Resumo A (IN) VISIBILIDADE DOS ALUNOS COM DEFICIÊNCIA NA ESCOLA PÚBLICA

Resumo A (IN) VISIBILIDADE DOS ALUNOS COM DEFICIÊNCIA NA ESCOLA PÚBLICA

MESTRADO EM FORMAÇÃO EDUCACIONAL, INTERDISCIPLINARIDADE E SUBJETIVIDADE.

Resumo: A (IN) VISIBILIDADE DOS ALUNOS COM DEFICIÊNCIA NA ESCOLA PÚBLICA

Edinei Messias Alecrim

IRECÊ-BA

2014

EDINEI MESSIAS ALECRIM

Resumo: A (IN) VISIBILIDADE DOS ALUNOS COM DEFICIÊNCIA NA ESCOLA PÚBLICA

Resumo descritivo apresentado como exigência parcial de conclusão da Disciplina Metodologia do Trabalho Científico II: A (in) visibilidade dos alunos com deficiência na escola pública. Curso de Pós-Graduação Stricto Sensu Universidad Autónoma Del Sur - UNASUR e intermediado através de convênio pela Faculdade de Ciências Humanas da Paraíba – SAPIENS, Turma 1 Irecê/BA, Solicitado pelo Professor Mestre Paulo Henrique Gois Souza.

IRECÊ-BA

2014

ALECRIM, Edinei Messias. A (in) visibilidade dos alunos com deficiência na escola pública, 2014.

O cenário atual brasileiro convive com milhares de pessoas com algum tipo deficiência sendo discriminadas nos seus locais onde estudam, residem, bem como sendo excluídas do mercado de trabalho. O pensar discriminatório, vem cedendo espaço para uma nova concepção, que assegura a educação especial enquanto perspectiva inclusiva dentro dos espaços escolar, bem como fora deles. Precisamos compreender que incluir não é simplesmente matricular um aluno em um espaço educativo e considerar que esteja de fato incluído. A inclusão de crianças com deficiência na escola foi fortalecida pela Declaração de Salamanca, porém, não resolve todos os problemas de marginalização dessas pessoas. Assim, “As escolas devem acolher todas as crianças, independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras” (UNESCO, 1994). Algumas portarias e resoluções fundamentam e nos chama a atenção que ao inserirmos uma criança, um adolescente, um jovem ou adulto com necessidades educacionais especiais dentro da escola, devemos garantir o direito constitucional, pois a Constituição Federal (1988) garante a inclusão, bem como o Estatuto da Criança e do Adolescente (1990), a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996), e a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008), visam o desenvolvimento da pessoa para a vida em sociedade e o seu pleno prepara para a cidadania. Assim, muitos projetos que valorizam as pessoas com deficiência são lançados simultaneamente durante as gestões públicas, mas que não chegam a ser efetivados na prática. Muitas ações não são permanentes, pois a cada mudança de gestão, seja federal, estadual ou municipal, acabam sendo interrompidas, modificadas, se perdendo na sua essência. Quando continuam, a sua abrangência não é a mesma, aparecendo outras metas em seus lugares para fazer a “propaganda” do governo que se encontra no poder. Nos estados e principalmente nos municípios, não existem uma política efetiva de inclusão que possibilite a criação de planos integrados que direcione um trabalho efetivo de valorização do portador de deficiência. Nesse sentido, os decretos, portarias apenas evidenciam o desejo do imaginário de pais e professores que lidam diretamente com essa demanda, mas na prática ainda se concebe a ótica do poder público na continuidade da segregação, sem resguardar o direito dos portadores de deficiência. Temos uma escola fracassada na sua condição de acesso e permanência. Muitas crianças, adolescentes e jovens fracassam por não encontrar neste ambiente algo motivador para prosseguir seus sonhos. Como mudar uma instituição educativa formada para legitimar os anseios do poder dominante? Sendo assim, o que se esperar da educação? O que está sendo feito nas comunidades educativas para de fato incluir esta demanda? Infelizmente na educação não é diferente, o atendimento educacional especializado ainda não é uma realidade prática em todas as instituições escolares. Muitos gestores educacionais não têm comprometimento com esta causa, permanecem imóveis diante do discurso saudosista da naturalidade, que consiste em definir a deficiência como algo natural. A inclusão denuncia o distanciamento entre a escola que temos e a escola que almejamos nos revela que muitas ações precisam ser revistas ou modificadas no seu interior. A escola que sonhamos depende de toda a comunidade escolar, não estamos falando de algo particularizado, a escola é de todos. A prática de tornar a escola um espaço para todos deve ser parte integrante de planos nacionais de educação, e do comprometimento dos gestores locais que objetivem atingir educação para todos, sem discriminação. As realidades educativas dos municípios brasileiros se encontram imóveis, paralisados diante do processo de inserção das pessoas portadoras de necessidades educativas especiais. Assim, a escola não se encontra preparada para este atendimento. A preparação das escolas passa necessariamente pelo envolvimento direto com as famílias que se encontram socialmente vulnerável e que tenham filhos com deficiência matriculados na escola. Estas famílias também são especiais e devam assim como seus filhos ser olhados e atendidos nas suas peculiaridades. É necessário reorganizar o pensamento social que as pessoas e a própria escola tem dos portadores de deficiência. Formar a comunidade acadêmica para que tenha um olhar mútuo, não é suficiente, pois é urgente formar pessoas para transformar as realidades educativas tradicionais e conservadoras existentes. É relevante que se atue diretamente na cobrança que se deve fazer cotidianamente no que tange a planos e projetos dos gestores locais que fortaleça o trabalho dos educadores com os alunos com deficiência, além de potencializar discussões de dispor maiores investimentos em formação continuada dos profissionais da educação envolvidos ou não com esta clientela. É preciso que nossos gestores respeitem as legislações que agregam valores ao trabalho com este público para que de fato os portadores de necessidades educativas especiais que se encontram invisíveis no interior da escola, possam ser atendidos na essência do seu direito. Para tanto, a mudança que sonhamos para a escola dos nossos dias, não seria com faixadas bonitas, cadeiras novas, mas que tenha pessoas disponíveis e abertas para receber o “diferente”. A inclusão passa também pela mudança interna de pensamento.

Palavras-chave: deficiência; inclusão, exclusão, invisibilidade.

PROJETO LOCAL DE INCLUSÃO

NO ENVOLVIMENTO DAS FAMÍLIAS, COMUNIDADE E PROFISSIONAIS DE APOIO DA ESCOLA

FORMAÇÃO DOS PROFESSORES

EM CONTRAPARTIDA HÁ UMA CARÊNCIA

A inclusão denuncia o distanciamento entre a escola que temos e a escola que almejamos”

O QUE ESTÁ SENDO FEITO NA ESCOLA PARA QUE DE FATO ESSA DEMANDA SAIA DA INVISIBILIDADE?

NA INFRAESTRUTURA, PROFISIONAIS ESPECIALIZADOS

NO COMPROMETIMENTO DOS GESTORES LOCAIS

SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS

SÃO LANÇADOS SIMULTANEAMENTE POLÍTICAS PÚBLICAS E PROGRAMAS LOCAIS

AEE

CONVENÇÃO DA GUATEMALA, 1999 - Promulgado no Brasil em 2001

POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA (2008)

DECLARAÇÃO DE SALAMANCA, ESPANHA - 1994, Reafirmando o compromisso de uma escola para todos

LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL (1996)

NOVA CONCEPÇÃO

ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE (1990)

CENÁRIO EXCLUDENTE

PENSAR DISCRIMINATÓRIO

INTEGRAÇÃO x INCLUSÃO

CONSTITUIÇÃO FEDERAL (1988)

INCLUIR NÃO É SOMENTE MATRICULAR O ALUNO

EDUCAÇÃO ESPECIAL PERSPECTIVA INCLUSIVA

ESCOLAS BRASILEIRAS

A (IN) VISIBILIDADE DOS ALUNOS COM DEFICIÊNCIA NA ESCOLA PÚBLICA

Comentários