Comunicação em Pediatria

Comunicação em Pediatria

ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA TECNOLOGIA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO - UNEMAT INSTITUTO DE CIÊNCIAS NATURAIS E TECNOLÓGICAS - ICNT CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE CÁCERES DEPARTAMENTO DE MEDICINA

COMUNICAÇÃO EM PEDIATRIA

Introdução à Pediatria

- Área da medicina que estuda a prática dirigida a crianças e adolescentes, sendo assim, se dedica ao ser humano em crescimento e desenvolvimento.

- Pode ser dividida em:

  • Neonatologia(0-28d);

  • Puericultura(1m-10a);

  • Hebiatria(10a-20a).

Introdução à Pediatria

Introdução à Pediatria

  • Pode-se constatar que o principal objetivo na consulta pediátrica é o acompanhamento em geral do ser.

  • Tal paciente pediátrico precisa ser assistido integralmente, e de modo particular.

  • Fatores relevantes a ter cautela:

  • Condição emocional da criança;

  • Respeito e a atenção;

  • Condutas especiais na relação com a família.

Vantagens da Boa Comunicação em Pediatria Acompanhantes – Pacientes - Médicos

Vantagens da Boa Comunicação em Pediatria Acompanhantes – Pacientes - Médicos

  • Melhor adesão aos auto-cuidados.

Vantagens da Boa Comunicação em Pediatria Acompanhantes – Pacientes - Médicos

  • Facilidade na compreensão do diagnóstico e do tratamento.

Vantagens da Boa Comunicação em Pediatria Acompanhantes – Pacientes - Médicos

  • Satisfação com o serviço.

Vantagens da Boa Comunicação em Pediatria Acompanhantes – Pacientes - Médicos

  • Manejo de fatores psicossociais.

Vantagens da Boa Comunicação em Pediatria Acompanhantes – Pacientes - Médicos

  • Melhor recordação das explicações.

Vantagens da Boa Comunicação em Pediatria Acompanhantes – Pacientes - Médicos

  • Menos retornos ambulatoriais.

Perturbações da Comunicação em Pediatria

  • Relacionados ao Paciente

  • Relacionados ao Acompanhante

  • Relacionados ao Profissional

Perturbações da Comunicação em Pediatria

Relação médico-paciente

Relação médico-paciente

  • O paciente deve ser o centro desta relação, independentemente de sua idade ou nível de compreensão;

  • A relação entre o médico e a criança, geralmente, é intermediada pelos responsáveis, mas o foco deve estar no paciente;

  • Muitas vezes, são os pais que precisam de mais assistência e compreensão;

Relação médico-paciente

  • Essa intermediação vai diminuindo a medida que a criança cresce;

  • Em um estudo realizado concluiu-se que o médico – quem normalmente direciona as interações – é responsável por 52% a 61% de iniciativas à comunicação, os pais respon-sabilizam-se por 26% a 39% e as crianças por 2% a 14%.

Consulta Pediátrica

  • Seu objetivo é acompanhar o crescimento e desenvolvimento de um indivíduo, logo, é preciso assisti-lo de modo integral e particular;

  • O médico deve saber tratar a criança de forma que consiga sua confiança, buscando agir com doçura e gentileza;

  • Deve-se estar atento tanto as expressões verbais como não verbais;

Consulta Pediátrica

  • O médico deve observar o relacionamento da criança com os pais;

  • É comum que elas precisem de “tradutores” para relatar suas queixas;

  • Observar se há algum problema relacionado com o crescimento ou saúde do paciente;

  • É com certa frequência que, durante o exame, a criança se mostre intimidada, irritada, com agitação psicomotora ou em choro fraco.

Anamnese

  • Geralmente as informações são obtidas através da mãe, parente ou responsável;

  • É importante estar atento à criança, pois é comum que os pais façam suposições sobre seu estado de saúde;

  • É totalmente dirigida;

  • É importante buscar compreender os traços psicológicos da mãe durante a consulta, pois seu relacionamento com o filho é relevante.

Sentimento do paciente pediátrico diante da má comunicação médico-paciente

Sentimento do paciente pediátrico diante da má comunicação médico-paciente

  • Aceita-se que cada criança tem direito à autodeterminação, dignidade, respeito, não interferência, e o direito de tomar decisões informadas. As políticas hospitalares aceitam que os serviços devem ser centrados na criança e que a criança deve ser encorajada a ser um parceiro ativo nas decisões de saúde, e quando possível, exercer a sua escolha. Contudo, as crianças raramente são envolvidas na consulta ou tomada de decisões e, mesmo quando as crianças expressam um desejo de envolvimento, não são frequentemente apoiadas.

Sentimento do paciente pediátrico diante da má comunicação médico-paciente

  • A falta de envolvimento está ligada a obstáculos que impedem que essa comunicação médico-paciente pediátrico seja eficaz, são eles:

  • Fatores que constrangem a criança;

  • Médicos que ignoram;

  • Pais que restringem.

Sentimento do paciente pediátrico diante da má comunicação médico-paciente

  • Fatores que constrangem a criança.

As crianças identificaram vários fatores que podem constrangê-las de participarem ativamente nas consultas.

- Não conhecer os profissionais de saúde.

- Não querer ouvir más notícias.

- Medo de incomodar ao fazer perguntas.

- Medo de serem ignoradas, não ouvidas e desacreditadas.

- Dificuldade no contato com os profissionais de saúde.

- Dificuldade em compreender a terminologia médica e a informação complexa sobre o tratamento.

Sentimento do paciente pediátrico diante da má comunicação médico-paciente

  • Médicos que ignoram.

Isso pode ocorrer em virtude de dois fatores:

  • Profissionais não sabem como abordar a criança verbalmente

  • Profissionais que apesar de terem interesse no que elas pensam e desejam, tentam protegê-las de informações médicas, para não perturbá-las emocionalmente.

Sentimento do paciente pediátrico diante da má comunicação médico-paciente

  • Pais que restringem.

Muitos pais assumem um papel do tipo executivo, controlando o que e quando se fala aos seus filhos sobre as suas doenças. Este papel por um lado facilita, mas por outro lado impõe restrições na comunicação com pessoas jovens. Alguns jovens sentem-se marginalizados nas consultas, eles sentem-se desconfortáveis surgindo problemas nos seus relacionamentos com alguns médicos.

Eu penso que às vezes eles falam para ambos (para mim e para os meus pais) mas às vezes eles... eu sinto que eles apenas falam para a minha mãe e eu fico a pensar

“Ei! Estou aqui sentado”. Sobretudo com os médicos, só falam para a mãe. Compreende? “Ei!” (doente 11, rapaz de 15 anos).

Jovem: Eu provavelmente não perguntaria o significado de algo ... Porque

poderia parecer tolo ... não me importo muito com todos os factos, eu não quero

saber muito sobre tudo. Eu só quero saber todas aquelas coisas tolas, como...

Entrevistador: Coisas tolas?

Jovem: Bem, coisas não importantes, como o cabelo, a escola e coisas assim.

Entrevistador: E tu não achas que elas são importantes... ?

Jovem: Bem, eu sim, mas eles provavelmente não, porque não são coisas

médicas. (menina de 15 anos, vítima de doença oncológica)

O Jogo Terapêutico como instrumento de comunicação na Pediatria

  • A criança internaliza nas suas brincadeiras situações de prazer e de dor, projeta seus medos e angústias, podendo, assim, dominá-los.

  • “Uma criança brinca não somente para repetir situações satisfatórias, mas também, para

  • elaborar as que lhe foram traumáticas, e dolorosas” (FREUD).

O Jogo Terapêutico como instrumento de comunicação na Pediatria

  • A hospitalização modifica o cotidiano do paciente, interferindo na sua unidade familiar e naquilo que faz parte do seu dia-a-dia. O paciente se torna vulnerável, amedrontado, triste, angustiado, pois surge a necessidade de viver o mundo de uma maneira nova. Os resultados de uma hospitalização, mesmo que não haja comprometimento físico, podem gerar traumas futuros e muitas vezes com consequências imprevisíveis. Com isso, tornou-se essencial a utilização de brincadeiras nos hospitais.

O Jogo Terapêutico como instrumento de comunicação na Pediatria

  • Benefícios das atividades lúdicas

  • Maior aceitação de procedimentos e exames;

  • Imagem positiva da hospitalização;

  • Minimização dos desconfortos físicos e psicológicos causados na criança;

  • Recuperação mais acelerada;

  • Melhor relacionamento entre os profissionais e a criança.

O Jogo Terapêutico como instrumento de comunicação na Pediatria

  • Brinquedoteca.

O Jogo Terapêutico como instrumento de comunicação na Pediatria

  • Doutores da alegria.

Amigos do Aranha – Projeto Social Voluntário

Amigos do Aranha- Projeto Social Voluntário

Comunicação de más notícias na pediatria

  • Uma má notícia é "qualquer informação que produza uma alteração nas perspectivas da pessoa sobre o seu presente e futuro”.

  • Sugestões para “Comunicar más notícias” com empatia:

  • Evitar contar a um dos pais sem o seu cônjuge e/ou pessoa de apoio

presente

  • Permitir aos pais que toquem na criança falecida antes ou durante a

entrevista

  • Segurar ou tocar na criança com cuidado

  • Reconhecer que os pais são os principais responsáveis pela criança

  • Adequar o ritmo da discussão ao estado emocional dos pais; não os atordoar com informação

  • Extrair as ideias dos pais sobre a causa do problema; garantir que eles

não se culpam a si mesmos ou outros.

  • Dar aos pais tempo para estarem sozinhos para absorverem a informação

reagirem e formularem questões adicionais

Comunicação com crianças portadoras de deficiência

  • O Acompanhamento.

  • Processo gerido por um conjunto de profissionais de diferentes áreas;

  • Precocidade dos estímulos;

  • Conhecer a criança

  • Deve ser vista e aproveitada como um todo, estendendo seu potencial ao máximo para suprir as dificuldades que lhe convêm.

Comunicação com crianças portadoras de deficiência

  • Programas de Intervenção

  • Teste do pezinho: Acompanhado de um processo de orientações e vacinação para o desenvolvimento saudável. Sendo um método preventivo e de avaliação para os bebês.

  • Teste da orelhinha: (48 do nascimento) feito através de emissões otoacústicas, avalia o processo de habilidade oral e auditiva, podendo-se assim tomar providências conta o possível agravamento de alguns casos.

  • Avaliação de bebês: Observa-se o comportamento do bebê, no objetivo de orientar os pais na estimulação preventiva, ou ainda encaminhar em casos mais graves.

Comunicação com crianças portadoras de deficiência

Comunicação com crianças portadoras de deficiência

  • O GAMBE (Grupo de Atendimento Mãe/Bebê)

Tem como objetivo acompanhar  a criança até um ano de idade de forma global, acompanhar sua evolução e estimula-las nas etapas de desenvolvimento, quando detectado algum comprometimento em nível sensorial, emocional, motor e de linguagem.

 

Comunicação com crianças portadoras de deficiência

  • Serviços oferecidos na área da saúde:

-Neurologia; Odontologia; Audiologia;

Fisioterapia; Fonoaudiologia; Psicologia; Terapia

Ocupacional; Ortopedia; Nutricao; Colocação

de ortese e prótese (através de parceria com  a

AFR – Associação Fluminense de Reabilitação).

Comunicação com crianças portadoras de deficiência

  • A Chamada COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA

- Tem como objetivo favorecer a comunicação, a interação social e o aprendizado entre os membros por meio de um trabalho conjunto das áreas de pedagogia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, fisioterapia, psicologia, serviço social e musicoterapia.

Comunicação com crianças portadoras de deficiência

  • A Comunicação Alternativa compreende o uso de gestos, sinais manuais, expressões faciais, pranchas com símbolos pictográficos, pranchas de alfabeto, comunicadores de voz gravada ou sintetizada até sistemas sofisticados de computador;

  • Engloba uma série de símbolos, recursos, estratégias e técnicas para auxiliar o desenvolvimento de uma comunicação complementar. Os símbolos são as representações visuais, auditivas ou táteis de um conceito.

Comunicação com crianças portadoras de deficiência

  • Símbolos Bliss;

  • Associação Educacional Quero-Quero, em São Paulo, década de 70;

Comunicação com crianças portadoras de deficiência

  • PÚBLICO ASSISTIDO ( quadro clinico):

  • • Atraso no Desenvolvimento Psico Motor • Atrofia Espinhal Progressiva • Autismo Primário • Avaliação de Bebes em Estudo de Diagnostico (acompanhamento) • Deficiência Mental • Deficiente Auditivo • Deficiente Físico • Deficiente Visual • Déficit de Aprendizagem • Disglossia • Dislalia • Distrofia Muscular • Encefalopatia • Estudo Diagnostico

• Fenilcetonuria • Hidrocefalia • Lábio Leporino e Fenda Palatina • Mielomeningocele • Múltiplas Deficiências • Neurofibromatose • Paralisia Cerebral • Pesquisa (avaliação de bebês de alto risco) • Psicose Bordelaine • Psicose infantil • Síndrome de Donw • Síndrome de Lennon Gaustalt

• Sindrome de West

• Síndrome da era hipotônica

Reflexão Final

“Quando olho uma criança, ela me inspira dois sentimentos: ternura pelo que é, e respeito pelo que posso ser”

- Jean Piaget (séc XX)

Referências Bibliográficas

  • PORTO, C.C.Semiologia Médica – GUANABARA Koogan, 7ª. EDIÇÃO, 2014. LOPES, M.;

  • O Trabalho da Comunicação Alternativa na APAE de Niterói: Uma Estratégia de Formação em Serviço - Miryam Bonadiu Pelosi;

  • http://www.novafriburgo.apaebrasil.org.br/artigo.phtml?a=14103;

  • http://www.sbp.com.br/;

  • Comunicar más notícias em pediatria - Ana Sofia Guedes da Costa Neves Carrapa;

  • A comunicação médico - paciente pediátrico - família na perspectiva da criança - Letícia Macedo Gabarra e Maria Aparecida Crepaldi;

  • O JOGO TERAPÊUTICO COMO INSTRUMENTO DE COMUNICAÇÃO EM PEDIATRIA – Joana d`Arc Marinho Corrêa Sakai;

  • https://www.facebook.com/amigosdoaranha

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