pé diabético: inovações terapêuticas

pé diabético: inovações terapêuticas

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DIVINA GONÇALVES BORGES IBRAHIM

PÉ DIABÉTICO: INOVAÇÕES TERAPÊUTICAS

Brasília

2017

DIVINA GONÇALVES BORGES IBRAHIM

PÉ DIABÉTICO: INOVAÇÕES TERAPÊUTICAS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Anhanguera Educacional FACITEB, como requisito parcial para a obtenção do título de graduado em Enfermagem.

Orientador: Danielle Zoratto Burkle

Brasília

2017

DIVINA GONÇALVES BORGES IBRAHIM

PÉ DIABÉTICO: INOVAÇÕES TERAPÊUTICAS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Anhanguera Educacional FACITEB, como requisito parcial para a obtenção do título de graduado em Enfermagem.

BANCA EXAMINADORA

Prof.(ª). Titulação Nome do Professor (a)

Prof.(ª). Titulação Nome do Professor (a)

Prof.(ª). Titulação Nome do Professor (a)

Brasília, 04 de Dezembro de 2017.

IBRAHIM, Divina Gonçalves Borges. Pé diabético: Inovações terapêuticas. 2017. 01-35. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Enfermagem) – Anhanguera Educacional FACITEB, Brasília, 2017.

RESUMO

O pé diabético é uma das complicações mais graves e frequentes de diabetes mellitus. A população mais afetada é a população idosa diagnosticada com diabetes mellitus tipo 2, já que é onde existe uma maior incidência desta complicação. A amputação dos membros inferiores é a consequência mais grave do pé diabético, uma vez que afeta tanto a física como a psicologicamente para a pessoa que sofre, além de produzir uma diminuição notável na qualidade de vida ou institucionalização devido ao aumento de custos para o cuidado do paciente com esta patologia. Os conhecimentos sobre o pé diabético são essenciais para evitar o aparecimento dessa complicação. A educação para a saúde é um dos pilares fundamentais para prevenir o pé diabético; para que a equipe de saúde desempenhe um papel crucial, já que é responsável por fornecer o conhecimento necessário, além de realizar os testes relevantes para evitar o aparecimento do pé diabético. O objetivo geral deste estudo é abordar as causas e as medidas terapêuticas envolvidas no tratamento de complicações no pé diabético por meio dos métodos de inovações terapêuticas. O presente estudo consiste em uma pesquisa descritiva, qualitativa de revisão bibliográfica por meio de fontes primarias e secundarias publicada no período de 2000 a 2011 anos.

Palavras-chave: Pé diabético; Diabete mellitus; Educação terapêutica; Neuropatias.

IBRAHIM, Divina Gonçalves Borges. Diabetic foot: Therapeutic Innovations. 2017. 01-35. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Enfermagem) – Anhanguera Educacional FACITEB, Brasília, 2017.

ABSTRACT

Diabetic foot is one of the most serious and frequent complications of diabetes mellitus. The population most affected is the elderly population diagnosed with type 2 diabetes mellitus, since it is where there is a higher incidence of this complication. Amputation of the lower limbs is the most serious consequence of the diabetic foot, since it affects both physically and psychologically for the person suffering, in addition to producing a remarkable decrease in the quality of life or institutionalization due to the increase of costs for the care of the patient with this pathology. Knowledge about diabetic foot is essential to avoid the appearance of this complication. Health education is one of the fundamental pillars to prevent diabetic foot; so that the health team play a crucial role as it is responsible for providing the necessary knowledge in addition to performing relevant tests to avoid the onset of diabetic foot. The general objective of this study is to address the causes and therapeutic measures involved in the treatment of diabetic foot complications through the methods of therapeutic innovations. The present study consists of a descriptive, qualitative research of bibliographical revision through primary and secondary sources published in the period from 2000 to 2011 years.

Key-words:Diabetic foot; Diabetes mellitus; Therapeutic education; Neuropathies..

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO 13

1. DIABETES MILLITUS 15

1.1 EDUCAÇÃO TERAPÊUTICA AOS PORTADORES DO DIABETES 17

1.2 Neuropatias diabéticas 18

2. FATORES DE RISCO DO PÉ DIABÉTICO21

2.1 SINAIS E SINTOMAS DO PÉ DIABÉTICO 23

2.2 Complicações do pé diabético 26

3. DIAGNÓSTICOS 28

3.1 TIPOS DE PÉ DIABÉTICOS E CUIDADOS 29

3.2 tratamentos do pé diabético 31

CONSIDERAÇÕES FINAIS 34

REFERÊNCIAS 35

INTRODUÇÃO

O diabetes traz consigo algumas dificuldades, entre elas, estão a maior complexidade de cicatrizar ferimentos. Isso ocorre devido à presença de problemas vasculares, que comprometem a circulação sanguínea quando os níveis de glicemia passam longos períodos fora de controle. Qualquer ferimento em um paciente diabético, mesmo que superficial, deve ser tratado para evitar a evolução para um quadro mais grave. O diabetes descompensado, quando a glicemia não está controlada da maneira certa, pode prejudicar a saúde do paciente de várias maneiras e desencadear inúmeras complicações, dentre elas, a dificuldade no processo da cicatrização. Essa demora ocorre por conta das alterações nos tecidos e células que afetam a circulação do sangue. Além da má circulação sanguínea, é comum acontecer à perda da sensibilidade na região dos pés por conta da neuropatia, que é um acometimento dos nervos periféricos.

O diabetes é uma doença que atinge cerca de 7,6% dos brasileiros entre a faixa etária de 30 e 69 anos de idade. A maioria dos indivíduos não sabe a causa e também, muitas vezes, não sabem que possuem essa doença devido ao aparecimento de sintomas em um estágio mais tardio. É uma doença com uma elevada taxa de prevalência na população e com uma grande significância no SUS, que oferece monitoração de controle glicêmico, principalmente por sua associação a quadros de doenças cardiovasculares. (LACERDA BRASILEIRO, 2005, p. 14).

O pé diabético tem se tornado um assunto que requer um pouco mais de complexidade e atenção pela grande incidência de casos e, pelos grandes números de pessoas acometidas por lesões por pressão que acabam tendo que amputar o membro acometido. Traz-se o questionamento referente ao tratamento: Qual a importância do enfermeiro no tratamento das sequelas diabéticas e quais os cuidados com o pé diabético diante as inovações terapêuticas?

O objetivo geral de este trabalho, abordar as causas e as medidas terapêuticas envolvidas no tratamento de complicações no pé diabético por meio dos métodos de inovações terapêuticas. Conhecer a produção científica mediante a enfermagem e o paciente com pé diabético; Descrever as ações realizadas pelo enfermeiro no acolhimento ao indivíduo portador do pé diabético e Identificar os resultados das ações intervencionistas de educação em saúde à prevenção do pé diabético com o uso das inovações terapêuticas; Identificar os resultados das ações intervencionistas por meio de educação em saúde à prevenção do pé diabético com o uso de inovações terapêuticas.

O presente estudo consiste em uma pesquisa descritiva, qualitativa de revisão bibliográfica por meio de fontes primarias e secundarias publicadas no período de 2000 a 2011 anos. O critério de inclusão foi uma observação durante o período de estágio em postos de saúde, quanto à abordagem de indivíduos que desconheciam osmeios de inovações terapêuticas, e sua real importância no tratamento das lesões no pé diabético. Para obtenção de todos os métodos qualitativos foram feitas buscas por meios de revista e acervos eletrônicos. Google acadêmico, SciELO, portalsaude. Visando compreender a importância do aleitamento materno nos 6 primeiros meses de vida neonatal. Resultados qualitativos que explica a pesquisa bibliográfica como: o aleitamento materno exclusivo. Foram utilizadas as seguintes palavras chaves: inovações terapêuticas, pé diabético.

1.DIABETES MILLITUS

Uma condição crônica que desencadeia quando o corpo perde sua capacidade de produza insulina suficiente ou use-a efetivamente. A insulina é um hormônio que é feito no pâncreas localizado na região esquerda do abdômen e permite que a glicose dos alimentos passe para as células do corpo, onde se transforma em energia para trabalhar músculos e tecidos.

O portador do diabetes não absorve glicose adequadamente, por isso circula no sangue (hiperglicemia) e danifica os tecidos com a passagem do tempo. Essa deterioração causa complicações de saúde potencialmente fatais. (COSSON; OLIVEIRA; ADAN, 2005, p. 550).

O diabetes está ligado ao funcionamento do pâncreas, o pâncreas tem um tipo de célula chamada de Ilhotas de Langherans, e é exatamente dessas ilhotas que nós temos dois tipos de células, as células alpha que produz glucagon e as células betas que produz a insulina responsável pela utilização da glicose que vem dos alimentos que consumimos e absorvemos, e faz com que essa glicose consiga ser utilizada pelas células. (GUIMARÃES; TAKAYANAQUI, 2002, p. 37).

Vale lembrar que quanto menos células funcionante se têm, menor a quantidade de insulina e, consequentemente teremos o que chamamos de hiperglicemia; que é uma característica comum a questão das pessoas que tem diabetes. Todas as vezes que existe um excesso de carboidrato ou de glicose circulante, armazenamos essa glicose excessiva sobre forma de triglicerídeo, ou seja, tecido adiposo.

Existem vários tipos de diabetes dentre:

1- A diabetes tipo 1 (também chamada de insulina dependente, juvenil ou de início na infância) é caracterizada por uma produção de insulina pobre e requer a administração diária desse hormônio. A causa do diabetes tipo 1 ainda é desconhecida e não pode ser prevenida com o conhecimento atual. Os sintomas incluem excreção excessiva de urina (poliúria), sede (polidipsia), fome constante (polifagia), perda de peso, distúrbios visuais e cansaço. Estes sintomas podem aparecer de repente. (FRÁGUAS; SOARES; BRONSTEIN, 2009, p. 94).

2- A diabetes tipo 2 (também chamada de não dependente de insulina ou início na idade adulta) é devido ao uso ineficaz de insulina. Este tipo representa a maioria dos casos mundiais, é devido a grande medida ao excesso de peso corporal e à inatividade física. Os sintomas podem ser semelhantes aos do diabetes tipo 1, mas geralmente menos graves. Consequentemente, a doença só pode ser diagnosticada quando já evoluíram vários anos e surgirem complicações. Até recentemente, esse tipo de diabetes só era observado em adultos, mas agora também se manifesta em crianças.

3- Diabetes Gestacional, é caracterizada por hiperglicemia (aumento do açúcar no sangue) que aparece durante a gravidez e atinge valores que, apesar de serem superiores ao normal, são inferiores aos estabelecidos para diagnosticar diabetes. As mulheres com diabetes gestacional correm maior risco de complicações durante a gravidez e do parto. Além disso, as mulheres e seus filhos estão em maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro. E geralmente é diagnosticado por testes pré-natais, e não porque o paciente relata sintomas. (GROSS, 2002, p. 19).

O açúcar de uva (glicose) é um dos mais importantes fornecedores de energia no organismo. Nosso cérebro, especialmente, precisa de um suprimento constante de glicose, mas nossos músculos e outros órgãos também precisam atender às suas necessidades energéticas. O corpo tenta sempre ter um suprimento suficiente de glicose no sangue. Por esta razão, os níveis de glicose flutuam ao longo do dia, com jejum entre 70 e 100 mg / dl em indivíduos saudáveis ​​(normoglicemia). (OCHOA-VIGO; PACE, 2005, p. 101).

Após uma refeição, o pâncreas libera insulina no sangue, a insulina atribui certos receptores nas células e garante que as paredes celulares passem a glicose absorvida dos alimentos, sem insulina, a glicose não pode passar para as células, permanece no sangue, e eleva o nível de glicose no sangue e as células não conseguem usar sua principal fonte de energia.

As células em que a insulina é produzida são chamadas células insulares ou células betas. Eles são agrupadas em ilhotas, chamadas ilhéus de Langerhans, e são distribuídas por todo o pâncreas. Um adulto saudável tem aproximadamente um milhão de células beta. A insulina não é apenas importante para o uso de glicose, mas também para o metabolismo lipídico e para a utilização dos aminoácidos dos quais a albumina é composta. (SARTORELLI; FRANCO, 2003, p. 30).

1.1 educação terapêutica AOs PORTADORes DO DIABETES

O fato de que o diabetes é uma doença que pode e deve ser controlada pela própria pessoa, coloca em ênfase a importância das ações de programas educacionais voltados para as pessoas afetadas por esta patologia, seus arredores e a população em geral. Diferentes estudos confirmaram que treinamento adequado de pacientes e famílias favorece decisivamente o controle de otimizar a doença e a sensação de bem-estar. (TORRES, 2009, p. 292).

Nas últimas recomendações da organização Mundial da Saúde (OMS, 2006) afirma que: "atenção e a educação está entre os aspectos mais importantes na luta contra diabetes”. Melhoria no gerenciamento de diabetes está ligada a melhorias na qualidade de vida e sobrevivência. Tradicionalmente, as diretrizes de tratamentos e os pacientes estavam limitados a assumi-los, o que não significa necessariamente boa conformidade com eles, uma vez que a maioria dos estudos estima o nível de conformidade dos pacientes ao redor de 30% ou menos. (OLIVEIRA, 2009, p. 558).

Gradualmente a responsabilidade do cuidado da diabetes com a pessoa afetada, processo que é chamado de empowerment e que basicamente consiste em lhe dar informações e habilidades necessárias para que ele se torne seu próprio gerente, comprometendo-se totalmente no processo terapêutico. Isto é destinado a pacientes com diabetes através de otimização do controle metabólico prevenção e tratamento precoce das complicações são o objetivo principal, além de obtê-lo é imperativo a coordenação e cooperação na abordagem multidisciplinar dos profissionais de diferentes áreas e serviços, com o objetivo de garantir a continuidade dos cuidados. (TORRES; ORTALEI; SCALL, 2003, p. 1041).

O termo educação terapêutica (ET) inclui a educação como parte do tratamento da doença. A educação, a terapia é dirigida aos indivíduos com uma patologia particular, neste caso de diabetes, e, portanto, constitui um conjunto de medidas correspondentes a prevenção secundária e terciária. Segundo a OMS, o objetivo da educação e abordagem terapêutica é ajudar a adquirir os recursos necessários para gerenciar otimamente sua vida com uma doença crônica.

Idades e atitudes para o paciente que permitir alcançar uma mudança nos comportamentos inapropriados para sua saúde, segurando como responsável em seu autocuidado, para reduzir suas manifestações clínicas e para evitar possíveis sequelas. Hoje, é indiscutível a eficácia da educação terapêutica de pessoas com diabetes e suas famílias é uma tarefa multidisciplinar, embora tenha um profissional de enfermagem. (MIYAR OTERO; ZANETTI; OGRIZIO, 2008, p. 04).

A educação do paciente destaca ao fato de que o profissionalismo da saúde deve ser a mesma coisa que prescrever drogas. A educação terapêutica é um processo de cuidados integrados contínuos e sistemáticos e destinado a ajudar as pessoas e suas famílias para cooperar com a provedora melhoria da qualidade da saúde e da vida.

Os objetivos da educação terapêutica são para formar, convencer, motivar e fortalecer para participar ativamente em seu tratamento, aprendendo para acoplar as potenciais limitações de doença com sua atividade diária e competente para lidar com isso no dia a dia. Para a pessoa com diabetes ser capaz de auto gerenciar sua desordem é necessário ter programas educacionais adequados e estruturados. (DE CARVALHO TORRES, 2011, p. 516).

Programas de educação terapêutica são compostos de um conjunto de atividades e ações coordenadas voltadas para construir conhecimentos para tomar decisões comportamentais. Para reconciliar seus valores e prioridades com os requisitos terapêuticos, minimizando a dependência doenças e serviços de saúde. Sem dúvida, uma característica fundamental de ET é que ele deve ser centrado no paciente, não no profissional.

1.2 Neuropatias Diabéticas

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