resumos rea

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(Parte 1 de 9)

Mesas Redondas

Painéis

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5 MESAS REDONDAS

Esta mesa redonda pretende desenvolver questões relacionadas aos paradigmas natureza e cultura enfatizando o discurso político das comunidades étnicas. Pretende prioritariamente discutir a relação que envolve as diversas concepções de natureza e suas dimensões na produção da cultura com p recorte da etnicidade. O entendimento sobre as questões dos recursos ambientais, notadamente relacionados aos aspectos da natureza orienta o caminho das expectativas das comunidades étnicas com relação ao seu desenvolvimento social e econômico. A “mãe natureza”, a “mãe terra” torna-se o eixo norteador nas principais reivindicações dessas comunidades. As diversas dimensões da terra e a transformação de um território buscam a uma análise mais ampla sobre a relação com a natureza e os processo de identidade étnica nos diversos momentos históricos. Uma análise da relação natureza e cultura entre os índios possibilitam hoje ter uma visão das possibilidades de futuro nas relações interétnicas que se formam a partir de processos de territorialização. Como as dimensões da natureza são construídas no discurso políticos das comunidades étnicas e sua relação com o estado e nos processo de busca de autonomia de políticas locais de desenvolvimento.

As interfaces das intervenções: Renato Athias (Coordenação) Na moderação do debate se procurará direcionar a uma discussão sobre as noções de cultura e Natureza que é parte importante do conflito político onde se situam e são elaboradas as identidades indígenas e negras no Nordeste. Em outras palavras, se trata situar as idéias de Cultura e Natureza nos diversos contextos sociais e como estas relacionam e com os processo identitários.

Vânia Fialho - Universidade de Pernambuco A apresentação será a partir das experiências de elaboração laudos antropológicos em áreas indígenas e quilombolas com a finalidade de regularização fundiárias. Serão apresentados os modelos de produção de cultura e a discussão sobre a idéia de natureza e ambiente entre os índios e negros o nordeste.

Coordenador: Renato Athias (NEPE/UFPE) renato.athias@gmail.com

Participantes: Vânia Fialho - UPE Edmundo Pereira - UFRN Mércia Batista - UFCG

MESA 1

MESAS REDONDAS 8

Mércia Batista - Universidade Federal de Campinas Grande A apresentação desenvolverá as temáticas da Identidade e da diversidade que aparentemente apontam para campos opostos: o que privilegiar o idêntico ou o diverso nos processos de elaboração cultural dos índios. A apresentação terá como pano de fundo os índios Truka de Pernambuco.

Edmundo Pereira - Universidade Federal do Rio Grande do Norte A partir da experiência de campo na Comunidade de Macambira: de “negros da Macambira” à Associação Quilombola, será discutido o processo de etnicização do grupo, em particular tendo como eixo a constituição de uma memória social - de fundação, família e território do - e tomando como situação social a produção de “relatório antropológico”, esta entendida como produção dialógica de conhecimento.

A Proposta visa promover um debate em torno de questões relacionadas às políticas culturais bem como à chamada “economia da cultura” e à “ação cultural” pois, hoje, proliferam diversas atividades às quais o antropólogo é chamado a participar e que se relacionam, muito genericamente, com a “cultura”. Trata-se, porém, de campo ambíguo, derivado do próprio entendimento do termo “cultura” pela sociedade em geral e mesmo pelas instituições “especializadas” no fazer cultural. Instituições estas que se apressam em criar setores e mesmo fundações destinadas ao tema (empresas privadas e estatais) aproveitando-se das leis de incentivo à Cultura tornando-se um espaço à atuação de antropólogo. Neste contexto, o antropólogo tem sido chamado para atuar em áreas nas quais ele não atuava anteriormente e o faz em interlocução com outras áreas do conhecimento num diálogo que nem sempre fácil. Enquanto, permanece longe das situações com as quais estaria mais familiarizado e, nas quais, o antropólogo executaria seu “métier” com pertinência, como na estruturação de políticas culturais. Urge inventariar as situações, discutir a pertinência das ações e pensar os significados destas, refletindo sobre “nós” e os “outros” no processo de inclusão/exclusão social que vivenciamos. Promover um debate em torno de questões relacionadas às políticas culturais bem como à chamada “economia da cultura” e à “ação cultural”, pois, hoje, proliferam diversas atividades às quais o antropólogo é chamado a participar e que se relacionam, muito genericamente, com a “cultura”. Trata-se, porém, de campo ambíguo, derivado do próprio entendimento do termo “cultura” pela sociedade em geral e mesmo pelas instituições “especializadas” no fazer cultural. Instituições estas que se apressam em criar setores e mesmo fundações destinadas ao tema (empresas privadas e estatais) aproveitando-se das leis de incentivo à Cultura tornando-se um espaço à atuação de antropólogo. Neste contexto, o antropólogo tem sido chamado para atuar em áreas nas quais ele não atuava anteriormente e o faz em interlocução com outras áreas do conhecimento num diálogo que nem sempre fácil. Enquanto, permanece longe das situações com as quais estaria mais familiarizado e, nas quais, o antropólogo executaria seu “métier” com pertinência, como na estruturação de políticas culturais. Urge inventariar as situações, discutir a pertinência das ações e pensar os significados destas, refletindo sobre “nós” e os “outros” no processo de inclusão/exclusão social que vivenciamos.

Coordenadora: Maria Eunice Maciel (UFRGS)

Participantes: Antonio Motta (UFPE) Julie Cavignac (UFRN) cavignac@interjato.com.br Jane Felipe Beltrão (UFPA) Convidado Especial: (UFBA)

MESA 2

A mesa tem por objetivo reunir pesquisadores com estudos voltados aos fenômenos da política a partir de um ângulo próprio ao campo da Antropologia para discutir algumas das contribuições trazidas pela Antropologia da Política. A idéia central é estruturar os debates em torno de dois eixos: um deles mais centrado em discussões sobre as redefinições das próprias Ciências Sociais em relação a seus objetos e, em especial, à renovação dos estudos da política proporcionada pela Antropologia e as novas e perspectivas de investigação abertas; e um segundo eixo, mais específico, dedicado às possibilidades de exploração dos recursos conceituais e metodológicos engendrados por essa área temática, a partir da apresentação de estudos empíricos recentes.

Sobre vivos e mortos: estado e teoria antropológica na África do Sul contemporânea Antonádia Monteiro Borges

A recusa de nossos anfitriões aos nossos enquadramentos é sempre um convite à transformação e expansão dos conceitos antropológicos. Na África do Sul contemporânea, a Antropologia da Política aprende com outras teorias que admitem a relação do Estado com vivos e com mortos, com espíritos e com coisas. O desafio teórico de pensarmos um Estado que governa e, por vezes, é também governado pelos mortos afasta-se sobremaneira das teorias que apregoavam ou (i) a inexistência do Estado nesses lugares, ou que (i) interpretavam a atuação política desses grupos como formas transmutadas de outros tipos de socialidade - como parentesco, como magia ou como religião, por exemplo. Essa definição a priori de um Estado laico tornou-nos incapazes de enxergar os espíritos agindo, atuando sobre as pessoas e sobre próprio Estado. Essa lição, que se aplica tanto no Brasil como fora daqui, servirá de ponto de partida para fazer desta comunicação uma reflexão sobre as relações entre trabalho de campo, comparação e produção de conhecimento antropológico a respeito da vida política daqueles que nos recebem em nossas pesquisas.

Coordenador: Ernesto Seidl (UFS) eseidl@terra.com.br

Participantes: Marcos O. Bezerra (UFF/CNPq) Antonádia M. Borges (UnB) Igor G. Grill (UFMA)

MESA 3

MESAS REDONDAS 1

Um olhar antropológico sobre a política e a corrupção. Marcos Otavio Bezerra

As divulgações recentes de investigações sobre irregularidades na administração pública têm alimentado o sentimento de descrédito e desconfiança em relação à política e aos políticos. Tendo esta conjuntura como referência, proponho nesta intervenção retomar a perspectiva que considera o fenômeno da corrupção como porta de entrada para a análise de uma das dimensões efetivas do funcionamento do Estado e da política, isto é, aquela que se distancia das normas e formulações oficiais. A idéia é explorar como este fenômeno pode tornarse terreno fértil de estudo, uma via para se pensar questões como a definição de moralidades públicas, as exigências próprias do exercício do poder e modalidades de interação com o poder público.

Herança e memória na política: parentesco, redes e partidos. Igor Gastal Grill

A exposição apresentará reflexões que resultam de pesquisas empíricas concernentes à seleção e ao recrutamento das elites políticas no Rio Grande do Sul e no Maranhão. Serão analisadas as bases sociais e as estratégias em pauta na ativação do passado como recurso de “luta política”, assim como as invenções de “genealogias” a cargo de “famílias de políticos” e de protagonistas ligados por laços pessoais.

Relações pessoais e carreiras institucionais militares e religiosas. Ernesto Seidl

A comunicação terá por base discussões oriundas de pesquisas dedicadas ao exame do recrutamento e seleção de elites da Igreja e do Exército. O foco central repousará nas condições de realização de carreiras institucionais bem sucedidas e o peso do uso de recursos sociais oriundo de relações pessoais, acumulados e mobilizados de diversos modos, pelo grupo familiar, através de relações de amizade, compadrio, patronagem, clientelismo, entre outros. As modalidades e estratégias de acionamento desses recursos são apreendidas através do exame de trajetórias sociais e profissionais de militares e religiosos consagrados em suas respectivas esferas de atuação.

Essa mesa redonda tem como objetivo refletir sobre questões diretamente associadas à regularização de terras de quilombo. Mais particularmente, a atividade buscará tanto convergir como comparar idéias e posições de antropólogos e agentes institucionais envolvidos com as atuais políticas públicas de territorialização quilombola, ainda que resguardando, ao mesmo tempo, seus diferentes pontos de vista e o alcance específico de suas práticas institucionais e profissionais. Considerando a posição já estabelecida, em termos normativos, do antropólogo nos processos de regularização das terras de quilombo, sua produção especializada baseia-se em critérios de autoridade intelectual, cujo alcance e autonomia estão referidos aos limites de suas atribuições, das expectativas que estão em jogo no processo de situação etnográfica bem como da configuração política que transcorre ao longo de todo processo de regularização. Deve-se considerar a heterogeneidade atual de posições e experiências de pesquisadores (antropólogos docentes de IES, antropólogos vinculados ao INCRA, pesquisadores autônomos, etc) no caso da grande variedade de demandas sociais de regularização das terras de quilombo, incluindo as que vêm sendo realizadas ultimamente em áreas urbanas brasileiras. Do mesmo modo, o tema da (re)construção identitária étnico-racial se impõe através dessas demandas sociais e consiste em um dos nódulos da política de identidades que se manifesta ao longo de todo o processo de regularização fundiária. Além disso, a necessidade de articulação do trabalho do antropólogo em equipes governamentais não impede a existência de tensões, descompassos e impasses entre todos os agentes envolvidos, o que enseja uma maior atenção acadêmica e institucional.

“O INCRA e a política de regularização de territórios quilombolas: desafios e perspectivas” Rui Leandro da Silva Santos (Coordenador Geral de Regularização de Territórios Quilombolas, INCRA; Mestre em Antropologia Social, UFRGS).

Apresentação das linhas gerais da política pública de regularização de terra de quilombo, considerando a atuação da agência governamental e do profissional em Antropologia na execução dessa política.

Coordenador: Carlos Guilherme Octaviano do Valle (UFRN) cgvalle@gmail.com.MESA 4 REGULARIZANDO

MESAS REDONDAS 13

“Dialogando com os Negros de Acauã ou Cunhã Velha: auto-análise de uma experiência como antropólogo” Carlos Guilherme Octaviano do Valle (UFRN; Doutor em Antropologia, Universidade de Londres).

Será apresentada uma reflexão sobre a atuação profissional de um antropólogo no caso de regularização de uma terra de quilombo no Rio Grande do Norte.

Terras de quilombo: identidade étnica e os caminhos do reconhecimento Eliane Cantarino O´Dwyer (UFF; Doutora em Antropologia Social, Museu Nacional/UFRJ).

Discussão do tema da construção da identidade étnica e da etnicidade quilombola em termos dos processos políticos de regularização de suas terras.

Produção de relatórios antropológicos de terra de quilombo: desafios e perspectivas José Augusto Laranjeira Sampaio (UNEB; Doutor em Antropologia; ANAI).

Apresentação de um panorama da produção especializada de antropólogos no caso das terras de quilombo, partindo da experiência do palestrante como coordenador do GT Quilombo da Associação Brasileira de Antropologia.

Através das materializações da cultura pode se compreender como os homens codificam parte de suas relações com o mundo e, assim, externam valores e significados embutidos em processos sociais. Ao longo da história, a evidência de objetos tem sido fundamental para se falar de encontros interculturais ou para se trazer às audiências metropolitanas provas da existência de distintas experiências de vida. Os objetos produzidos historicamente por grupos étnicos estão dinamicamente relacionados com a construção de suas identidades sociais, de modo que uma dimensão política da cultura material está conectada com a etnicidade desses grupos. O estabelecimento de um patrimônio cultural material nativo remete-nos, além disso, a processos (políticos) criativos de objetos que já promoveram a exigência da reformulação de pressupostos acerca da concepção das exposições etnográficas - as quais devem agora ter a precaução de contextualizar a produção dos objetos, notando que os mesmos procedem de coletividades que experimentam trocas culturais com outras sociedades e que são produzidos situacionalmente para diversos fins, inclusive para comercialização. A produção, mediação, negociação e apresentação desses objetos devem ser pensadas em seus vários aspectos sociais constituintes. Além disso, o papel dos museus para a legitimidade dessas etnicidades pode ser importante e, portanto, não só um exame da rede de atores sociais envolvidos na produção, circulação, recepção e apresentação dos objetos étnicos é fundamental para apreciação antropológica, como também a questão da política cultural que dá visibilidade aos atores culturais - quer pensados em termos étnicos ou através da produção dos artistas individuais. As estratégias das exposições são ainda importantes para reflexões em torno tanto da natureza e da dinâmica do pluralismo étnico, quanto dos fluxos e misturas culturais dentro de grupos étnicos e da relação entre a arte (ou cultura material) e a etnicidade desses grupos.

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