Transtorno de conduta e transtorno desafiador

Transtorno de conduta e transtorno desafiador

TRANSTORNO DE CONDUTA E TRANSTORNO DE OPOSIÇÃO DESAFIADOR

Discentes: Andressa Carvalho

Antônia Marcilene

Delaine Carneiro

Francisca Ferreira

Docente: Andrea

7° período de Enfermagem

INTRODUÇÃO * Os transtornos disruptivos são considerados difíceis de diagnosticar e tratar, uma vez que as crianças e os adolescentes, em seu ciclo normal de desenvolvimento, apresentam uma série de classes de comportamentos, incluindo os desafiadores. (BARLETTA, 2011). * Segundo Bordin e Offord (2000), comportamentos como mentir e matar aulas fazem parte do desenvolvimento da criança e do adolescente, especialmente quando ocorrem de forma isolada ou esporádica..

 TRANSTORNO DE OPOSIÇÃO DESAFIANTE * É um dos transtornos mais comuns em crianças e adolescentes. O TOD faz parte do grupo de transtornos chamados disruptivos(REZENDE, 2017). * Psiquiatras definem o TOD como um padrão persistente de comportamento desobediente, hostil e desafiador contra figuras de autoridade como pais e professores (REZENDE, 2017).

COMPORTAMENTOS MAIS FREQUENTES De acordo com Rezende (2017) No transtorno de oposição desafiante são frequentes os comportamentos: * Desobediência- frequentemente se opõe a regras * Desafia normas e recomendações de adultos * Ignoram solicitações * Propositalmente irritam e perturbam os outros * Culpam os outros pelos seus próprios erros * Apresentam ressentimento e surtos de raiva frequentes * Buscam por vingança * Hostilidade * Agressão verbal

CAUSA Segundo Rezende (2017) A maioria das teorias causais enfatizam fatores de risco sociais e psicológicos, sobretudo no ambiente familiar: * Relacionamento negativo com os pais * Pais negligentes ou ausentes * Comportamento agressivo dos pais * Vivência de vulnerabilidades sociais * Ambiente social desregrado * Instabilidade familiar * Abuso físico, sexual e/ou psicológico * Disciplina inconsistente * Dificuldade ou inabilidade em construir relações sociais * Vivências em comunidades com alto índice de criminalidade e/ou situações de miséria.

DIAGNÓSTICO Critérios de diagnóstico segundo a DSM IV-TR (APA, 2002) 1- frequentemente perde a paciência 2- frequentemente discutir com adulto 3- com frequência desafia ou se recusa ativamente a obedecer a solicitações ou regras dos adultos . 4- frequentemente perturba as pessoas de forma deliberada. 5-frenquentemente responsabiliza os outros por seus erros ou mau comportamento 6- mostrar –se frequentemente suscetível ou é aborrecido com facilidade pelos outros . 7- frequentemente enraivecido e ressentido 8- frequentemente rancoroso ou vingativo

TRATAMENTO * O tratamento consiste de uma combinação de estratégias (REZENDE, 2017). * Considerando que o desenvolvimento do transtorno está relacionado a fatores de riscos sociais (sobretudo de ambiente familiar) (REZENDE, 2017). * Terapia psicológica com a criança ou adolescente (REZENDE, 2017). * Orientação e treino dos pais e terapia familiar (REZENDE, 2017). * Algumas crianças também podem ter a necessidade do uso de medicamentos, principalmente quando o TOD está associado a outros transtornos como ansiedade ou depressão (REZENDE, 2017).

ASSOCIAÇÃO COM OUTROS TRANSTORNOS * Chamamos essa ocorrência conjunta de mais de um transtorno de comorbidade. (REZENDE, 2017). * De acordo com Rezende (2017) Algumas condições coexistem com TOD: * TDAH * Transtornos de ansiedade * Transtornos de humor (como depressão e bipolaridade) * Transtornos de aprendizagem * Transtornos de linguagem

TRANSTORNO DE CONDUTA * O transtorno de conduta é um conjunto de problemas emocionais e comportamentais apresentado por algumas crianças e adolescentes em que há um padrão repetitivo e persistente de conduta agressiva ,desafiadora ,antissocial (TEIXEIRA, 2011). NÍVEIS DE GRAVIDADE De acordo com Ballone; Moura,(2008). Leve : * Mentiras, gazetas à escola, permanência na rua á noite sem permissão.    

Moderado:  * Já pode haver furtos sem confronto com a vítima, vandalismo, uso de fumo e/ou outra droga. Severo: * Problemas que causam danos consideráveis a outros, tais como, sexo forçado, crueldade física, uso de arma, roubo com confronto com a vítima, arrombamento e invasão.   SINTOMAS Segundo Bordin; Offord (2000).Os sintomas do transtorno da conduta são: * Brigas com uso de armas, arrombamentos * Mentir, enganar, matar aulas, furtar objetos de pouco valor * Abuso de álcool/drogas, principalmente no sexo masculino * Quadros de ansiedade e depressão, principalmente no sexo feminino. * Pouca empatia, insensíveis a sentimentos e emoções alheias, * Não sentem culpa ou remorso por seus atos ,são manipuladoras.

  CAUSAS * Não existe uma causa específica para o TC (DIAS, 2016). * Atualmente, acredita-se que vulnerabilidades genéticas estariam associadas a fatores ambientais ou estressores sociais, que funcionariam como desencadeadores dessa condição (DIAS, 2016). DIAGNÓSTICO Os critérios diagnósticos do DSM-IV para transtorno da conduta incluem 15 possibilidades de comportamento antissocial (BORDIN; OFFORD, 2000). 1- frequentemente persegue, atormenta, ameaça ou intimida os outros; 2- frequentemente inicia lutas corporais; 3- já usou armas que podem causar ferimentos graves (pau, pedra, caco de vidro, faca, revólver); 4- foi cruel com as pessoas, ferindo-as fisicamente;

5- foi cruel com os animais, ferindo-os fisicamente; 6-roubou ou assaltou, confrontando a vítima; 7-submeteu alguém a atividade sexual forçada; 8- iniciou incêndio deliberadamente com a intenção de provocar sérios danos; 9-destruiu propriedade alheia deliberadamente (não pelo fogo); 10-arrombou e invadiu casa, prédio ou carro; 11-mente e engana para obter ganhos materiais ou favores ou para fugir de obrigações; 12- furtou objetos de valor; 13- frequentemente passa a noite fora, apesar da proibição dos pais (início antes dos 13 anos); 14-fugiu de casa pelo menos duas vezes, passando a noite fora, enquanto morava com os pais ou pais substitutos (ou fugiu de casa uma vez, ausentando-se por um longo período); 15-falta na escola sem motivo, matando aulas frequentemente (início antes dos 15 anos).

TRATAMENTO   * Intervenções junto à família e a escola, psicoterapia individual e familiar (BORDIN; OFFORD, 2000). * Quanto mais jovem e menores classificações se enquadrar, maiores serão as chances de "cura" com o tratamento, com a psicoterapia (BORDIN; OFFORD, 2000). * Com adolescentes que já causaram vários delitos além da psicoterapia também é importante aulas de música, de artes (BORDIN; OFFORD, 2000). * O uso de medicamento é necessário quando existe a presença de agressões, paranoias, TDAH (BORDIN; OFFORD, 2000).

CONSIDERAÇÕES FINAIS * Os transtornos disruptivos são os transtornos psiquiátricos mais frequentes na infância e têm grande impacto na adolescência e na vida adulta. É importante ressaltar que tal comportamento causa prejuízos clinicamente significativos no funcionamento social, escolar, familiar desse individuo. * É necessário que se saiba diferenciar esses comportamentos antissociais que ocorrem no seu ciclo normal de desenvolvimento e aos transtornos de comportamentos no qual tem um padrão persistente e repetitivo. * Dessa forma, mostra-se necessário uma boa avaliação individualista e específica para cada situação e cada paciente, a fim de poder determinar as melhores estratégias .,

REFERÊNCIAS BALLONE G.J, MOURA, E.C. Transtorno de Conduta, PsiquiWeb, 2008. Disponível em: http://psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=136 BARLETTA, J.B. Avaliação e intervenção psicoterapêutica nos transtornos disruptivos: algumas reflexões. Rev. bras.ter. cogn. vol.7 no.2 . Rio de Janeiro dez. 2011. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-56872011000200005   BORDIN, I.A.S, OFFORD, D.R. Transtorno da conduta e comportamento anti-social. Rev. Bras. Psiquiatr. vol.22  s.2 São Paulo Dec. 2000 . Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44462000000600004  

DIAS, C.N. Transtorno de Conduta, SlideShare, 2016. Disponível em: https://pt.slideshare.net/CassiaNathalia1/transtorno-de-conduta REZENDE, DE E. Transtorno de Oposição Desafiante, Psicologia para Educadores, 2017 Disponível em: http://www.psicoedu.com.br/2017/01/transtorno-oposicao-desafiante.html PINHEIRO,M.A.S et al. Transtorno desafiador de oposição: uma revisão de correlatos neurobiológicos e ambientais, comorbidades, tratamento e prognóstico. Rev. Bras. Psiquiatr. vol.26 no.4 São Paulo Dec. 2004. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44462004000400013   TEIXEIRA,G. Transtorno de Conduta, Rio de Janeiro, 2011. Disponível em: http://www.comportamentoinfantil.com/index.html

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