Gestão Participativa

Gestão Participativa

Universidade Federal de Ouro Preto

Escola de Minas

Curso de Engenharia de Produção

PRO 717 – Engenharia do Trabalho

GESTÃO PARTICIPATIVA

Alunos:

Professor(a):

I – RESUMO

II – INTRODUÇÃO

Ao longo dos anos, a globalização trouxe consigo um cenário de competitividade cada vez mais acirrada entre as empresas, sejam elas nacionais ou multinacionais. As organizações vêm se valendo de estratégias cada vez mais modernas e eficientes para manterem-se no mercado. Uma dessas estratégias consiste em manter seus colaboradores motivados e cada vez mais envolvidos no processo de produção. Trata-se da chamada Gestão Participativa.

A Gestão Participativa, em termos gerais, nada mais é que a inserção dos trabalhadores, direta ou indiretamente, nos procedimentos administrativos, ou seja, consiste na participação dos colaboradores nos processos decisórios que afetam a organização como um todo (colaboradores e proprietários/acionistas). No Brasil, vários outros termos são utilizados para descrever a Gestão Participativa, dentre eles: gestão compartilhada, cogestão, manejo comunitário, manejo participativo, manejo local, comanejo e cogerenciamento.

Tal estratégia proporciona a ampliação do controle no processo produtivo, o que incute nos colaboradores maior responsabilidade pelo êxito da empresa e, consequentemente, faz com que estes trabalhadores sintam-se, verdadeiramente, parte integrante da organização. O maior comprometimento com a empresa afeta diretamente o desempenho do colaborador, que se torna mais motivado e mais produtivo.

Importante ressaltar que diante da globalização e da competitividade excessiva por um lugar no mercado, as empresas que não valorizam seus funcionários, deixando-os a parte do processo de trabalho, terá em seus quadros de colaboradores pessoas desmotivadas, insatisfeitas, sem envolvimento e comprometimento efetivo com o trabalho. Diante deste cenário interno, dificilmente esta empresa manter-se-á no mercado.

Diante da importância de tal estratégia para as empresas, no cenário econômico atual, o presente trabalho pretende abordar a Gestão Participativa de forma a elucidar seu conceito, surgimento e aplicabilidade na Administração contemporânea.

III – GESTÃO PARTICIPATIVA

III.1. Definição:

O termo Gestão (em inglês management) é definido como “o conjunto de ações, métodos e processos de direção, organização, assimilação de recursos, controle, planejamento, ativação e animação de uma empresa ou unidade de trabalho.” (HERMELL, 1990). Ele não está ligado somente à direção de uma empresa, mas a todos aqueles que participam do processo de produção da empresa.

A Gestão Participativa, então, pode ser definida como a forma de gestão em que um ou poucos administram, utilizando um grupo de trabalho ou o coletivo como um todo. Ou seja, é uma forma de colocar o colaborador para participar da gestão, das decisões, fazendo com que este sinta-se implicado no processo de trabalho e tenha possibilidade de agir sobre esse processo.

A Gestão Participativa tem como outro papel fundamental a gerência participativa, que “intervêm na tecnologia, no individuo e na função com o objetivo de melhorar a produtividade, aumentar o grau de flexibilidade na utilização dos recursos (utilização mais intensa dos meios de produção), modificar o clima de trabalho e enriquecer as funções” (FARIA, 1987).

Algumas das características da Gestão Participativa são: enriquecimento do perfil do gestor; coerência entre estratégia e ação; criação de atores e disseminadores; repartição das funções de gerenciamento entre direção/gerentes e subordinados; inserção de uma gestão global e finalizada; articulação entre indivíduos e grupos; busca de sinergia; e complementaridade entre o funcionamento cotidiano e as perspectivas.

Uma vez cientes do que consiste a Gestão Participativa, passa-se a informar como se deu seu surgimento no Brasil e no mundo.

III.2. Histórico da Gestão Participativa: como foi seu surgimento no mundo e no Brasil?

A) A difusão da Gestão Participativa no cenário mundial:

O modelo de gestão participativa começa a ganhar destaque nas empresas, em geral, no cenário pós-Segunda Guerra Mundial. Após a Segunda Guerra, o Japão encontrava-se arrasado economicamente, a partir desse ponto frágil de sua economia, surge um pensamento comum na sociedade japonesa: como reerguer o país em pouco tempo? Como colocá-lo em destaque em âmbito mundial?

O país decide, então, investir pesadamente em tecnologias e mão de obra capacitada. Nesse aspecto da reestruturação japonesa, a Gestão Participativa começa a ser implantada de forma mais geral nas indústrias daquele país. Os japoneses decidiram abandonar com a Administração Clássica (proposta por Taylor, Ford e Fayol) e implantaram um modelo de gestão ainda pouco difundido: gestão participativa, aquele no qual os funcionários participam, diretamente ou indiretamente, nas tomadas de decisão na empresa onde estão inseridos.

Visto que esse modelo apresentava grande aceitação por parte da gerência e dos funcionários e que, de certo modo, contribuiu para aumentar significativamente a produtividade industrial, acabou sendo completamente aderido pelas empresas japonesas. A implantação da gestão participativa no Japão foi um divisor de águas para a completa aceitação desse modelo no mundo ocidental, que até então seguia à risca o modelo Clássico.

B) O surgimento da Gestão Participativa no Brasil:

Inserido numa sociedade tipicamente escravocrata do século XIX, o Brasil ainda não possuía grande produtividade industrial nem influência no mercado mundial da época. Porém, o grande empresário Irineu Evangelista de Souza, mais conhecido como Barão de Mauá ou Visconde de Mauá, resolveu acabar como esse paradigma da indústria brasileira, que se encontrava frágil economicamente.

Mauá foi uma peça fundamental para o início da arrancada industrial no Segundo Império. Como destaque de suas participações pelo Império de Dom Pedro II, pode-se citar: a implantação da primeira ferrovia brasileira e a Companhia de Gás para a iluminação pública do Rio de Janeiro e também a inauguração da primeira rodovia pavimentada do Brasil.

O destaque de Mauá na indústria brasileira deveu-se, em grande parte, pela implantação da Gestão Participativa nas empresas onde era dono. Ele revolucionou ao contratar mão de obra não escrava para suas indústrias. Mauá buscava o novo para a indústria brasileira e não teve medo de ousar em suas tomadas de decisões. Implantou um modelo inovador e característico de gestão de pessoas.

O sistema de gerência aplicado por Mauá valorizava a responsabilidade individual do empregado e o trabalho que desenvolvia. Também investia no bem-estar econômico dos funcionários: proporcionava salários mais altos para ter o melhor pessoal ao seu lado. Mauá valorizava o merecimento próprio. Tudo que significasse desenvolvimento e avanço, mas que não fosse à custa de mão de obra escrava tinha a marca de Mauá. Só para ter-se uma noção da influência de Mauá no Segundo Império, ele controlou oito das dez maiores empresas do Brasil na época.

Mauá foi mal compreendido pela elite ruralista, escravocrata e latifundiária do Brasil Império. A economia, antes dominada pelo Estado, agora passa a ter ares de libertação, aberta a novas ideias, principalmente às de Mauá. Ideias estas que perduram até hoje, tendo sido melhor desenvolvidas na Administração contemporânea.

III.3. A Gestão Participativa no Cenário Contemporâneo:

A) Modelos de Gestão Participativa e Formas de Participação na Gestão:

Na atualidade, de acordo com LEITE (2000), existem três modelos principais de gestão participativa, a saber: japonesa, holística e virtual.

A gestão japonesa é fundamentada na busca pela qualidade total e no trabalho em conjunto. Esse modelo de gestão foi primordial para a reestruturação do Japão após a Segunda Guerra Mundial. Com a aplicação desse modelo, as empresas japonesas tornaram-se altamente competitivas, instigando a curiosidade ocidental. É altamente aplicável aos dias atuais.

A gestão holística, por sua vez, preocupa-se com a interação das organizações como um todo e não apenas com uma parte isolada dentro da própria organização. Um exemplo a ser citado pode ser a constante interação entre os setores financeiro e de produção em indústrias do setor de alimentos.

Por outro lado, a gestão virtual, além de utilizar parcerias internas, conta também com parcerias externas formando, assim, uma rede de negócios.

A implantação da Gestão Participativa necessita de coerência em três fundamentos de organização: estrutural, cultural e de clima. O fator estrutural leva em consideração a comunicação entre os diversos setores de uma empresa, com isso a resolução de problemas se torna mais ágil e de mais fácil solução. O fator cultural analisa que o modo de vida, as crenças, os costumes da organização devem ser cultivados de forma a desenvolver o envolvimento e a responsabilidade que são indispensáveis à participação. E o fator climático, por sua vez, analisa que o ambiente de trabalho interfere, direta ou indiretamente, na tomada de decisões.

No tocante às formas de participação na gestão, podemos citar a participação direta e a participação indireta. A primeira, segundo MENDONÇA (1987), é aquela dirigida à pessoa individualmente considerada e a indireta aos trabalhadores coletivamente considerados. Ainda de acordo com MENDONÇA, a participação direta é aquela relacionada com o espírito de liderança e é mais notada nos Estados Unidos, numa perspectiva mais gerencialista e de relações humanas. Já a participação indireta está relacionada com o sistema de governo da empresa, está mais vinculada aos países europeus e que têm origem numa abordagem de conflitos de interesse, sendo mais sociológica, política e coletiva.

De forma mais específica, as formas de participação na gestão ainda podem ser subdivididas em pseudoparticipação, participação parcial e participação plena. Na pseudoparticipação os funcionários são persuadidos a aceitarem as decisões tomadas pela gerência, no entanto, na participação parcial, o funcionário pode influenciar nas decisões que são deliberadas, já na plena, o trabalhador possui um poder de decisão bem mais abrangente e notório.

Segundo ERDMANN (1998), algumas formas de participação que podem ser adotadas pelas empresas, para os empregados contribuírem nas decisões são:

  • Caixa de Sugestão ou Banco de Ideia: incentiva os funcionários a adotar uma atitude construtiva e a construir uma consciência de economia e eficiência em seus trabalhos;

  • Concurso de Ideias: escolha da melhor ideia entre aquelas que estão competindo;

  • Grupo de Produtividade: formado por pessoas com potencial de contribuição para a redução de custos e aumento da produtividade;

  • Co-gestão: participação através de institucionalização da representação dos empregados, através de comissões ou indivíduos na direção efetiva da organização;

  • Conselhos de Fábrica: comitês criados nas organizações constituídos de empregados eleitos e presididos pelos chefes das organizações;

  • Autogestão: autonomia dos empregados nas decisões empresariais, desde a formulação de diretrizes até a distribuição de renda.

B) Motivação e Benefícios Trazidos pela Gestão Participativa:

A implantação da gestão participativa nas empresas tem como fim melhor atingir os seus objetivos. E como o foco de toda grande empresa é, principalmente, o lucro, a Gestão Participativa beneficia muito essa área financeira, uma vez que existe: a redução dos custos de controle, redução dos desperdícios, melhoria da produtividade e tomada de decisão com qualidade e racionalidade.

A Gestão Participativa, de acordo com Guest e Knight (1979), representa um novo meio de superação de problemas industriais e econômicos, mudanças nas condições do mercado internacional, aumento das expectativas da força de trabalho, e interesse no conceito de democracia industrial e além disso, existe uma concepção de que o respeito pelos trabalhadores induz à melhoria do funcionamento organizacional. Segundo SEMLER, “as pessoas só conseguem se realizar onde podem se sentir parte do que acontece a sua volta” (Semler, 1998, p. 266).

É preciso de alguns pontos básicos para a sua implantação ser bem sucedida, tais como: aprender a aprender, inovar, criar visão compartilhada, planejar a transição, a análise organizacional, a colaboração ambiental e potencialização de si e de outros.

Dentre os benefícios que a Gestão Participativa podem trazer às empresas, uma vez implantada, destacam-se:

- Estrutura com poucos níveis hierárquicos;

- Velocidade na tomada de decisão;

- Motivação e moral elevado de todos envolvidos;

- Comprometimento com o resultado global;

- Aumento da recompensa financeira para empresa;

- Recompensa financeira dos colaboradores acima das grandes empresas;

- Melhoria continua do sistema produtivo pelos colaboradores;

- Aumento assertivo das decisões pela participação dos colaboradores;

- Elevação no desenvolvimento profissional e educacional do grupo;

- Melhora significativa nos objetivos de desempenho.

Por outro lado, a sua implantação pode trazer algumas dificuldades, dentre as quais se destacam:

- Medo inicial da mudança de todas as partes envolvidas;

- Crise financeira da empresa;

- Falta de conhecimento sobre gestão participativa;

- O estilo de gestão do fundador;

- Organizar o processo produtivo e planejar a produção pelos colaboradores.

C) Estilos de Administração e a Gestão Participativa:

Podem-se citar alguns estilos de administração, baseados na Gestão Participativa. São eles: a Teoria X; a Teoria Y; os Sistemas Administrativos; os Círculos de Controle de Qualidade (CCQS); a Sociocracia; dentre outros. Passemos a discorrer sobre os principais estilos de administração.

  • Teoria X: trata-se do modelo de administração tradicional. Nela, o gestor é uma pessoa dura, rígida, autocrática, que acredita que os trabalhadores devem obedecer a ordens, sem questioná-las. A iniciativa e a criatividade são inibidas neste modelo, uma vez que, para o gestor, os funcionários são pessoas preguiçosas e indolentes, que evitam o trabalho, evitam a responsabilidade a fim de se sentirem mais seguras. Por isso, os funcionários devem ser controlados e dirigidos, pois são ingênuos e sem iniciativa. Este estilo, especificamente, não se baseia na Gestão participativa.

  • Teoria Y: trata-se do modelo de administração moderno. Nela, o gestor é uma pessoa mais aberta, democrática, dinâmica, participativa. O chefe encoraja o crescimento individual e a participação nas tomadas de decisões. Para o gestor, as pessoas são esforçadas e gostam de ter o que fazer, o trabalho é uma atividade tão natural quanto brincar ou descansa. As pessoas procuram e aceitam responsabilidades e desafios, podendo ser automotivadas e autodirigidas. Ainda segundo este modelo, as pessoas são criativas e competentes. Este modelo, ao contrário do descrito na Teoria X, aproxima-se do conceito de Gestão Participativa.

  • Sistemas Administrativos: Segundo Chiavenato (2000, P. 290-292), a ação administrativa assume feições diferentes dependendo das condições internas da empresa. E nunca é igual em toda empresa. Existem inúmeras variáveis que dependem de fatores internos e externos. Segundo Renis Likert, existe uma classificação dos Sistemas de Administração que define quatro perfis organizacionais, caracterizados através de quatro variáveis: processo decisorial, sistema de comunicação, relacionamento interpessoal e sistema de recompensas e punições.

  • Círculos de Controle da Qualidade: trata-se de um programa de apoio a um pequeno número de funcionários voluntários, pertencentes ou não á mesma área de trabalho, com o mesmo treinamento, conhecimento e objetivos, que buscam melhorar seu desempenho, reduzir custos, aumentar a eficiência, e aumentar a qualidade do produto e trabalho. Os CCQs buscam aumentar a motivação, garantir a qualidade, aumentar a produtividade, reduzir os custos, diminuir as perdas, bem como melhorar a comunicação e o relacionamento interpessoal. Tal modelo aproxima-se do conceito de Gestão Participativa.

  • Sociocracia: segundo este modelo, o poder de decisão deve ser compartilhado com parceiros e colaboradores, mantendo-se a influencia do proprietário. Trata-se de uma cogestão. Este modelo tem quatro regras básicas: define onde e sobre o que a tomada de decisões é participativa; assegura que as decisões sejam tomadas de forma participativa com representantes do nível inferior; assegura que todos participem em igualdade em uma decisão e que o critério básico seja o argumento; aplicação da tomada de decisões por pessoas eleitas para tal fim. Este modelo, a exemplo do supracitado, também se aproxima do conceito de Gestão Participativa.

III.4. Associação Nacional de Administração Participativa (ANPAR):

A ANPAR - Associação Nacional de Administração Participativa é uma entidade sem fins lucrativos criada em 1985, em São Paulo. Segundo MATSUBARA, 1995, a ANPAR tem como missão contribuir para o desenvolvimento e a pesquisa junto às empresas associadas da ANPAR e da ABINEE - Associação Brasileira de Indústria Elétrico Eletrônica, que somam um total de 97 (noventa e sete) empresas associadas, sendo que 60 (sessenta) delas implantaram alguma modalidade de Administração Participativa.

Foi a criada com o objetivo de oferecer condições de modo que tanto organizações quanto pessoas e comunidade pudessem realizar trocas quanto a suas experiências de administração nas quais prevalecem as participações responsáveis e o respeito aos interesses e à realidade local e cultural de todos os seus participantes.

Entre as conquistas realizadas pela ANPAR pode-se destacar a criação em 13/05/1993 do Movimento Nacional pela Participação dos Lucros – “Participa Brasil”. Segundo seu coordenador na época o movimento em favor da participação dos trabalhadores na divisão dos lucros das empresas era um movimento feito para cada cidadão brasileiro, independentemente de sua condição social, cor, religião ou ocupação. No final do governo de Itamar Franco foi assinada e sancionada a Lei Nº 4.580 de 1990 que regulamentava a participação dos funcionários nos lucros.

A meta da ANPAR, para os dias atuais, é trazer para o Brasil uma postura administrativa que deverá comandar nos próximos anos.

IV – ESTUDO DE CASO

Para analisar a aplicação da gestão participativa e avaliar seu funcionamento e benefício às empresas, é feito um estudo de caso de uma pequena empresa do setor metal-mecânico, mais conhecido como ferramentaria, localizada na cidade de Porto Alegre no estado do Rio Grande do Sul. A empresa trabalha com a fabricação de ferramentas de produção e dispositivos especiais.

Inicialmente a empresa apresentava problemas com lucratividade e passava por uma crise financeira podendo até fechar as portas. No mesmo ano em que surgiram os problemas o fundador realizou uma viagem à Alemanha para visitar um primo que possuía uma fábrica fornecedora de peças. Nessa visita à fábrica do primo, ele observou o sistema de produção e a forma como a empresa era conduzida e elaborou algumas ideias. Em conversa com seu filho (estudante do curso de engenharia mecânica) o fundador decidiu adotar algumas medidas para tentar salvar a empresa, visto que muitos funcionários e até ele mesmo dependiam do lucro da ferramentaria para se sustentarem.

O fundador decidiu então envolver mais diretamente seus colaboradores na tomada de decisões e elaborações de planos para aumentar a lucratividade, ou seja, implantar a gestão participativa de forma a promover o trabalho em equipe e o envolvimento dos trabalhadores no processo decisório da organização. Os meses foram passando e ele observou que a ideia implantada surtia efeitos e que a condição da empresa começava a melhorar.

A gestão participativa permite que os colaboradores se sintam parte da empresa, de forma a valorizar suas ideias. Estudos mostram que um funcionário que tem a liberdade de expor sua opinião e contribuir de alguma forma para resolução de problemas torna-se uma pessoa mais realizada. E ainda, para incentivar a gestão participativa, pode-se promover recompensas, premiações, procedimentos e normas que fará com que os colaboradores possam empenhar-se mais na participação, aumentando a qualidade, produtividade, eficiência e eficácia gerando lucros para a empresa.

Foi então que o fundador pode concluir que a gestão participativa ou gestão de qualidade total implanta em sua ferramentaria foi peça chave para o sucesso da empresa, pois a partir da percepção de que as pessoas têm habilidade e capacidade de resolver problemas, fez com que elas pudessem explorar o problema e encontrar diversas soluções, sendo que cada pessoa envolvida no processo contribui, muitas vezes, com uma solução diferente, e essa é a vantagem da gestão participativa: não limita a solução de problemas somente a uma pessoa, o que faz com que os problemas sejam solucionados com maior eficácia e de forma mais rápida.

V – CONCLUSÃO

Diante de todo o exposto, conclui-se que a Gestão Participativa é um método eficaz que vem sendo cada vez mais implantado pelas empresas. A complexidade das tomadas de decisões exige conhecimentos múltiplos de todas as áreas, o que pode ser proporcionado pela tomada de decisões em conjunto. Ao permitir que os colaboradores contribuam com suas experiências e conhecimentos, de forma organizada e responsável, os benefícios de uma correta tomada de decisões revertem-se em prol de toda a organização. Ademais, funcionários que se sentem mais valorizados, são mais produtivos e mais comprometidos, pois se sentem mais motivados.

Vale ressaltar que a implantação do modelo de Gestão participativa é lenta e necessita também de uma mudança cultural na empresa. Não existe uma formula definida de implantação do modelo, cabendo a cada empresa fazê-la dentro de seus próprios padrões e concepções. Porém, uma vez implantada, seus benefícios são imensuráveis.

A Gestão Participativa é, por todo o exposto, uma perspectiva viável para as empresas, contextualizando-se ao atual cenário mundial de competitividade e quebra da individualidade. Trata-se de uma alternativa com boa perspectiva de, uma vez bem implantada, trazer melhorias na eficiência e eficácia globais das organizações, com excelentes resultados.

VI – BIBLIOGRAFIA

CHIAVENATO, Idalberto. Administração: teoria, processo e prática, 3ª edição. São Paulo: Makron Boocks, 2000.

CHIAVENATO, Idalberto. Recursos Humanos na Empresa, volume 5. São Paulo: Editora Atlas, 1991.

ERDMANN, Rolf Hermann. Organização de Sistemas de Produção. Florianópolis: INSULAR, 1998

FARIA, José Henrique de. Comissões de fábrica: poder e trabalho nas unidades produtivas. Curitiba: Criar, 1987.

LEITE, Francisco Tarciso & outros – Por uma Teoria da Gestão Participativa: Novo Paradigma de Administração Para o Século XXI. Fortaleza: Universidade de Fortaleza, 2000.

MARX, Karl. O Capital. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil Editora, 1988.

MENDONÇA, Luis Carvalheira de. Participação na Organização: uma introdução aos seus fundamentos, conceitos e formas. São Paulo: Atlas, 1987.

SEMLER, Ricardo. Virando a própria mesa. São Paulo: Best Seller, 1998.

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