fisiologia Relatorio de ausculta cardiaca

fisiologia Relatorio de ausculta cardiaca

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FACULDADE INTEGRAL DIFERENCIAL

CURSO DE FARMÁCIA

DISCIPLINA: FISIOLOGIA

FABIO FERREIRA PAJEU

RAY ANDERSON

ANDRE LUIS

AUSCULTA CARDÍACA

TERESINA

2012

FABIO FERREIRA PAJEU

RAY ANDERSON

ANDRE LUIS

AUSCULTA CARDÍACA

Relatório n° 06 apresentado à disciplina de fisiologia como registro da aula prática do dia 27 de abril de 2012, sob a orientação do professor: Antonio Luiz Martins Maia Filho.

TERESINA

2012

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO..........................................................................................................3

2 METODOLOGIA.......................................................................................................4

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO................................................................................5

4 CONCLUSÃO...........................................................................................................9

BIBLIOGRAFIA

1 INTRODUÇÃO

Ausculta é o método semiológico básico no exame físico dos pulmões realizada com o auxílio de um estetoscópio. A auscultação direta ou imediata, ou seja, colocando-se o ouvido na parede torácica, não se utiliza mais, embora por intermédio dela seja possível perceber também as vibrações da parede, (STEFANINI; KASINSKI, 2004).

As principais fontes sonoras do tórax são o coração e os pulmões. Entretanto, a traqueia, os brônquios, a pleura, o pericárdio, os grossos vasos e o esôfago podem gerar sons, (STEFANINI; KASINSKI, 2004).

O foco de ausculta de um som é a região da pele onde ele é ouvido com maior intensidade. Isso significa que entre essa região e fonte sonora existe um trajeto acústico com atenuação mínima, (STEFANINI; KASINSKI, 2004).

Para sua realização exige-se silêncio, geralmente com o paciente sentado com o tronco bem vertical. Deve ser feita de maneira comparativa entre as regiões de cada lado do pulmão. O estetoscópio deve ser movimentado de um segmento pulmonar a outro em cada hemitórax, (STEFANINI; KASINSKI, 2004).

Nesse contexto o objetivo da aula prática é familiarizar os alunos com a técnica de ausculta das bulhas cardíacas.

2 METODOLOGIA

Em um paciente (aluno) em estado de repouso, por meio de estetoscópio, realizou-se ausculta para detecção das bulhas cardíacas nos seguintes focos: mitral, tricúspide, pulmonar e aórtico. O primeiro localiza-se na sede do “ictus cordis”, ou seja, no 4º ou 5º espaço intercostal esquerdo, entre as linhas mamilar e para-esternal, a cerca de 8 cm da linha mediana anterior. O segundo localiza-se no segmento inferior do esterno, junto à base do apêndice xifóide. O terceiro localiza-se na extremidade esternal do 2º espaço intercostal esquerdo, junto à borda esternal. E o último localiza-se na extremidade esternal do 2º espaço intercostal direito, junto à borda esternal.

Em seguida, o mesmo paciente foi orientado a correr por 5 minutos e foi realizada a ausculta nos mesmos focos mencionados anteriormente.

3 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Tabela 1. Bulhas dos focos do paciente em repouso. Teresina, 2012.

FOCOS

1° bullha

2° bulha

AORTICO

+

+++

PULMONAR

+

+++

MITRAL

+++

+

TRICUSPEDE

+++

+

Tabela 2. Bulhas dos focos do paciente em movimento. Teresina, 2012.

FOCOS

1° bullha

2° bulha

AORTICO

+++

+++

PULMONAR

+++

+++

+++

MITRAL

+++

TRICUSPEDE

+++

+++

Figura 1. Áreas auscultatórias

A técnica de ausculta cardíaca, como ocorre com todo método de propedêutica clínica, deve, obrigatoriamente, envolver uma sequencia lógica e sistematizada de procedimentos direcionados no sentido de se obter o conjunto de informações fisiológicas que seja a mais abrangente possível. Assim, o paciente deve ser examinado em ambiente silencioso e em posição confortável. Não obstante as áreas clássicas de ausculta cardíaca (aórtica: segundo espaço intercostal direito; mitral: ápice; pulmonar: segundo espaço intercostal esquerdo; tricúspide: quarto espaço intercostal esquerdo, junto ao esterno) devam ser exploradas, rotineiramente, outras regiões também devem ser avaliadas, como o mesocárdio, a região paraesternal direita, o pescoço, a axila e a região infraclavicular e inter-escapulovertebral, (STEFANINI; KASINSKI, 2004).

Nesse sentido, é importante conhecer as direções naturais de propagação dos sons produzidos em diferentes valvas (Figura 1): os ruídos originários da valva mitral propagam-se frequentemente em direção à axila, enquanto os sons da valva aórtica podem ser audíveis no pescoço ou ao longo da borda esternal esquerda; por outro lado, os ruídos dependentes das valvas situadas no lado direito da circulação tendem a se propagar pouco, mantendo-se mais restritos às áreas clássicas de ausculta os focos pulmonar e tricúspide. O decúbito lateral esquerdo, por outro lado, tende a amplificar a ausculta dos sons originários da valva mitral, enquanto a posição sentada tende a tornar mais audíveis os ruídos produzidos nas valvas semilunares, (STEFANINI; KASINSKI, 2004).

A definição de uma sequencia lógica de ausculta cardíaca é um passo fundamental na aplicação de tal técnica propedêutica e, ainda que ela possa variar entre diferentes examinadores. Outro pré-requisito básico consiste em tentar concentrar-se, individualmente, em cada um dos componentes da sequencia de avaliação auscultatória, analisando-se as características sonoras de seus elementos e sua variação com a respiração, (STEFANINI; KASINSKI, 2004).

É possível, eventualmente, identificar um padrão básico de regularidade sobre o qual, intermitentemente, se documentam batimentos isolados, precoces, como ocorre nas extrassistolias. Por outro lado, o ritmo cardíaco pode não apresentar qualquer padrão de regularidade, com os batimentos, ocorrendo em sequencia totalmente aleatória. Tal padrão é, às vezes, denominado de arritmia arrítmica e ocorre, por exemplo, na fibrilação atrial. Ainda que a ausculta cardíaca seja um método limitado para o diagnóstico preciso de arritmias cardíacas, é possível, mediante uma descrição detalhada do ritmo, reunir informações importantes para a caracterização de arritmias cardíacas. A seguir, avalia-se a frequência cardíaca, que pode ser estimada pela média de batimentos em 15 ou 30 seg. quando o ritmo é regular, mas deverá considerar um tempo de um ou dois min, para obtenção de um valor médio, quando houver arritmia cardíaca frequente. A caracterização das bulhas cardíacas (primeira e segunda) é o passo seguinte, que inclui a identificação das mesmas, a avaliação de sua intensidade, a variação respiratória e a identificação de eventuais desdobramentos, (STEFANINI; KASINSKI, 2004).

A presença de ruídos adicionais deve ser pesquisada na seqüência, incluindo a identificação eventual de 3ª e 4ª bulhas, clicks ou estalidos e ruídos de próteses valvares ou de marca-passos. A pesquisa de sopros cardíacos é o passo seguinte, que deve incluir a caracterização da fase do ciclo, tipo, localização, intensidade, duração, tonalidade, timbre e irradiação. Finalmente, deve-se avaliar a existência ou não de atrito pericárdico, (STEFANINI; KASINSKI, 2004).

Por se tratar de um ruído de baixa freqüência (tabela 1), a terceira bulha será melhor audível com a campânula do estetoscópio posicionada adequadamente, e submetida a uma pressão mínima, suficiente apenas para um perfeito contato com a pele do paciente. Quando originada no ventrículo esquerdo, sua ausculta será melhor, se o paciente for posicionado em decúbito lateral esquerdo e a campânula estiver sobre o impulso apical. Por outro lado, ouve-se melhor o terceiro ruído de origem ventricular direito, na porção inferior da borda esternal direita ou região subxifóide, (STEFANINI; KASINSKI, 2004).

Do ponto de vista auscultatório, não existe diferença entre um terceiroruído de origem fisiológica e outro patológico, ficando tal caracterização dependente dos elementos de ordem clínica. Do ponto de vista prático, a associação da terceira bulha com desvio do ictus cordis em direção à axila e para espaços intercostais inferiores, bem como o aumento de sua duração e extensão, denotando

cardiomegalia, é um dos principais fatores que apontam para uma característica patológica do achado. A terceira bulha pode ser audível em crianças e adultos jovens, normais, mas existem evidências de que ela possa ser detectada em mulheres normais até a idade de 40 anos, (STEFANINI; KASINSKI, 2004).

Os mesmos cuidados técnicos utilizados na ausculta da terceira bulha são válidos para a quarta bulha, uma vez que as características físicas dos dois ruídos são similares, ao mesmo tempo em que ambos os sons são originários dos ventrículos. Apesar de alguma controvérsia, considera-se que a ausculta de quarta bulha representa um indicador de anormalidade do enchimento ventricular. Alguns, no entanto, admitem que a quarta bulha, auscultada em indivíduos idosos, sem cardiopatia clinicamente detectada, represente um fenômeno normal, (STEFANINI; KASINSKI, 2004).

4 CONCLUSÃO

Diante do exposto conclui a familiarização com a técnica de ausculta das bulhas cardíacas. Além da diferença entre as frequências e intensidades das bulhas do paciente em repouso e em movimento como demonstrado na tabela 1 e 2. Pois as bulhas cardíacas são ruídos resultantes da movimentação do sangue no coração ao logo de seu ciclo normal.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

STEFANINI, E. KASINSKI, N.; et al. Cardiologia. São Paulo: manole, 2004.

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