Populações nômades e itinerantes.

Populações nômades e itinerantes.

(Parte 5 de 5)

Síntese do Fascículo

Encerrando esse rápido reconhecimento acerca das populações itinerantes ou nômades, relembramos que o conceito de equidade em saúde, anteriormente trabalhado em nosso curso, aponta para a necessidade da atenção em saúde se moldar às necessidades de cada grupo ou indivíduo, ainda que minoritário, em seus vários níveis de complexidade.

Nosso desafio é construir políticas de saúde que efetivem a universalidade do acesso à saúde, e para tal, o SUS precisa reconhecer que seus usuários são diversos em saberes, tradições e que sua situação histórica de exclusão impacta diretamente em agravos à saúde.

O conhecimento é o único instrumento capaz de atravessar a barreira diária do preconceito. Nossa atenção deve ter como objetivo a melhoria da aplicabilidade das políticas públicas já existentes, considerando a influência dos fatores sociais e culturais na doença, na economia, nos níveis de educação e pobreza.

Em ambientes onde as ações em saúde pública não alcançam ou são incapazes de responder às questões que a vida impõe, como no caso dos acampamentos ciganos, outras formas de entender a relação saúdedoença saltam aos olhos. Quando a iniquidade persiste, o sentido que a saúde adquire se desenvolve por conta própria segundo seu próprio caminho, em um diálogo quase uníssono com a cultura, sociedade e história.

A criação do Dia Nacional do Cigano no Brasil - 24 de maio, por meio de Decreto Presidencial, publicado em 25 de maio de 2006, é um marco importante na história das relações entre o Estado brasileiro e os povos ciganos e entre estes e a sociedade nacional! curso Promoção da EquidadE no sus

A invisibilidade dos povos e segmentos sociais tem contribuído para a sua vulnerabilidade, expressa em diversas violações dos direitos humanos, incluindo a perseguição, a discriminação e atos de violência com base em preconceitos e concepções racistas, machistas, homofóbicas, etc.

Vale lembrar que ao reconhecermos as diferenças que compõem nossa comunidade e ao buscarmos a articulação junto aos espaços de organização e expressão cultural, estamos fortalecendo a cidadania e a força de organização dos nossos locais de moradia e trabalho na busca pela melhoria da qualidade de vida.

Você trabalhador e trabalhadora de saúde é capaz de promover o reconhecimento destas populações e de seu acesso à saúde. Procure ampliar o olhar sobre a sua comunidade, dialogue com os grupos circenses, ciganos, artistas de rua e outras populações itinerantes.

Este fascículo é parte integrante do Curso Promoção da Equidade no sus, da Fundação Demócrito Rocha (FDR) / Universidade Aberta do Nordeste (Uane) ISBN 978-85-7529-613-4

EXPEdiEntE fundaÇÃO dEMÓCritO rOCHa Presidência: João Dummar Neto direção Geral: Marcos Tardin uniVErsidadE aBErta dO nOrdEstE Coordenação Administrativo- Pedagógica: Ana Paula Costa Salmin CursO PrOMOÇÃO da EQuidadE nO sus Concepção e Coordenação Geral: Cliff Villar Coordenação de Conteúdo: Neusa Goya Coordenação de Edição: Raymundo Netto Gerente de Produção: Sérgio Falcão Editora de design: Andrea Araujo Editoração Eletrônica: Ícaro Guerra Ilustrações: Carlus Campos infográfi cos: Carlos Weiber Catalogação na Fonte: Kelly Pereira fundaÇÃO dEMÓCritO rOCHa Av. Aguanambi, 282/A - Joaquim Távora - Fortaleza - Ceará CEP 60.055-402 Tel.: (85) 3255.6037 - 3255.6148 Fax: (85) 3255.6271 fundacaodemocritorocha.com.br fundacao@fdr.com.br uane@fdr.com.br referÊNCIas

AMSK-Brasil. Quem são os brasileiros e brasileiras de etnia romani? Brasília, 2013. (mimeo).

AMSK-Brasil. A importância da geração de dados sobre os povos ciganos no Brasil. Brasília, 2012. (mimeo).

BOTAZZO, C. unidade Básica de saúde: a porta do sistema revisitada. Bauru-SP: EDUSC,1999 (Coleção Saúde Sociedade).

BRASIL. Presidência da República. Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República. Relatório Executivo Brasil Cigano. I SEMANA NACIONAL DOS POVOS CIGANOS, realizado nos dias 20 a 24 de maio, em Brasília. 2003. Disponível em: http://www.seppir.gov.br/comunidadestradicionais/relatorio-executivo-brasil-cigano-1

LAYARD, R. Happiness and Public Policy.LsE Health and Social Care Discussion Paper Number 14. London: 2005.

PEREIRA, M. P.; BARCELLOS, C. O território no programa de saúde da família. Hygeia, 2(2):47-5, jun 2006

SOUZA, Lídio de; BONOMO, Mariana; LIVRAMENTO, André Mota do; BRASIL, Julia Alves; CANAL, Fabiana Davel. Processos identitários entre ciganos: da exclusão a uma cultura de liberdade. Liberabit, 2009.

TEIXEIRA, Rodrigo Corrêa. História dos ciganos no Brasil. Recife, Núcleo de Estudos Ciganos, 2008, 127p.

VIANA C. Entrevista com Chico Viana. Revista Caros Amigos: Ano XII Número 137 Agosto 2008.

erraTa

O Quadro 1, na página 60, fascículo 3, “Sistema Único de Saúde” é uma reprodução cuja FONTE é: NORONHA, J.C.; LIMA, L.D E MACHADO, C.V., 2012, p. 375.

O Quadro 2, na página 61, fascículo 3, “Sistema Único de Saúde” é uma reprodução cuja FONTE é: SOUZA, L. E. P. F & VIANA, A. L. A. 2014, p. 266, 267.

O Quadro 3, na página 63, fascículo 3, “Sistema Único de Saúde” tem como FONTE: UGÁ, M. A. D; PORTO, S. M.; PIOLA 2012, p. 404.

O Quadro 4, na página 65, fascículo 3, “Sistema Único de Saúde” é de autoria de Moacir Tavares, também autor do fascículo.

O Quadro 5, na página 67, fascículo 3, “Sistema Único de Saúde” é uma reprodução cuja FONTE é: Modifi cado de AQUINO, R.; MEDINA, M.G.; NUNES, C. A.; SOUSA, M. F. 2014 w.fdr.com.br/equidadenosus Realização:

(Parte 5 de 5)

Comentários