protocolos e linguagens populares, como SOAP, REST, XML, Java, PHP e Ruby. O Windows Azure já está comercialmente disponível em 40 países.

A plataforma Azure é formada pelo sistema operacional Windows Azure e um conjunto de serviços: Live Services, NET Services, SQL Services, SharePoint Services Dynamics CRM Services. A Figura 7.9 mostra a plataforma Azure.

Figura 2 - Representação dos modelos de serviços

Figura 10 – Plataforma Microsoft Azure [Azure 2010]

http://csharpdevelopers.wordpress.com/2010/01/16/windows-azure-e-cloud-computing/ acessado em 13/06/2012.

Outro item que faz parte deste pacote é o Live Services. O Live Services é um conjunto de componentes dentro do Azure para o tratamento de dados do usuário e recursos da aplicação. Live Services possibilita aos desenvolvedores construírem aplicações ricas que podem conectar com usuários do Windows Live. O Live Services inclui as tecnologias do Live Mesh para sincronização de dados dos usuários e possibilita a extensão de aplicações Web entre múltiplos dispositivos. O SQL Services é um serviço de armazenamento de dados e de processamento de consultas escalável, sendo construído com base na tecnologia do SQL Server.

“A Microsoft começou atrasada na disputa pelo mercado de Computação em Nuvem (aliás, repete-se a historia da internet) e a plataforma Azure ainda esta na fase beta, mas pode-se esperar um grande esforço por parte da empresa.” (Taurion 2009 p.167)

Taurion enfatiza a ideia de que a Microsoft, apesar de hoje ser a empresa de maior nome de mercado, não se antecipou para a disputa do mercado da Computação em Nuvem, por isso não demonstra motivos de continuar nesse patamar.

3.5.1 ERP - Enterprise Resource Planning na modalidade Cloud Computing

O ERP é uma ferramenta poderosa no meio corporativo, pois suas aplicações podem atender a diversas modalidades de mercados no mundo todo, independente do porte da organização, desde pequenas a grandes empresas, configurados de forma padrão, ou personalizados especificamente. Portanto, essa ferramenta torna-se um meio que pode ser bem explorado em uma nova versão, adaptada a Computação na Nuvem.

"Acreditamos que este seja um passo fundamental para as empresas e para todo o mercado brasileiro, acelerando a competitividade das empresas de menor porte, que vão competir em pé de igualdade com as outras companhias, com um sistema de gestão completo e flexível", afirma Alexandre Marques, diretor comercial da i9 Tecnologia.

Como afirma Alexandre Marques, o modelo ERP em nuvem torna as empresa de pequeno e médio porte, com essa ferramenta de baixo custo, competir no mesmo nível com empresas, tornando-as mais competitivas.

3.5.2 Microsoft Dynamics

Visando esse mercado, a Microsoft desenvolveu um conjunto de soluções que roda na nuvem, chamado de Microsoft Dynamics. Com serviços personalizados para a nuvem como um componente flexível da sua solução ERP a medida da necessidade. Pode optar por licenciar e implementar o seu software ERP através de Software como Serviço (SaaS) alojado pelo parceiro e expandir os processos de negócio de forma totalmente integrada para a nuvem.

Principais características:

  • Uma relação tempo/custo mais rápida para os investimentos através de tempos de implementação mais curtos.

  • Um conjunto completo de funcionalidades específicas para os requisitos do setor.

  • Um modelo de licenciamento de subscrição que permite pagar pela solução ERP como um custo operacional e não como uma despesa de investimento, além da flexibilidade de pagamento à medida da utilização.

  • Uma disponibilidade de serviço elevada baseada na segurança e nas capacidades eficazes da plataforma Windows Azure.

Pode implementar a solução ERP para satisfazer os requisitos atuais e manter, ao mesmo tempo, a flexibilidade de migrar para um modelo diferente quando as necessidades mudarem. Os parceiros Microsoft Dynamics estão preparados para orientar os melhores investimentos em TI ao nível da Computação na nuvem.

Um detalhe sobre os softwares ERP, e que podem ficar obsoletos, sendo necessária manutenção e atualização, porém na modalidade da nuvem, esses transtornos passam a ser amenizados. As melhorias são aplicadas automaticamente e ficam disponíveis aos clientes ERP agregando qualidade ao produto e proporcionado melhor serviço aos mesmos.

4 Modelos de Boas Praticas Existentes

Para conseguir uma otimização no novo sistema implantado, é de suma importância que a empresa adote técnicas de melhores práticas, para manter e assegurar que o sistema seja efetivo, garantindo uma experiência boa e continua. Após contratar um serviço com um fornecedor de nuvem, é importante que se realizem testes para verificar se o serviço cumpre com a demanda solicitada, a seguir a tabela abaixo descreverá alguns destes testes.

Velocidade de conexão.

A velocidade com que o usuário se conecta ao servidor de nuvem.

Tempo de execução do armazenamento de dados.

Quanto tempo leva para excluir o armazenamento de dados.

Tempo de leitura do armazenamento de dados.

Quanto tempo demora a ler os dados.

Implantação de latência.

A quantidade de latência de quando um aplicativo é publicado e pronto para o uso.

Tempo de latência.

Qual a lentidão do sistema.

Tabela 04 – Tabela de testes a ser realizados

O site da CSA Brasil disponibilizou cinco dicas do que sua empresa deve considerar na hora de avaliar a implantação de um projeto de computação em nuvem.

  • Identificar o ativo que a empresa quer levar para a nuvem. Se dados ou aplicação.

  • Faça uma avaliação desse ativo para saber qual o seu valor para a companhia e impacto para os negócios, caso aconteça algum incidente de segurança ou haja vazamento para o mercado.

  • Faça um mapeamento completo desse ativo para saber que tipo de rede na nuvem será escolhido: pública, privada ou híbrida.

  • Analise quais os serviços disponíveis que atendem ao seu projeto entre os três existentes: Software como serviço (SaaS), plataforma (PaaS) para desenvolvimento de aplicações ou uso de infraestrutura (IaaS).

  • Depois de decidido o modelo, comece a traçar o projeto com todos os aspectos operacionais e de custos, analisando o fluxo de dados para a migração na nuvem.

Ainda existem empresas no mercado que disponibilizam ferramentas, para realizarem uma série de testes e diagnósticos na nuvem, de acordo com Elsenpeter (et al. 2010), “O mercado ainda não foi saturado com ferramentas de monitoramento de desempenho para a computação em nuvem. Há apenas duas, mas se espere que o mercado vai se ampliar em alguns meses ou anos”.

Para atender A Hyperic Inc. oferece a ferramenta Hyperic HQ 4.0, para o monitoramento e diagnósticos dos sistemas em nuvem, e a CUBiT 2.0 da CollabNET.

4.1 Conhecendo suas necessidades

Quando uma organização planeja aderir um sistema em nuvem, o mesmo deverá adotar medidas aceitáveis para fazer a mudança, garantir uma ótima experiência e segurança, podendo até pagar menos por um preço colossal, iniciando uma análise e seleção de fornecedores que disponha de um uso diário de serviços, para sua demanda.

“Um fato importante a ser considerado na seleção do fornecedor é como é feito o gerenciamento de acesso aos dados, o que impede que os usuários não autorizados de acessem informações importantes ao negócio da sua empresa? Este requisito tem que ser bem avaliado e garantido, pois com certeza ele será alvo de auditorias dentro da empresa. Uma forma de garantir e minimizar o impacto deste requisito é a contratação de um modelo de nuvem privada, pois permite um maior nível de controle sobre os dados, aplicações e infraestrutura”, afirma Ritcher. (apud GREENE, 2010)

Segundo Elsenpeter (et al. 2010), “É mais barato migrar para um modelo de nuvem do que comprar, no entanto, isso não significa que ele e barato”, com vários fornecedores no mercado e a variedade de preços deveremos analisar as seguintes questões como:

  • O suporte do provedor me atenderá da maneira que preciso?

  • São fáceis de trabalhar?

  • Será que vão me cobrar uma quantia de dinheiro absurda?

  • Como é o suporte deles?

  • Qual o histórico de tempo de atividade deles?

  • Posso receber alguma referência?

É de suma importância ler o contrato com clareza e entendê-lo, antes de assiná-lo, analisando se existe alguma restrição ou limites de uso das ferramentas em nuvem, algumas empresas provedoras do serviço em nuvem, estipulam um limite de usuários. Conforme o crescimento da empresa o número de usuários aumenta podendo acarretar multas contratuais.

Segundo Elsenpeter (et al. 2010),”Pequenas empresas estão especialmente em risco aqui. Elas são muitas vezes atraídas para a nuvem cm a promessa de serem capazes de usar o softwares de classe empresarial. Elas assinam o pacote mais barato e em seguida, uma vez que contratam mais alguns funcionários, a conta mensal atravessa o telhado.”

Um dos principais atributos a considerar e a avaliação da maturidade e eficiência dos serviços em nuvem que são disponibilizados para o contratante, a fim de avalizar o desempenho da prestação de serviço, pois qualquer falha afetará a organização. É importante estar de acordo com o nível de serviço de SLA (service level agreement) em seu âmbito organizacional, assim teremos a garantia do tempo de atividade, de acordo com a Amazon.

“A Amazon assegura alta disponibilidade para seus arquivos para que eles estejam disponíveis sempre que você precisar. O acordo de nível de serviço fornecido pela Amazon para o S3 se compromete a um tempo de atividade de 99,9%, medido mensalmente.” CHIRIGATI, (et al. 2009).

Como toda empresa ou organização, tem a necessidade de expandir se os seus serviços, o mesmo pode realizar o contrato com dois ou mais provedores de serviços em nuvem, com isso o acesso se torna mais redundante e seguro, a empresa poderá ter seus dados armazenados em um servidor na Amazon e outro no Azure.

Segundo Elsenpeter (et al. 2010),”Só porque uma nuvem e normalmente utilizada de uma forma, não significa que você não pode pensar diferente, o Amazon S3 e normalmente considerado uma forma de armazenar os dados do servidor, mas não há nada dizendo que você não pode usa-lo para propósitos gerais de backup”.

4.2 Migrando para a Nuvem

As soluções em nuvem são tão abrangentes, que podem acarretar dúvidas logo no inicio da migração, e a pergunta é por onde começar. É obvio que a organização não quer fazer tudo de uma vez, o principal foco é estudar a sua empresa saber o que ela pode realizar o que ela precisa, e o que deve ser feito, para transferir os dados na nuvem e assim ingressar em um dos métodos mais fáceis para migrar para uma nuvem, se localiza em um ramo empresarial pequeno ou qualquer uma pessoa física.

Há um crescimento significativo de aplicativos populares, que são oferecidos gratuitamente ou disponibilizado por um custo muito baixo, logo abaixo estão disponíveis alguns exemplos dessas aplicações.

Apple MobileMe (http://www.me.com/)

Este serviço sincroniza e-mails, fotos, e contatos entre os vários dispositivos. Seu computador, laptop e dispositivos celulares podem permanecer em sincronia, enquanto eles têm acesso a nuvem de servidores Apple.

Google Docs (http://docs.google.com/)

Fornece uma interface intuitiva, o Google Docs oferecem aplicativos que normalmente associamos com o desktop, processador de texto, planilha e criador de apresentações, os documentos podem ser salvos na nuvem ou localmente, vários usuários podem colaborar no mesmo documento a partir de diferentes computadores com alterações em vigor imediatamente.

Adobe Acrobat ((http://acrobat.com/)

Conhecido pelo seu leitor de PDF gratuito, entre outras ferramentas, a Adobe oferece o seu processador de texto on-line e espaço de armazenamento em nuvem para seus documentos, também inclui ferramentas de colaboração on-line e um conversor de PDF.

Jooce (http://www.jooce.com/)

O Jooce é um ambiente desktop baseado em flash, principalmente para os usuários de cybercafé, arrastar um arquivo para o desktop, uploads para a nuvem, dando-lhe acesso a seus arquivos de qualquer computador conectado a internet.

Evernote (http://evernote.com/)

O Evernote permite que você salve fotos, imagens ou arquivos de seus servidores na nuvem, se as imagens contém textos, eles são digitalizados e indexados para criar um banco de dados virtual, vários pacotes de software de cliente permitem que PCs, Macs,iPhones e outros parâmetros para sincronizar dados do Evernote com a nuvem.

Microsoft Live Search (http://www.live.com/)

O motor de busca para celulares da Microsoft utilize o processamento de nuvem de alto impacto para trazer pesquisas detalhadas aos dispositivos portáteis.

Twitterfone (http://www.twitterfone.com/)

O Twitterfone usa reconhecimento de voz na nuvem para transcrever mensagens de voz em “tweets” na rede social Twitter.

Blist / Socrata (http://www.socratablist.com/)

O Blist, agora chamado Socrata, é um banco de dados com uma interface atrativa, como fazer vídeos, e um design drag-and-drop, depois de criados, os bancos de dados podem ser compartilhados com outros usuários do site

Picnik (http://www.picnik.com/)

Este serviço oferece edição de fotos na nuvem, você pode fazer upload de fotos de sua máquina local ou importá-las de outro site como o Flickr ou Facebook, o site possui ferramentas poderosas para edição de fotografia e também é possível adicionar texto, formas ou moldura para suas fotos.

Adobe Photoshop Express (http://www.photoshop.com/express)

Este e outro editor dos criadores do poderoso aplicativo Photoshop, você pode armazenar suas fotos na nuvem e editar, com as mesmas ferramentas que você usaria com uma versão para desktop do Photoshop, uma vez que sua edição de fotografia e feita, você pode adicionar suas fotos na galeria do site.

G.ho.st (http://g.ho.st/)

Representando o Global Hosted Operating System, o G.ho.st é um sistema operacional baseado em flash, o site tem a sensação de uma área de trabalho de computador e oferece 5GB de armazenamento gratuito, você pode ganhar mais espaço de armazenamento ao indicar o site para outros e mais 3GB para e-mail,web e aplicativos de escritório, eles usam um chamado Zoho.

Tabela 05 – Serviços disponíveis gratuitamente

Como se pode observar na tabela acima, a variedade de aplicativos gratuitos distintos de seus requisitos é vasta, contudo dentre estes ainda temos a disposição, fornecedores de grande porte bem conhecidos, podendo passar a segurança e a confiabilidade dos seus dados a o servidor de nuvem.

“Os principais fornecedores de computação em nuvem são Microsoft, Salesforce, Skytap, HP, IBM, Amazon e Google, onde seus clientes para ter acesso a serviços completos precisam pagar pelos recursos que utilizam. Porem para se confiar nos serviços é necessário visualizar a nuvem profundamente, e isso é algo que nem todos os fornecedores permitem, pois alguns adotam em seu modelo de negocio o sigilo sobre parte dos requisitos como arquitetura, políticas, estrutura virtual, entre outros”, destaca Ritcher. (apud GREENE, 2010).

Pensar em quais dados migrarão para a nuvem, é saber o que a empresa não quer enviar, para garantir sua integridade e sigilo, como dados pessoais, após realizará amigação, analisar se os recursos utilizados para as aplicações, não estejam sobrecarregando a rede, pois o departamento de TI, também tem como dever analisar e precaver, para a segurança dos dados da organização.

Segundo Ritcher,” a equipe de TI não pode abrir mão da responsabilidade de proteger os dados, devendo manter dentro da empresa o controle sobre os ambientes de forma a ajudar as empresas a evitar qualquer surpresa, portanto na escolha do fornecedor é indicado que se avalie oito passos para a migração para o modelo de computação em nuvem” (apud GREENE, 2010)”.

Uma das maneiras mais utilizadas para realizar essa migração dos dados para a nuvem é, seguir as mesmas etapas de quando se implanta um novo sistema operacional em uma organização, seguindo uma abordagem em ondas, alguns autores descrevem este método como abordagem wave, antes de liberar os dados é interessante assegurar que o fornecedor lhe ofereça um caminho certo para trabalhar, liberando primeiro dados menores de menos importância até se garantir uma segurança em adicionar materiais importantes.

De acordo com Elsenpeter (et al. 2010), “Quando você usa uma abordagem gradual, tem a chance de ver como os dados se enquadram na nuvem. Ao invés de enviar tudo de uma vez, você tem a chance de ver como as coisas estão funcionando. Se verificar que as coisas não estão indo bem, você pode tomar determinadas ações para corrigi-las ou basta cancelar o serviço”.

4.2.1 Avalie profundamente cada aplicação

Antes de migrarmos devemos analisar cada aplicação que sua empresa necessita utilizar para que, depois não tenha contratempos, uma análise profunda e o essencial. Com isso, se consegue uma base de quais aplicações serão migradas para a nuvem, se prevenindo de falhas de segurança, assegurar se que todos os aplicativos demonstram um bom desempenho, e se são suportados pelo serviço.

"Algumas delas estão enraizadas no sistema da corporação e a nuvem nunca atingirá o grau necessário de conformidade e segurança", destaca Richter (apud GREENE, 2010).

4.2.2 determine tudo o que é dado e processamento

Tendo em mente que é preciso identificar os processos críticos, deve ser feito um levantamento de todo o processamento dos dados, até os mais críticos e suas informações relevantes, após essa etapa já pode se determinar qual tipo de nuvem é ideal para contratar.

4.2.3 Determine o tipo de nuvem que se enquadra na corporação.

O consumo e a utilização também devem ser analisados, antes de contratar um provedor de serviços em nuvem, analisar os preços e o tempo gasto para uma aplicação, as principais aplicações são software como serviço, plataforma como serviço e infraestrutura como serviço.

4.2.4 Escolha o modelo de implantação

Para determinar um grau de segurança, a computação em nuvem oferece alguns modelos de nuvem, tais como nuvem privada; auto-gerenciada; gerenciada; nuvem pública terceirizada; nuvem pública corporativa ou nuvem híbrida.

Segundo Mell & Grance, os modelos mais comuns podem ser conceituados como: Modelo de implantação Privado - A infraestrutura de nuvem é operada exclusivamente pela organização. Pode ser geridos pela organização ou por terceiro e seu acesso pode ser local ou remoto (MELL et al., 2009).

Este modelo é o mais comum dentre os outros de seu grupo, pois o mesmo e voltado para usuários comuns e em empresas, pois se tratam de pequenas aplicações em nuvem, também podendo ser acessado gratuitamente, de acordo com MELL (et al., 2009),” Modelo de implantação Público - A infra-estrutura de nuvem é disponibilizada ao público em geral ou de um grupo grande indústria que é disponibilizada por um provedor de serviços em nuvem”.

Se sua empresa compartilha informações com outras empresas, o ideal seria a implantação de um modelo comunidade, onde todos os usuários cadastrados teriam acesso ao conteúdo disponibilizado pelos colegas de trabalho assim formando uma comunidade.

“Modelo de implantação Comunidade - A infraestrutura de nuvem é compartilhada por diversas organizações e suporta o compartilhamento de uma determinada comunidade conforme os interesses (por exemplo, a missão, os requisitos de segurança, política e considerações de). Pode ser geridos pela organização ou por terceiro e seu acesso pode ser local ou remoto” (MELL et al., 2009).

Enfim a implantação de um modelo hibrida, oferece uma elasticidade e comodidade de selecionar os dados a serem disponibilizados aos demais usuários, restringindo o acesso indevido de usuários que não tem permissão sobre aquele tipo de conteúdo.

“Modelo de implantação Híbrido - A infraestrutura de nuvem é uma composição duas ou mais nuvens (privado, comunidade ou público) que permanecem em uma única, mas estão unidos pela tecnologia padronizada ou proprietária que permite a portabilidade de dados e aplicativo. (MELL et al., 2009)”.

4.2.5 Especifique uma arquitetura para a plataforma

É importante deixar bem claro os requisitos da arquitetura como o uso do backup, armazenamento, roteamento de rede, virtualização e o hardware, garantindo que a plataforma cumpra com os requisitos necessários para que as aplicações em nuvem possam ser usadas sem nenhum contratempo.

4.2.6 Especifique cuidadosamente todos os serviços de segurança

Ao contratar os serviços de softwares e infraestrutura, devem ser estudados e analisados com cautela, os requisitos de segurança, descrevendo o quanto a utilização do firewall, proteção contra intrusos e vulnerabilidade, necessariamente garantindo uma boa segurança.

Outro fato importante a ser considerado na seleção do fornecedor é como é feito o gerenciamento de acesso aos dados, o que impede que os usuários não autorizados de acessem informações importantes ao negócio da sua empresa? Este requisito tem que ser bem avaliado e garantido, pois com certeza ele será alvo de auditorias dentro da empresa. Uma forma de garantir e minimizar o impacto deste requisito é a contratação de um modelo de nuvem privada, pois permite um maior nível de controle sobre os dados, aplicações e infraestrutura, afirma Ritcher. (apud GREENE, 2010)

4.2.7 Confira cuidadosamente todas as políticas do fornecedor

Enfim verificando se os requisitos analisados se enquadram na empresa, as politicas de manuseio com o provedor de nuvem, a fim de avaliar se está tudo de acordo com os requisitos para evitar qualquer surpresa no futuro, que certamente acarretar em atrasos no desempenho da organização. "Esse fator varia absurdamente em diferentes fornecedores", afirma Richter.

4.2.8 Analise bem o provedor de serviço

A avaliação do provedor e de sua importância, pois e com ele que a empresa vai interagir após o fechamento do contrato, em aspectos geográficos deve ser levado em conta um futuro crescimento da empresa, se o provedor de serviço possa aceitar atribuições futuras, mantendo a capacidade de atender seus usuários, monitorando o trafego, a fim de evitar ataques, e avaliar o nível de SLA .

4.3 Segurança

Segurança é um termo essencial nas organizações e em qualquer lugar, e agora está relacionado a computação em nuvem, uma vez armazenados seus dados, os mesmos espelharam pelos demais servidores de nuvem da empresa que disponibiliza o serviço, assim criando uma redundância, uma das melhores técnicas para ganhar benéficos e a centralização de dados, as organizações na maior parte do tempo se preocupam em manter seguro seus bens, por que tem a confiança que seus dados estão seguros e disponíveis em várias máquinas locais.

Segundo Elsenpeter (et al. 2010),“Os clientes thick são capazes de baixar arquivos e os manterem no disco rígido, e existem muitos laptops vendidos no exterior com arquivos não criptografados. O uso de clientes thn cria uma melhor chance para armazenamento centralizando de dados. Como tal, há menos chance de vazamento de dados”.

Se os dados estão centralizados num local, é mais fácil oferecer um monitoramento além do mais o usuário irá verificar com rapidez se seus dados estão em seu local de armazenamento.

Outro beneficio é o próprio provedor de nuvem que talvez ofereça mais segurança, mais recursos de segurança do que você nunca teve antes, o que pode deixar seus clientes mais confiantes na segurança de deus dados, já que seu fornecedor de serviço em nuvem garante a segurança necessária, para garantir o sigilo e a integridade de seus dados.

Segundo Elsenpeter (et al. 2010), “O fato de que muitos clientes estão pagando permite que os provedores de nuvem tenham melhor segurança, simplesmente por que a economia de escala e complexa. Isso e, há muitos clientes que pagam. Então o fornecedor pode fazer mais, por que a muito dinheiro no pote. O fato positivo é o beneficio de o fornecedor poder oferecer mais, uma vez que eles querem ter uma boa reputação”.

A maior parte dos sistemas utilizam combinações de técnicas para proteção dos seus dados, contudo mesmo aplicando essas soluções de segurança, ainda existem precauções a serem tomadas com os dados a serem armazenados remotamente, pois se algum hacker descobre o caminho ou algum funcionário descontente acessa e apaga dados armazenados na nuvem, logo abaixo estão descritas algumas das técnicas aplicadas para se ter uma segurança no ambiente em nuvem.

  • Criptografia: Um algoritmo complexo e usado para codificar a informação. Para descodificar os arquivos criptografados, o usuário precisa de chave de criptografia. Embora seja possível quebrar informações criptografadas, de e muito difícil e a maioria dos hackers não tem acesso a quantidade de poder de processamento do computador que eles teriam que quebrar o código.

  • Processos de autenticação: Este processo requer que o usuário crie um nome e uma senha

  • Práticas de autorização: O cliente enumera as pessoas que estão autorizadas a ter acesso as informações armazenadas no sistema de nuvem, muitas empresas tem vários níveis de autenticação. Exemplo, um trabalhador de linha de frente poderia ter acesso limitado a dados armazenados da nuvem e o chefe do departamento de TI pode ter completo e livre acesso a tudo.

A confiabilidade é outra preocupação, pois se o provedor de nuvem oferece o serviço de armazenamento que não e confiável, ninguém vai querer armazenar seus dados em um sistema instável.

Segundo Velte, (et al. 2010),” a maioria dos provedores de nuvem de armazenamento tenta responder a preocupação de confiabilidade através de redundância, mas a possibilidade de que o sistema pode falhar e deixar os clientes sem acesso aos seus dados salvos ainda existe”.

Os prestadores do serviço de armazenamento em nuvem prezam por sua reputação, pois caso algum fornecedor tenha status de não confiável, o mesmo não conseguirá ter muitos clientes, e não ficará no mercado por muito tempo.

CONCLUSÃO

A computação como um serviço emergiu e as empresas podem prestar serviços diretamente aos usuários por meio da Internet de acordo com as suas necessidades. Neste contexto, a computação em nuvem surge como novo, diversas empresas apresentaram suas iniciativas na promoção da computação em nuvem.

O presente trabalho acadêmico procurou elucidar um novo paradigma da computação, Cloud Computing. Ainda iniciando, vê-se que através da mesma é possível gerenciar os recursos e gastos da empresa com mais eficiência e menos despesas. Este modelo possui características que viabilizam o desenvolvimento da TI nestes tempos em que sempre há a busca por um crescimento equilibrado.

Foi realizado um levantamento teórico onde se destacou as aplicações embarcadas pelas clouds. Destaca-se através desta produção que a computação na nuvem não deve ser temida ou ignorada, pois a relutância diante de uma tendência como esta provocaria estagnação às próprias empresas. Discutiu-se também a necessidade de uma busca constante com relação aos delimitadores de implantação da Cloud. Bem como, o desenvolvimento de políticas relacionadas ao tema com a finalidade de oferecer padronização dos serviços prestados, facilitando consequentemente à compreensão de aspectos duvidosos deste conceito por parte dos interessados.

Este trabalho procurou abordar os benefícios da computação nas nuvens para o mercado de TI (Tecnologia da Informação) atual e demonstrou os serviços providos pela Microsoft, com o Windows Azure: o Google, com o App Engine e a Amazon, com o EC2.

Este estudo ainda apresentou um comparativo de funcionalidade entre as plataformas do Google e da Microsoft. A computação nas nuvens é um passo a ser dado na evolução da informática que vem possibilitando a disponibilização dos recursos não só nos navegadores independente de localização, mas também na entrega de sistemas como bens de consumo essenciais que serão pagos por uso e utilizados pelos mais variados tipos de dispositivos.

Este estudo sem dúvida tem as limitações que um trabalho de conclusão de curso não consegue transpor, porém fica como contribuição à possibilidade de que outras pesquisas na área retomem esta discussão com outras populações de pesquisadores, bem como a possibilidade de que outros acadêmicos do Curso de Graduação em Ciência da Computação, da Faculdade Pitágoras - Unidade Teixeira de Freitas.

REFERENCIA

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VERAS, Manoel. Cloud Computing: Nova Arquitetura da TI. Rio de Janeiro; Ed Brasport, 2012.

TAURION, Cezar. Cloud Computing: Computação em Nuvem: Transformando o mundo da tecnologia da informacao. Rio de Janeiro; ED Brasport, 2009.

VELTE, Anthony T. VELTE, Toby J. ELSENPETER, Robert C. Cloud Computing: Computacao em nuvem uma abordagem pratica. Rio de Janeiro; Ed Alta books 2010

John W. Rittinghouse, Hypersecurity LLC, Houston, Texas, USA; James F. Ransome, Cisco Systems, Santa Clara, California, USA

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Convergência Digital - Hotsite Cloud Computing :: Fernanda Ângelo :: 17/11/2010

http://www.microsoft.com/pt-pt/dynamics/erp-cloud.aspx

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