O papel do líder na administração de conflitos

O papel do líder na administração de conflitos

(Parte 1 de 2)

ASSOCIAÇÃO RONDONIENSE DE ENSINO SUPERIOR

FACULDADE DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS E DE TECNOLOGIA FATEC

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

MARIA DO SOCORRO VASCONCELOS PRIHL

PRISCILA RAMOS DE SOUZA ALMEIDA RAMOS

O PAPEL DO LÍDER NA ADMINISTRAÇÃO DE CONFLITOS

PORTO VELHO

2017

MARIA DO SOCORRO VASCONCELOS PRIHL

PRISCILA RAMOS DE SOUZA ALMEIDA RAMOS

O PAPEL DO LÍDER NA ADMINISTRAÇÃO DE CONFLITOS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito para a obtenção do Título de Bacharel em Administração da Faculdade de Ciências Administrativas e de Tecnologia de Rondônia – FATEC/RO.

Orientadora: Luciane Maria Argenta de Mattes Paula, M.e.

PORTO VELHO

2017

MARIA DO SOCORRO VASCONCELOS PRIHL

PRISCILA RAMOS DE SOUZA ALMEIDA RAMOS

O PAPEL DO GESTOR NA ADMINISTRAÇÃO DE CONFLITOS

Este trabalho de conclusão de Curso foi julgado adequado para obtenção do título de Bacharel em Administração de Empresas, e aprovado pelo programa da FATEC-RO – Faculdade de Ciências Administrativas e de Tecnologia.

Porto Velho, 15 de Fevereiro de 2017.

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Profª. Fernanda Wascheck de Faria

Diretora Pedagógica da FATEC

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Profª. Luciane Maria Argenta Mattes de Paula, M.e

Titular da Disciplina de TCC

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Profª. Luciane Maria Argenta Mattes de Paula, M.e

Orientadora

O PAPEL DO LÍDER NA ADMINISTRAÇÃO DE CONFLITOS

Maria do Socorro Vasconcelos Prihl1

Priscila Ramos de Souza Almeida2

Luciane Maria Argenta de Mattes Paula, M.e3

RESUMO

Ao longo dos anos o papel do líder dentro das organizações foi tornando-se imprescindível para a administração da empresa, tanto na administração da empresa em si (espaço físico), quanto na administração do pessoal. Assim como existe vários perfis de líderes, existem também diversos perfis de liderados, o que contribui para que ocorram situações desagradáveis de conflitos. Com base nestes conhecimentos o presente trabalho busca verificar a importância que o líder possui dentro das organizações em situações de conflitos, bem como verificar se o gestor com o perfil de líder é mais eficiente na resolução de problemas. Quanto à metodologia foi desenvolvida com uma abordagem qualitativa tendo por objetivo desenvolvimento de uma pesquisa descritiva, utilizando a pesquisa de campo. Com base nos resultados da pesquisa percebemos que, o gestor com perfil de líder possui mais sucesso nas resoluções de conflitos, impedindo que o problema cresça e prejudique a empresa de modo geral. Dessa forma podemos dizer que o gestor com perfil de líder, além de identificar, gerenciar, solucionar e transformar o conflito em um conflito construtivo ele possui a habilidade de impedir que outro conflito gerado pelo mesmo motivo aconteça novamente.

PALAVRAS-CHAVES: Líder. Conflitos. Organização. Colaboradores.

1 INTRODUÇÃO

Liderar é um processo de suma-importância em qualquer organização, seja ela com ou sem fins lucrativos, seja uma agência do governo, uma escola ou uma corporação privada, todas precisam de um bom líder para conduzi-las, por essa razão tem sido pesquisado há décadas sobre a importância de liderar.

O líder tem uma responsabilidade diferenciada na gestão de conflitos, ele deve ser capaz de identificá-los e com base nisso determinar até que ponto ele seria positivo ou negativo e ainda saber como será o processo de gestão desse conflito, não deixando a situação sair do controle.

A habilidade para gerenciar conflitos, sem dúvida, é uma das mais importantes que um profissional precisa possuir. A gestão de conflitos é tão importante, quanto à tomada de decisão, liderança ou habilidade de comunicação. Assim, pode-se afirmar que um dos diferenciais para o sucesso gerencial, está na capacidade de se gerenciar os conflitos. Uma habilidade que pode ser desenvolvida.

Dentro deste contexto o grande desafio das corporações públicas ou privadas é buscar compreender a relevância do papel do líder nas organizações na busca da motivação dos colaboradores e na mitigação dos conflitos.

O presente trabalho busca analisar o papel do líder na administração de conflitos. Para tanto foi levantado a seguinte a problemática: como um gestor com perfil de líder atua na resolução de conflitos?

Para responder à problemática levantada, o presente trabalho tem como objetivo analisar os vários aspetos que envolvem o processo de liderança na atuação do gestor capaz de resolver conflitos de forma a minimizar os problemas, melhorando os resultados da organização.

Este trabalho busca primeiramente apresentar os conceitos de liderança, os estilos de lideranças, quais sejam: autocrática, democrática e liberal, abordando também os tipos de conflitos, dentre eles: conflitos interpessoais, organizacionais; os níveis de conflitos e por fim abordaremos o clima organizacional. Dessa forma buscou-se identificar se o gestor tem o perfil de líder e como ele gerencia os conflitos.

2 REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 Liderança

O termo liderança possui vários conceitos definidos por autores diferentes, segundo Fenton (1999, pg. 153):

Os líderes são pessoas observadoras e sensíveis. Conhece sua equipe e desenvolve a confiança mutua dentro dela. Estabelece objetivos claros e encoraja um senso de segurança ao definir território para ação individual. Delegam real autoridade, não interferem e elogiam mais do que criticam. São mais humildes do que sérios, mais tímidos do que arrogantes. Encorajam a iniciativa a asseguram que o sucesso será reconhecido e recompensado.

Conforme Pichler, Padilha, & Rocha (2011), as ciências humanas a cada dia nos mostram que liderança é algo que surge de dentro de cada ser, ou seja, a forma com que cada pessoa se relaciona, seja pessoal ou interpessoal, observando as atitudes e comportamentos. Serão essas ações que dirão se há ou não a liderança no ser.

Já Freemantle (1985, pg. 152) afirma que “Liderança significa obter cooperação, consenso e comprometimento de sua equipe, no sentido de ir até o fim do mundo para atingir o seu objetivo”.

Outro fator que certamente influencia muito neste processo de liderança é o poder que o líder possui em relação aos seus colaboradores e a organização. Abaixo um quadro demonstrativo com os tipos de poderes disponíveis aos gerentes.

Quadro 1 – Tipos de poderes disponíveis aos gerentes.

PODER

CONCEITO

Poder legítimo

Representa um tipo especial de poder que o gerente tem porque seus subordinados consideram legítimo que a pessoa que ocupa um cargo gerencial tenha o direito de comandar;

Poder de recompensa

É a medida pela qual o gerente pode usar recompensas extrínsecas e intrínsecas para controlar outras pessoas. Como, por exemplo, dinheiro, promoções, cumprimentos e enriquecimento de cargos;

Poder de especialista

É relativo, não absoluto. Entre superiores e subordinados, o acesso ou controle de informações é um elemento muito importante nesse tipo de poder.

Poder coercitivo

É à medida que o gerente pode negar desejadas, ou administrar, punições para controlar outras pessoas;

Poder de informação

É o poder de possuir uma informação importante em um determinado tempo para a organização. Digamos que em um momento crítico a empresa necessite de uma informação indispensável, logo quem possuir tal informação terá poder naquele determinado momento.

Poder de conexão

É o poder existente quando há uma associação de nossa imagem a outra significativamente mais proeminente. Esse relacionamento poder ser feito a pessoas do meio profissional ou particular.

Poder de referência

É a capacidade de controlar o comportamento dos outros, e autoridade formal é o potencial de exercer este controle através da legitimidade de uma posição gerencial.

Fonte: Pichler, Padilha & Rocha, 2011.

Pode-se observar do Quadro 1, que sãos vários os tipos de poder que envolvem o líder, que vão desde a coerção, recompensa até a legitimidade, conexão e referência. Depois de conhecermos as características de cada tipo de poder, detalharemos um pouco mais sobre a liderança, pois já sabemos que para que o gestor possua o perfil de líder ele precisa ser o guia de sua equipe, o mentor, e a equipe por sua vez precisa sentir confiança e desejo se ser ou fazer algo parecido com que o seu gestor faz, e como o líder conseguiria tal feito sem possuir nenhum tipo de poder? A resposta é simples, ele não conseguiria.

2.2 Estilos de liderança

 Segundo Guimarães (2012), liderança não é um dom, mas uma tarefa, uma função que pode ser aprendida. Para ter sucesso, um líder precisa primeiro, conhecer-se muito bem, ou seja: saber como age e reage, o que sabe, do gosta, o que quer, por que quer, entre outros. Para algumas pessoas isso são características natas, mas outras, sem esse dom natural, serão obrigadas a desenvolver essas habilidades e competências.

Já Stephen (2010), define liderança como a “capacidade de influenciar um conjunto de pessoas para alcançar metas e objetivos. A origem dessa influência pode ser formal, como a que é conferida por um cargo de direção em uma organização”.

Cada estilo de liderança pode surgir a partir de vários fatores diferentes, que podem ser resultantes do tipo de equipe que o líder trabalha, visto que, uma equipe grande requer um líder autoritário, na medida em que, a pequena requer um líder democrático. Diante disto explanaremos sobre os tipos de etilos de liderança.

2.2.1 Liderança autocrática

O líder que dá as ideias, e determina o que a equipe irá fazer por consequência este líder requer uma equipe comprometida, além disso, é extremamente dominador e pessoal nos elogios e na crítica ao trabalho de cada membro da equipe, se destaca como um líder soberano e ditador e comanda pensando somente em si. Não aceita opiniões e ideias de outra pessoa da equipe. Ele determina os objetivos as providências e as maneiras de realizar as tarefas sem consulta a sua equipe, não aceita ser contrariado. Provoca grande pressão, agressividade, e frustração na equipe através da tensão que ele estimula nas pessoas. (TADEUCCI, 2011, p.148)

Segundo Castelo Branco (2008) o líder autocrático define todos os objetivos sem consultar sua equipe, é ele que determina como cada tarefa será realizada na medida em que forem necessárias e sempre de modo imprevisível, também define as equipes de trabalho e segundo o autor este tipo de líder possui o papel de denominador e acredita que cabe a ele dar elogios ou críticas aos colaboradores.

Já para Alves (2011, pg. 24) “em uma liderança autocrática o líder é focado apenas nas tarefas. Este tipo de liderança também é chamado de liderança autoritária ou diretiva. O líder toma as decisões individuais desconsiderando a opinião dos liderados”.

2.2.2 Liderança Democrática

Um líder democrático é aquele que se preocupa com o grupo e sua participação, orienta e estimula para que haja envolvimento entre os membros, determinam os ajustes, técnicos e objetivos a serem alcançados e desejados, este líder acredita que a ação do grupo é centrada nas decisões, tem entusiasmo e dá importância ao sucesso da organização. As diretrizes são debatidas e decididas pelo grupo, estimulado e assistido pelo líder, ele orienta e apoia os seus liderados, o grupo esboça as providências e as técnicas para atingir o alvo, solicitando aconselhamento técnico ao líder quando necessário, passando este a sugerir alternativas para o grupo escolher, surgindo novas perspectivas com os debates. A divisão das tarefas fica a critério do próprio grupo e cada membro tem liberdade de escolher os seus companheiros de trabalho. (Borges, et al., 2006)

Para Cury (2007, p. 129) “o líder procura ser um membro normal do grupo, é objetivo de limitar-se aos fatos em suas críticas e elogios, baseia-se nas suposições do líder quanto à natureza humana seus elogios e suas críticas e procura ser, espiritualmente, um membro regular do grupo, sem para isso cumprir uma parte demasiada do trabalho”.

Segundo Gil (2001) “O líder democrático é orientado para o empregado e enfatiza as relações humanas de seus trabalhos, admite que todos os empregados são importantes e está atento para sua individualidade e necessidades pessoais”.

Tendo em vista que o líder autoritário trabalha com uma visão individual, podemos perceber que o líder democrático possui grande diferença de conceitos, valores e atitudes, pois o líder democrático tem uma visão mais aberta e respeita a opinião de sua equipe, não impõe nada, mas sim sugere novas ideias a serem discutidas.

2.2.3 Liderança Liberal

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