Cuidados de enfermagem ao doente com varicela

Cuidados de enfermagem ao doente com varicela

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TRABALHO DE FIM DE CURSO PARA OBTENÇÃO DE TÍTULO DE TÉCNICO MÉDIO DE ENFERMAGEM 2012/2015

GRUPO N: 28 APRESENTADORES:

1 - ALBERTO NUNDA ÑGALA 2 - ANASTÁCIA BALOMBO ANTÓNIO 3 - GENEROSA NGUEVE 4 - JOSEFA CASSENGA VASCO 5 - MARGARIDA FUNDANGA 6 - MARTINHO SOMA KASISA

TRABALHO DE FIM DE CURSO PARA OBTENÇÃO DE TÍTULO DE TÉCNICO MÉDIO DE ENFERMAGEM 2012/2015

“Eis a fórmula do sucesso: Define o teu objectivo, investe nele e dá o teu melhor para o alcançares ?.

- Michael Skok -

Dedicamos este trabalho a Escola de Formação de Técnicos de Saúde de

Benguela – Filial Cubal, a todas as Unidades Sanitárias, de referir aqui o Hospital Municipal do Chongoroi e a respectiva Repartição Municipal de Saúde.

Agradecemos em primeiro lugar à Deus Todo-Poderoso, pelo dom da vida que tem nos dado e a oportunidade de chegar-mos a elaborar este trabalho, em segundo lugar aos nossos pais e/ou encarregados de educação.

Os nossos agradecimentos ainda vão à escola de Formação de Técnicos de

Saúde de Benguela – Filial Cubal, aos nossos professores especialmente a nossa professora e orientadora Arminda de Fátima Sousa Dias pelo alto grau de paciência e conhecimento que sempre depositou durante a elaboração deste trabalho de fim de curso. Outrosim, relevamos aqui o nosso admirável agradecimento à Editora - Trabalhos Académicos Angola - pelo sentido de rigor, responsabilidade e auxílio durante e após a elaboração material deste trabalho de fim de curso, desde as nossas recolhas bibliográfica, formatação, impressão e aulas de simulação de defesa.

Não menos importantes queremos reiterar os nossos votos de agradecimento a todas Unidades Sanitárias em que estagiamos e visitamos, especialmente ao Hospital Municipal do Chongoroi e a Repartição Municipal de Saúde do Chongoroi respectivamente.

Este trabalho investigativo na sua essência temática – Cuidados de Enfermagem ao

Doente com Varicela - encontra-se esqueleticamente dividido em ?I ? dois Capítulos, sendo que o Iº Capítulo com o título ? Varicela -, procuramos de certa forma introdutória e resumida, através de seus subtítulos abordar a morfologia geral dos vírus em particular a especificidade do vírus causador da Varicela - a Varicela Zóster - ; Já o IIº Capítulo com o título ? A Varicela ? procuramos de uma maneira resumida definir e retratar as causas, sinais e sintomas, diagnóstico, tratamento e profilaxia desta patologia e, ainda outras envolventes que possibilitam o estudo pormenorizado dos cuidados à prestar ao doente com Varicela. Este trabalho investigativo termina com uma conclusão sucinta de tudo que foi retrato aqui, seguida de recomendações, bibliografia e anexos aonde o caro leitor poderá visualizar tudo quanto retratou-se.

Palavras-Chave: Vírus, Varicela, Varicela Zóster.

INTRODUÇÃO8
IMPORTANCIA8
JUSTIFICATIVA8
PERGUNTA DE INVESTIGAÇÃO9
OBJECTIVO GERAL10
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS10
METODOLOGIA1
DEFINIÇÃO DE CONCEITO12
1 VÍRUS13
1.1 Vírus Varicela-Zoster13
2 VARICELA15
2.1 Causa15
2.2 Transmissão15
2.3 Sinais e Sintomas16
2.4 Factores De Risco16
2.5 Complicações17
2.6 Progressão18
2.7 Epidemiologia19
2.8 Diagnóstico19
2.8.1 Exame Laboratorial19
2.8.2 Diagnóstico Diferencial19
2.9 Tratamento20
2.9.1 Infecções21
2.9.2 Vacina21
3 CONCLUSÃO2
4 RECOMENDAÇÕES23
5 BIBLIOGRAFIA24

É uma honra lidar com um tema como este – Cuidados de Enfermagem ao

Doente com Varicela - que realmente, deve despertar e sempre a atenção de todo profissional de saúde e não só, no sentido de se atualizar e sempre relativamente aos cuidados de enfermagem a prestar a todo doente e em particular ao doente com Varicela, e assim, estarmos sempre em prontidão para a intervenção de qualquer caso uma vez que, a realidade desta doença no nosso país é considerada como erradicada, ou seja, o país já não tem registado casos relevantes de varicela, porque na verdade, a nível da Direcção Nacional de Saúde Pública já não consta esta entidade nosológica e portanto devemos estar sempre de vigilância aos possíveis casos desta e outras patologias. É assim que;

Este trabalho revela-se de grande importância porque nos dá o conhecimento do que é a Varicela, sua causa, como se apresenta, sinais e sintomas, sua transmissão, período de incubação, seu tratamento, medidas de prevenção entre outros. Para que;

Quando todo profissional de saúde estiver em qualquer altura diante de um caso de Varicela possa estar capacitado a prestar melhores cuidados de enfermagem e sua terapêutica de certeza.

Que técnicas de enfermagem o profissional de saúde deve execer para cuidar doentes com varicela?

Saber as técnicas de enfermagem que o profissional de saúde deve exercer para cuidar de doentes com varicela.

§ Conhecer a morfologia dos vírus e particularmente o vírus causador da varicela. § Conhecer o que é a varicela, suas causas, transmissão e sinais e sintomas.

§ Identificar suas complicações, factores de risco, progressão, diagnóstico, tratamento e profilaxia.

§ Radiografar a situação actual da varicela em Angola e em particular no município do Chongoroi.

Para a abordagem teórica-científica deste trabalho de fim de curso, tivemos que usar o método investigativo de Pesquisa e/ou Recolha Bibliográfica de diversas fontes desde manuais, e web-sites.

Cuidado – Vigilância; Precaução; Assistência. Enfermagem ? É a ciência e arte de prestar assistência ao ser humano individualmente, na família ou na comunidade de modo geral, desenvolvendo de forma autónoma ou em equipe actividades de promoção, proteção, prevenção, reabilitação e recuperação da saúde do enfermo. Cuidados de Enfermagem ? Conjunto de regras ou métodos que se devem aplicar a um doente. Doente ? É todo indivíduo que apresenta uma alteração do seu normal de saúde. Varicela - É uma doença viral, infecciosa aguda altamente contagiosa transmitida principalmente por gotículas de saliva que são expelidas ao tossir, falar ou espirrar (gota Pflügge).

1 VÍRUS

A palavra Vírus deriva do latim virus, que pode significar "veneno" ou "toxina". Portanto pode-se se definir “Vírus” como sendo pequenos agentes infecciosos (20-300ηm de diâmetro) que apresentam genoma constituído de uma ou várias moléculas de ácido nucleico (DNA ou RNA), as quais possuem a forma de fita simples ou dupla. Os ácidos nucleicos dos vírus geralmente apresentam-se revestidos por um envoltório proteico formado por uma ou várias proteínas, o qual pode ainda ser revestido por um complexo envelope formado por uma bicamada lipídica.

As partículas virais são estruturas extremamente pequenas, submicroscópicas.

A maioria dos vírus apresentam tamanhos diminutos, que estão além dos limites de resolução dos microscópios ópticos, sendo comum para a sua visualização o uso de microscópios eletrônicos. Vírus são estruturas simples, se comparados a células, e não são considerados organismos, pois não possuem organelas ou ribossomas, e não apresentam todo o potencial bioquímico (enzimas) necessário à produção de sua própria energia metabólica. Eles são considerados parasitas intracelulares obrigatórios (característica que impede de ele ser considerado um ser vivo), pois dependem de células para se multiplicarem. Além disso, diferentemente dos organismos vivos, os vírus são incapazes de crescer em tamanho e de se dividir. A partir das células hospedeiras, os vírus obtêm: aminoácidos e nucleotídeos; maquinaria de síntese de proteínas (ribossomas) e energia metabólica (ATP).

Fora do ambiente intracelular, os vírus são inertes. Porém, uma vez dentro da célula, a capacidade de replicação dos vírus é surpreendente: um único vírus é capaz de multiplicar, em poucas horas, milhares de novos vírus. Os vírus são capazes de infectar seres vivos de todos os domínios (Eukarya, Archaea e Bacteria). Desta maneira, os vírus representam a maior diversidade biológica do planeta, sendo mais diversos que bactérias, plantas, fungos e animais juntos.

1.1 Vírus Varicela-Zoster

O Vírus Varicela-Zoster (Ver Figura 1 em Anexo) é um dos oito vírus da herpes conhecidos por infectar os seres humanos e vertebrados. Este vírus afeta apenas os seres humanos, e comumente causa a varicela em crianças, adolescentes e adultos jovens e, herpes zoster (cobreiro) em adultos e raramente em crianças. O vírus Varicela- Zoster é conhecido por muitos nomes, incluindo o vírus da catapora (chamado assim no Brasil), vírus da varicela, vírus zoster e herpesvírus humano tipo 3 (HHV-3).

O vírus infecta os nervos, e causa uma grande variedade de sintomas. Após a infecção primária (varicela), o vírus entra em estado dormente nos nervos, incluindo os nervos gânglios cranianos, gânglios da raiz dorsal e gânglios autonômicos. Muitos anos depois que o paciente se recupera da Varicela, o VVZ pode ser reativado causando uma série de condições neurológicas.

2 VARICELA

A varicela é uma doença viral, infecciosa e aguda, adquire-se principalmente na infância (Vide em anexo Figura 2) com maior incidência entre os 2-8 anos, sendo pouco frequente no adulto, altamente contagiosa, sendo que 90% das pessoas que não tenham tido a doença, são infectadas quando contactam com o vírus.

2.1 Causa

A doença é causada por um vírus da família dos herpesvirus humanos (responsável pelo herpes), chamado vírus varicela-zoster, também conhecido como HHV3 (do inglês human herpes virus). Ou seja, este vírus é o agente patogénico de herpes zoster ( cobreiro ) - mais comum em adultos e idosos, uma doença localizada, porque a imunidade já está presente na pessoa contra este vírus-. O vírus propaga-se através do sangue durante e após a primeira infecção gradualmente e colonizam a pele e membranas mucosas. Além disso, o sistema atinge as células nervosas, e permanece dormente (latente) no corpo para toda a vida. Em certas circunstâncias, pode ser reactivado e provocar zoster de herpes.

2.2 Transmissão

O vírus pode ser transmitido pelas secreções respiratórias, através do ar, por tosse, espirros ou diálogos, ou por contacto com o líquido das lesões cutâneas/vesículas, quando estas se rompem (Vide em Anexo Figura 3). Na grávida, outra forma de transmissão é a via transplacentária que pode levar à infecção do feto (da mãe para o feto) causando complicações para ambos.

A fase de incubação do vírus corresponde ao período que decorre desde o momento da infecção até ao aparecimento dos primeiros sintomas (14 a 16 dias). Durante essa fase, o vírus multiplica-se, e entra na corrente sanguínea, acabando por atingir a pele fase em que surgem as lesões cutâneas disseminadas.

Alguém com varicela começa a infectar outras pessoas cerca de 1 a 2 dias antes do início da erupção cutânea (bolinhas vermelhas) até que todas as vesículas tenham secado, e formado crostas que já não contêm o vírus vivo (5 a 10 dias).

É altamente infecciosa, infectando a maioria das pessoas que nunca tiveram a doença e por exemplo passaram mais de uma hora estudando na mesma sala que uma pessoa infectada ou que conversaram cara-a-cara com um infectado. A transmissão se dá por via aérea, em gotículas de espirros ou de tosse, ou pelo contato com as lesões avermelhadas (exantemas). É possível a transmissão do vírus na fase zóster para crianças não vacinadas, o que dificulta muito a erradicação da doença.

2.3 Sinais e Sintomas

A varicela é uma das várias doenças comuns na infância que geram lesões arredondadas e avermelhadas por todo o corpo (exantemas). Da varicela podem resultar cicatrizes, na maioria das vezes, por este motivo é fundamental impedir que a criança se coce, de modo a impedir a infecção e consequentemente as cicatrizes.

De uma forma geral os Sinais e Sintomas da Varicela são:

b) Mal-estar c) Falta de apetite d) Dor de cabeça e) Cansaço f) Lesões avermelhadas na pele

De referir que as lesões avermelhadas na pele, (seu sintoma mais característico), aparece entre um ou dois dias depois da infeção quando surgem por todo o corpo e que conforme os dias passam vão virando pequenas bolhas cheias de líquido. Eventualmente essas bolinhas formam crostas que provocam muita coceira, mas que diminui o risco de transmissão. Deixam de surgir novas lesões ao fim de 5 dias e a maioria forma crosta em 6 ou 7 dias (Vide em Anexo Figura 4).

2.4 Factores De Risco São afectadas com maior frequência e também com maior gravidade:

§ Crianças cujo sistema imunitário se encontra enfraquecido; § Crianças infectadas pelo vírus da Sida;

§ Crianças que fazem terapia prolongada com corticóides (por exemplo no tratamento da asma), com ácido acetil-salicílico ou derivados;

§ Crianças que fazem terapia prolongada com outros fármacos usados para tratar neoplasias malignas, como as leucemias.

§ Grávidas (grupo de risco elevado) sobretudo se não tiverem contraído varicela na infância. § Recém-nascidos

§ Crianças mais velhas (pré-adolescentes),

§ Adolescentes, § Adultos.

Nos casos em que a mãe já teve varicela o recém-nascido adquire imunidade por via transplacentária pelo que a doença é rara abaixo dos 6 meses.

2.5 Complicações

A maioria das crianças e adultos se recuperam em algumas semanas apenas descansando e bebendo muita água, mas alguns casos envolvem complicações como:

a) Pele mais vermelha b) Dor no peito c) Dores nos locais lesionados d) Dificuldade de respirar

Nesses casos é sinal que as lesões infeccionaram e precisam de acompanhamento médico para administrar um antibiótico adequado.

Cerca de 5-14% dos adultos com varicela desenvolvem problemas pulmonares, como pneumonia, especialmente fumantes (Vide em Anexo Figura 5).

Ø Durante a gravidez

Complicações são especialmente problemáticas em grávidas e recém-nascidos. Quanto mais cedo na gravidez for a infecção, maior o risco para o feto de desenvolver má-formações, porém mesmo cedo o risco dificilmente afeta mais que 2% dos fetos de grávidas com varicela. Já após o 5º mês pode ocorrer parto prematuro. Caso um recémnascido seja infectado a varicela costuma ser mais grave.

Ø Baixa imunidade

Quem possui um Sistema Imunológico muito debilitado pode ter como complicações:

a) Pneumonias b) Septicemias c) Meningites

Pessoas que tomem medicamentos para doença autoimune ou para cancro ou que tem Sida são particularmente vulneráveis a complicações.

Nas crianças mais velhas, adolescentes e sobretudo nos adultos a varicela pode ser mais grave, manifestando-se através de sintomas mais severos e associando-se, por vezes, ao aparecimento de complicações.

2.6 Progressão

O vírus penetra no corpo pela via respiratória ou pela conjuntiva do olho, multiplica-se e dissemina-se pelo sangue, até a pele. Normalmente, ele aparece gradualmente como uma erupção cutânea (Ver em Anexo Figura 6) que se espalha por todo o corpo e seu período de incubação até o surgimento das pústulas é de cerca de 21 dias.

As erupções maculopapulares ou exantemas são seguidas de erupções vesiculoeritematosas muito pruriginosas (ou seja, pústulas que causam comichão). As pústulas apresentam-se com base vermelha e cúpula transparente ("gota de orvalho em pétala de rosa"), com cerca de 3 milímetros de diâmetro. Várias gerações de exantemas surgem durante cerca de Quatro dias, com vários estágios em diferentes áreas da pele simultaneamente (ao contrário da varíola). Os exantemas são mais frequentes na região torácica, mas podem aparecer em todo o corpo, incluindo no couro cabeludo e na mucosa oral.

A varicela é geralmente inofensiva, exceto em doentes com imunodeficiência ou em neonatos, em que pode causar infecções do cérebro ou do pulmão potencialmente mortais. Nos adultos, os sintomas são mais sérios e a doença mais perigosa, podendo levar à ocorrência de pneumonia intersticial (em 20% dos casos adultos ou na adolescência). Existem casos em adultos com problemas renais onde a doença pode-se agravar causando falha renal.

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