manual - programação - T22182

manual - programação - T22182

(Parte 1 de 3)

LINHA ROMI D CNC FANUC 0I - MC

T22182C

DIVISÃO DE COMERCIALIZAÇÃO: Rua Coriolano, 710 Lapa 05047-900 São Paulo - SP - Brasil Fone (1) 3873-38 Telex 1183922 Fac-símile (1) 3865-9510

MATRIZ: Avenida Pérola Byington, 56 Centro 13453-900 Santa Bárbara D’Oeste - SP - Brasil Fone (19) 3455-9000 Telex 191054 Fac-símile (19) 3455-2499

T22182C Manual de Programação e Operação - Linha D -CNC FANUC 0i-Mc

1 - APRESENTAÇÃO3
1.1 - ANTES DE PROGRAMAR É NECESSÁRIO3
2 - INTRODUÇÃO A PROGRAMAÇÃO4
2.1 - BLOCOS DE DADOS4
2.2 - PROGRAMA4
3 - INTRODUÇÃO AOS SISTEMAS DE COORDENADAS5
3.1 - COORDENADAS ABSOLUTAS5
3.2 - COORDENADAS INCREMENTAIS6
3.3 - COORDENADAS POLARES6
4 - FUNÇÕES PREPARATÓRIAS “G”7
5 - FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO9
5.1 - FUNÇÃO: G00 - POSICIONAMENTO RÁPIDO9
5.2 - FUNÇÃO: G01 - INTERPOLAÇÃO LINEAR9
5.3 - FUNÇÕES G02 E G03 - INTERPOLAÇÃO CIRCULAR10
5.3.1 - Interpolação Helicoidal12
5.4 - FUNÇÕES “C” E “R” -14
6 - FUNÇÕES DE COMPENSAÇÃO16
FERRAMENTA16
6.2 - FUNÇÕES G43 / G44 / G49 - COMP. DO COMPRIMENTO DA FER18
6.3 - FUNÇÕES G68 / G69 - ROTAÇÃO DAS COORDENADAS19
7 - SISTEMAS DE COORDENADAS23
7.1 - FUNÇÃO G53 - COORDENADAS DE MÁQUINA - MCS23
7.2 - FUNÇÕES G54 A G59 COORDENADAS DE TRABALHO (WCS)23
7.3 - FUNÇÃO G52 - SISTEMA DE COORDENADA LOCAL24
7.4 - FUNÇÃO G92 - ESTABELECER ORIGEM TEMPORÁRIA25
8 - FUNÇÕES QUE SIMPLIFICAM A PROG. (CICLOS FIXOS)30
10 - PROGRAMAÇÃO NOS PLANOS G18 E G1963
1 - MACRO B65
1.1 - TIPOS DE VARIÁVEIS65
1.2 - GAMA DE VALORES PARA AS VARIÁVEIS6
1.3 - OMISSÃO DO PONTO DECIMAL6
1.4 - REFERENCIANDO VARIÁVEIS6
1.5 - OPERAÇÕES ARITMÉTICAS E OPERAÇÕES LÓGICAS6
1.5.1 - Tabela de operações aritméticas e operações lógicas67
1.6 - PRIORIDADES DE OPERAÇÕES68
1.7 - NÍVEIS DE COLCHETES69
1.8 - DESVIO E REPETIÇÃO69
1.8.1 - Desvio incondicional - GOTO69
1.8.2 - Desvio condicional - IF70
1.8.3 - Repetição - WHILE71
1.8.4 - Níveis de rotinas usando a função WHILE71
1.9 - LIMITES73
1.10 - VARIÁVEL NÃO DEFINIDA73
1.1 - CHAMADA DE MACROS73

Manual de Programação e Operação - Linha D - CNC FANUC 0i-Mc T22182C

subprogramas73
1.1.2 - Chamada Simples (G65)73
1.12 - ESPECIFICAÇÕES DE ARGUMENTOS74
1.12.1 - Especificação de argumentos I75
1.12.2 - Mesclagem das especificações de argumentos I e I76
1.13 - LIMITAÇÕES7
1.14 - NÍVEIS DE VARIÁVEIS LOCAIS7
1.15 - VARIÁVEIS COMUNS7
1.16 - CHAMADA MODAL (G66)78
1.17 - EXEMPLOS DE PROGRAMAÇÃO:79
12 - FUNÇÕES MISCELÂNEAS89
13 - PROGRAMAÇÃO PARA MOLDES E MATRIZES:90
13.1 ACELERAÇÃO / DESACELERAÇÃO “BELL-SHAPE”90
13.1.1 - Aceleração / Desaceleração Linear90
13.3 - SISTEMA “NANO CONTOUR CONTROL”91
13.3.1 - Machining Condition Selection92
13.4 - EXEMPLO DE PROG. COM A FUNÇÃO G05.1 (ALL NANO)94
14 - QUARTO EIXO (EIXO A - OPCIONAL)95
14.1 - DETERMINAÇÃO DO AVANÇO PARA O QUARTO EIXO95
14.2 - MÉTODOS DE PROGRAMAÇÃO98
14.2.1 - Programação Simples98
14.2.2 - Prog. Avançada - Interpolação Cilíndrica (G07.1)103
15 - FUNÇÕES COMPLEMENTARES:106
15.1 ORIENTAÇÃO DO EIXO-ÁRVORE:106
15.2 TEMPO DE ESPERA106
15.3 FUNÇÃO BARRA “/”106
15.4 PARADA OBRIGATÓRIA “M00”106
15.5 PARADA OPCIONAL “M01”106
15.6 - DESVIO INCONDICIONAL “M99”107
16 - GRÁFICO DE POTÊNCIA108
17 - FLUXOGRAMA DE PROGRAMAÇÃO109
17.1 - D600109
17.2 - D800110

T22182C Manual de Programação e Operação - Linha D -CNC FANUC 0i-Mc

1- PAINEL DE COMANDO DA LINHA D113
1.1 - PAINEL DE EXIBIÇÃO114
1.2 - PAINEL DE PROGRAMAÇÃO115
1.3 - PAINEL DE OPERAÇÃO116
1.4 - PAINEL DE EXECUÇÃO118
1.5 - OUTROS ITENS DO PAINEL DE COMANDO119
2 - OPERAÇÕES INICIAIS121
2.1 - LIGAR A MÁQUINA121
2.2 - DESLIGAR A MÁQUINA121
2.3 - REFERENCIAR OS EIXOS DA MÁQUINA:121
3 - MOVIMENTAR OS EIXOS MANUALMENTE122

PARTE I - OPERAÇÃO 3.1 - MOVIMENTAR OS EIXOS ATRAVÉS DO JOG CONTÍNUO ...............122

3.2 - MOVIMENTAR OS EIXOS ATRAVÉS DO JOG INCREMENTAL122

Manual de Programação e Operação - Linha D - CNC FANUC 0i-Mc T22182C 3.3 - MOVIMENTAR OS EIXOS ATRAVÉS DA MANIVELA ELETRÔNICA 122

4 - ENTRADA MANUAL DE DADOS (MDI)123
5 - EDIÇÃO DE PROGRAMAS124
5.1 - CRIAR UM PROGRAMA NOVO124
5.2 - SELECIONAR UM PROGRAMA EXISTENTE NO DIRETÓRIO124
5.3 - PROCURAR UM DADO NO PROGRAMA124
5.3.1 - Procurar um dado através dos cursores (←, ↑, → ou ↓)124
5.3.2 - Procurar um dado através da tecla “PESQ”125
5.4 - INSERIR DADOS NO PROGRAMA125
5.5 - ALTERAR DADOS NO PROGRAMA125
5.6 - APAGAR DADOS NO PROGRAMA125
5.7 - APAGAR UM BLOCO DO PROGRAMA126
5.8 - APAGAR VÁRIOS BLOCOS DO PROGRAMA126
5.9 - APAGAR UM PROGRAMA126
5.10 - APAGAR TODOS OS PROGRAMAS126
6 - EDIÇÃO DE PROGRAMAS COM FUNÇÕES EXTENDIDAS127
6.2 - CÓPIA PARCIAL DE UM PROG. PARA UM PROGRAMA NOVO127
6.3 - MOVER PARTE DE UM PROG. PARA UM PROGRAMA NOVO128
6.4 - UNIR DOIS PROGRAMAS128
6.5 - ALTERAÇÃO DE INFORMAÇÕES OU ENDEREÇOS128
7 - EDIÇÃO SIMULTÂNEA (“BACKGROUND”)130
8 - TESTE DE PROGRAMAS131
8.1 - TESTE DE SINTAXE131
8.2 - TESTE GRÁFICO131
8.3 - TESTE EM MODO DE AVANÇO DE ENSAIO (DRY)132
9 - PRESET DE FERRAMENTAS133
9.1 - REFERENCIAMENTO DE FERRAMENTAS133
9.2 - INSERIR VALORES DE RAIO DAS FERRAMENTAS:133
9.3 - REFERENCIAMENTO DE FERRAMENTAS FEITO NA MÁQUINA133

6.1 - CÓPIA TOTAL DE UM PROGRAMA PARA UM PROGRAMA NOVO 127 9.4 - REFERENCIAMENTO DE FERR. FEITO FORA DA MÁQUINA .........135

10 - CORREÇÃO DE DESGASTE DA FERRAMENTA136
1 - DEFINIÇÃO DO ZERO-PEÇA137
1.1 - DEFINIÇÃO DO ZERO-PEÇA NO VÉRTICE (EIXOS “X” E “Y”)137
1.2 - DEFINIÇÃO DO ZERO-PEÇA NO CENTRO (EIXOS “X” E “Y”)138
1.3 - DEFINIÇÃO DO ZERO-PEÇA EM Z139

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TRABALHO (G54 - G59)140
12 - COMUNICAÇÃO DE DADOS141
12.1 - ESPECIFICAÇÃO DA PORTA DE COMUNICAÇÃO141
12.2 - COMUNICAÇÃO ATRAVÉS DA PORTA SERIAL (RS 232)141
12.2.1 - Configurar os parâmetros de comunicação141
12.2.2 - Configuração do cabo142
12.2.3 - Salvar programa142
12.2.4 - Carregar programa143
12.2.5 - Salvar corretores de ferramentas143
12.2.6 - Carregar corretores de ferramentas:143
12.3 – COMUNICAÇÃO ATRAVÉS DA PORTA PCMCIA144
12.3.1 – Hardwares recomendados para leitura e gravação:144
12.3.2 – Formatar o Cartão de Memória145
12.3.3 - Visualizar os arquivos do cartão de memória145
12.3.4 - Buscar um arquivo146
12.3.5 - Salvar um programa no cartão de memória146
12.3.6 - Carregar um programa do cartão de memória147
12.3.7 - Apagar um arquivo do cartão de memória147
13 - EXECUÇÃO DE PROGRAMAS149
13.1 - EXECUTAR UM PROGRAMA DA MEMÓRIA DA MÁQUINA149
13.1.1 - Reinício no meio do programa (pela ferramenta)149
13.2 - EXECUTAR UM PROGRAMA DIRETO DO CARTÃO PCMCIA149
13.2.1 - Configurar o canal de comunicação150
13.2.2 - Executar o programa150
13.3 - EXECUTAR UM PROGRAMA DIRETO DO MICRO (“ON LINE”)150
13.3.1 - Configurar o canal de comunicação150
13.3.2 - Configurar os parâmetros de comunicação150
13.3.3 - Executar o programa151
13.4 - ABORTAR A EXECUÇÃO DO PROGRAMA151
13.6 - SELECIONAR PARADA OPCIONAL DO PROGRAMA152
13.7 - SELECIONAR OMISSÃO DOS BLOCOS COM BARRA (“/”)152
14 - ALTERAÇÃO DE PARÂMETROS153

Manual de Programação e Operação - Linha D - CNC FANUC 0i-Mc T22182C

15.1 – INTRODUÇÃO DE DADOS NA PÁGINA DO ATC154
15.1.1 Nomear as ferramentas155
15.1.2 Fixar uma ferramenta no mesmo alojamento155
15.1.3 Bloquear alojamento156
15.1.5 Remapear o magazine:156

15 - SISTEMA DE TROCADOR DE FERRAMENTAS RANDÔMICO __154

INSPEÇÃO DE PEÇAS157
16.1 - INTRODUÇÃO157
16.2 - LIGAR / DESLIGAR O APALPADOR157
16.3 - MOVIMENTO PROTEGIDO157
16.4 - NAVEGAÇÃO DO SISTEMA EZ-FLEX M158
16.5 - FUNÇÕES DO SISTEMA EZ-FLEX163
16.6 - FUNÇÕES CALIBRAR163
16.6.1 - Calibração “Sensor Tipo TS-27R”164
16.6.2 - Comprimento do Apalpador165
16.6.3 - Diâmetro do Apalpador166
16.7 - PRESET T167
16.7.1 - Preset Seqüencial de Comprimento167
16.7.2 - Preset Randômico de Comprimento168
16.7.3 - Preset Rotacional de Comprimento169
16.7.4 - Preset do Comprimento e Diâmetro170
16.8 - MEDIR PEC171
16.8.1 - Diâmetro Interno171
16.8.2 - Diâmetro Externo173
16.8.3 - Ressalto175
16.8.4 - Rebaixo177
17.8.5 - Superfície X/Y ou Z178
16.8.6 - Canto Externo180
17.8.7 - Canto Interno182
16.9 INSPEÇÃO185
16.9.1 - Inserir dados da página Inspeção no programa186
16.9.2 - Diâmetro Interno186

16 - SISTEMAS DE PRESET DE FERRAMENTAS E DE MEDIÇÃO E 16.9.3 - Diâmetro Externo ................................................................ 188

16.9.4 - Ressalto191
16.9.5 - Rebaixo194
16.9.6 - Superfície X/Y ou Z196
16.9.7 - Canto Externo198
16.9.8 - Canto Interno201
16.10 - INTERAGINDO COM OS DADOS DE SAÍDA204
16.10.1 - Visualizar as variáveis de usuário204
17.10.2 - Variáveis utilizadas para saída de dados204
16.10.3 - Ciclo de Resultados Geométricos205

T22182C Manual de Programação e Operação - Linha D -CNC FANUC 0i-Mc

1 - INICIANDO O MANUAL GUIDE I214
1.1 - ENTRANDO NO MANUAL GUIDE I214
1.2 - CRIANDO FORMAS FIXAS214
1.3 - CARREGANDO OS PERFIS DAS FERRAMENTAS215
1.4 - CRIANDO O ZERO-PECA216
2 - EXEMPLOS DE PROGRAMAÇÃO218
EXEMPLO 1 - GUIA LONGITUDINAL218
EXEMPLO 2 - MOLDE PARA INJEÇÃO230
EXEMPLO 3 - PLACA DE MOLDE241

PARTE I - MANUAL GUIDE EXEMPLO 4 - ALAVANCA ........................................................................... 255

T22182C Manual de Programação e Operação - Linha D - CNC FANUC 0i-Mc 1

2 Manual de Programação e Operação - Linha D - CNC FANUC 0i-Mc T22182C 2 Manual de Programação e Operação - Linha D - CNC FANUC 0i-Mc T22182C

T22182C Manual de Programação e Operação - Linha D - CNC FANUC 0i-Mc 3

1. APRESENTAÇÃO 1 - APRESENTAÇÃO

Máquina a comando numérico: é aquela que possui um equipamento eletro-eletrônico, aqui tratado como comando, o qual possibilita à mesma a execução de uma seqüência automática de atividades.

Para efetuar uma usinagem de peças através de uma máquina ferramenta a CNC, devemos tomar como referências dois itens:

a) Deve-se elaborar um programa a partir de um desenho da peça, através de comandos interpretados pelo CNC. Esses comandos estão descritos neste manual na Parte 1 - Programação.

b) O programa deve ser lido pelo CNC. Deve-se preparar as ferramentas à peça segundo a programação desenvolvida, depois deve-se executar o processo de usinagem. Estes processos estão descritos neste manual na Parte 2 - Operação.

1.1 - ANTES DE PROGRAMAR É NECESSÁRIO...

A - Estudo do Desenho da Peça: Bruta e Acabada Há necessidade de uma análise sobre a viabilidade de execução da peça em conta as dimensões exigidas quantidade de material a ser removido, ferramental necessário, fixação do material etc.

B - Estudos dos Métodos e Processos Definir as fases de usinagem de cada peça a ser executada, estabelecendo assim o que fazer e quando fazer.

C - Escolha das Ferramentas A escolha de um bom ferramental é fundamental para um bom aproveitamento do equipamento, bem como, a sua posição no magazine para minimizar o tempo de troca.

D - Conhecer os Parâmetros Físicos da Máquina e sua Programação É preciso conhecer todos os recursos de programação disponíveis e a capacidade de remoção de cavacos, bem como rotação máxima e número de ferramentas, visando minimizar tempos de programação e operação.

E - Definição dos Parâmetros de Corte Em função do material a ser usinado, buscar juntos ao fabricante de ferramentas, os dados de cortes:

avanços, rotação e profundidade de corte.

4 Manual de Programação e Operação - Linha D - CNC FANUC 0i-Mc T22182C

2. INTRODUÇÃO A PROGRAMAÇÃO 2 - INTRODUÇÃO A PROGRAMAÇÃO

Este manual foi elaborado somente para as funções básicas do comando, visando a simplicidade de programação e operação.

Informamos que, por ser este comando modular, algumas funções apresentadas aqui podem não fazer parte da configuração da máquina.

2.1 - BLOCOS DE DADOS

São agrupamentos de funções de comando e posicionamento em um único registro, a fim de executar passo a passo, a ordem seqüencial do programa.

Um bloco consiste de um número seqüencial ( opcional ), funções de comando e código EOB no final, que no vídeo aparece como ;

NG_ X _ Y_;
NT________ ;
NM________ ;

O bloco tem a seguinte configuração

Onde:

Função N = Número seqüencial Função G = Função preparatória Funções X Y = Funções de posicionamento Função T = Seleciona ferramenta Função M = Funções Miscelâneas

A sintaxe completa de cada função , será descrita adiante. 2.2 - PROGRAMA

É uma seqüência de blocos contendo funções de comando, armazenados na memória, os quais instruem o CNC, onde e como executar uma determinada operação.

O programa pode ter um número especificado no início, através do endereço “O”.

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3. INTRODUÇÃO AOS SISTEMAS DE COORDENADAS

3 - INTRODUÇÃO AOS SISTEMAS DE COORDENADAS

Para que a máquina possa trabalhar com as posições especificadas, estas têm que ser declaradas em um sistema de referência, que corresponde aos sentidos dos movimentos dos carros (eixos X,Y,Z), utiliza-se para este fim o sistema de coordenadas cartesianas.

O sistema de coordenadas da máquina é formado por todos os eixos existentes fisicamente na máquina.

A posição do sistema de coordenadas em relação a máquina depende do tipo de máquina. As direções dos eixos seguem a chamada “regra da mão direita”.

Quando se está diante da máquina o dedo médio representa o eixo da ferramenta, então temos: o polegar a direção X+ o dedo indicador a direção Y+ o dedo médio a direção Z+

3.1 - COORDENADAS ABSOLUTAS

No sistema de coordenadas absolutas as posições dos eixos são medidas a partir do zero-peça pré-estabelecido, sendo que, para se programar nesse sistema, deve-se sempre informar a posição para a qual a ferramenta deve ir.

Exemplo de programação:

6 Manual de Programação e Operação - Linha D - CNC FANUC 0i-Mc T22182C

3. INTRODUÇÃO AOS SISTEMAS DE COORDENADAS 3.2 - COORDENADAS INCREMENTAIS

No sistema de coordenadas incrementais as posições dos eixos são medidas a partir da posição anteriormente estabelecida, sendo que, para se programar nesse sistema, deve-se sempre informar qual é a distância as ser percorrida pela ferramenta a partir da posição atual.

Exemplo de programação:

3.3 - COORDENADAS POLARES

Até agora o método de determinação dos pontos era descrito num sistema de coordenadas cartesianas, porém, existe uma outra maneira de declarar os pontos: em função de ângulos e raios. Esse modo de programação é chamado de sistema de coordenadas polares.

Exemplo de programação:

T22182C Manual de Programação e Operação - Linha D - CNC FANUC 0i-Mc 7

4. FUNÇÕES PREPARATÓRIAS “G”

4 - FUNÇÕES PREPARATÓRIAS “G”

Um número seguido do endereço G determina o modo que uma determinada operação será executada. Os códigos G estão divididos em dois tipos:

a) Modal - O código G permanece ativo até que outro código do mesmo grupo seja programado. b) Não modal - O código G permanece ativo somente no bloco em que foi programado.

Exemplo:

N100 G01 X100 F1000 N110 Y30 N120 X40 N130 G00 Z15 O código G01 permanece ativo do bloco N100 até o bloco N120. No bloco N130 ele é cancelado pelo código G00, pois ambos pertencem ao Grupo 01.

Abaixo segue uma tabela contendo as principais Funções Preparatórias (Códigos G) aplicáveis à programação das máquinas da Linha D.

G00* 01 Posicionamento Rápido G01 01 Interpolação Linear G0201Interpolação Circular no Sentido Horário G0301Interpolação Circular no Sentido Anti-Horário G0400Tempo de permanência (Dwell) G1000Entrada de Dados G1100Cancela Entrada de Dados G15*17Cancela Sistema de Coordenadas Polares G1617Ativa Sistema de Coordenadas Polares G17*02Seleciona o Plano de Trabalho “XY” G1802Seleciona o Plano de Trabalho “XZ” G1902Seleciona o Plano de Trabalho “YZ” G2006Entrada de Dados em Polegadas G21*06Entrada de Dados em Milímetros G2800Retorna o Eixo Programado para o Ponto de Referência (Machine Home) G40*07Cancela a Compensação de Raio de Ferramenta G4107Ativa a Compensação de Raio de Ferramenta (à esquerda do perfil) G4207Ativa a Compensação de Raio de Ferramenta (à direita do perfil) G4308Ativa a Compensação do Comprimento da Ferramenta (direção +) G4408Ativa a Compensação do Comprimento da Ferramenta (direção -) G49*08Cancela Compensação de Comprimento de Ferramenta G50.1*18Cancela Imagem de Espelho G51.118Ativa Imagem de Espelho G5200Sistema de Coordenadas Local (Mudança de Ponto Zero)

8 Manual de Programação e Operação - Linha D - CNC FANUC 0i-Mc T22182C

4. FUNÇÕES PREPARATÓRIAS “G”

G5300Sistema de Coordenadas de Máquina G54*141º Sistema de Coordenada de Trabalho G55142º Sistema de Coordenada de Trabalho G56143º Sistema de Coordenada de Trabalho G57144º Sistema de Coordenada de Trabalho G58145º Sistema de Coordenada de Trabalho G59146º Sistema de Coordenada de Trabalho

G54.1 P_147º Sistema de Coordenada de Trabalho (G54.1 P1) ao 54º (G54.1 P48)

G6500Chamada de Macro G6612Chamada Modal de Macro G67*12Cancela Chamada Modal de Macro G6816Rotação do Sistema de Coordenadas G69*16Cancela Rotação Sistema de Coordenadas G7309Ciclo de Furação com Quebra de Cavaco G7409Ciclo de Roscamento com Macho (Rosca a esquerda) G7609Ciclo de Mandrilamento Fino com Retorno Deslocado do Centro G80*09Cancela Ciclos Fixos do Grupo 09 G8109Ciclo de Furação Contínua G8209Ciclo de Furação Contínua com Tempo de Permanência G8309Ciclo de Furação com Descarga de Cavaco G8409Ciclo de Roscamento com Macho (Rosca a direita) G8509Ciclo de Mandrilamento com Retração em Avanço Programado G8609Ciclo de Mandrilamento com Retração em Avanço Rápido G8709Ciclo de Mandrilamento para Rebaixo Interno G8809Ciclo de Mandrilamento com Retorno Manual G8909Ciclo de Mandrilamento com Dwell e Retração em Avanço Programado G90*03Sistema de Coordenadas Absolutas G9103Sistema de Coordenadas Incrementais G9200Estabelece Nova Origem G94*05Avanço em Milímetro/Polegada por Minuto G9505Avanço em Milímetro/Polegada por Rotação G98*10Retorno ao Posicionamento Inicial durante os Ciclos Fixos G9910Retorno ao “Plano R” durante os Ciclos Fixos

NOTAS: 1 - Os códigos G marcados com * são ativados automaticamente ao se ligar a máquina. 2 - Os códigos G do grupo 0 não são modais 3 - Mais que um código G podem ser especificados no mesmo bloco, porém no caso de pertencerem ao mesmo grupo, o código G especificado por último será o efetivado. 4 - Se qualquer código G do grupo 01 for especificado num ciclo fixo, este ciclo será automaticamente cancelado e a condição G80 assumida. Entretanto, um código G do grupo 01 não é afetado por qualquer código G de ciclo fixo.

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5. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO 5 - FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

5.1 - FUNÇÃO: G00 - POSICIONAMENTO RÁPIDO

Explanação:

Os eixos são movidos em um avanço rápido para uma certa posição com referência ao zero programa, ou a uma distância incremental partindo da posição atual, de acordo com a função G90 ou G91 previamente estabelecida.

Se mais que um eixo for especificado no bloco, o posicionamento se fará inicialmente à 45 graus, completando posteriormente o eixo mais longo, se houver diferença entre ambos.

Nas máquinas da linha D, a velocidade de deslocamento em avanço rápido nos eixos X, Y e Z é de 30 metros por minuto para todos os modelos.

G00 XY_____ Z_______

Sintaxe:

onde: X = Coordenada do ponto final do movimento para o eixo linear X Y = Coordenada do ponto final do movimento para o eixo linear Y Z = Coordenada do ponto final do movimento para o eixo linear Z

NOTA: Deve-se ajustar o parâmetro 1401 bit 1. = 0 para o deslocamento em G00 ser realizado sempre a 45º.

= 1 para o deslocamento em G00 atingir os eixos “X”e “Y” ao mesmo tempo.

5.2 - FUNÇÃO: G01 - INTERPOLAÇÃO LINEAR

Explanação:

Os eixos são movidos em avanço programado, especificado por F, para uma certa posição com referência ao zero programa, ou a uma distância incremental partindo da posição atual, de acordo com a função G90 ou G91 previamente estabelecida.

A velocidade máxima de avanço programável é de 15000 milímetros por minuto, ou seja, 15 metros por minuto.

G01 XY______ Z______ F_______

Sintaxe:

onde: X = Coordenada do ponto final do movimento para o eixo linear X Y = Coordenada do ponto final do movimento para o eixo linear Y Z = Coordenada do ponto final do movimento para o eixo linear Z F = Velocidade de avanço (m/min ou m/rotação)

10 Manual de Programação e Operação - Linha D - CNC FANUC 0i-Mc T22182C

5. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO EXEMPLO 1:

G00 X-30 Y15 (POS 1); G0 Z-3 G1 X230 Y15 F800 (POS 2); G0 X230 Y55 (POS 3); G1 X-30 Y55 (POS 4); G0 X-30 Y95 (POS 5); G1 X230 Y95 (POS 6); G0 X230 Y135 (POS 7); G1 X-30 Y135 (POS 8); G0 Z10 :

POS 7POS 8

PROFUNDIDADE 3 m

POS 1 POS 2

POS 3 POS 4

POS 5 POS 6

CABEÇOTE DE FACEAMENTO 50

EXEMPLO 2:

G00 X0 Y0 Z0 G01 Z-7 F300 G01 X10 Y10 G01 X80 Y10 G01 X100 Y40 G01 X80 Y70 G01 X60 Y70 G01 X10 Y40 G01 X10 Y10 G00 X0 Y0

G00 X0 Y0 Z0 G01 Z-7 F300 X10 Y10 X80 X100 Y40 X80 Y70 X60 X10 Y40 Y10 G00 X0 Y0

OBSERVAÇÃO: No exemplo acima todos os posicionametos programados são realizados a partir do centro da ferramenta pois não está sendo utilizada a função de compensação do raio da ferramenta.

5.3 - FUNÇÕES G02 E G03 - INTERPOLAÇÃO CIRCULAR Explanação:

Através da interpolação circular, arcos são gerados no sentido horário ( G02 ) ou antihorário ( G03 ).

É necessário definir o plano de trabalho dos eixos para o arco.

Sentido horário ou anti-horário, tem por definição a vista na direção positiva para a negativa do eixo que não faz parte do plano de trabalho.

A sintaxe a seguir para G02 também é válida para G03

T22182C Manual de Programação e Operação - Linha D - CNC FANUC 0i-Mc 1

5. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO Sintaxe:

a) Arco sobre o plano X Y

G02 XY___ R___ F___ ouG17
G02 XY___ I___ J___ F___

G17 b) Arco sobre o plano X Z

G02 XZ___ R___ F___ouG18
G02 XZ___ I___ K___ F___

G18 c) Arco sobre o plano Y Z

G02 YZ___ R___ F___ ouG19
G02 YZ___ J___ K___ F___

Descrição dos comandos:

G17 - Especificação para arco sobre o plano XY G18 - Especificação para arco sobre o plano XZ G19 - Especificação para arco sobre o plano YZ G02 - Interpolação circular sentido horário G03 - Interpolação circular sentido anti-horário X - Posição final do arco em X Y - Posição final do arco em Y Z - Posição final do arco em Z I - Distância em X com sinal ( + - ) do ponto de início ao centro do arco J - Distância em Y com sinal ( + - ) do ponto de início ao centro do arco K - Distância em Z com sinal ( + _ ) do ponto de início ao centro do arco R - Raio do arco ( negativo para arco maior que 180 graus ) F - Velocidade de avanço ao longo do arco

Exemplos de indicação de plano de trabalho

G02 G17 Y

X G03

G02 G18 ZX

G02 G19 YZ

O ponto final do arco é especificado pelos endereços X , Y ou Z e pode ser expresso como valor absoluto ou incremental dependendo da função G90 ou G91. O centro do arco é especificado pelos endereços I , J , K para os eixos X , Y , Z respectivamente. O valor numérico que segue I , J , K é um vetor que parte do ponto de início do arco até o centro

12 Manual de Programação e Operação - Linha D - CNC FANUC 0i-Mc T22182C

5. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO do arco . Ele é sempre definido como um valor incremental independente do código G90 ou G91 programado.

Ponto inicial

Ponto final (Y,Z)

Ponto inicial

Ponto final (X,Z)

Ponto inicial

Ponto final (X,Y)

Exemplo: G00 X-10 Y-10 Z0 G01 Z-15 F300 X0 Y0 X100 Y30 G02 X80 Y50 R20 (ou G02 X80 Y50 I0 J20 ) G01 Y60 G03 X20 Y60 R30 (ou G03 X20 Y60 I-30 J0 ) G1 Y50 G02 X0 Y30 R20 (ou G02 X0 Y30 I-20 J0 ) G01 Y0 X-10 Y-10

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