UNIVERSIDADE ESTADUAL DE ALAGOAS - Estresse Hídrico

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE ALAGOAS - Estresse Hídrico

SANTANA DO IPANEMA – AL JULHO DE 2011

Trabalho apresentado ao Profº Ms José Crisólogo para fins de complemento de nota da disciplina Manejo de Pastagens.

SANTANA DO IPANEMA – AL JULHO DE 2011

1 – Introdução4
2 – Plantas Arbustivas5
2.1 – Plantas Hortícolas5
3 – O Estresse Hídrico no Desenvolvimento das Plantas6
3.1 – Algumas Doenças7
4 - Conclusão8

Sumário REFERENCIAS ......................................................................................................................... 9

1 – Introdução

De todos os fatores inerentes à produção agrícola, o clima aparece como o de mais difícil controle e de maior ação sobre a limitação às máximas produtividades. Aliado a isso, a imprevisibilidade das variabilidades climáticas à ocorrência dessas adversidades, o principal fator de risco e de insucesso na exploração das principais culturas (FARIAS 2005).

A água constitui, em geral, cerca de 90% do peso das plantas e atua em, praticamente, todos os processos bioquímicos e morfológicos, além de ser responsável pela manutenção da turgescência atua como reagente em várias importantes reações na planta, como a fotossíntese (FARIAS 2005).

A falta de água no solo limita intensamente o crescimento das espécies vegetais em várias regiões do mundo, tornando-se limitante principalmente nos períodos de baixa pluviosidade, ocasionando efeitos deletérios que poderão afetar a produtividade (LECHINOSKI et al., 2007).

A ocorrência de déficit hídrico em plantas cultivadas afeta o crescimento e o desenvolvimento das culturas em todo o mundo. Desde os antigos povos sumérios, o homem tem procurado uma alternativa mais efetiva do aproveitamento da água para superar os efeitos do déficit hídrico às plantas (SANTOS & CARLESSO, 1998).

5 2 – Plantas Arbustivas

Para tais plantas, como o cafeeiro, a laranjeira, a cana-de-açúcar, o milho, o trigo, a mandioca, as pastagens etc., cujos sistemas radiculares podem atingir cerca de 3 a 5 m em solo franco, sem impedimentos ao desenvolvimento das raízes às culturas podem contar com 50 a 100 m de água facilmente disponível. A irrigação só seria indicada quando o balanço hídrico indicasse uma disponibilidade de água facilmente disponível abaixo de 50 m (Camargo, 2005).

Esse balanço hídrico seria feito para períodos de dezenas, quinzenas ou mensais.

Se houver um veranico excepcional de 15 dias, com um somatório de Etp de 15 m, não atingiria a condição de deficiência hídrica, pois o solo de 3 m de profundidade tem normalmente a capacidade de armazenamento superior a100 m de água facilmente disponível (Camargo, 2005).

2.1 – Plantas Hortícolas

Quando o solo é raso ou a planta cultivada é uma hortaliça de sistema radicular curto a quantidade de água disponível no solo é pequena, cerca de 15 a 20 m. Nesse caso não é necessário recorrer a estudos de balanço hídrico para quantificar a irrigação. A prática do hortelão é suficiente para estimar quando e quanto irrigar (Camargo, 2005).

3 – O Estresse Hídrico no Desenvolvimento das Plantas

As restrições causadas pela baixa disponibilidade de água do solo ou pela alta demanda evaporativa ativam certos mecanismos fisiológicos que permitem aos vegetais escapar ou tolerar essas limitações climáticas, modificando seu crescimento e desenvolvimento, e até mesmo atenuando as reduções na produção final (Magalhães & Durães, 2006).

O milho por exemplo, é cultivado em regiões cuja precipitação varia de 300 a 5.0 m anuais, sendo que a quantidade de água consumida por uma lavoura de milho durante o seu ciclo está em torno de 600 m. Dois dias de estresse hídrico no florescimento diminuem o rendimento em mais de 20%, quatro a oito dias diminuem em mais de 50% (Magalhães & Durães, 2006).

Os mesmos autores nos falam que, o efeito da falta de água, associado à produção de grãos, é particularmente importante em três estádios de desenvolvimento da planta: a) - iniciação floral e desenvolvimento da inflorescência, quando o número potencial de grãos é determinado; b) - período de fertilização, quando o potencial de produção é fixado; nessa fase, a presença da água também é importante para evitar a desidratação do grão de pólen e garantir o desenvolvimento e a penetração do tubo polínico; c) - enchimento de grãos, quando ocorre o aumento na deposição de matéria seca, o qual está intimamente relacionado à fotossíntese, desde que o estresse vai resultar na menor produção de carboidratos, o que implicaria menor volume de matéria seca nos grãos.

A sensibilidade dos mecanismos de adaptação das plantas ao déficit hídrico depende do estágio de desenvolvimento da planta. Segundo Kramer (1995) o efeito do déficit hídrico sobre a maioria das culturas varia de acordo com sua duração, intensidade e período de ocorrência no ciclo da cultura. Para o autor, o déficit hídrico ocorre quando a quantidade de água absorvida pela planta é menor que a quantidade de água transpirada, de forma que os tecidos da planta não ficam totalmente túrgidos. O déficit hídrico, em plantas de milho, pode ocasionar o enrolamento das folhas em plantas bem irrigadas, nas horas mais quentes do dia, em verões de alta temperatura, até o enrolamento total das folhas, seguido por senescência das folhas e morte da planta (Santos & Carlesso, 9).

7 3.1 – Algumas Doenças

Podridão-bacteriana - Podridões do colmo estão entre as mais sérias doenças do milho e causam perdas na produção pela redução do enchimento de grãos, morte prematura e tombamento de plantas. Um dos sintomas típicos da doença é o súbito aparecimento de plantas tombadas na lavoura, assim como a seca prematura de plantas. As bactérias são saprófitas e sobrevivem em restos culturais de milho e sorgo. Manejar adequadamente a irrigação, em quantidade e qualidade da água, sistema de drenagem do solo e uso de cultivares resistentes (Alves & Del Ponte, 20071 ).

Antracnose - Forma acérvulos em forma de disco ou almofada, ceroso, subepidérmico, tipicamente com setas ou espinhos escuros ao lado ou entre os conidióforos; conidióforos simples, alongados; conídios hialinos, unicelulares, ovóides e oblongos. A doença ocorre no mundo inteiro, onde se cultiva o feijão, principalmente nos países de clima temperado. No Brasil, tem causado problemas nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul, principalmente em épocas e locais onde prevalecem condições de temperatura amena e alta umidade. Os sintomas causados pela antracnose podem ser observados em todas as partes aéreas da planta e, ocasionalmente, nas raízes. As lesões são tipicamente pardo-escuras, com contornos pardo-avermelhados. Nas folhas, as lesões ocorrem inicialmente na face abaxial, ao longo das nervuras, com pequenas manchas pardoavermelhadas, as quais, posteriormente, se tornam de cor café-escura a negra (Michereff,

A principal via de disseminação do fungo a longas distâncias são as sementes contaminadas, que originaram lesões nos cotilédones e atuarão como fonte de inóculo secundário, ou seja, com a infecção podendo passar para o caule, folha e vagens. As condições adequadas à ocorrência da doença são temperaturas amenas entre 18 e 2 ºC e alta umidade relativa do ar (92-100%) (Michereff, 2007).

1 Não sei se ano está correto Profº eu coloquei pois como exemplo de referencia o site estava sempre a indicar o

2 Idem nota acima.

4 - Conclusão

7 A água é a principal fonte para o desenvolvimento da vida, seja ela, animal ou vegetal, porém nesse trabalho podemos notar que tanto seu excesso, quanto sua falta causam mal desenvolvimento nas plantas e pode causar algumas doenças.

Conhecer o ambiente e a cultura que será trabalhada é fundamental para o aumento do sucesso em sua implantação, controlar os fatores atmosféricos é impossível, porém o agricultor que se prepara pode diminuir os riscos de perda de sua cultura, adquirindo sementes de qualidade e com boa resistência a doenças e a estiagem ou mesmo ao excesso de umidade que vier a ocorrer ao longo do seu desenvolvimento.

ALVES, R.C., DEL PONTE, E.M. Podridão Bacteriana. In: Del Ponte, E.M. (Ed.) Fitopatologia.net - herbário virtual. Departamento de Fitossanidade. Agronomia, UFRGS. Disponível em: http://www.ufrgs.br/agronomia/fitossan/herbariovirtual/ficha.php?id=101 Acessado em: 29/07/2011.

CAMARGO, ÂNGELO PAES DE – A Água no Solo para Agricultura – O Agronômico, Campinas, 57(1), 2005.

ISEWAKI, HELTON MASSAO - ANATOMIA FOLIAR E ESTRESSE HÍDRICO - http://www.ebah.com.br/content/ABAAAA7R8AH/anatomia-foliar-estresse-hidrico Acessado em: 07/07/2011

MAGALHÃES, PAULO CÉSAR; DURÃES, FREDERICO O. M. – Fisiologia da Produção do Milho – Circular Técnica Nº 76. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA. http://www.cnpms.embrapa.br/publicacoes/publica/2006/circular/Circ_76.pdf Acessado em: 07/07/2011

MICHEREFF, SAMI JORGE. Antraquinose. In: MICHEREFF, SAMI JORGE. (Ed.) Fitopatologia.net - herbário virtual. Departamento de Fitossanidade. Agronomia, UFRGS. Disponível em: http://www.ufrgs.br/agronomia/fitossan/herbariovirtual/ficha.php?id=101 Acessado em: 29/07/2011

SANTOS, REGINALDO FERREIRA; CARLESSO, REIMAR - DÉFICIT HÍDRICO E OS PROCESSOS MORFOLÓGICO E FISIOLÓGICO DAS PLANTAS Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, v.2, n.3, p.287-294, 1998 - Campina Grande, PB, DEAg/UFPB. http://www.agriambi.com.br/revista/v2n3/287.pdf Acessado em: 07/07/2011

SANTOS, REGINALDO FERREIRA; CARLESSO, REIMAR – Relações Água-Solo-Planta- Atmosfera – Enrolamento e Expansão das Folhas de Milho Submetidas a Déficit Hídrico em Diferentes Solos. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, v.3, n.1, p.1-6, 1999. http://www.agriambi.com.br/revista/v3n1/001.pdf Acessado em: 28/07/2011

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