fungos 2

fungos 2

UNIVERSIDADE REGIONAL INTEGRADA DO ALTO URUGUAI E DAS MISSÕES – CAMPUS DE ERECHIM

Macromorfologia das colônias de fungos

Aula prática de Microbiologia

Alunas: Estela Carla Tyburski e Tatiane Bertella

Professora: Neiva Aparecida Grazziotin

Curso: Farmácia

Departamento: Ciências da Saúde

Erechim, agosto de 2013.

Introdução

Em nossas aulas práticas, foram utilizadas placas de Petri esterilizadas para a preparação de meios de cultura, que são matérias com nutrientes preparadas no laboratório para crescimento de microrganismos. Para esse crescimento, há vários tipos de meios de cultura, um deles é o ágar que possui propriedades muito importantes para a microbiologia. O sabouraud ágar é normalmente usado em placas de Petri ou tubos de ensaio que são colocados em uma posição inclinada, e dependendo do procedimento utilizado são deixadas para obter microrganismos para análise.

Também utilizamos a autoclave, que é um método usado para a esterilização de diversos objetos, sejam eles sólidos ou líquidos, indo desde meios de cultura até vestimentas e instrumentos. Portanto,

a esterilização com o autoclave é mais eficaz quando os organismos são contatados diretamente com o vapor ou estão contidos num pequeno volume de solução aquosa (constituída primariamente por água). Sob essas condições, o vapor a uma pressão em torno de 15 psi(121C) matará todos os organismos(com exceção dos príons) e seus endosporos com cerca de 15 min(TORTORA,2012,p.188).

Os meios de cultura preparado por nós, era especial para fungos, que são microrganismos eucarióticos quimiorganotróficos. Reproduzem se, naturalmente, por meio de esporos, com poucas exceções. Além disso, a maioria das partes de um fungo é potencialmente capaz de crescimento; um minúsculo fragmento é suficiente para originar um novo indivíduo. Os fungos não têm clorofila, são filamentosos em geral e comumente ramificados. Os filamentos apresentam paredes celulares constituídas por quitina ou celulose, ou ambas. São encontrados em todo lugar, principalmente no ar. Os fungos são classificados em diversos grupos. O fungo filamentoso, por exemplo, tem no seu corpo vários filamentos longos de células conectadas, chamadas hifas, que podem crescer até imensas proporções, com paredes cruzadas denominadas septos, que dividem as hifas em distintas unidades unicelulares, crescem por alongamento das extremidades. Cada parte da hifa é capaz de crescer, ate mesmo se o fragmento quebrar, ele se alonga formando uma nova hifa. Os esporos são formados por hifas aéreas, são partes dos fungos por onde é possível determinar o tipo especifico de um fungo. Quando um fungo filamentoso forma um esporo, o mesmo se separa da célula parental e germina, originando um novo fungo filamentoso. Eles podem ser assexuais, no qual germinam e se tornam organismos geneticamente idênticos ao parental e sexuado aonde ocorre à fusão de núcleos de duas linhagens opostas de cruzamento de uma mesma espécie de fungo. Os fungos filamentosos, patogênicos ou contaminantes ambientais, potencialmente oportunistas, formam um grupo muito extenso, a sua identificação tem como fundamento, a observação da morfologia da colônia e aspectos microscópicos. A análise da colônia visa observar: cor, textura, superfície, pigmento difusível no meio de cultura, entre outros, e pode ser feita nos tubos de ensaio contendo a cultura primária do fungo. Porém, o mais adequado é a análise a partir de uma cultura feita no ponto central de uma camada de ágar distribuído em placa de Petri. A velocidade decrescimento nos fungos, pode ser rápida (menor 7 dias), intermediária (8 a 14 dias) ou lenta (maior 15 dias) é fundamental para identificação presuntiva do fungo.

Objetivos

Aprender o preparo de um meio de cultura e observar a macromorfologia de fungos analisando, as próprias lâminas, tendo como material de observação os fungos que encontramos em lugares específicos determinados por cada aluno.

Materiais e métodos

Pra todo esse procedimento foram utilizados os seguintes materiais:

  • Placas de petri

  • Papel pardo

  • Autoclave

  • Béquer

  • Ágar sabouraud

  • Microondas

  • Bastão de vidro

  • Lamparina

  • Lamina

  • Lamínula

  • Papel filtro

  • Alça

  • Microscópio

Procedimento

Primeiramente, preparamos o meio de cultura em que cada grupo utilizou um diferente ,escolhido pelos mesmos. O nosso grupo optou por preparar o meio de cultura ágar sabouraud, que foi acrescentada 488ml de água destilada, aquecido até sua total diluição e depois autoclavada. Posteriormente, preparamos as placas de Petri para serem esterilizadas, enrolando-as em papel pardo, para ficarem na estufa de esterilização. Sete dias após feito isso, colocamos o meio de cultura autoclavado em uma microndas para fazer ele retornar ao estado líquido depositando-o, em seguida, em placas de Petri, sendo que cada aluno definiu uma para si e colocando-a em algum lugar para atrair os fungos do ar. Logo após feito isto, deixamos as placas de Petri armazenadas em um local, para que, se houver colônias de fungos, elas se desenvolvam. Cinco dias se passaram, e nós retiramos as placas de Petri do local de armazenamento para observar o crescimento de suas colônias. Selecionamos uma colônia de cada placa para analisarmos, fazendo um esfregaço da mesma. Para isso, depositamos duas gotas de lactofenol azul algodão em lâminas, ascendemos uma lamparina para esterilizar o local, esterilizando também uma alça empregada para retirar parte de uma colônia a fim de sua verificação. Retirada parte do centro da colônia, pusemo-la encima da lâmina que tinha lactofenol azul algodão, e cobrimo-la com uma lamínula, para a identificação de qual fungo se tratava, averiguando em um microscópio óptico.

Resultados e discussões:

Depois de ter ficado armazenadas por 7 dias, constatamos a formação de 19 colônias em ambas as placas, algumas mais desenvolvidas que outras. Para melhor estudo, escolhemos duas colônias, uma de cada placa, analisando seus aspectos macromorfológicos. Observamos que elas tinham aspecto aveludado, com pigmento reverso de coloração amarelo. Por essas características, supomos que esses fungos eram do tipo filamentosos e pluricelulares. Para a confirmação, utilizamos as lâminas feitas com parte do centro das colônias escolhidas, e visualizamos no microscópio óptico nos aumentos de 100X e 400X.

Imagens fotografadas das lâminas obtidas no final de todo o procedimento.

Depois da observação, concluímos que se tratavam realmente de fungos filamentosos, sendo que seu talo(corpo) consiste em filamentos longos de células conectadas, denominadas hifas, que podem crescer até chegar a imensas proporções. Quando as hifas se acumulam, passam a ser vistas a olho nu e chamadas de micélio, conhecido popularmente como “bolor”.

Fazendo comparação com outros fungos encontrados na literatura, mais precisamente no artigo “Fungos no ar, na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil”, onde tratava-se do fungo anemófilos encontrado na cidade de Porto Alegre, sendo possível a identificação de seu gênero no ar da referida cidade que através de seus esporos, foram localizados com maior frequência os gêneros Cladosporium, Penicillium e Aspergillus. Também, conseguiram identifica em qual época do ano havia maior e menor incidência de seus esporos, consistindo no verão a maior incidência e no outono a menor. Porém, em nossos testes não obtivemos o mesmo sucesso, pois como não havia esporos e nem outro fator determinante, não foi possível identificar seu gênero.

Conclusões:

Concluímos, com isso, a importância da preparação de meios de cultura para o crescimento e identificação de microrganismos, já que eles são de suma importância para nossa vida, em especial os fungos, analisados nesse relatório, que quando suas hifas se juntam formando bolores, são utilizados para fabricar o antibiótico penicilina, molho de soja, queijos Roqueford e Camembert, tendo também outras utilidades. Sua análise também é muito importante para que possamos combater seus malefícios, entre alguns estão, deterioração de matérias têxtis e madeiras, e doenças como pé-de-atleta.

Referências:

TORTORA, Gerard J. Microbiologia. 10. ed.Porto Alegre: Artemed,2012.

<http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/microbiologia/mod_7_2004.ht>

<http://www.enq.ufsc.br/labs/probio/disc_eng_bioq/trabalhos_pos2003/const_microorg/fungos.htm>

< http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0036-46652002000500007&lang=pt>

PELEZAR, Michel J. Jr, CHAN, E.C.S, KRIEG, Noel R.. Microbiologia: conceitos e aplicações. 2ed. São Paulo: Makron books,1996.

Comentários