Administração de micro e pequena empresa

Administração de micro e pequena empresa

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Segundo Raza (2008) em um artigo escrito no Portal dos

Administradores e Dornelas (2011) em seu livro Empreendedorismo “ Transformando idéias em negócios”, Existem algumas similaridades com o Administrador, mas também muitas diferenças, a saber:

1-) Quanto à orientação estratégica: o Empreendedor tem a percepção de oportunidade, já o Administrador guia-se pelos critérios de desempenho.

2-) Quanto à análise de oportunidades: o Empreendedor toma decisões rápidas, já o Administrador vê mais a redução dos riscos.

3-) Quanto à alocação dos recursos financeiros e de mão de obra: o Empreendedor prioriza a eficiência, o Empreendedor vai pelo planejamento formal.

4-) Quanto ao controle dos recursos: o Empreendedor é flexível, o

Administrador valoriza o poder, o “status” e a recompensa.

5-) Quanto à estrutura gerencial: o Empreendedor é informal, o Administrador é formal e segue a cultura organizacional.

Segundo Raza (2008) O Administrador é formado e orientado para o planejamento e controle, é muito mais centrado em como melhorar processos, controles, informações, análises e qualidade. O Empreendedor, é focado no mercado, nas oportunidades, nos produtos, na inovação, na criatividade; ele é ligado no negócio presente e futuro.

Raza (2008) ainda complementa dizendo que são completamente diferentes, dificilmente um Empreendedor que é visionário e dinâmico, conseguiria ficar preso à hierarquia organizacionais, a submissão de chefias ou comandos, participar de reuniões enfadonhas, como também ficar trancado em sua sala, assinando, papéis, cheques, relatórios, etc.

7. DIFERENCIANDO IDEIA DE OPORTUNIDADE

Segundo Dornelas (2011) talvez um dos maiores mitos a respeito de novas idéias de negócios é que elas devam ser únicas. O fato de uma idéia ser ou não única não importa. O que importa é como o empreendedor utiliza sua idéia, inédita ou não, de forma a transformá-la em um produto ou serviço que faça sua empresa crescer.

Para Dornelas (2011) As oportunidades é que geralmente são únicas, pois o empreendedor pode ficar vários anos sem observar e aproveitar uma oportunidade de desenvolver um novo produto, ganhar um novo mercado e estabelecer uma parceria que o diferencie de seus concorrentes.

“idéia” Segundo Angonese (2009):

Ideias surgem da inspiração do futuro empreendedor ou diversas outras fontes externas. Há aqueles que ao retornarem das suas férias numa praia com péssimos serviços, num impulso empreendedor, têm a ideia de montar uma pousada ou um restaurante com atendimento diferenciado. Essa pode ser uma ideia, mas será uma oportunidade? Outros, após um exercício de brainstorming colecionam uma dúzia de ideias, mas qual delas será de fato uma boa ideia? Há ainda, os que inspirados por um momento de raiva do chefe, se tornam verdadeiros visionários e veem brotar mil ideias de negócio, onde possam exercer toda sua autonomia e colocar em prática seus talentos. De fato, podem surgir muitas ideias de negócio, porém nem todas são oportunidades.

“oportunidade”

Ainda segundo Angonese (2009) as oportunidades, por outro lado, são ideias que foram analisadas criteriosamente. Para que uma ideia se transforme numa oportunidade é preciso fazer um bom trabalho de busca informações sobre os consumidores, os concorrentes, os fornecedores, os procedimentos tributários e trabalhistas, as licenças necessárias, entre outros. Angonese (2009) argumenta que e muito importante colocar tudo isso no papel, num plano de negócio e verificar os números, tais como: quanto o negócio vai render de lucros, em quanto tempo o investimento será pago, quanto o empreendedor poderá tirar de salário (pró-labore).

Guimarães Rosa "o real não é a saída, nem a chegada, é o

Ou seja, entre ideias e uma boa oportunidade de negócio, existe um longo percurso nem sempre fácil de percorrer. Porém, como disse percurso". (ANGONESE, 2009).

Para ficar clara a diferença vamos ao exemplo de Regis (2010):

“Ideia” A verdade é que idéias são inertes e, para fins práticos, sem valor. A idéia não é nada mais do que uma ferramenta na mão do empreendedor, que pode ou não fazer um bom uso dela. Em geral, a importância da idéia é superdimensionada, às custas da pouca ênfase dada aos produtos que podem realmente ser vendidos para clientes reais.” (REGIS, 2010).

“Oportunidade” Oportunidade de Negócio: “Circunstância adequada ou favorável à implantação e desenvolvimento de um empreendimento com fins lucrativos”. (REGIS, 2010).

8. ESTILOS DE EMPREENDEDORES

Podemos ver que o estudo sobre empreendedorismo se amplia é Segundo Dornelas (2007) através de 8 tipos possíveis são eles:

Empreendedor nato; Empreendedor que aprende;

Empreendedor serial;

Empreendedor corporativo; Empreendedor social;

Empreendedor por necessidade;

Empreendedor herdeiro;

Empreendedor “normal/planejado”.

Segundo Dornerlas (2007) Geralmente são os mais conhecidos e aclamados. Suas histórias são brilhantes e, muitas vezes, começaram do nada e criam grandes impérios. Começam a trabalhar muito jovens e adquirem habilidade de negociação e de vendas. Em países ocidentais, esses empreendedores natos são, em sua maioria, imigrantes ou seus pais e avós o foram.

8.2. QUE APRENDE (INESPERADO)

Segundo Dornelas (2007) Este tipo de empreendedor tem sido muito comum. É normalmente uma pessoa que, quando menos esperava, se deparou com uma oportunidade de negócio e tomou a decisão de mudar o que fazia na vida para se dedicar ao negócio próprio. É o caso clássico de quando a oportunidade bate à porta. É uma pessoa que nunca pensou em ser empreendedor, que antes de se tornar um via a alternativa de carreira em grandes empresas como a única possível.

8.3. SERIAL

Segundo Dornelas (2007) O empreendedor serial é aquele apaixonado não apenas pelas empresas que cria, mas principalmente pelo ato de empreender. É uma pessoa que não se contenta em criar um negócio e ficar à frente dele até que se torne uma grande corporação.

8.4. CORPORATIVO

Segundo Dornelas (2007) O empreendedor corporativo tem ficado mais em evidência nos últimos anos, devido à necessidade das grandes organizações de se renovar, inovar e criar novos negócios. São geralmente executivos muito competentes, com capacidade gerencial e conhecimento de ferramentas administrativas.

De acordo com Dornelas (2007) O empreendedor social tem como missão de vida construir um mundo melhor para as pessoas. Envolve-se em causas humanitárias com comprometimento singular. Tem um desejo imenso de mudar o mundo criando oportunidades para aqueles que não têm acesso a elas.

8.6. NECESSIDADE

Segundo Dornelas (2007) O empreendedor por necessidade cria o próprio negócio porque não tem alternativa. Geralmente não tem acesso ao mercado de trabalho ou foi demitido. Não resta outra opção a não ser trabalhar por conta própria. Geralmente se envolve em negócios informais, desenvolvendo tarefas simples, prestando serviços e conseguindo como resultado pouco retorno financeiro.

8.7. HERDEIRO

Segundo Dornelas (2007) empreendedor herdeiro recebe logo cedo a missão de levar à frente o legado de sua família. Empresas familiares fazem parte da estrutura empresarial de todos os países, e muitos impérios foram construídos nos últimos anos por famílias empreendedoras, que mostraram habilidade de passar o bastão a cada nova geração.

Segundo Dornelas (2007) Toda teoria sobre o empreendedor de sucesso sempre apresenta o planejamento como uma das mais importantes atividades desenvolvidas pelos empreendedores. E isso tem sido comprovado nos últimos anos, já que o planejamento aumenta a probabilidade de um negócio ser bem sucedido e, em conseqüência, leva mais empreendedores a usarem essa técnica para garantir melhores resultados.

9. PLANO DE NEGÓCIOS

convencer investidores

Segundo Biagio e Batocchio (2012) o plano de negócios é um documento usado para descrever o negócio e serve para que a empresa se apresente diante dos fornecedores, investidores, clientes. Parceiros, empregados etc. Contudo, o que está por trás de um plano de negócios é muito mais importante para a estratégia empresarial do que a simples tentativa de

Razões para elaborar um Plano de Negócio Segundo Ferreira (2013) são elas:

Validar a idéia de um novo produto ou serviço. Orientar a implantação de um negócio (servir de plano de vôo)

Promover a sensibilização de potenciais parceiros

Identificar oportunidades e transformá-las em diferencial

Diminuir a probabilidade de morte precoce dos empreendimentos

Capitalizar recursos junto aos investidores e ao mercado

Diminuir riscos

Identificar melhor os clientes, o mercado e as estratégias

Desenvolver uma empresa já existente

Lançar um novo produto ou serviço

Ser um instrumento de comunicação para diferentes públicos

Uma fator importante para se informar e são as taxas de mortalidades das empresas, que são alarmantes, segundo Ferreira (2013) em, seu artigo são elas:

empresas com até 2 anos de existência = 49,4% de mortalidade; empresas com até 3 anos de existência = 56,4% de mortalidade;

empresas com até 5 anos de existência = 59,9% de mortalidade.

Por isso Segundo Ferreira (2013) O plano de negócios pode ser um agente transformador desta morte precoce das empresas, pois segundo José Carlos Dornellas, especialista no assunto, ele aumenta em 60% a probabilidade de sucesso dos negócios. Ou seja, a falta de planejamento pode levar à mortalidade do negócio por não sinalizar algumas falhas.

Para Biagio e Batocchio (2012) o plano de negócios é a primeira incursão da empresa em planejamento estratégico e, contrariamente aquilo que muitas pessoas pensam, este não só pode ser feito no contexto da pequena empresa, como também é vital para ela, pois uma pequena empresa raramente dispõe dos recursos que lhe permitiriam se recuperar de eventuais erros. Segundo Bangs (1998) e citado por Dornelas (2011) o plano de negócios serve para:

entender e estabelecer diretrizes para o seu negócio.

Gerenciar de forma mais eficaz a empresa e tomar decisões acertadas.

Monitorar o dia-a-dia da empresa e tomar ações corretivas quando necessário.

Conseguir financiamentos e recursos juntos a bancos, governo, SEBRAE, investidores, capitalistas de risco etc.

Identificar oportunidades e trasforma-las em diferencial competitivo para a empresa.

Estabelecer uma comunicação interna eficaz na empresa e convencer o público externo (fornecedores, parceiros, clientes, bancos, investidores, associações etc.)

Segundo Dornelas (2011) devido a sua importância, o plano de negócios deve sempre ser inserido como disciplina regular em cursos de administração de empresas e de empreendedorismo.

10. CONCLUSÃO

Todas as informações que recebemos nos dias atuais são como incentivo, seja do governo, ou de pessoas que se importam com sua saúde financeira, física ou psíquica, mais temos que nos preservarmos, procurando fontes confiáveis de pessoas que realmente já vivenciaram tal fato ou necessidade aparente. No empreendedorismo como na vida, tudo depende de atitude, o sucesso de suas idéias, vão depender de quanto você irá trabalhar para realizar tal projeto, porque todos nos temos sonhos, e nossos sonhos são muito parecidos, entre alguns são: Estudar em uma universidade federal, passar em um concurso público, abrir uma empresa, comprar um carro, uma casa. Não importa qual o seu sonho, tudo vai depender do quando você se dedica a ele, pois quando esse sonho passar a ser tão importante para você, quanto a sua respiração, ou seja, você respirar essa determinada coisa, você estará no rumo para o seu sucesso empreendedor, não se esquecendo do fator “trabalho”, que irá trabalhar junto com a sua atitude, trabalho x atitude. Pois como dizia Einstein “O único lugar onde sucesso vem antes do trabalho é no dicionário”. (1879 / 1955).

1. REFERENCIAS

ocio+qual+a+diferenca Acesso em: 26 de Maio 2013

ANGONESE, Rosangela. Ideias e oportunidades de negócio: qual a diferença?. Disponível em: http://www.sidneyrezende.com/noticia/56113+ideias+e+oportunidades+de+neg

BIAGIO, Luiz Arnaldo. BATOCCHIO, Antonio. Plano de Negócios estratégia para micro e pequena empresa. Barueri, São Paulo: Manole, 2012.

DORNELAS, José Carlos Assis, Empreendedorismo na prática: mitos e verdades do empreendedor de sucesso. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007.

Janeiro: Elsevier, 2008

DORNELAS, José Carlos Assis. Transformando idéias em negócios. Rio de

FERREIRA, Carlos Frederico Corrêa. O que é um plano de negócios?. Disponível em: http://www.empreendacomsucesso.com.br/empreenda/artigos/o-que-e-umplano-de-negocios- Acesso em: 26 de Maio 2013.

Kirzner, I. M. Concorrência e empreendedorismo. Chicago: Chicago University Press, 1973

PANIAGO, Robson. O que é empreendedorismo. Disponível em: http://www.administradores.com.br/noticias/administracao-e-negocios/o-que-eempreendedorismo/42396/ Acesso em: 2 de Maio 2013.

RAZA, Claudio. Empreendedor e Administrador: diferenças, similaridades e dificuldades. Disponível em: http://www.administradores.com.br/artigos/economia-e-financas/empreendedore-administrador-diferencas-similaridades-e-dificuldades/23692/ Acesso em: 26 de Maio 2013.

REGIS, Rodrigo. Qual a diferença entre idéia e Oportunidade de Negócio? Disponível em: http://rodrigoregis.blogspot.com.br/2010/06/qual-diferencaentre-ideia-e.html Acesso em: 26 de Maio 2013.

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