Monografia pos 2017

Monografia pos 2017

FACULDADE CORPORATIVA CESPI - FACESPI

PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU

DOCÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR COM ÊNFASE EM POLÍTICAS EDUCACIONAIS

A IMPORTÂNCIA DA ORATÓRIA NA DOCÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR

EDUARDO DOS SANTOS

ESTÂNCIA TURÍSTICA DE PIRAJU

2017

EDUARDO DOS SANTOS

A IMPORTÂNCIA DA ORATÓRIA NA DOCÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR

Monografia apresentada à Faculdade Corporativa CESPI - FACESPI, como requisito parcial para a obtenção do título de Especialista em Docência no Ensino Superior.

Orientador Professora: Sandra de Fátima Almeida Ferrari

ESTÂNCIA TURÍSTICA DE PIRAJU

2017

A IMPORTÂNCIA DA ORATÓRIA NA DOCÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR

EDUARDO DOS SANTOS

Aprovada em ____/____/_____.

BANCA EXAMINADORA

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ORIENTADOR: ........................................................................

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PROFESSOR: ...........................................................................

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PROFESSOR: ...........................................................................

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO...........................................................................................................09

CAPÍTULO I ..............................................................................................................00

1 UMA BREVE HISTÓRIA SOBRE A ORATÓRIA…………... .................................00

1.1 OS GREGOS………................................................................................................00

1.2 OS ROMANOS………………………………………………………………………...00

1.3 A ORATÓRIA NOS DIAS ATUAIS…………………………………………………....00

CAPÍTULO II ..............................................................................................................00

2 DEFICIÊNCIAS NO PROCESSO DA COMUNICAÇÃO ORAL………..................00

2.1 AS FERRAMENTAS TECNOLÓGICAS……………………………………….00

2.2 A INSEGURANÇA NA TRANSMISSÃO DE CONTEÚDO………………….00

2.3 UTILIZAÇÃO DE LINGUAGEM INADEQUADA……………………………...00

CAPÍTULO III .............................................................................................................00

3 ESTILOS DE APRENDIZAGEM………………………………………….................00

3.1 ALUNO VISUAL………………………………….......................................................00

3.2 ALUNO AUDITIVO……………………………………………………………………. 00

3.2 ALUNO CINESTÉSICO………………………………………………………………..00

CAPÍTULO IV……………………………………………………………………………………....00

4 IMPLEMENTANDO O CONHECIMENTO DA ORATÓRIA NA PRÁTICA DOCENTE.…...00

4.1 RECURSOS TECNOLÓGICOS……………………………………………………….00

4.2 PREPARE-SE PARA ENSINAR……………………………………………………...00

4.3 A PALAVRA CERTA AO OUVINTE CERTO………………………………………...00

CONSIDERAÇOES FINAIS.......................................................................................00

BIBLIOGRAFIA...........................................................................................................00

INTRODUÇÃO

O presente trabalho tem por finalidade destacar a influência do educador na formação profissional dos alunos tanto dentro quanto fora de sala de aula, apresentando um breve histórico da educação brasileira e suas ascensões desde a antiguidade até o mundo atual, tendo como base esses dados, de maneira que faça o educador atual a pensar sobre suas ações para colaborar com o desenvolvimento de uma educação com qualidade. Foi utilizado a pesquisa bibliográfica para fazer uma reflexão sobre o perfil ideal do educador moderno. Assim pode-se afirmar que o futuro educador deverá ter mais comprometimento com sua profissão, a fim de que se torne um profissional capaz de liderar uma sala de aula sempre respeitando as individualidades dos alunos, criando um ambiente mais agradável para o ensino-aprendizagem.

O primeiro capítulo aborda como a Oratória se desenvolveu entre os Gregos, Romanos e quem foram seus expoentes no decorrer da História.

O segundo capítulo aborda alguns problemas que podem ser identificados na transmissão dos conhecimentos em sala de aula.

O terceiro capítulo apresenta os modelos de aprendizagem comumente aceitos na abordagem do Ensino.

O quarto capítulo aborda caminhos para uma implementação prática das técnicas de Oratória na forma de dicas de uso imediato.

Considerações finais que trazem algumas reflexões a respeito do conteúdo analisado com singelas manifestações.

CAPÍTULO I

1- UMA BREVE HISTÓRIA SOBRE A ORATÓRIA

Antes de identificar os benefícios que o estudo e prática da Oratória traz aos professores nos cursos superiores necessário se faz um breve estudo histórico.

É impossível precisar quando e como nasceu a Oratória. Polito (1999), em seu livro Como falar corretamente e sem inibições foi o autor que melhor compilou a trajetória histórica dessa magnífica arte. Vejamos:

A arte oratória, fundamentada em princípios disciplinados de conduta, teve origem na Sicília, no século V a.C., através do siracusano Corax e seu discípulo Tísias. Existe uma anedota sobre o aprendizado de Tísias. Quando Corax lhe cobrou as aulas ministradas, Tísias recusou - se a pagar, alegando que, se fora bem instruído pelo mestre, estava apto a convencê-lo de não cobrar, e, se este não ficasse convencido, era porque o discípulo ainda não estava devidamente preparado, fato que o desobrigava de qualquer pagamento.

Eles publicaram um tratado, ou technê, que não chegou aos nossos dias, mas sobre o qual vários autores se referiram. O próprio Aristóteles atribuiu-lhes o mérito de iniciar a retórica.

OS GREGOS

Foi em Atenas, entretanto, que a arte oratória encontrou campo fértil para o seu desenvolvimento. Os sofistas foram os primeiros a dominar com facilidade a palavra; entre os objetivos que possuíam visando a uma completa formação, três eram procurados com maior intensidade: adestrarem-se para julgar, falar e agir. Os sofistas desenvolviam seu aprendizado na arte de falar, praticando leituras em público, fazendo comentários sobre os poetas, treinando improvisações e promovendo debates.

Górgias, importante retor grego, transmitiu seus conhecimentos a muitos oradores, e um de seus discípulos, Isócrates, que viveu de 436 a 338 a.C., implantou a disciplina da retórica no currículo escolar dos estudantes atenienses. Isócrates ampliou o campo de estudo da oratória, não se limitando apenas à retórica, pois associou a ela boa parte da filosofia socrática, assimilada na época em que foi discípulo de Sócrates.

Com todo esse mérito que a História lhe creditou, Isócrates apresenta uma interessante singularidade: nunca proferiu um só discurso, apenas estudou sua técnica e os escreveu. Isto porque sua voz era deficiente para a oratória e alimentava pavor incontrolado pela tribuna.

Nesta mesma época, século IV a.C., encontramos outro estudioso da retórica, Anaxímenes de Lãmpsaco, que apresentou grandes contribuições para a compreensão desta arte, principalmente quanto a sua divisão. Suas observações levaram-no a classificar a retórica em três gêneros: deliberativo, demonstrativo e judiciário. Esta classificação foi aproveitada e estruturada objetivamente por Aristóteles.

Aristóteles, discípulo de Platão, dele recebeu ensinamentos por largo período, cerca de vinte anos. Platão guardava grande admiração pelo discípulo, tanto que, quando este não compareceu a uma das reuniões que se faziam na Academia, o mestre afirmou: "A inteligência está ausente".

A retórica de Aristóteles é uma obra do verossímil, aplicando não aquilo que é, mas aquilo que o público supõe possível.

Segundo seu pensamento, a retórica é a faculdade de ver teoricamente o que, em cada caso, pode ser capaz de gerar a persuasão. Também Aristóteles não foi orador, dedicando-se apenas ao estudo e ao ensino da oratória, sem proferir discursos.

Outro grego que não possuía o dom da palavra foi Demóstenes, mas ele não se conformou com as barreiras impostas pela natureza e à custa de muita dedicação eliminou suas deficiências e se transformou no maior orador que a Grécia conheceu.

Assim tivemos em Demóstenes um aplicador das regras estabelecidas para a arte de falar, iniciada pela praticidade de Corax, ampliada pela engenhosidade artística de Isócrates, e aprimorada pela inteligência de Aristóteles, que soube associar a prática do primeiro com a elevação do pensamento deste último, transformando as duas disciplinas, oratória e retórica, em uma arte admirável.

OS ROMANOS

Os romanos sofreram extraordinária influência cultural dos gregos no século II a.C., inclusive na arte oratória. Houve resistência em diferentes períodos a que isto ocorresse, chegando ao ponto de um censor, Crasso, decretar o fechamento de todas as escolas que ensinavam a arte de falar. Essa atitude drástica não arrefeceu o interesse daquele povo, que passara a gostar muito do estudo e da prática da oratória; assim que Crasso partiu, as escolas foram reabertas e freqüentadas com entusiasmo.

Cícero foi o maior orador romano. Nascido no ano 106 a.C., preparou-se desde muito cedo para a arte da palavra. Com apenas dez anos de idade, seu pai o deixou aos cuidados de dois mestres da arte oratória. Aos quatorze anos iniciou seu aprendizado retórico na escola do retor Plócio e já aos dezesseis anos abraçou a prática da arte de falar, observando os grandes oradores da sua época, que se defrontavam nas assembléias do fórum. Sua produção literária sobre a oratória foi abundante, destacando-se: De Oratore, obra em três livros em forma de diálogo, onde define o orador e faz uma revisão da retórica tradicional; Orator, páginas destinadas a determinar uma espécie de perfil do orador ideal; Brutus, um diálogo sobre a história da arte oratória e dos oradores de Roma; Oratoriae Partitiones, uma obra didática que cuida da divisão sistemática e da classificação da retórica e aborda a invenção, que é a ação de achar argumentos e razões para convencer e persuadir; Tópicos, escrito sem consultas, de memória, no prazo de oito dias, durante uma viagem que fez à Grécia. Trata-se de uma compilação dos Tópicos de Aristóteles.

Depois de Cícero, merece atenção especial na história da Arte Oratória romana Quintiliano. Nascido na metade do primeiro século da nossa era, na Espanha, foi para Roma logo nos primeiros anos de vida para estudar oratória. Seu pai e seu avô foram retores e o pai lhe ministrou as primeiras aulas de retórica.

Quintiliano teve o grande mérito de reunir em sua obra, Instituições Oratórias, todo o conhecimento desenvolvido pelos autores que viveram até sua época. Composta de doze livros, esta grande fonte da oratória desenvolve a educação do orador desde a sua infância, dentro de um programa detalhado para a formação pedagógica. O livro I trata da educação inicial a cargo do gramático e, em seguida, do retor. O livro II cuida da definição da retórica e expõe sua utilidade. Os livros de III a VII abordam os itens da invenção ou descoberta, e da disposição ou composição. Os livros de VIII a X, da elocução ou enunciação. O livro XI trata da realização do discurso e focaliza os elementos referentes à memória. Finalmente o livro XII orienta o orador na aquisição de cultura geral e apresenta as qualidades morais exigidas daquele que se propõe a falar.

A ORATÓRIA NOS DIAS ATUAIS

O estudo da oratória nos dias de hoje não foi extinto. O que houve, na verdade, foi uma grande transformação nas exigências dos ouvintes e conseqüentemente na orientação do ensino da arte de falar. O auditório de hoje solicita uma fala mais natural e objetiva, sem os adornos de linguagem e a rigidez da técnica empregada até o princípio do século. O uso da palavra falada deixou de ser um privilégio dos religiosos, políticos e advogados, e alastrou-se para todos os setores de atividades. Os professores, empresários, executivos, técnicos, profissionais liberais necessitam cada vez mais da boa comunicação. Todos precisam falar bem para enfrentar as mais diferentes situações: ministrando aulas, apresentar seminários, dirigir ou participar de reuniões, dar entrevistas para emissoras de rádio e televisão, fazer palestras, fazer e agradecer homenagens, desenvolver contatos sociais, representar o clube ou entidade a que pertence, nos mais diversos acontecimentos.

Carneiro (2012) ressalta que nenhum elemento contribui tanto para o êxito social ou profissional quanto à capacidade de bem expressar idéias, dando razão a William Gladstone, renomado estadista, para quem “saber falar e saber vencer na vida” eram uma e a mesma coisa”.

De acordo com Furini (2006), as pessoas que sabem falar bem em público têm mais chances de conquistar sucesso social e profissional. Para ela a oratória é uma arte sempre atual, cujo conhecimento é imprescindível. Sendo assim, torna-se importante que os estudantes tomem consciência da importância de conhecerem as técnicas da arte de bem falar, não somente através do estudo de teorias, mas principalmente pela prática de oratória. Os aspectos teóricos aliados às práticas constituem a melhor forma de desenvolver a oralidade em sala de aula.

Para todos os profissionais da educação, sobretudo os que atuam diretamente em sala de aula, a oratória pode ser facilitadora das relações, seja com os alunos ou com os próprios colegas de trabalho. Quando o professor sabe utilizar a arte de bem falar, de cativar e atrair a atenção dos educandos, tem mais facilidade para atrair o interesse e possibilitar a interação com os alunos, principalmente se demonstrar claramente a importância do conteúdo, fornecendo exemplos práticos e falar com emoção.

CAPÍTULO II

2 - DEFICIÊNCIAS NO PROCESSO DA COMUNICAÇÃO ORAL

Em pesquisas sobre o assunto, encontramos uma excelente observação feita pela professora Maria Tereza Grosso:

A oralidade deveria ser encarada como princípio básico para que o professor exercesse o seu ofício, uma vez que a comunicação verbal é um dos mais importantes veículos transmissores de conhecimento. No entanto, a realidade é outra; de acordo com a grade curricular, não há preocupação em formar a Oralidade do professor, visto que o tema é tratado superficialmente e com pouca relevância nos cursos de Pedagogia. Cria-se uma controvérsia, pois o futuro professor aprende a trabalhar a oralidade do aluno, mas a sua própria, é ignorada.(Grosso, 2010)

Neste contexto do professor como orador, que se utiliza da palavra como ferramenta principal para a transmissão do conhecimento acadêmico, observaremos deficiências na prática da Comunicação oral dos Docentes.

2.1 - AS FERRAMENTAS TECNOLÓGICAS

O ser humano possui a capacidade de criar, buscar conhecimentos e produzir novas tecnologias desde os primórdios na nossa História. Muitas destas tecnologias revolucionárias e transformadoras estão inseridas na vida cotidiana de tal forma, que se tornaram indispensáveis. Tal criatividade inventiva tem como incentivadora, a interação do homem com o seu meio, ou seja, a sua comunicação com o mundo em que vive. O uso da tecnologia facilita, amplia e transforma a realidade. A tecnologia no campo educacional, por exemplo, potencializa a transmissão do conhecimento, com a simples substituição do quadro de giz pelo computador conectado à internet, aliado aos projetores multimídia, lousas digitais, etc. No entanto, em meio a tantos avanços tecnológicos e facilitadores do processo de comunicação, às mãos do professor, ainda há, com raras exceções, aqueles que não conseguem dominar a própria habilidade comunicativa em sala de aula. Assim, observa-se uma incongruência entre a quantidade de informação passiva exposta pelas mídias tecnológicas e o conhecimento que o professor realmente transmite oralmente para os seus alunos.

2.2 - A INSEGURANÇA NA TRANSMISSÃO DO CONTEÚDO

“ O moral do aluno é mais elevado quando entende o que lhe é explicado; não entendendo, começa a desanimar; e, desanimado, sua mente deixará de concentrar”. (APOLINÁRIO ,s.d. )

Quando o professor se perde na sua fala, com constantes interrupções da linha de raciocínio durante a exposição do conteúdo, ou, quando interrompido por questionamentos, se houver insegurança sobre o domínio do assunto, dificilmente conseguirá retomar a sequência de idéias, prejudicando a recepção da mensagem, pelos alunos, interrompendo-lhes a linha de raciocínio e a concentração na aula.

Ao perder a linha de raciocínio durante a exposição, o professor demonstrará fraqueza de preparo quanto à forma de transmitir a mensagem, ainda que domine o assunto a ser abordado. Infelizmente tal procedimento desencadeará uma série de conseqüências negativas. Os alunos perceberão a insegurança do professor, ou através do rubor facial, ou pelo nervosismo aparente na gesticulação e constantes interrupções na fala, o famoso ¨branco¨, características que desvalorizam o trabalho docente. Neste momento crucial, a concentração dos alunos será dispersa e as conversas paralelas tomarão conta da aula. Dificilmente, sem o preparo adequado, o professor poderá conter a dispersão e retomar a exposição do conteúdo, satisfatoriamente. Uma turma inteira poderia ser conduzida ao aprendizado de forma eficiente e dinâmica se o professor soubesse transmitir com confiança e habilidade a matéria se fazendo entender.

2.3 - UTILIZAÇÃO DE LINGUAGEM INADEQUADA

A utilização de um vocabulário sofisticado, técnico ou específico pode ser incapaz de trazer ao aluno o conhecimento que se almeja transmitir. Tampouco um vocabulário predominantemente pobre, com gírias, expressões chulas ou de cunho preconceituoso com qualquer classe ou tipo de pessoas é incompatível com as cadeiras de nossos cursos de formação de futuros bacharéis e técnicos de nosso país.

O vocabulário rico ou técnico é útil para compreendermos o que as pessoas escrevem e quando necessitamos de uma melhor redação ou explanamos um assunto para um público mais específico e de mesmo nível. Porém nossos discentes possuem faixa etárias diferentes, culturas e saberes os mais variados, assim, como é que podem ficar concentradas na mensagem se tiverem de que se preocupar com o significado de cada palavra?

Vocabulário pobre, aquele do dia a dia é demais simplório. Compõe-se de um reduzido número de palavras e não permite o encadeamento eficiente do pensamento. Por falta de uma orientação adequada, mestres altamente capacitados, por não desenvolverem seu vocabulário de forma eficaz não recebem a decodificação correta de sua mensagem por apresentar-se como um indivíduos sem as habilidades corretas ou tidas como incultos.

Portanto, a utilização de um vocabulário equilibrado, que possui clareza das idéias e objetividade será melhor aceito tornando o professor admirado e aceito como ideal.

CAPÍTULO III

1- ESTILOS DE APRENDIZAGEM

“Não é o que dizemos, mas como dizemos, que faz a diferença. (SEYMOUR, John, O’CONNOR, Joseph)

A Neurolingüística é a parte da psicologia que estuda as formas de comunicação, ensinando que os indivíduos não possuem a mesma percepção do que ouvem ou vêem, influenciados por elementos diferenciais diversos como idade, sexo, nível sociocultural, formação acadêmica, e de acordo com suas crenças e valores. Existem estudos que preconizam a existência de várias modalidades de aprendizagem diferentes e são chamados de Sistemas Representacionais (SEYMOUR, John, O’CONNOR, Joseph, 1995), que chamaremos de estilos de aprendizagem para um melhor entendimento.

Em Educação é consenso o reconhecimento de três estilos de aprendizagem distintos. São eles os estudantes visuais, os auditivos e os cinestésicos. Isso pode soar como rótulos extravagantes, mas são apenas maneiras diferentes de aprendizagem.

A maioria das pessoas trabalha melhor com um estilo de aprendizagem, mas poderá descobrir que pode se destacar em outras áreas. Isso faz com que seja importante abordar todos os estilos de aprendizagem com todos os estudantes, focando mais no estilo no qual eles se adaptam melhor. É também importante lembrar que seu filho pode não compartilhar o mesmo estilo de aprendizagem dominante que você.

3.1 - Aluno visual

Alunos visuais aprendem através da visão. Aprendem através de leitura de texto, imagens, gráficos, diagramas, etc. Lembre-se que eles memorizam usando pistas visuais, portanto podem preferir escrever algo mesmo em tarefas orais. Alunos visuais tendem a recordar melhor as informações se eles as lêem silenciosamente para si mesmos antes de lerem em voz alta ou discutirem. Pode ser benéfico fornecer ao aluno visual um resumo geral do material que será abrangido numa discussão ou leitura. Usar mapas conceituais também ajuda a criar conexões sobre o material.

3.2 - Aluno auditivo

São os alunos que irão se beneficiar lendo um texto em voz alta, ouvindo uma história gravada em áudio, ou participando de uma discussão. Para o seu aluno auditivo você deve considerar usar histórias online com áudio gravado, audiobooks, ou fazer um revezamento nas leituras em voz alta. O aluno auditivo também se beneficia repetindo as instruções recebidas, realizando avaliações orais, e usando associação de palavras para relembrar um conteúdo.

3.3 - Aluno cinestésico

Alunos cinestésicos aprendem melhor através de uma abordagem “mão na massa”. Eles aprendem movendo, tocando e fazendo. Alunos cinestésicos precisam trabalhar em curtos períodos de tempo e fazer pausas frequentes enquanto estiverem estudando. Eles tendem a precisar de espaço para ler ou escrever, como deitar no chão ou na cama, ao invés de se sentar em uma mesa. Alunos cinestésicos tendem a preferir livros que trazem orientações de ações/tarefas.

Saber que existem esses diferentes tipos de aprendizagem é fundamental para implementar pequenas melhorias em nossas técnicas de comunicação oral onde conseguiremos atingir um nível de excelência no ensino que resultará em aulas mais eficazes e dinâmicas.

CAPÍTULO IV

1- IMPLEMENTANDO O CONHECIMENTO DA ORATÓRIA NA PRÁTICA DOCENTE

1.1 RECURSOS TECNOLÓGICOS

A Tecnologia nos fornece excelentes ferramentas para a transmissão do conhecimento. Recursos de multimídias como retroprojetores e lousas digitais são, sem dúvida alguma, instrumentos para uma aula fantástica desde que não seja esquecido pelo professor o seu papel fundamental na sedimentação do conhecimento, visto que se transmitirmos a mensagem verbalmente e com o auxílio de recursos tecnológicos, o auditório se lembrará em torno de 65% do que lhes foi comunicado.(POLITO, 1999).

Ao preparar uma apresentação tome as precauções:

  1. utilize letras com tamanho ideal para ser visto por todos;

  2. coloque somente a essência da mensagem traduzida em poucas palavras ou expressões;

  3. use cores, sem exagero;

  4. mantenha contato visual com seus alunos;

  5. não deixe que os recursos visuais sejam tão espetaculares que acabam por desviar o interesse dos alunos da sua explanação.

  6. Por mais interessante que seja o assunto, não há cristão que aguente a mesma ladainha o tempo todo, verdadeiro sonífero produzido especialmente para adormecer os alunos. Sempre que lecionar, em qualquer circunstância, procure impor ritmo à sua exposição e tornar a sua fala mais “ colorida ” e atraente.

1.2- PREPARE-SE PARA ENSINAR

Você conseguirá tudo o que deseja se a sua comunicação tiver credibilidade. Para que esse objetivo seja atingido, além de falar com naturalidade e envolvimento, você também precisará demonstrar conhecimento sobre o assunto que estiver tratando. • Ao se preparar para uma apresentação, tenha em mente que deverá saber muito mais do que ir á falar. Conhecimento e autoridade sobre o assunto: a sua credibilidade como orador está intimamente relacionada ao conhecimento que você demonstra ter sobre o assunto e pela forma como se expressa. Empenhe-se para ter muito mais informações do que aquelas que você necessitará em sua exposição.

Não confie na sua memória, embora o seu valor seja inestimável, não se pode confiar totalmente no seu auxílio. Faça um roteiro como apoio para haja uma fluidez no assunto exposto, sem divagações oportunistas que são naturais na fala apoiada somente na memória. Leia, estude, pesquise, se possível - entreviste outras pessoas mais experientes que já tratam do tema de sua exposição. Prepare-se com antecedência e durante o maior tempo possível sobre a matéria que irá ensinar aos seus alunos. Prepare-se da melhor maneira que puder para fazer a apresentação. Ensaie todos os detalhes, teste os equipamentos que pretende utilizar, enfim, não deixe nada ao acaso.

Aplicando a preparação adequada é possível se evitar o nervosismo, falta de pensamento lógico e o famoso “branco” durante a exposição da matéria. Confiando na preparação adequada obterá sucesso na sua exposição em qualquer audiência a que se submeter.

1-3 - A PALAVRA CERTA AO OUVINTE CERTO

A utilização uma linguagem adequada está diretamente ligada ao que nosso ouvinte pode apreender do que se está falando, dependendo diretamente da faixa etária, sexo, posição sócio-econômica. No capítulo III fizemos uma abordagem sobre a forma como os alunos “aprendem”, de acordo com sua representações ou estilos de aprendizado: visual, auditivo e cinestésico, e será dado uma ênfase nesta abordagem que trará resultados na em qualidade e excelência na prática docente.

Todos ser humano possui as 3 representações em seu modo de decodificar a mensagem ouvida, porém, uma é sempre “dominante”, e a Oratória nos ajuda a atingir uma gama de ouvintes muito maior ao nos indicar como utilizarmos as palavras direcionadas aos nossos ouvintes. Devemos procurar desenvolver em nós, todos estes canais para nos comunicar cada vez melhor com os nossos alunos.

Visual: o aluno que possui este canal mais desenvolvido utiliza palavras como: a luz de, a olho nú, ângulo, aparência, aspecto, brilho, claro, delinear, imagem, ponto de vista, revelar, obscuro, perspectiva, cor, deu um branco, foco, horizonte, ilusão entre outras palavras. São pessoas que dão muita importância para ás cores, ao visual em geral e tudo o que vê é de extrema importância.

Auditivo: o aluno que possui este canal mais desenvolvido utiliza vocabulários como: Explicar, reclamar, discutir, afirmar, gritar, opinar, queixa, rumores. São pessoas que escolhem bem as palavras ao falar e dão muita atenção ao que é falado, às vezes não olha para a pessoa ao se comunicar mas está extremamente atenta ás palavras ditas.

Cinestésica: o aluno que possui este canal mais desenvolvido expressa palavras como: cansaço, choque, concreto, controle, emocional, esforço, fácil, frio, quente, gostoso, mexer, odor, pressão, sensação, sólido, suportável entre outras. São pessoas que gostam de pegar e mexer com objetos. Se vestem para ficar confortáveis. Gostam de abraços, toques, o tato é um canal muito forte de comunicação.

Quando focamos nosso planejamento de aula com o pensamento direcionado para essas variadas modalidades de apreensão do conhecimento, conseguimos uma abrangência muito maior em nossos discentes de conteúdo assimilado, de forma natural e sem dificuldades.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Através de uma pesquisa realizada para conclusão do curso de Pós Graduação em Docência do Ensino Superior, foi analisado alguns parâmetros da oratória na prática docente no quesito de qualidade na essência da mesma.

Iniciando a pesquisa foi feita uma análise dos primórdios da oratória na História para mostrar um pouco da evolução da Arte e de como os seus conceitos se aperfeiçoaram no decorrer do tempo.

Em um segundo momento também foi feito uma reflexão sobre alguns problemas enfrentados pelos mestres na forma de transmissão dos conhecimentos em sala, que resultam em ruídos entre professores/alunos .

Foi destacado a importância da oratória e do conhecimento dos estilos de aprendizagem que torna abrangente a assimilação de conteúdo por parte do discente, pois quando o educador tem conhecimento teórico / prático de sua disciplina que irá ministrar e uma boa oratória para transmitir o conhecimento necessário a seus alunos, torna-se mais fácil dos alunos compreenderem os assuntos abordados.

Já finalizando, não poderia deixar de comentar a respeito da Oratória, que é um dos veículos responsáveis pela condução da prática e da relação pedagógica entre aluno e professor e, no entanto, é tratada sem a devida relevância nas grades curriculares dos cursos de formação do professor, como demonstrou este trabalho, através de pesquisas e observações realizadas. O objetivo foi estabelecer um parâmetro acerca de como o professor se comporta em sala de aula e como o futuro mestre é preparado para se comportar.

Existe uma deficiência na formação docente, quanto à Oralidade, seus elementos e práticas. O resultado de tais pesquisas foi demonstrado e pode-se concluir que a falta do estudo da comunicação, para o professor, poderá ser decisivo para a obtenção do aprendizado, respeito, disciplina, colaboração, motivação, interesse entre os alunos, e principalmente na construção da relação pedagógica. Além do que, o conteúdo será exposto de forma mais adequada e de fácil assimilação. Ao pensar que os métodos e estratégias servem à educação e que a transmissão de conhecimento e a comunicação docente são os principais alicerces do trabalho pedagógico, torna-se coerente preparar o futuro mestre para exercer todo o seu potencial comunicativo e que o ensino de Oratória seja incluído na grade curricular dos cursos de formação do professor.

Todas as técnicas aqui relatadas são para dar mais segurança ao professor durante a aula, jamais será para aprisioná-lo, ou seja, tudo deverá fluir de forma natural, sem artificialismos e muito menos com neurose. Certamente cada professor possui as suas características e manias, é importante ressaltar que não existe uma única maneira de ensinar um conteúdo. Sendo assim, cada um que deseje a busca da excelência no exercício da docência deverá conciliar o seu jeito de ser com as técnicas de oratória.

Portanto, fica evidenciado neste singelo trabalho um forte instrumento que é o recurso da oratória na qual o professor deve trabalhar para ter êxito no objetivo da sua função. Professores que utilizam destas técnicas, que estudam sobre o tema, com certeza estão no caminho certo para a busca da excelência.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

APOLINÁRIO, Maurício. (s.d.) A arte da Comunicação em sala de aula. Disponível em http://www.artigos.com/artigos/1070-a-arte-da-comunicacao-na-sala-de-aula - Acesso em 01 de fevereiro de 2017.

CARNEIRO, M. S. C. Reflexões sobre a avaliação da aprendizagem de alunos da modalidade educação especial na educação básica. Revista Educação Especial. V.25. n.44, p.449-464, set./dez. 2012.

Disponível em: <http://cascavel.ufsm.br/revistas.> Acesso em 12 mar 2017

FURINI, A B. Processo de inclusão na escola regular: panorama de percepções. Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Centro de Educação, Cadernos, Santa Maria, n. 28, 2006.

Disponível em: <coralx.ufsm.br/revce/ceesp>. Acesso em: 02-março-2017.

GROSSO, Maria Tereza, A importância da inclusão do ensino da oratória na grade de formação do professor. Disponível em http://www.artigos.com/artigos-academicos/8052-a-importancia-da-inclusao-do-ensino-da-oratoria-na-grade-de-formacao-do-professor - Acesso em 02/02/2017.

O’CONNOR, Joseph, SEYMOUR, John, Introduzindo a programação neurolinguística: como entender e influenciar pessoas. - São Paulo: Summus, 1995.

POLITO, Reinaldo. Como falar corretamente e sem inibições 83 ed. -. São Paulo: Saraiva, 1999.

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