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FORNECIMENTO EM TENSÃO SECUNDÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO NTC 901100

O Departamento de Normalização Técnica, SED/DNOT, é responsável pela elaboração de normas técnicas para o sistema de distribuição de energia elétrica. O objetivo é definir as condições para atendimento às instalações de unidades consumidoras através das redes de distribuição da Companhia Paranaense de Energia – COPEL. A Norma Fornecimento em Tensão Secundária de Distribuição – Atendimento por Rede Aérea estabelece padrões construtivos que, associados às demais prescrições, visam à uniformização de procedimentos e à adoção de padrões dentro das exigências técnicas e de segurança recomendadas. Esta norma pode ser adquirida nas agências da COPEL ou pode ser consultada na página da Internet no endereço w.copel.com.

Curitiba, 30 de setembro de 2008.

Vlademir Santo Daleffe

Superintendente de Engenharia de Distribuição - SED Diretoria de Distribuição – DDI

Companhia Paranaense de Energia Rua José Izidoro Biazetto, 158 Bl. C, Mossunguê CEP 81200240 – Curitiba - PR

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1. INTRODUÇÃO1
2. TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES2
2.1 Consumidor2
2.2 Unidade Consumidora2
2.3 Entrada de Serviço2
2.4 Agrupamento de Unidades Consumidoras2
2.5 Agrupamento de Unidades Consumidoras Conjugadas2
2.6 Ponto de Entrada2
2.7 Ponto de Entrega2
2.8 Ramal de Ligação Aéreo2
2.9 Ramal de Entrada Embutido3
2.10 Ramal de Entrada Subterrâneo3
2.1 Ramal Alimentador da Unidade Consumidora3
2.12 Limites da Propriedade3
2.13 Poste da Entrada de Serviço3
2.14 Poste da Derivação3
2.15 Aterramento3
2.16 Sistema de Aterramento4
2.17 Condutor de Proteção4
2.18 Eletrodo de Aterramento (Malha de Aterramento)4
2.19 Caixa para Medidor4
2.20 Caixa para Disjuntor4
2.21 Disjuntor de Proteção4
2.2 Caixa de Passagem4
2.23 Centro de Medição Modulado4
2.24 Módulo para Barramento4
2.25 Caixas Geminadas5
2.26 Condutor Isolado5
2.27 Cabo Isolado5
2.28 Detalhe de Carga Instalada (DCI)5
2.29 Anotação de Responsabilidade Técnica (ART)5
3. NORMAS MENCIONADAS6
4. CONDIÇÕES GERAIS DE FORNECIMENTO7
4.1 Limites de Fornecimento7
4.2 Tipos de Fornecimento7
4.3 Categorias de Atendimento7
4.4 Atendimento a Unidades Consumidoras na Região Litorânea7
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4.6 Licença Ambiental7
4.7 Freqüência8
4.8 Fornecimento pela Rede Aérea de Baixa Tensão8
4.9 Fornecimento por Rede Subterrânea de Baixa Tensão8
4.10 Geração Própria8
4.1 Níveis de Tensão Admissíveis8
4.12 Revenda ou Fornecimento de Energia Elétrica a Terceiros8
4.13 Instalações de Combate a Incêndio8
4.14 Fator de Potência9
4.15 Mudança de Categoria de Atendimento9
4.16 Fornecimento dos Materiais da Entrada de Serviço9
4.17 Conservação da Entrada de Serviço9
4.18 Sistema de Lacres da COPEL9
4.19 Ligações Especiais10
4.20 Obras Civis Próximas à Rede de Distribuição10
4.20.1 Generalidades10
4.20.2 Responsabilidade do Executor da Obra1
4.21 Orientação Técnica1
4.2 Casos Omissos1
5. CARACTERÍSTICAS DAS ENTRADAS DE SERVIÇO12
5.1 Características dos Materiais12
5.1.1 Poste da Entrada de Serviço12
5.1.2 Caixas para Equipamentos de Medição e Proteção14
5.1.3 Disjuntores14
5.1.4 Condutores15
5.1.5 Eletrodutos16
5.1.6 Armações Secundárias16
5.1.7 Caixas de Passagem17
5.1.7.1 Caixas de Passagem no Solo17
5.1.7.2 Caixas de Passagem suspensas ou embutidas18
5.1.8 Eletrodo de Aterramento18
5.1.9 Aterramento18
5.1.10 Instalação de Condutor de Proteção19
5.1.1 Ramal de Ligação Aéreo19
5.1.12 Ramal de Entrada Embutido20
5.1.13 Ramal Alimentador21
5.1.14 Ramal de Entrada Subterrâneo21
5.1.14.1 Instruções de Preparação das Valas para Instalação de Eletrodutos23
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5.3 Medição24
5.3.1 Disposições Gerais24
5.3.2 Quanto à Localização25
5.4 Disposição da Entrada de Serviço26
5.5 Agrupamento de Unidades Consumidoras26
5.5.1 Condições Gerais26
5.5.2 Dimensionamento da Entrada de Serviço27
5.5.3 Poste de Divisa28
5.5.4 Necessidade de Apresentação de Projeto Elétrico28
5.6 Fornecimento de Energia na Área Rural28
5.6.1 Atendimento transformadores trifásicos – 220/127 V29
5.6.2 Atendimento transformadores monofásicos – 3 fios, 254/127 V29
6. ATENDIMENTO PELA REDE SUBTERRÂNEA30
7. ATENDIMENTO A EDIFICAÇÕES DE USO COLETIVO30
8. ORIENTAÇÕES QUANTO AO PEDIDO DE LIGAÇÃO30
9. TABELAS31
9.1 Tabela 1 – Ref. Item 4.1.b31
9.2 Tabela 2 – Ref. Item 4.33
9.3 Tabela 3 – Ref. Item 5.5.2.a35
9.4 Tabela 4 – Ref. Item 5.6.2.a36
10. FIGURAS37
10.1 Figura 1 – Ref. Item 4.20.1.b,f37
10.2 Figura 2 – Ref. Item 4.20.1.d37
10.3 Figura 3 – Ref. Item 4.20.1.g38
10.4 Figura 4 – Ref. Item 540
10.5 Figura 5 – Ref. Item 5.1.1.i41
10.6 Figura 6 – Ref. Item 5.1.1.i, 5.3.2.c42
10.7 Figura 7 – Ref. Item 5.1.1.j43
10.8 Figura 8 – Ref. Item 5.1.1.k, 5.3.1.d4
10.9 Figura 9 – Ref. Item 5.1.2.b45
10.10 Figura 10 – Ref. Item 5.1.2.e46
10.1 Figura 1 – Ref. Item 5.1.2.e47
10.12 Figura 12 – Ref. Item 5.1.5.f, 5.1.7.1.g48
10.13 Figura 13 – Ref.Item 5.1.7.1.a,f; 5.1.14.n,p49
10.14 Figura 14 – Ref.Item 5.1.7.1.b50
10.15 Figura 15 – Ref. Item 5.1.8.a51
10.16 Figura 16 – Ref. Item 5.1.9.a52
10.17 Figura 17 – Ref. Item 5.1.9.a53
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10.19 Figura 19 – Ref. Item 5.1.1.j5
10.20 Figura 20 – Ref. Item 5.1.1.l56
10.21 Figura 21 – Ref. Item 5.1.12.h57
10.2 Figura 2 – Ref. Item 5.1.14.h; 5.1.14.1.c,e,f58
10.23 Figura 23 – Ref. Item 5.259
10.24 Figura 24 – Ref. Item 5.260
10.25 Figura 25 – Ref. Item 5.3.1.c61
10.26 Figura 26 – Ref. Item 5.3.1.e62
10.27 Figura 27 – Ref. Item 5.3.1.e63
10.28 Figura 28 – Ref. Item 5.3.1.e64
10.29 Figura 29 – Ref. Item 5.4.a65
10.30 Figura 30 – Ref. Item 5.4.a68
10.31 Figura 31 – Ref. Item 5.5.1.h69
10.32 Figura 32 – Ref. Item 5.5.2.c70
10.3 Figura 3 – Ref. Item 5.5.2.d71
10.34 Figura 34 – Ref. Item 5.5.2.d72
10.35 Figura 35 – Ref. Item 5.5.2.d73
10.36 Figura 36 – Ref. Item 5.5.2.e74
10.37 Figura 37 – Ref. Item 5.5.3.c75
10.38 Figura 38 – Ref. Item 5.6.e76
1. PADRÕES CONSTRUTIVOS78
1.1 UNIDADES CONSUMIDORAS ISOLADAS78
1.1.1 Medição mureta lateral ou frontal – Saída Aérea78
1.1.2 Medição mureta lateral ou frontal – Saída embutida ou subterrânea79
1.1.3 Poste de divisa80
1.1.4 Ramal de Entrada Subterrâneo81
1.1.5 Medição em poste – Saída subterrânea82
1.1.6 Medição em poste – Saída aérea83
1.1.7 Poste de divisa – Medição em poste – Saída aérea84
1.1.8 Medição muro ou mureta lateral – Saída embutida ou subterrânea85
1.1.9 Medição em poste – Saída aérea86
1.1.10 Medição muro frontal – Saída embutida ou subterrânea87
1.1.1 Medição parede frontal – Saída embutida8
1.2 UNIDADES CONSUMIDORAS AGRUPADAS – Sem Proteção Geral89
1.2.1 Medição em poste – Saídas aéreas89
1.2.2 Medição em poste – Saídas aéreas91
1.2.3 Medição em poste – Saídas aéreas e subterrânea93
1.2.4 Medição mureta lateral ou frontal – Saída embutida ou subterrânea95

FORNECIMENTO EM TENSÃO SECUNDÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO NTC 901100 1.2.5 Medição mureta lateral ou frontal – Saída embutida ou subterrânea...............97

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1.3 UNIDADES CONSUMIDORAS AGRUPADAS – Com Proteção Geral9
1.3.1 Medição mureta lateral ou frontal – Saída embutida ou subterrânea9
1.3.2 Medição mureta lateral ou frontal – Saída embutida ou subterrânea101
1.3.3 Medição mureta lateral ou frontal – Saídas embutidas ou subterrâneas103
1.3.4 Medição mureta lateral ou frontal – Saídas embutidas ou subterrâneas105
1.3.5 Medição muro ou mureta – Saídas embutidas ou subterrâneas107
1.3.6 Medição muro ou mureta – Saídas embutidas ou subterrâneas109
12. ANEXOS1
12.1 Relação Geral de Materiais1
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1. INTRODUÇÃO

Esta norma estabelece as condições gerais para o fornecimento de energia elétrica às instalações de unidades consumidoras atendidas em tensão secundária através das redes de distribuição aérea pela Companhia Paranaense de Energia – COPEL, aplicável às instalações novas, reformas e/ou ampliações que compõem as entradas de serviço das unidades consumidoras. As instalações elétricas das unidades consumidoras devem estar de acordo com as normas brasileiras. Em qualquer tempo, esta norma poderá ser modificada no todo ou em parte, por razões de ordem técnica ou legal, motivo pelo qual os interessados deverão, periodicamente, consultar a COPEL quanto a eventuais alterações. As recomendações contidas nesta norma não implicam em qualquer responsabilidade da COPEL com relação à qualidade de materiais, à proteção contra riscos e danos à propriedade, ou ainda, à segurança de terceiros. Havendo divergências entre esta norma e as normas brasileiras, prevalecerá sempre o conteúdo das normas brasileiras e suas revisões vigentes. Os profissionais envolvidos desde a etapa de projeto e posteriormente na construção, montagem, operação, manutenção das instalações elétricas ou quaisquer trabalhos realizados sob a consulta e apoio desta norma, deverão seguir as prescrições da Norma Regulamentadora Nº 10 (NR-10) - Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade - e outras aplicáveis, que fixam as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança das pessoas, trabalhadores e terceiros, nas atividades em instalações elétricas.

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2. TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES

2.1 Consumidor

É toda pessoa física ou jurídica, ou comunhão de fato ou de direito, legalmente representada, que solicitar à COPEL o fornecimento de energia elétrica e assumir a responsabilidade pelo pagamento das faturas e pelas demais obrigações legais, regulamentares e contratuais.

2.2 Unidade Consumidora

Conjunto de instalações e equipamentos elétricos caracterizado pelo recebimento de energia elétrica em um só ponto de entrega, com medição individualizada e correspondente a um único consumidor.

2.3 Entrada de Serviço

Conjunto de materiais, equipamentos e acessórios situados a partir do ponto de conexão com a rede de distribuição da COPEL até a medição da unidade consumidora, inclusive.

2.4 Agrupamento de Unidades Consumidoras

Duas ou mais unidades consumidoras localizadas em um mesmo terreno, ligado em único ponto de entrega.

2.5 Agrupamento de Unidades Consumidoras Conjugadas

Duas ou mais unidades consumidoras localizadas em terrenos distintos, atendidos em único ponto de entrega com poste de divisa.

2.6 Ponto de Entrada

Ponto onde a linha de energia entra na edificação.

2.7 Ponto de Entrega

Ponto de conexão do sistema elétrico da COPEL com as instalações elétricas da unidade consumidora, caracterizando-se como o limite de responsabilidade do fornecimento.

2.8 Ramal de Ligação Aéreo Conjunto de condutores, conexões e acessórios instalados desde o poste da derivação da rede

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FORNECIMENTO EM TENSÃO SECUNDÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO NTC 901100 3 de distribuição secundária da COPEL até o ramal de entrada embutido.

2.9 Ramal de Entrada Embutido

Conjunto de condutores, conexões e acessórios instalados desde a conexão com o ramal de ligação aéreo no poste da entrada de serviço até a caixa de medição, do disjuntor geral ou centro de medição.

2.10 Ramal de Entrada Subterrâneo

Conjunto de condutores, conexões e acessórios instalados desde a conexão no poste da derivação até a caixa de medição, do disjuntor geral ou centro de medição.

2.1 Ramal Alimentador da Unidade Consumidora

Conjunto de condutores, conexões e acessórios instalados desde o medidor, em circuito exclusivo, até o quadro de distribuição da unidade consumidora.

2.12 Limites da Propriedade

São as demarcações e delimitações evidentes que separam a propriedade do consumidor da via pública e dos terrenos adjacentes de propriedade de terceiros, no alinhamento designado pelos poderes públicos.

2.13 Poste da Entrada de Serviço

Poste situado na propriedade do consumidor com a finalidade de fixar o ramal de ligação aéreo.

2.14 Poste da Derivação

Poste da rede de distribuição da COPEL do qual deriva o ramal de ligação aéreo ou ramal de entrada subterrâneo.

2.15 Aterramento Ligação elétrica intencional e de baixa impedância com a terra.

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2.16 Sistema de Aterramento

Conjunto de todos os condutores e peças condutoras com o qual é constituído um aterramento, em um determinado local.

2.17 Condutor de Proteção

Condutor prescrito em certas medidas de proteção contra choques elétricos e destinado a interligar eletricamente massas de equipamentos e elementos não condutores.

2.18 Eletrodo de Aterramento (Malha de Aterramento)

Conjunto de condutores e haste, enterrados no solo e eletricamente ligados a terra.

2.19 Caixa para Medidor

Caixa, com tampa lacrável, destinada à instalação de medidores e acessórios. 2.20 Caixa para Disjuntor

Caixa lacrável destinada à instalação do disjuntor termomagnético da unidade consumidora.

2.21 Disjuntor de Proteção

Dispositivo de seccionamento automático destinado à manobra e limitação da sobrecorrente de carga ou de curto-circuito na instalação da unidade consumidora, instalado no interior da caixa de medição ou na caixa para disjuntor.

2.2 Caixa de Passagem

Caixa destinada a facilitar a instalação de condutores.

2.23 Centro de Medição Modulado

Centro de medição composto por módulos para abrigar três medidores ou mais e módulo de barramento quando for o caso.

2.24 Módulo para Barramento

Módulo destinado à instalação dos barramentos e disjuntor geral, quando aplicável, no centro de medição. A partir deste módulo será feita a distribuição para as medições individuais,

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FORNECIMENTO EM TENSÃO SECUNDÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO NTC 901100 5 constituindo um centro de medição.

2.25 Caixas Geminadas

Conjunto formado pelo agrupamento de duas ou três caixas individuais para medidor.

2.26 Condutor Isolado

É o condutor coberto apenas pela isolação elétrica, sem proteção mecânica e/ou química adicional.

2.27 Cabo Isolado

É o condutor que apresenta camada para isolação elétrica e proteção mecânica e/ou química adicional, podendo ser unipolar ou multipolar.

2.28 Detalhe de Carga Instalada (DCI)

Formulário utilizado para a declaração das potências, das características e regime de operação das cargas instaladas da unidade consumidora, solicitado em alguns casos, para análise e efetivação do atendimento.

2.29 Anotação de Responsabilidade Técnica (ART)

A ART é um instrumento legal, necessário à fiscalização das atividades técnico-profissionais, nos diversos empreendimentos sociais. De acordo com o Artigo 1º da Resolução nº 425/1998, do Confea, “Todo contrato, escrito ou verbal, para a execução de obras ou prestação de quaisquer serviços referentes à Engenharia, Arquitetura e Agronomia fica sujeito a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), no Conselho Regional em cuja jurisdição for exercida a respectiva atividade”.

Instituída também pela Lei Federal nº 6496/1977, a ART caracteriza legalmente os direitos e obrigações entre profissionais e usuários de seus serviços técnicos, além de determinar a responsabilidade profissional por eventuais defeitos ou erros técnicos.

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3. NORMAS MENCIONADAS

As normas relacionadas com a denominação NTC (Norma Técnica COPEL), poderão ser consultadas no site da COPEL, no endereço eletrônico w.copel.com.

Resolução ANEEL 456 – Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica NTC 900100 Critérios para Apresentação de Projetos de Entrada de Serviço NTC 900300 Instalações de Combate a Incêndio NTC 901110 Atendimento a Edificações de Uso Coletivo NTC 901120 Fornecimento em Tensão Secundária de Distribuição – Rede Subterrânea NTC 902202 Atendimento a Vendedores Ambulantes e Assemelhados NTC 903100 Fornecimento em Tensão Primária de Distribuição – Rede Aérea NTC 903105 Geração Própria – Exigências e Orientações NTC 910100 Caixas para Equipamentos de Medição – Centro de Medição Modulado NTC 917000 Eletroduto de PVC Rígido NTC 917100 Poste de Concreto para Entrada de Serviço NTC 917110 Procedimento para Cadastro de Poste de Entrada de Serviço NTC 927105 Conexão do Condutor com a Haste de Aterramento da Entrada de Serviço NTC 930100 Disjuntores para Entradas de Serviço – Especificações NTC 940100 Agrupamento de Medições em Baixa Tensão NTC 811584 Armação Secundária com 1 Estribo NTC 811589 Armação Secundária com 1 Estribo NTC 812094 Haste de Aterramento Zincada para Cerca NTC 812096 Haste de Aterramento de Aço Cobre, 2400 m de comprimento NTC 812097 Haste de Aterramento de Aço Cobre, 3000 m de comprimento NTC 813687 Duto Corrugado Flexível para Instalação Subterrânea – Diâmetro 100 m NTC 814903 Arame de Aço Zincado para Aterramento de Cerca NTC 814905 Seccionador Pré-Formado para Cerca de Arame Farpado NTC 814907 Seccionador Pré-Formado para Cerca de Arame Liso NTC 814910 Tampão para Caixa de Passagem com Caixilho de F, 600 x 600 m NTC 814920 Fita de Alerta para Instalação em Banco de Dutos NBR 5410 Instalações Elétricas em Baixa Tensão NR – 10 Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade

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4. CONDIÇÕES GERAIS DE FORNECIMENTO 4.1 Limites de Fornecimento a) O fornecimento em tensão secundária de distribuição será feito até o limite de 75 kW de carga instalada.

b) As unidades consumidoras com ligação de cargas especiais, como máquinas de raios-X, máquinas de solda e motores elétricos monofásicos e trifásicos, cuja operação produza perturbações na rede, deverão seguir as orientações da Tabela 1.

4.2 Tipos de Fornecimento

• a dois condutores:127 V
• a três condutores:254/127 V
• a três condutores:220/127 V

O fornecimento poderá ser feito numa das seguintes formas: • a quatro condutores: 220/127 V

4.3 Categorias de Atendimento O dimensionamento da entrada de serviço deverá obedecer a uma das categorias da tabela 2.

4.4 Atendimento a Unidades Consumidoras na Região Litorânea

As instalações elétricas na região litorânea deverão ser executadas com materiais que resistam as intempéries como condutores de cobre, eletrodutos de PVC, caixas de alumínio ou material polimérico, entre outros.

4.5 Atendimento a Unidades Consumidoras na Área Rural

O atendimento a unidades consumidoras na área rural deverá seguir as prescrições do item 5.6 desta norma.

4.6 Licença Ambiental

As unidades consumidoras ou empreendimentos situados em áreas consideradas de preservação ou conservação ambiental ou que possuam atividades consideradas potencialmente poluidoras de acordo com a resolução SEMA nº 031, de 24/08/1998, art. 56

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FORNECIMENTO EM TENSÃO SECUNDÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO NTC 901100 8 e/ou resolução CONAMA 237/97, de 19/12/1997, e de acordo com a relação das Tipologias de Atividades Potencialmente Impactantes emitida pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), estarão sujeitas à apresentação de cópia da licença de instalação e/ou operação expedidas pelo órgão ambiental, conforme procedimentos definidos pelo Manual de Atendimento Informatizado da COPEL (MAI).

4.7 Freqüência Em toda área de concessão da COPEL, o fornecimento será na freqüência de 60 hertz.

4.8 Fornecimento pela Rede Aérea de Baixa Tensão

Nos atendimentos com disjuntor geral até 200 A, o ponto de entrega será na conexão entre o ramal de ligação aéreo e o ramal de entrada embutido.

4.9 Fornecimento por Rede Subterrânea de Baixa Tensão

Quando o atendimento for através de rede subterrânea de distribuição, deverão ser seguidas as orientações e prescrições da NTC 901120.

4.10 Geração Própria

A utilização de geração própria estará condicionada a apresentação de projeto elétrico conforme orientações e as prescrições da NTC 903105.

4.1 Níveis de Tensão Admissíveis

A COPEL fornecerá energia elétrica até o ponto de entrega obedecendo aos limites admissíveis pela legislação vigente. Após o ponto de entrega, os níveis de queda de tensão deverão obedecer a NBR 5410.

4.12 Revenda ou Fornecimento de Energia Elétrica a Terceiros

É vedado ao consumidor assumir os direitos da COPEL, estendendo ramais que se interliguem com instalações de outrem , para o fornecimento de energia elétrica, ainda que gratuitamente.

4.13 Instalações de Combate a Incêndio

Nos casos de construção de entrada de serviço com previsão para instalações de combate a incêndio, deverão ser atendidas as prescrições da NTC 900300.

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4.14 Fator de Potência

Caberá ao consumidor manter o fator de potência de suas instalações dentro dos limites estabelecidos pela legislação vigente.

4.15 Mudança de Categoria de Atendimento

A mudança da categoria de atendimento será permitida com a prévia autorização da COPEL e o redimensionamento da entrada de serviço.

4.16 Fornecimento dos Materiais da Entrada de Serviço

Os equipamentos de medição, os condutores do ramal de ligação aéreo e respectivos acessórios de conexão serão fornecidos pela COPEL. Os demais materiais da entrada de serviço serão fornecidos pelo consumidor, devendo estar de acordo com as Normas Brasileiras específicas e sujeitos, inclusive, à aprovação da COPEL.

4.17 Conservação da Entrada de Serviço a) O consumidor será responsável, na qualidade de depositário a título gratuito, pela custódia dos equipamentos de medição da concessionária quando instalados no interior da unidade consumidora, ou, se por solicitação formal do consumidor, os equipamentos forem instalados em área exterior da mesma.

b) Os consumidores deverão conservar em bom estado os materiais e equipamentos da entrada de serviço. c) Caso seja constatada qualquer deficiência técnica ou de segurança, ou em desacordo com esta norma, o consumidor será notificado das irregularidades existentes, devendo providenciar os reparos dentro do prazo fixado. d) A caixa de medição é destinada exclusivamente ao disjuntor de proteção e ao medidor da

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