Dmh doenca da membrana hialina

Dmh doenca da membrana hialina

Identificação:

Disciplina: Fisioterapia aplicada à Neonatologia Docente: LaislaDutra .

7º semestre -Noturno

Discentes: ✓Cleuza Floriana

✓João Neto

✓Leonardo Lima

✓ Mateus

✓Monique Lúlio

✓ Suilan

✓Fabricio Celino

A Doença da Membrana Hialina (DMH)

ou Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) é uma patologia causada por imaturidade

pulmonar e está relacionada à deficiência

primária de surfactante acomete frequentemente recém nascidos pré-termos

(RNPT) de peso inferior a 1500g, normalmente do sexo masculino e se manifesta nas primeiras semanas de vida. O surfactante é uma substância que tem como propriedade diminuir a tensão superficial do alvéolo pulmonar e evitar o colabamento dos mesmos no momento da expiração.

O presente estudo apresenta uma revisão sistemática da literatura, descritiva e qualitativa por meio de fonte indireta, com utilização de artigos científicos publicados em sites de busca científica como Bireme, Lilacs, SciELO e

MedLine, livros e teses. Foram selecionados os textos publicados no período 1998 a 2009, com informações relevantes para a discussão sobre a

DMH, aspectos clínicos e abordagem fisioterapêutica.

Baseia-se na análise de dados maternos, do parto e do recém nascido, nos exames complementares e na exclusão de outras causas de dificuldades respiratórias. Observa-se logo após o nascimento os sinais típicos de angústia respiratória neonatal, com um trabalho respiratório que pode ser seis vezes maior que o normal, exigindo altas concentrações de oxigênio (O2) no ar inspirado (hipoxemia geralmente irreversível), o que aumenta a produção de gás carbônico (CO2), gerando cansaço rápido e apneias bruscas.

Os sintomas são: taquipneia ou bradipnéia, gemido expiratório, batimento da asa do nariz, retração da caixa torácica, cianose e edema de extremidades.

A propedêutica da DMH:

Ocorre em três níveis, onde o primeiro nível de prevenção é o acompanhamento pré-natal; o segundo inclui o uso de corticosteroides nas gestantes com alto risco de ter um parto pré- maturo;

O terceiro nível é o uso preventivo de surfactante em recém-nascidos prematuros nos primeiros minutos de vida.

Epidemiologia.

No Brasil, observa-se um alto índice de

RNPT, com idade gestacional inferior a 37 semanas, fato este que eleva a mortalidade infantil. Cerca de 50% dos óbitos que ocorrem no período neonatal estão relacionados a distúrbios respiratórios, participando a DMH em cerca de 80 a 90% dos casos.

O tratamento clínico é realizado por meio da administração de surfactante exógeno, para manter uma adequada troca gasosa, reduzindo assim o risco de volutrauma e de toxidade do oxigênio.

Dentro do tratamento fisioterapêutico utilizado para a

DMH, pode-se destacar os seguintes procedimentos:

posicionamento do bebê (oxigenoterapia , pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) ventilação mecânica, vibração torácica estímulo diafragmático aspiração das vias aéreas aceleração do fluxo expiratório , entre outros.

A atuação da fisioterapia está relacionada à prevenção e tratamento de possíveis complicações decorrentes da doença e da própria terapêutica empregada.

A fisioterapia respiratória tem por objetivo manter as vias aéreas permeáveis utilizando técnicas específicas que irão promover a mobilização de secreções, manter a mobilidade muscular, melhorar a função dos músculos respiratórios e prevenir complicações.

Deve-se evitar a manipulação intensa do neonato que pode levar a fadiga, à demanda excessiva de O2, ao estresse e desconforto.

O fisioterapeuta deve estar atento, procurar dosar as técnicas empregadas assim como o tempo de realização da intervenção. , a vibração associada à compressão deve ser evitada, em razão da alta complacência torácica e maior risco de deformidade.

A fisioterapia mostrou ser um procedimento adequado para prematuros, não comprometendo sua estabilidade clínica e hemodinâmica, ao contrário, melhorando sua condição clínica (OLIVEIRA et al.; 2005) Ribeiro et al. (2007) em seu estudo 7 comparou os RN’s com DMH atendidos pela fisioterapia e o grupo não atendido e constatou que os RN’s submetidos a fisioterapia apresentaram um tempo maior de internação em relação aos não atendidos, porém, a maioria dos RN’s encaminhados para o atendimento fisioterapêutico apresentava muito baixo peso e extrema prematuridade, comparados com o grupo não encaminhado, justificando o maior tempo de internação.

A fisioterapia demonstrou ser um procedimento terapêutico adequado para o tratamento dos

em seu estudo o declínio da frequência cardíaca dos RNPT pós procedimentos intervencionistas de fisioterapia com o aumento da fase diastólica do ciclo cardíaco. Assim, recomendaram a realização da fisioterapia como um dos recursos para o tratamento dessa população neonatal.

Conclui-se com essa revisão que a fisioterapia tem efeitos benéficos no tratamento da DMH, possibilitando a diminuição da incidência de complicações respiratórias em RNPT, contribuindo com a diminuição da mortalidade de neonatos.

No entanto, faz-se necessário a realização de novos estudos que abordem o tratamento fisioterapêutico na

DMH, pois observamos escassez de estudos e pesquisas relacionadas a fisioterapia e a DMH.

Referências al. Efeitos da fisioterapia neonatal sobre a freqüência cardíaca em recém-nascidos pré- termos com doença pulmonar das membranas hialina pós-reposição de surfactante exógeno. Arq Med ABC, São Paulo, v. 31,

VALENTINE, V. E.; et al. Uma visão prática da fisioterapia respiratória: ausência de evidência não é evidência de ausência. Arq Med ABC, São Paulo, v.

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