seleção trator-implemento

seleção trator-implemento

1. TRAÇÃO

2.ADERÊNCIA

3. PATINAGEM

4.DISTRIBUIÇÃO DO PESO 5. ESTABILIDADE

Máquinas e Ferramentas de Mobilização do Solo e sua Interação com o Solo

Máquinas de preparo periódico do solo

Máquinas para plantio

Máquinas para tratos culturais

Máquinas para colheita e transporte

Propriedades do solo alteradas pelo sistema de preparo

Cobertura vegetal após o preparo do solo Reações do solo às ferramentas de cultivo

Propriedades Físicas do Solo

Textura do solo

Estrutura do solo

Porosidade do solo Densidade do solo e de partículas

Propriedades Dinâmicas do Solo

Tensões no solo e sua distribuição

Capacidade de suporte do solo Deformações no solo e sua distribuição

Potencial do Solo para o Desenvolvimento do Esforço Tratório

Análise dinâmica do solo como meio de tração

Resistência teórica ao rolamento

Efeito do enchimento dos pneus

Efeito da superfície do solo Efeitos dos parâmetros do solo sobre a tração

Compactação do Solo e Desenvolvimento das Plantas

Efeitos da compactação nas propriedades físicas do solo

Efeitos da compactação no desenvolvimento aéreo das plantas

Efeitos da compactação no desenvolvimento radicular das plantas

TRAÇÃO DEPENDE DA ADERÊNCIA AO SOLO = LASTRO 1.ATÉ 1970:

Potência do motor entre 25 a 30 CV Peso tratores era aproximadamente 2.0 kg Relação peso/potência era de 6,6 kg/cv Desempenho era limitado pela potência Peso era suficiente para boa aderência

2.APÓS 1970: Aumenta a potência dos motores, 80 a 200 cv Peso dos tratores não aumentou proporcionalmente a potência Relação peso/potência passou a ser de 35 a 40 kg/cv Peso insuficiente para boa aderência Inicio uso de lastro nos tratores Melhorou desempenho do sistema hidráulico

Relação peso/potência:

a)40 a 50 kg/cv (operações leves, maior velocidade, pulverização)

b)5 a 60 kg/cv (maior exigência força tração, menor velocidade,

aração, gradagem)

Boa distribuição de peso entre os eixos dianteiro e traseiro

Boa superfície de contato das rodas

Pressão correta dos pneus para cada tipo de operação

Dimensão adequada dos pneus Boa estabilidade do conjunto trator/implemento

estáticoem trabalho
dianteirotraseiro dianteiro traseiro
4x240% 60% 15% 85%
4x2tda45% 5% 35% 65%
4x450% 50% 45% 5%

Notas:

1.Ao aumentar a altura de engate na barra de tração, deve-se aumentar o peso no eixo dianteiro.

2.O tempo de reação do homem para uso da embreagem é de 1,2 a 1,4 segundos.

Comparação entre as médias de peso e a relação peso/potência em 3 faixas de potência faixa de potência média de peso peso/potência kg/kw

INDICE DE PATINAGEM ACEITÁVEL – trator de pneus

Superfície asfaltada/concreto = 5 a 7% Terrenos duros = 7 a 12% Terrenos firmes porém macios = 10 a 15% Terrenos soltos, arenosos, lamacentos = 13 a 18%

INDICE MÉDIO ACEITÁVEL = trator 4x2 = 10 a 15% trator 4x2 TDA e 4x4 = 8 a 12% trator esteira = 5%

% patinagem = nº voltas c/carga – nº voltas s/carga x 100 nº voltas c/carga

Lastro insuficiente: fácil patinagem, perda de velocidade, desgaste rápido banda de rodagem e consumo excessivo de combustível

Lastro excessivo: aumento da compactação, resistência rolamento das rodas, consumo excessivo de combustível .

eixo dianteiro (NPD)distância entre eixos

Necessidade de peso = força tração x altura engate barra

Exemplo: a)Trator com 10.400 kg b)Altura engate na barra = 0,50/0,80 metros c)Distância entre eixos = 2,0/2,0 metros

Ao executar serviço de tração, uma parte proporcional à tração é retirada do eixo dianteiro e acrescentada ao eixo traseiro.

Em tratores 4x2, deve-se manter no mínimo 20% do peso total sobre o eixo dianteiro para manter a digiribilidade.

Em tratores 4x2 tda, este percentual deve ser maior, pois além da digiribilidade, estes rodados também tracionam.

A medida em que aumenta a altura do engate na tração, maior se torna a transferência de peso e maior a possibilidade de empinamento do trator.

A distribuição de forças que atuam no chassi do trator em operação, quando tracionando um equipamento na barra de tração, depende de:

•Peso sobre o rodado dianteiro;

•Peso sobre o rodado traseiro;

•Reação do solo no rodado dianteiro;

•Reação do solo no rodado traseiro;

•Força de tração na barra de tração;

•Força de reação do solo nas rodas motrizes, oposta a força de tração na barra de tração;

•Altura do solo a barra de tração;

•Distância entre eixos.

PNEU – elemento de interface máquina/solo

1. Sustentação

2. Propulsão/Auto-locomoção

3. Direcionamento

4.Desenvolvimento de força na barra de tração 5. Apoio

R1- tração

R2 - tração

R4 - tração

F1 – direcional

F2 – direcional

F3 – direcional

I1 – transporte G1 – tração motocultivadores/microtratores

Trator pneus = 1,4 a 1,7 kg/cm.²

Trator esteiras = 350 gramas/cm.²

Pata do cavalo = 1,8 kg/cm.²

1. Pneu em concreto, converte 75% do trabalho motor em trabalho útil.

2. Pneu em solo agrícola, dependendo da condição do terreno, converte de 40 a 60% em trabalho útil.

3. Área de contato do pneu 18.4 x 34: com 24 libras = 1740 cm² com 14 libras = 20 cm² 4. Peso do trator com lastro = 5700 kg. 45% no eixo dianteiro = 2565 kg 5% no eixo traseiro = 3135 kg. 5. Distribuição de peso nos pneus: 2 pneus dianteiros = 2565kg/2 = 1282,5 kg 2 pneus traseiros = 3135kg/2 = 1567,5 kg 6. Pressão na área de contato, conforme pressão de inflação: pneu traseiro com 24 libras = 1576,5/1740 = 0,90 kg/cm² pneu traseiro com 14 libras = 1576,5/20 = 0,71kg/cm² NOTAS:

1.Quanto maior a pressão, maior será o índice de patinagem e menor aderência, ocasionando desgaste prematuro dos pneus.

2.O aumento do diâmetro dos pneus aumenta a área de contato, gerando, menos compactação e mais pressão.

3.Tração dianteira sem carga patina 2,5% e com carga patina até 5,0%

Tráfego controlado como alternativa para reduzir a compactação de solos Tráfego controlado como alternativa para reduzir a compactação de solos

Compactação do Solo pelo Tráfego de Máquinas e seu Controle

Predição do contato pneu/solo

Predição da compactação do solo

Métodos de avaliação da compactação do solo Controle da compactação do solo

Camada de solo desestruturada pelo preparo convencional de solo na Austrália (esquerda) e na Região do Cerrados no Brasil (direita).

A compactação de solos ocorre quando a pressão exercida pelos pneus das máquinas, equipamentos ou animais comprime o solo, aumentando a densidade.

Efeito da compactação em raízes pivotantes "doença do ângulo reto".

Raízes de planta de girassol usada para descompactação de solos na Austrália.

Comparação de rastros de rodas em preparo convencional e sob tráfego controlado em área de plantio direto

Falhas na aplicação de herbicidas por falta de controle de tráfego Falhas na aplicação de herbicidas por falta de controle de tráfego

Amassamento em várias faixas de pulverização por falta de controle de tráfego Amassamento em várias faixas de pulverização por falta de controle de tráfego

A escolha do trator deve possibilitar a realização de um TRABALHO DE QUALIDADE no TEMPO DISPONÍVEL a um CUSTO ADEQUADO.

O trator e o implemento devem ser devidamente combinados, primeiro matematicamente, depois em experiências reais.

O trator deve ter potência adequada para tracionar implementos a velocidades operacionais ideais.

Os tratores são projetados para operar a velocidades entre 3 a 1 km/hora, sob carga, para eficiência máxima, garantindo ótimo desempenho.

Eficiência de campo;

Mudanças de ano para ano que afetam os valores médios dos coeficientes de desempenho;

Exigências específicas de potência numa ampla variedade de operações agrícolas;

Manejo correto do trator para garantir durabilidade e confiabilidade de acordo com as características do projeto do trator;

Análise das operações de campo dos conjuntos trator-implementos, em função das características físicas do solo e deométricas do campo;

Reduções no retorno financeiro líquido à medida que a produção e qualidade da cultura são reduzidas, devido a atrasos na semeadura, nos tratos culturais e na colheita.

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