Patologias mais comuns na infância

Patologias mais comuns na infância

DESIDRATAÇÃO

  • DESIDRATAÇÃO

  • Definição:

  • Perda de água e eletrólitos.

  • Causas:

  • Diarréia, vômitos, privação de líquidos, queimaduras.

  • Pode ser:

  • 1º Grau ou Leve: perda de peso de 1 a 5 %

  • em 24 h

  • 2º Grau ou Moderada: perda de peso de 5 a 10% em 24 h.

  • 3º Grau ou Grave - perda de peso superior a 10% em 24.

Sinais e Sintomas:

  • Sinais e Sintomas:

  • Perda de peso; sede; oligúria; irritabilidade ou prostração; anorexia; vômitos; diarreia; hipertermia; diminuição do turgor da pele; depressão do nível da fontanela; olhos encovados; pele e mucosas secas; alteração do ritmo cardíaco.

  • Tratamento:

  • Terapia de Reidratação Oral (TRO): pode ser administrada usando-se solução caseira e/ou comercializada. Recomenda-se dissolver 5ml (uma colher de chá rasa) e 40 ml (8 colheres de chá rasas de açúcar) em um litro de água potável ou fervida. Deve ser oferecido a cada evacuação, em quantidade equivalente a uma xícara, ou conforme a aceitação da criança.

  • Hidratação Parenteral: desidratação grave, em casos da criança apresentar vômitos persistentes, alteração do estado de consciência, insucesso da reidratação oral.

Banana amassada

  • Banana amassada

  • Maça raspada

  • Canja de galinha

  • Leite de soja

  • Biscoite de polvilho

  • Gema cozida

  • Gelatina sem açucar

  • Chás

  • Sopas

  • Água de coco

  • Água mineral

CUIDADOS DE ENFERMAGEM:

  • CUIDADOS DE ENFERMAGEM:

  • Manter acesso venoso para infusão de líquidos;

  • Fazer controle hídrico rigoroso;

  • Verificar sinais vitais;

  • Observar e registrar a aceitação da dieta e dos líquidos oferecidos;

  • Observar e registrar todas as eliminações (fezes, vômitos);

  • Controlar peso diariamente;

  • Observar evolução ou involução dos sinais de desidratação

  • Estar atento aos sinais de complicação como choque hipovolêmico;

  • Orientar os pais para a profilaxia da desidratação.

DIARRÉIAS:

  • DIARRÉIAS:

  • Definição:

  • Evacuação de conteúdo líquido ou semilíquido, numa freqüência superior a cinco vezes ao dia (24h). Mecanismo de defesa do organismo contra a presença de algum agente agressor, torna-se um problema quando a perda aumentada leva à desidratação.

  • Tipos:

  • Aguda: súbita, geralmente infecciosa, uma reação à ingestão de substâncias tóxicas e exageros alimentares. Período de resolução de até 10 dias.

  • Persistente: aguda se prolonga 30 dias.

  • Crônica: mais de 30 dias, associa-se a desordens de má absorção, defeitos anatômicos, motilidade intestinal anormal, reação de hipersensibilidade (alérgica), ou uma resposta inflamatória.

Sinais e Sintomas:

  • Sinais e Sintomas:

  • Número aumentado das evacuações, vômitos; deficiência no crescimento; sangramento, dor epigástrica, palidez, etc.

  • Causas e fatores predisponentes:

  • Idade; clima quente; ambiente superpovoados e precários; falta de saneamento básico, manipulação inadequada dos alimentos.

  • Tratamento:

  • Hidratação e reconstrutor da flora intestinal.

CUIDADOS DE ENFERMAGEM

  • CUIDADOS DE ENFERMAGEM

  • Observar e registrar aspecto freqüência e características das evacuações, presença de sangue, muco, pus ou vermes;

  • Verificar sinais vitais;

  • Atento a complicações, avaliando sinais de desidratação;

  • Fazer higiene do períneo a cada evacuação para prevenir assaduras;

  • Oferecer líquidos e observar a aceitação da criança;

  • Lavar as mãos antes e após o manuseio da criança;

  • Educação em Saúde.

DESNUTRIÇÃO:

  • DESNUTRIÇÃO:

  • Déficit energéticoproteica, ou seja, deficiência de calorias e proteínas.

  • Tipos:

  • Classificada em função do déficit do peso do desnutrido:

  • Grau: 10 a 25% de perda ponderal

  • 2º Grau: de 25 a 40% de perda ponderal

  • 3º Grau: acima de 40 % de perda ponderal.

  • 3º grau pode ser:

  • Kwashiorkor: corresponde a uma deficiência protéica com suprimento adequado de calorias (carboidratos).

  • Marasmo: Resulta de má nutrição generalizada, tanto de calorias quanto de proteínas.

Kwashiorkor:

  • Kwashiorkor:

Marasmo – Adulto Anorexia

  • Marasmo – Adulto Anorexia

Marasmo: Infantil

  • Marasmo: Infantil

Manifestações clínicas:

  • Manifestações clínicas:

  • Extremidades finas; edema; ascite (Kwashiorkor); emagrecimento generalizado; atrofia; aparência de velho (Marasmo); pele descamativa, seca e despigmentada; cabelos finos; secos ásperos; opacos e despigmentados; irritável; apática e retraída; distúrbios gastrintestinais (diarréia); unhas quebradiças, etc.

  • Causas e Fatores Predisponentes:

  • Inadequada ingestão de alimentos e quantitativamente; amamentação inadequada; situação sócio-econômica desfavorável; padrões culturais; fatores psicológicos; infecções; patologias.

Tratamento:

  • Tratamento:

  • Fornecimento de uma dieta rica em proteínas e alto valor e/ou carboidratos, vitaminas e sais minerais. Em caso de desidratação, reposição parenteral de líquidos.

  • CUIDADOS DE ENFERMAGEM:

  • Avaliar níveis de consciência, e desenvolvimento da criança.

  • Incentivar aleitamento materno.

  • Estimular a ingesta alimentar e hídrica.

  • Observar sinais de intolerância alimentar.

  • Controle de peso diário.

  • Alternar decúbito com frequência.

  • Cuidados com a pele, tais como: banho de sol, mudança de decúbito.

  • Controle dos sinais vitais.

  • Orientar a família sobre a importância da alimentação correta conforme as condições e a idade da criança.

  • Encaminhar a família para receber orientação alimentar da nutricionista, e/ou assistente social.

BRONQUIOLITE:

  • BRONQUIOLITE:

  • Brônquios e bronquíolos encontra-se preenchido com muco e exsudato, causados por processo infeccioso viral. Predomina em crianças de dois a seis meses de idade, acometendo até os dois anos. A doença dura cerca de 7 a 10 dias e o prognóstico geralmente é bom.

  • MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:

  • Instalação de quadro gripal, com tosse; coriza; taquipnéia; gemência; batimento de asa de nariz; tiragens; sibilos e cianose.

  • TRATAMENTO:

  • A bronquiolite é tratada com nebulização, ou oxigenioterapia ingestão hídrica adequada e repouso.

ASMA BRÔNQUICA:

  • ASMA BRÔNQUICA:

  • Doença crônica. Estreitamento do calibre dos brônquios (espasmo), edema da mucosa brônquica e produção de muco. As trocas de oxigênio e gás carbônico ficam prejudicadas. início da asma ocorre entre 3 a 8 anos de idade.

  • FATORES PREDISPONENTES:

  • Hipersensibilidade a substâncias estranhas (perfumes, pólen de plantas, odores, gases, cigarro, entre outros); mudanças rápidas de temperatura ambiental; estresse psicológico(tensão, medo, ansiedade); estresse físico (fadiga, exaustão) e; infecções do trato respiratório.

  • MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:

  • Dispnéia; taquipnéia; ansiedade; sudorese; respiração sibilante; palidez; cianose perioral; prostração; fadiga e agitação.

  • TRATAMENTO:

  • Dilatação dos brônquios (uso de brocodilatadores), redução do edema da mucosa (uso de corticosteróides, seu efeito antiinflamatório) e remoção do excesso de secreções brônquicas (uso dos expectorantes, mucoliticos e nebulizações).

IMPETIGO ESCABIOSE PEDICULOSE

  • IMPETIGO ESCABIOSE PEDICULOSE

  • Pústulas Exantema Parasita

  • Máculo

  • Papular

  • Extremamente contagiosos

  • Impetigo:

Escabiose

  • Escabiose

Impetigo é uma infecção bacteriana que atinge a camada mais superficial da pele, a derme. Ocorre com mais frequência no verão: época em que a temperatura propicia a proliferação destes organismos. Esta doença tem maior prevalência em crianças, em razão da menor resistência que a pele tem neste momento da vida. O contágio se dá pelo contato direto, principalmente por meio de lesões cutâneas, como picadas de inseto, arranhões ou cortes preexistentes nesta região. Roupas e toalhas podem, também, ser via de transmissão, em casos mais raros.

  • Impetigo é uma infecção bacteriana que atinge a camada mais superficial da pele, a derme. Ocorre com mais frequência no verão: época em que a temperatura propicia a proliferação destes organismos. Esta doença tem maior prevalência em crianças, em razão da menor resistência que a pele tem neste momento da vida. O contágio se dá pelo contato direto, principalmente por meio de lesões cutâneas, como picadas de inseto, arranhões ou cortes preexistentes nesta região. Roupas e toalhas podem, também, ser via de transmissão, em casos mais raros.

Doença altamente infecciosa causada pelo parasita Sarcoptes scabie, transmissível pelo contato íntimo entre pessoas ou mesmo através das roupas. Esse parasita se alimenta da queratina, ou seja, proteína que constitui a camada superficial da pele.

  • Doença altamente infecciosa causada pelo parasita Sarcoptes scabie, transmissível pelo contato íntimo entre pessoas ou mesmo através das roupas. Esse parasita se alimenta da queratina, ou seja, proteína que constitui a camada superficial da pele.

  • Sintomas

  • Prurido ou coceira, sintoma que se acentua à noite;

  • * Presença de pápulas, pequenas lesões eritematosas que podem formar uma crosta provocada pelo ato de coçar o local.

  • Diagnóstico

  • O diagnóstico é feito visualmente pela análise das lesões causadas e por sua localização e pode ser confirmado pela identificação do parasita no microscópio.

  • Tratamento

  • É feito à base de escabicidas. Seu uso é tópico, ou seja, local, e deve ser aplicado no corpo todo, exceto acima da linha do nariz e das orelhas, por dois ou três dias. É importante que a aplicação seja repetida depois de sete a dez dias para combater os ácaros provenientes dos ovos que ainda não haviam eclodido na primeira aplicação.

  • CUIDADOS DE ENFERMAGEM

  • Orientar:

  • sobre transmissibilidade;

  • higiene pessoal;

  • higiene com roupas pessoais e de cama;

  • prevenção na família; investigar outros casos no núcleo familiar e escolar.

O piolho do couro cabeludo (Pediculus humanus capitis) é um inseto que se alimenta do sangue das pessoas e reproduz-se com rapidez.Transmitido de uma pessoa para outra, ele se instala no folículo piloso, ou seja, na base do cabelo, onde deposita seus ovos, as lêndeas, fáceis de serem reconhecidas e que se diferem da caspa porque ficam grudadas no pelo.

  • O piolho do couro cabeludo (Pediculus humanus capitis) é um inseto que se alimenta do sangue das pessoas e reproduz-se com rapidez.Transmitido de uma pessoa para outra, ele se instala no folículo piloso, ou seja, na base do cabelo, onde deposita seus ovos, as lêndeas, fáceis de serem reconhecidas e que se diferem da caspa porque ficam grudadas no pelo.

  • Sintomas

  • Coceira intensa no couro cabeludo;

  • Feridas causadas pelo ato de coçar;

  • Marcas visíveis deixadas pelas picadas de inseto;

  • Aparecimento de ínguas e infecções secundárias nos casos mais graves de infestação.

  • Tratamento

  • É feito à base de inseticidas piretroides de uso local. Depois da aplicação, o medicamento deve permanecer na cabeça protegida por uma touca durante algumas horas.

  • A aplicação deve ser realizada durante cinco dias consecutivos e repetida de sete a dez dias depois para atacar os ovos que ainda não haviam eclodido na fase inicial do tratamento, que deve ser estendido para toda a família e/ou parceiros, mesmo que assintomáticos. É importante que, nas escolas, sem exceção, os alunos que estiveram em contato com a criança afetada sejam tratados concomitantemente.

  • Cuidados de enfermagem:

  • Hábitos de higiene;

  • Prevenção na família;

  • Remoção das lêndeas manualmente umedecendo os cabelos com vinagre morno diluído em água na proporção (1:1); utilizar o pente fino;Em caso de internação, recomenda-se utilizar Benzoato de benzila.

  • Investigar outros casos no núcleo familiar e escolar.

  • A dermatite de fralda, também denominada amoniacal ou intertrigo de fralda ou eczema de fralda, é uma dermatite freqüente nos dois primeiros anos de vida e requer cuidados preventivos mais intensos quando a criança está com diarréia.

  • O processo se caracteriza por uma inflamação aguda da pele, localizada exclusivamente na face interna da coxa, genitália externa, períneo, nádegas e baixo-ventre.

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:

  • MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:

  • Eritema róseo ou vermelho vivo; presença de vesículas; lesões edematopopulosas; erosões, ulcerações ou vesicopustulosa na presença de Candida albicans.

CONDUTA DE ENFERMAGEM:

  • CONDUTA DE ENFERMAGEM:

  • Orientar a família sobre os cuidados e o tratamento e incentivar sua participação.

  • Trocar as fraldas sempre que molhadas.

  • Proceder à higiene adequada, com sabão neutro de glicerina, em cada troca de fraldas.

  • Manter a criança sem fralda, quando possível, por longos períodos, expondo a área afetada à luz a ao ar, para facilitar a cicatrização.

  • Evitar o uso de calças plásticas.

  • Observar a evolução e manifestações de infecções

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