tipagem sanguínea

tipagem sanguínea

UNIVERSIDADE REGIONAL INTEGRADA DO ALTO URUGUAI E DAS MISSÕES – CAMPUS ERECHIM

Determinação do microhematócrito, esfregaço sanguíneo e tipagem sanguínea

Alunas: Estela Carla Tyburski;

Mariana Tagliari

Tatiane Bertella

Prof. Dra. Silvane Roman

Fisiologia

Erechim, 28 de outubro de 2013.

Introdução

O microhematócrito é um exame de diagnóstico que serve para avaliar a percentagem dos glóbulos vermelhos ou hemácias no volume total de sangue, ajudando a identificar a anemia, por exemplo.

Os valores de referência para os hematócritos são:

  • Mulher: 35 -45%

  • Homem: 40-50%

Valores diferentes podem indicar alguma doença, mas deve-se sempre comparar os valores dos hematócritos com os valores da hemoglobina, para uma melhor abordagem terapêutica.

Tipagem sanguínea é um teste realizado por profissionais de saúde para estabelecer qual tipo sanguíneo e fator Rh (positivo ou negativo) que um indivíduo possui. É um procedimento largamente utilizado nas transfusões de sangue e centros de hemoterapia. O princípio básico do teste é a aglutinação observada a olho nu. Hemácias que possuem antígeno A aglutinam-se em presença de anti-A; hemácias que possuem antígeno B, aglutinam-se em presença de reagente anti-B. Caso ocorra aglutinação para anti-A e anti-B o sangue será AB e se não aglutinar na presença dos dois é O.

A confecção do esfregaço sanguíneo é, sem dúvida alguma, o ponto crucial para a realização de um hemograma confiável e por isso, a sua padronização deve ser uma das principais exigências de um bom laboratório de hematologia. Os esfregaços podem ser realizados na mão (método de predileção, caso seja necessário confeccionar um esfregaço a campo), o apoio em mesa ou algo do gênero ainda assim pode ser utilizado, e são utilizadas uma lâmina (limpa, sem resquícios de gordura ou outros materiais) e uma distensora de vidro transparente (pode-se montar uma extensora com uma lamínula grudada a uma lâmina com esparadrapo). O esfregaço ideal deve ser livre de falhas e paradas, não muito espesso, nem fino demais, e sem falhas na cauda. Na observação ao microscópio as duas bordas onde são realizadas as contagens devem apresentar os eritrócitos mais separados e os leucócitos bem distribuídos.

Objetivos

Com uma amostra de sangue, determinar o nível do micro-hematrócrito, preparar um esfregaço em uma lâmina e avaliar a tipagem sanguínea da amostra nos dada para estudos.

Materiais e métodos

O material usado para está aula pratica foram:

  • Amostra de sangue

  • Capilares de vidro

  • Centrifuga para micro-hematócrito e escala

  • Soros anti-A,anti-B e anti-D

Os métodos foram comparar com a escala de microhematócritos, a amostra de sangue depois de centrifugada, para a observação da quantidade de hepatócitos no sangue em questão.

Para a tipagem sanguínea foi comparada a coagulação que se apresentou nas gotas de sangue para determinarmos o tipo da amostra.

Procedimento

Para fazermos a determinação do microhematócrito, colocamos sangue por capilaridade em um capilar de vidro, em seguida deixamos por 5 minutos, na centrifuga para microhematócrito, separando o hepatócito dos leucócitos e do plasma. Depois de 5 minutos, retiramos o capilar da centrífuga e comparamos com a escala de microhepatócito.

Para fazermos o esfregaço pingamos uma gota de sangue, em uma lâmina, em seguida com outra lamina propriamente apropriada para fazer esfregaço, posicionamo-la para a aderência do sangue em toda base, e rapidamente escorregamos inclinadamente até o fim para termos um esfregaço.

Em seguidas fizemos o procedimento de tipagem sanguínea, para a verificação da amostra presente, pingamos 3 gotas de sangue em uma lâmina, na primeira gota foi adicionado reagente aglutinogênio anti-A. Na segunda gota foi adicionado aglutinina anti- B e na terceira adicionamos o anticorpo Anti-D. Agitamos um pouco a lâmina para observar a coagulação de cada gota.

Resultado e discussão

O resultado do micro hematócrito foi de 40.Como mostra a imagem:

Como o sangue usado no procedimento é de uma pessoa do sexo feminino, o número de glóbuos vermelhos está normal, pois fico na faxa de 40%.

O esfregaço, com uma gota de sangue resultou na lâmina da imagem abaixo:

O esfregaço da lâmina teve como intuito a nossa aprendizagem, para que quando solicitado, saibamos fazê-la.

A amostra de sangue utilizada para fazermos a tipagem sanguínea possibilitou-nos a visualização da coagulação da primeira e da terceira gota de sangue, nos dando o diagnóstico de um sangue B Positivo, como mostra a imagem a seguir:

Como houve aglutinação na gota com Anti-B e na com Anti-D, o sangue é do tipo A+.

Conclusão

Através dos testes realizados, podemos constatar a importância dos exames sanguíneos, como o do microhematócrito usado para saber se o número de glóbulos vermelhos está normal, e da identificação do tipo sanguíneo, sendo essa informação muito importante na transfusão sanguínea, pois há tipos sanguíneos que só podem receber sangue de outro determinado como, por exemplo, o grupo O-, que só recebe de seu próprio grupo, que é o doador universal.

Referências

HOFFBRAND, A. Victor, PETTIT, John E. Hematologia clínica. 3.ed. São Paulo: Manole, 2001.

http://www.brasilescola.com/biologia/genetica-problema.htm

VALLADA, Edgard P. Manual de técnicas hematológicas. São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte: Atheneu , 1997.

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