Apostila sobre os conceitos basicos sobre lubrificação
IPIRANGA
LUBRIFICA O
Dados hist ricos confirmam que h mais de mil anos a.C. o homem j utilizava processos de diminui o de atrito, sem conhecer estes princ pios, como hoje, s o conhecidos por lubrifica o. Embora n o muito vista, pois sua regi o de trabalho geralmente escondida entre as engrenagens de um equipamento, a lubrifica o desenvolve uma importante fun o de qualquer m quina. dif cil deixar de relacionar a id ia de lubrifica o ao petr leo, isto porque subst ncias derivadas do mesmo s o mais frequentemente empregadas na formula o de leos lubrificantes. A origem da palavra petr leo vem do latim petra ( pedra) + oleum ( leo). O petr leo j era conhecido antes mesmo do seu real descobrimento, pois in meras refer ncias s o encontradas, inclusive em textos b blicos em que os povos antigos como os eg pcios, gregos, fen cios, e astecas o utilizavam em diferentes aplica es, tais como: Embalsamento Flechas incendi rias Calafeta o de embarca es Material de liga para constru es
DE QUE MANEIRA SURGIU A NECESSIDADE DE LUBRIFICA O?
Era necess rio descobrir um meio de minimizar o atrito. O meio ambiente preferido da lubrifica o geralmente a rea de atrito. Da mesma maneira que existem diferentes tipos de atrito, existem diferentes tipos de lubrificantes ( leo lubrificante, graxa, etc). Os diferentes tipos de atrito s o encontrados em qualquer tipo de movimento entre s lidos, l quidos ou gases. No caso de s lidos, o atrito pode ser definido como a resist ncia que se manifesta ao se movimentar um corpo sobre o outro. Como o atrito sempre menor que o atrito s lido, a lubrifica o consiste na interposi o de uma subst ncia flu da entre duas superf cies, evitando-se assim, o contato s lido com s lido, produzindo-se o atrito fluido. Lubrifica o em si, quer dizer menos esfor o, menor atrito, menos desgaste, enfim, diminui o no consumo de energia. Entre os diferentes tipos de produtos usados na lubrifica o, a partir de agora vamos concentrar nossas aten es nos leos lubrificantes. Estes circundam as atividades do ser humano, pois s o aplicados nos mais variados segmentos de ind strias tais como: AUTOMOTIVA ( carros, nibus, caminh es) MAR TIMA ( navios) FERROVIA ( locomotivas) AGR COLAS ( tratores, coleitadeiras) IND STRIA EM GERAL ( metal rgica, usina, minera o, etc)
Os leos lubrificantes s o mais citados de duas maneiras: LEOS AUTOMATIVOS LEOS INDUSTRIAIS
QUAL A COMPOSI O DE UM LEO LUBRIFICANTE ?
O leo lubrificante pode ser formulado somente com leos b sicos ( leo mineral puro) ou agregados e aditivos. Inicialmente a lubrifica o era feita com leo mineral puro at a descoberta do aditivo. Esta palavra s vezes confundida pelo usu rio. Quando se fala em aditivo o consumidor associa-o t o somente com os produtos comercializados em postos de servi o, e utilizados diretamente nos combust veis ( lcool, gasolina e diesel). O aditivo que vamos citar aqui utilizado na formula o do leo lubrificante. O tratamento percentual recomendado pelos supridores de aditivos pode variar em m dia de 0,25 a 28% em volume. O leo b sico, por ser um dos principais componentes do lubrificante, apresenta elevado ndice de influ ncia na performance do mesmo. As caracter sticas do leo b sico utilizado no lubrificante s o provenientes, entre outros, de dois importantes fatores: ESCOLHA DO CRU PROCESSO DE REFINA O Podemos agrupar as caracter sticas do leo cru atrav s dos tipos ( estruturas) e propriedades. Assim sendo encontramos os tipos saturados com cadeias lineares, ramificadas, c clicas e os arom ticas. Os leos b sicos do tipo saturado com cadeias lineares ou ramificadas s o denominados PARAF NICOS. Os de cadeias c clicas s o chamados NAFT NICOS. Os paraf nicos predominam na formula o dos leos lubrificantes devido a sua maior estabilidade a oxida o, j os naft nicos, s o mais aplicados em condi es de baixa temperatura. Os leos b sicos naft nicos, al m de possuir uma menor faixa de uso, se comparado com os paraf nicos, vem apresentando ultimamente pequena e decrescente disponibilidade no mercado, devido a escassez no mundo, das fontes de origem ( tipo de cru). O leo sint tico come ou a ser usado na composi o de lubrificantes, em aplica es nobres e espec ficas que exijam do lubrificante caracter sticas especiais.
TABELA I ESPECIFICA ES DE VISCOSIDADE DOS LEOS B SICOS leo B sico Petrobr s Viscosidade a 40 C Minimo Spindle-09 Neutro Leve-29 Neutro Leve-30 Neutro M dio-55 Neutro M dio-80 Neutro Pesado-95 Turbina Leve-25 Turbina Pesado-85 Bright Stock-30 Bright Stock-33 Cilindro-45 ( I ) Cilindro-60 ( II ) 8.3 27.0 28.0 50.3 75.0 94.0 24.1 80.8 M ximo 10.9 31.0 32.0 61.9 82.8 101.8 27.1 86.5 Viscosidade a 100 C M nimo 28.5 30.6 41.0 57.5 M ximo 32.7 34.8 45.3 65.8
Entre as propriedades dos leos b sicos destacam-se o ndice de viscosidade e o ponto de fluidez. Existem tamb m os heteroat micos, cuja cadeia, al m de apresentar o carbono e hidrog nio, apresentam outros tipos de tomos como o enxofre, nitrog nio s o indesej veis na composi o dos leos, ao contr rio dos componentes de enxofre, que s o benef cios por proporcionar resist ncia a oxida o. Para obten o do leo b sico, o cru sofre uma s rie de tratamentos entre os quais destacam-se a destila o atmosf rica, destila o a v cuo, extra o por solvente, desparafiniza o e hidroacabamento. A destila o atmosf rica e a v cuo constam dos processos de separa o. A destila o atmosf rica remove as fra es leves e a destila o a v cuo separa as fra es pesadas. A capacidade de oxida o e forma o de dep sitos de um leo lubrificante est o relacionados com a composi o do leo b sico. As propriedades dos leos b sicos podem ser melhoradas atrav s da aplica o de aditivos. Estes produtos s o qu micos produzidos para proporcionar e/ou refor ar no leo b sico caracter sticas f sicoqu micas desej veis e eliminar e/ou diminuir os efeitos de aalgumas caracter sticas indesej veis a lubrifica o. A adi o de aditivos aos leos b sicos deve-se ao avan o tecnol gico dos equipamentos que passaram a requerer uma evolu o tamb m na lubrifica o . O leo mineral puro tornou-se insuficiente para lubrificar m quinas mais sofisticadas. Os aditivos proporcionaram aos lubrificantes caracter sticas, tais como: *Dispers ncia *Deterg ncia Inibidora *Antidesgaste *Antioxidante *Anticorrosiva
*Antiespumante *Modificar a Viscosidade *Emulsionar *Abaixar o Ponto de Fluidez *Adesividade *Passivadores *Outros Os aditivos que proporcionam as caracter sticas mencionadas acima, dependendo da necessidade, podem ser aplicados individualmente ou em conjunto ao leo b sico.
PRINCIPAIS SEGMENTOS
No Brasil, por volta de 1920, revigorava-se o processo iniciado pelo Bar o de Mau . Chamin s come aram a fazer parte da nossa paisagem: tecelagens, sider rgicas, cer micas, serrarias, ferrovias, etc. Inicialmente os lubrificantes eram simplesmente conhecidos como leo de motor e leo de m quina. As graxas, por sua vez, como graxa patente e de rolim . A pr xima d cada caracterizou-se , ent o, pelo uso de uma grande variedade de produtos para lubrificar uma determinada ind stria. Esse crit rio levava a exageros, exigindo, muitas vezes, o emprego de quatro ou mais lubrificantes diferentes em uma mesma m quina, quando se poderia possivelmente ter uma lubrifica o adequada com apenas dois produtos. S o os seguintes os segmentos industriais que tornaram-se mais significativos no mercado de lubrificantes Ind strias T xteis Empresas de Transportes Usinas Sider rgicas F bricas de Pneus e Artefatos de Borracha Empresas de Minera o F bricas de Papel F brica de Cimento Ind strias Automobilistas Formuladores de Lubrificantes Constru o Civil Pedreiras - Britagem
LUBRIFICA O PLANEJADA
Surgia assim a filosofia de lubrifica o industrial planejada: obter uma lubrifica o eficaz usando um m nimo de produtos, controlando consumos e desempenho e, sobretudo, programando as paradas para manuten o preventiva. A base do programa um sistema de c digos e s mbolos que identifica os lubrificantes, pontos de aplica o e periodicidade. A elabora o do plano necessita ser feita por t cnico qualificado o qual, a partir do levantamento das m quinas existentes, caracter sticas dos lubrificantes, carga de trabalho e distribui o dos equipamentos, preparar cart es de identifica o e mapas de controle, orientando em um determinado fluxo particular para cada ind stria. Mas, para que essa evolu o de processo se tornasse poss vel , os produtos tamb m precisaram evoluir.
CARACTER STICAS DOS LUBRIFICANTES
A qualidade de uma produto comprovada somente ap s a aplica o e avalia o do seu desempenho em servi o. Esta performance est ligada composi o qu mica do lubrificante, resultante do petr leo bruto, do refino, dos aditivos e do balanceamento da formula o. Esta combina o de fatores d ao lubrificante certas caracter sticas f sicas e qu micas que permitem um controle de uniformidade e n vel de qualidade. Chamamos de AN LISE T PICA a um conjunto de valores que representa a m dia das medidas de cada caracter stica. Consequentemente, a amostra de uma determinada fabrica o, dificilmente apresenta resultados iguais aos da an lise t pica, entretanto situando-se dentro de uma faixa de toler ncia aceit vel. Ao conjunto de faixas de toler ncia e limites de enquadramento de cada fabrica o, d -se o nome de ESPECIFICA O . Conv m mencionar que as especifica es n o s o garantia de bom desempenho do lubrificante, pois somente a aplica o demonstra a performance. Os ENSAIOS DE LABOR TORIO simulam condi es do aplica o do lubrificante, sem entretanto garantir um bom desempenho de servi o.
ENSAIOS DE LABORAT RIO
S o as seguintes as principais an lises que definem caracter sticas e especifica es de leos e graxas lubrificantes: 1.Viscosidade a principal propriedade f sica de leos lubrificantes. A viscosidade est relacionada com o atrito entre as mol culas do fluido, podendo ser definida como a resist ncia ao escoamento que os fluidos apresentam sob influ ncia da gravidade ( viscosidade cinem tica). Viscosidade absoluta , ou viscosidade din mica, o produto da viscosidade cinem tica pela densidade.
2. ndice de viscosidade (IV) um n mero emp rico que indica o grau de mudan a da viscosidade de um leo a uma dada temperatura. Alto IV significa pequenas mudan as na viscosidade com a temperatura, enquanto baixo IV reflete grande mudan a com a temperatura.
3. Ponto de Fulgor Ponto de fulgor ou lampejo a temperatura em que o leo, quando aquecido em aparelho adequado, desprende os primeiros vapores que s inflamam momentaneamente ( lampejo) ao contato de uma chama. 4. Ponto de fluidez Ponto de fluidez a menor temperatura, expressa em m ltiplos de 3 C, na qual a amostra ainda flui, quando resfriada e observada sob condi es determinadas. 5. gua por destila o Determina a porcentagem de gua presente em uma atmosfera de leo.
6. gua e sedimentos Por esse m todo, podemos determinar o teor de part culas insol veis contidas numa amostra de leo, somadas com a quantidade de gua presente nesta mesma amostra. 7. N mero de neutraliza o Este teste determina a quantidade e o car ter cido ou b sico dos produtos. As caracter sticas cidas ou b sicas dependem da natureza do produto , do conte do de aditivos , do processo de refina o e da deteriora o em servi o. 8. Demulsibilidade Demulsibilidade a capacidade que possuem os leos de se separarem da gua. 9. Dilui o Nos d a percentagem de combust vel que se apresenta como contaminante numa amostra de leo lubrificante. 10. Consist ncia Consist ncia de uma graxa a resist ncia que esta op e deforma o sob a aplica o de uma for a. 11. Ponto de gota O ponto de gota de uma graxa a temperatura em que se inicia a mudan a de estado pastoso para o estado l quido ( primeira gota). 12. Espectroscopia Trata-se de uma t cnica amplamente utilizada na determina o qualitativa e quantitativa de metais em leos lubrificantes. Os elementos met licos podem ser provenientes da aditiva o ( melhoradores de performance) e/ou de desgaste. Atualmente h equipamentos que podem determinar a concentra o em parte por milh o ( ppm) de 20 elementos simultaneamente. Os principais tipos de espectrometros usados s o: absor o at mica , espectrometro de emiss o at mica, plasma, raios-X e fluoresc ncia, todos apresentam vantagens e desvantagens na sua utiliza o, da as empresas optarem por aquele que melhor atende as expectativas definidas no atendimento de seus clientes. 13. Infravermelho - transformada de Fourier A espectroscopia de infravermelho por transformada de Fourier uma t cnica que est sendo aceita como um m todo r pido que permite quantificar: oxida o, nitra o, fuligem, sulfata o, gua, dilui o por combust vel, contamina o por glicol e deple o de aditivos.
PRINCIPAIS APLICA ES E EXIG NCIAS
1. Sistemas hidr ulicos Os sistemas hidr ulicos transmitem e multiplicam for as, atrav s de um fluido ( leo) sob press o. Esses sistemas s o usados para operar e controlar maquin rios em praticamente todos os segmentos da ind stria. O leo hidr ulico, como chamado, al m de sua fun o principal como transmissor de for a, deve lubrificar os componentes do sistema hidr ulico, possuindo condi es antidesgaste, antioxidante, antiferrugem e antiespumante. 2. Turbinas Turbinas s o mecanismos atrav s dos quais a energia do vapor, gua ou g s, convertida em movimento para gerar trabalho. Os modernos leos de turbina devem ter algumas propriedades importantes como viscosidade adequada, resist ncia oxida o e forma o de borra, preven o contra ferrugem, prote o dos mancais contra corros o, resist ncia a forma o de espuma e f cil separa o da gua, al m de permanecer em uso por longos per odos sem se degradar. 3.Redutores industriais ( engrenagens) S o elementos de m quinas, cujo fun o transmitir movimentos de rota o e pot ncia de uma parte da m quina para outra. Os diversos tipos de engrenagens ( helicoidais, c nicas, hip ides, rosca sem fim, dentes retos, espinha de peixe, entre outras) est o sujeitas a grande varia es de cargas, sobretudo em fun o das aplica es. Seus leos s o formuladas com aditivos de extrema press o a base de steres sulfurados e compostos org nicos de enxofre e f sforo, particularmente eficazes na presen a de superf cies de a o, onde as temperaturas localizadas s o altas o suficiente para originar uma rea o qu mica. Apresentam estabilidade t rmica, possuem inibidor de espuma, caracter sticas antidesgastante e n o corrosiva, al m de excelente capacidade de separa o da gua, 4.Sistema de transfer ncia de calor Em muitas ind strias, entre elas a produ o de pl sticos, tintas, sab es, graxas, borrachas, cerras, vernizes, produtos qu micos, alimentos e outras especialidades, necess rio prover e controlar cuidadosamente o fluxo de calor durante o processo de fabrica o. O calor pode ser aplicado diretamente sobre o vasilhame, tacho ou pe a apropriada, todavia h sempre o perigo de superaquecimento nas partes adjacentes chama, e consequentemente explos o, dependendo dos tipos de materiais empregados. O fluido para transfer ncia de calor deve possuir boa condutividade t rmica, adequado calor espec fico e resist ncia e oxida o. Isso reduz a tend ncia ao espessamento e forma o de dep sitos, o que permite opera es de altas temperaturas por longos per odos. 5. Guias e barramentos As guias e mesas das m quinas operatrizes devem permitir Deslizamentos suaves dos carros e porta ferramentas, mesmo ap s paralisa es noturnas ou prolongados finais de semana. Esses leos s o formulados a
partir de b sicos selecionados, enriquecidos com agentes de oleosidade , extrema press o e adesividade , o que assegura opera es dos carros sem trepida o, caracter stica indispens vel as usinagens de precis o. 6. Cilindros a vapor S o produtos desenvolvidos especificamente para a lubrifica o de mancais de deslizamento, operando a baixas velocidades perif ricas e elevadas cargas, como o caso dos mancais dos rolos de moendas em usinas de a car e lcool . S o derivados de petr leo de acentuada capacidade de separa o da gua, aditivados com agentes de extrema press o, inibidos contra oxida o e de alta resist ncia ao espessamento em servi o. Seu uso permite s usinas moer mais por per odo, sem paradas ou aquecimentos, minimizando assim os custos operacionais. 7. Usinagem de metais ( leo de corte) Quando, apropriadamente selecionados, manuseados e aplicado, proporcionam maiores velocidades de corte. Menos afia es de ferramentas, maior produ o e outras vantagens. Essencialmente, cabe a tais fluidos as seguintes fun es b sicas: 1. Agir como refrigerante 2. Agir como lubrificante 3. Proteger as partes contra ferrugem. Os fluidos de corte podem ser divididos convenientemente em dois grandes grupos: os integrais e os emulsion veis. Os primeiros s o mais efetivos como lubrificantes e os outros como refrigerantes 8. Tratamento t rmico Por tratamento t rmico entende-se o conjunto de opera es de aquecimento, equaliza o da temperatura e resfriamento das ligas met licas no estado s lido, com a finalidade de modificar a estrutura cristalina e alcan ar as propriedades t picas e mec nicas desejadas. A escolha adequada do leo depende, para citar apenas algumas vari veis, das caracter sticas do a o a ser tratado, da dureza desejada, do tamanho da pe a, da temperatura do banho e do processo empregado. Esses produtos devem ser excepcionalmente est veis em temperaturas elevadas, possuindo resist ncia natural a altera es qu micas, poss veis de ocorrer durante o contato do meio refrigerante como as superf cies met licas quentes. 9. leos protetivos para metais Estimativas indicam que, anualmente, cerca de 2% da produ o mundial de a o destru da pela ferrugem. Al m dos bvios preju zos diretos, as despesas decorrentes de reparos, substitui o de pe as, rejeito de produtos acabados, custos de paralisa o e m o-de-obra na manuten o alcan am vultuosas somas. Os leos protetivos s o utilizados para a pulveriza o de chassis automotivos e equipamentos industriais , protegendo as superf cies met licas dos processos de oxida o e ferrugem. 10. M quinas t xteis A industria t xtil ( fia o, tecelagem, malharia, entre outros) al m de ser uma das mais antigas, altamente variada, existindo catalogados cerca de 300 processos diferentes.
Este fato implica em grande diversidade de m quinas e, consequentemente, ampla faixa de exig ncias na lubrifica o. Por outro lado, a evolu o tecnol gica neste tipo de ind stria tem sido significativa nos ltimos anos, exigindo dos industriais maci os investimentos e constante aprimoramento em suas m quinas e processos. leos altamente refinados, com capacidade antioxidante e de adesividade s o exigidos nessas aplica es. 11. leos de processo leos de processo s o produtos acabados, puros ou misturados, cujo principal uso pode n o ser exclusivamente a lubrifica o. Incluem-se nestas s ries produtos para processamento de borrachas, madeiras , tintas, amaciamento de couros, preserva o de madeiras e muitos outros que podem ser desenvolvidos para satisfazer exig ncias mais espec ficas. 12. leos isolantes Os transformadores el tricos s o m quinas estacion rias, utilizadas em corrente alternada para mudar a voltagem sem altera o de frequ ncia . Basicamente, s o de funcionamento simples, sem pe as m veis e utilizam um fluido que al m de ser isolante, deve tamb m permitir boa troca de calor com o ambiente. Al m dessas caracter sticas , os isolantes devem possuir estabilidade qu mica, alto ponto de fluidez , aus ncia de cidos org nicos e enxofre corrosivo, ou outros contaminantes que possam afetar os materiais usados nos transformadores.
COMO O LUBRIFICANTE TRABALHA
A vida de um leo lubrificante dentro de uma m quina ingrata: entra limpo, claro e, ao ser drenado, sai sujo, contendo impurezas, mas satisfeito pelo cumprimento do dever. O p blico consumidor se engana ao pensar que o leo no per odo de troca deve sair como entrou, isto , limpo. A fun o do lubrificante de sacrif cio, pois ele deve arrastar todas as impurezas e desgaste, evitando que as mesmas se depositem no motor ou equipamento. Entre os diversos tipos de contaminantes, podem citar tr s grupos: os abrasivos (poeiras, part culas de metais), os produtos provenientes da combust o ( gua, cidos e fuligem) e os produtos provenientes da oxida o do leo (verniz). Nos motores a gasolina ocorrem a forma o de dep sitos, verniz e borra, e nos motores a diesel, al m dos dep sitos, temos ainda a forma o de laca e fuligem. No caso de uma combust o parcial, os produtos parcialmente oxidados na c mara de combust o (l quidos) escorrem pelas paredes dos cilindros e pelos pist es, convertendo-se em dep sitos pegajosos e em carbono. A presen a de dep sito nociva, pois al m de reduzir a transfer ncia de calor, provoca o agarramento dos an is. No caso dos motores a diesel, encontramos outra vari vel agravante. Trata-se do enxofre contido neste combust vel. Este vai dar origem a xidos de enxofre, que em contato com a gua origina o cido sulf rico.
Para combater esta indesejada acidez ( a o corrosiva) necess rio uma adequada reserva alcalina. O percentual do enxofre no diesel brasileiro elevado, se comparado com outros pa ses. Em resumo, o leo lubrificante, para sair vencedor neste vasto campo de combate, tem que possuir pelo menos as seguintes qualidades: reduzir a resist ncia por fric o; proteger contra a corros o e desgaste; ajudar a veda o; ajudar no esfriamento; contribuir para a elimina o de produtos indesej veis. Para isso, o leo lubrificante recorreu a presen a de aditivos.
FUN O DOS ADITIVOS
O aditivo. Chamado popularmente no ramo de pacote ( package), um conjunto de aditivos componentes que s o incorporados aos leos b sicos. Este pacote, seria formado principalmente dos seguintes aditivos componentes: dispersante, detergente, antidesgastante, anticorrosivo,antioxidante e modificador de viscosidade ( em se tratando somente de um leo multiviscoso), al m , se for necess rio , da presen a de abaixador do ponto de fluidez e antiespumante. Para uma melhor compreens o sobre os principais aditivos componentes aplicados em um leo lubrificante e automotivo, acrescentamos os seguintes coment rios: 1. Aditivo Tipo dispersante Coloca em suspens o a fuligem, part culas de carbono ( motores a diesel), inibe e dispersa a borra ( motores a gasolina), como tamb m reduz a forma o de dep sitos de verniz. Composi es t picas: polisobutenil succinamidas; steres ou poliesteres. 2. Aditivo Tipo Detergente inibidor Neutraliza os gases que se dirigem ao c rter, evita o agarramento dos an is, como tamb m reduz a forma o de laca, carbono e dep sitos de verniz. o principal contribuidor para eleva o do n de neutraliza o de um leo lubrificante. Composi es t picas: sulfonatos ou fenatos de magn sio ou c lcio, salicilatos, acetatos ou misturas. 3. Aditivo Tipo Antidesgaste Reduz o desgaste do motor. Forma uma pel cula protetora inativa na superf cie met lica. Composi es t picas: diaquil ou diaril ditiofosfato de zinco. 4. Aditivo Tipo Modificador de Viscosidade Visa transformar os leos b sicos de baixa velocidade em leos mais viscosos, melhorando a rela o viscosidade versus temperatura, se comparando com os leos de graus simples. Composi es t picas: copol meros de olefinas, polisobutilenos, etc. f cil constatar a presen a de alguns dos aditivos componentes mencionados acima, pois na an lise t pica de um leo lubrificante podemos detectar os elementos nitrog nio proveniente do aditivo tipo dispersante), zinco (proveniente do aditivo- tipo antidesgastante), f sforo ( proveniente do aditivo- antidesgastante), magn sio ou c lcio ( proveniente do aditivo- tipo detergente inibidor e/ou inibidor de ferrugem), entre outros. Outros ensaios de laborat rio revelam importantes informa es sobre o lubrificante analisado, assim como ponto de fulgor, ponto de flu-idez, viscosidade, cinzas sulfatadas, n de neutraliza o.
GRAXAS LUBRIFICANTES
Na maioria das vezes, as graxas s o usadas quando condi es de projetos requerem um lubrificante s lido ou semi-s lido , com caracter sticas de desempenho similares ao dos leos lubrificantes. Para cada aplica o espec fica , uma combina o adequada de espessantes, leos e aditivos, quimicamente estabilizados, permite uma lubrifica o eficaz, com menores custos de manuten o. S o lubrificantes feitos base de um sab o met lico, geralmente de l tio, c lcio ou s dio enriquecido s vezes com aditivos de grafite, molibd nio , entre outras. As graxas devem possuir boa adesividade e resist ncia ao trabalho, al m de suportarem bem ao calor e a a o da gua e umidade.
CLASSIFICA O DE LUBRIFICANTES
CLASSIFICA O SAE
A classifica o mais conhecida de leos para motor, deve-se SAE (Society Of Automotive EngineersSociedade de Engenheiros Automotivos). Baseia-se nica e exclusivamente na viscosidade, n o considerando, fatores de qualidade ou desempenho. Os graus SAE s o seguidos ou n o da letra W, inicial de Winter ( inverno). Para os graus SAE 0W at 25W s o especificadas as temperaturas limites de bombeamento (Borderline Pumpig Temperature), visando garantir uma lubrifica o adequada durante a partida e aquecimento do motor operando em regi es frias. O m todo de medi o das temperaturas limites de bombeamento est baseado na ASTM D-4684 , utilizando o Viscos metro Mini-rotativo (Mini-Rotary Viscometer) Para leo de motor, as viscosidades em centipoises (cP), em temperaturas compreendidas entre 5 C e 30 C, s o medidas utilizando um Simulador de Partidas a Frio ( Cold Cranking Simulator) , ASTM D-5293. As viscodidades cinem ticas em centistokes ( cSt) a 100 C s o determinadas de acordo com o m todo ASTM D-445, utilizando o Viscos metro Cinem tico.
TABELA II CLASSIFICA O DE VISCOSIDADE PARA LEOS DE MOTOR SAE J-300 DEZ/95 GRAU DE Viscosidade ( cP ) Viscosidade (4) (cSt) a 100 C M x. Viscosidade ap s cisalhamento (5) ( cP ) a 150 C e 10 6 seg -1 M n. 3250 a -30 3500 a -25 3500 a -20 3500 a -15 4500 a -10 6000 a -5 60000 a -40 60000 a -35 60000 a -30 60000 a -25 60000 a -20 60000 a -15 3.8 3.8 4.1 5.6 5.6 9.3 5.6 9.3 12.5 12.5 16.3 21.9 9,3 12,5 16,3 16,3 21,9 26,1 2.6 2.9 2,9 6 3,7 7 3.7 3.7
VISCOSIDADE A Temp, C M xima Partida (2) SAE 0W 5W 10W 15W 20W 25W 20 30 40 40 50 60 Bombeamento (3) M n.
NOTAS: ( 1 ) Todos os valores s o especifica es criticas co definidas pela ASTM D-3244 ( 2 ) ASTM D-5293 ( 3 ) ASTM D-4684 ( 4 ) ASTM D-445 ( 5 ) ASTM D-4683, CEC L-36-A-90 ( ASTM D-4741) ( 6 ) leos 0W40, 5W40 e 10W40 ( 7 ) leos 15W40, 20W40, 25W40 e 40 monoviscoso centipoise=centistokes x densidade do produto a 15,5/15,2 C mPa.s 1 cSt=1mm2 /s 1centistoke=1/100 stoke 1cP=1
TABELA III CLASSIFICA O DE VISCOSIDADE PARA LEOS DE TRANSMISS O SAE J-306-C Grau de Viscosidade Temperatura M xima para Viscosidade SAE 70W 75W 80W 85w 90 140 250 150000cP (150 Pa.s) -55 -40 -26 -12 M nimo 4.1 4.1 7.0 11.0 13.5 24.0 41.0 M ximo 24,0 41,0 Viscosidade a 100 C ( cSt )
As temperaturas dos leos de transmiss o de grau SAE 70W, 80W e 85W, para uma viscosidades de 150.000cP, s o determinadas de acordo com o m todo ASTMD-2983, utilizando o Viscos metro Brookfield. Dentro da classifica o SAE, o mesmo leo de motor ou de transmiss o pode atender a dois graus de viscosidade SAE. Neste caso o leo denominado Multiviscoso. Em temperaturas baixas, um leo multiviscoso 15W40 se comporta como um leo de grau SAE 15W e a 100 C um leo de grau SAE 40. Para classificar o lubrificante de acordo com seu desempenho, s o feitos testes em motores padronizados, sob condi es operacionais controladas, denominadas " Sequ ncia de Testes ". Em cada uma dessas sequ ncias avaliado o desempenho do leo lubrificante nas v rias partes de um motor sob condi es variadas de funcionamento, como de temperatura, rota o, carga, tipo de combust vel, sendo as mesmas rigidamente controladas dentro dos padr es estabelecidos para cada sequ ncia de teste. Na classifica o API-SAE-ASTM foram estabelecidas, inicialmente quatro categorias para os leos de motores gasolina, designadas pelas letras A,B,C e D ,procedidas pela letra S, de Service ( postos de gasolina, garagens, revendedores autorizados). Para os leos de motores diesel, foram estabelecidas tamb m, quatro categorias igualmente designadas pelas letras A,B,C e D, precedidas, por m pela letra C, de Commercial ( ve culos mais pesados, destinados ao transporte de cargas ou coletivos).
SISTEMA DE CLASSIFICA O AUTOMOTIVOS
API-SAE-ASTM
PARA
LEOS
Em 1969/70, foi elaborada uma classifica o, conjuntamente pela API ( AmericanPetroleum Institut Instituto de Petr leo Americano), SAE e ASTM (American Society for testing and Materias Sociedade Americana para Testes em Materiais). Tal classifica o a que se encontra em vigor atualmente.
Alguns, por uma quest o de l gica, dizem que S prov m de Spark Ignition ( fa sca de igni o) e a letra C de Compression Ignition ( igni o por compress o). De fato, nos motores gasolina, a inflama o do combust vel originada pela fa sca da vela, enquanto nos motores a diesel pela inje o de combust vel em um ambiente de ar comprimido. A classifica o SAE-API-ASTM n o est tica. Novas categorias lhe poder o ser acrescentadas quando, comprovadamente, necess rias. A significa o de cada categoria existente a seguinte:
CATEGORIAS PARA MOTORES A GASOLINA
SA - leo mineral puro sem aditivos, podendo ser antiespumante e abaixador do ponto de fluidez. Indicada para motores trabalhando em condi es muito suaves. SB leo com aditivos que proporcionam certa prote o contra desgaste e contra a oxida o. Indicada para motores operando em condi es suaves que requerem um leo com capacidade de evitar arranhaduras e corros o dos mancais. Os leos destinados para tais servi os s o usados desde 1930. SC leo com aditivos que proporcionam bom desempenho antidesgastante, antiferrugem, antioxida o, e anticorros o, controlando dep sitos de alta e baixa temperatura (fun o do detergente- dispersante). Satisfaz a especifica o da Ford ESSE-M2C-101- A .Indicada para servi o t pico de motores gasolina dos motores fabricados entre 1964 e 1967. SD leo com aditivos, proporcionando a mesma prote o que os leos da classe SC , mas em maior grau. Satisfaz as especifica es da Ford ESSE-M2C-101 B (1968) e da General Motors GM-6041-M. Indicada para servi o t pico de motores gasolina, dos modelos fabricados entre 1968 e 1970. Pode ser recomendado para certos modelos de 1971, conforme indica o dos fabricantes destes ve culos. SE leo com aditivos, proporcionando a mesma prote o que os leos de classe SD , mas em maior grau. Satisfaz as especifica es da Ford ESSE-M2C-101-C e da General Motors GM-6136-M e especifica o MIL-L-41652. Indicada para motores gasolina montados em carros de passeio e em alguns tipos de caminh es fabricados a partir de 1972. Pode ser recomendada tamb m para alguns ve culos fabricados em 1971. SF leo com aditivos antioxidante, antidesgastante, antiferrugem, anticorrosivo, proporcionando prote o contra a forma o de ferrugem. Esta categoria apresenta maior estabilidade quanto oxida o e menor desgaste do motor em rela o s categorias anteriores. Os fabricantes europeus e americanos recomendam leos desta categoria para uso em motores fabricados a partir de 1980. Satisfaz a especifica o militar MIL-L46152-B. SG- leo com aditivos antioxidante, antidesgastante, antiferrugem, anticorrosivo, proporcionando maior prote o contra a forma o de dep sitos de alta e baixa temperatura, maior estabilidade contra a oxida o e menor desgaste do motor, em rela o as categorias anteriores. Homologado pela API-ASTM em 1988, indicado para servi o t pico de motores gasolina em carros de passeio, furg es e caminh es leves, fabricados a partir de 1989. SH- Categoria introduzida a partir de 01/08/93. Lubrificante recomendado para motores gasolina, lcool e g s natural veicular, para atender os requisitos dos fabricantes de motores a partir de 1994. Apresentam performance com maior resist ncia a oxida o e melhor desempenho contra desgaste do que os de classifica o anterior.
SJ- Categoria introduzida a partir de 15/10/96. Lubrificante recomendado para motores gasolina, lcool e g s natural veicular, para atender os requisitos dos fabricantes de motores a partir de 1997. Apresentam caracter sticas de desempenho com maior prote o contra ferrugem. Oxida o e a forma o de dep sitos. Esta categoria pode substituir as anteriores.
CATEGORIAS PARA MOTORES A DIESEL
CA- leo com aditivos que promovem uma prote o aos mancais, contra a corros o, desgaste, evitando a forma o de dep sitos de altas temperaturas. Satisfaz a especifica o militar MIL-L-2104-A . leo para uso em motores gasolina e motores gasolina e motores diesel n o turbinados (com aspira o normal no ar), operando em condi es suaves ou moderadas, com combust vel de baixo teor de enxofre (0,4%). Este tipo de leo foi largamente usado nas d cadas de 1940 e 1950. CB leo com aditivos, proporcionando a mesma prote o que os leos de Classe CA, mas em maior grau, devido utiliza o de um combust vel de elevado teor de enxofre. Satisfaz a especifica o MIL-L-2104-A , suplemento 1. leo para uso em motores diesel, operando em condi es suaves ou moderadas, com combust vel de elevado teor de enxofre ( 1%). CC- Os leos da classe CC proporcionam prote o contra dep sitos de altas temperaturas e forma o de borra de baixa temperatura. Tamb m possuem prote o contra ferrugem, desgaste e corros o. Satisfaz a especifica o MIL-L-2104-B. leo para uso em motores gasolina sob servi o severo e motores diesel turbinados com baixa taxa de superalimenta o, operando sob condi es de moderadas a severas, com qualquer tipo de combust vel. CD leo com aditivos, proporcionando a mesma prote o que os leos classe CC, mais em maior grau. Indicado para motores diesel turbinados com alta taxa de superalimenta o, operando em condi es severas e com qualquer tipo de combust vel. Satisfaz a especifica o MIL-L-2104-C e a especifica o da Caterpillar, S rie 3. CD-2 Motores diesel 2 tempos, trabalhando em servi o severo. Atende os requisitos dos motores Detroit , como por exemplo os da s rie 149 dos caminh es fora de estrada Haulpak. CE leo com aditivos, superando a categoria CD em ensaios mais severos de desempenho. Satisfaz as exig ncias dos fabricantes americanos quanto ao consumo de leo lubrificante, combust vel, controle de dep sitos, dispers ncia, desgaste e corros o. Homologada em abril de 1987. Indicado para motores diesel turboalimentados em servi o severo. CF Categoria introduzida a partir de 1994, podendo ser usada em substitui o a API CE. Para servi os em motores diesel de inje o indireta e outros, incluindo os que usam diesel com alto teor de enxofre ( acima de 0.5%). Apresenta efetivo controle dos dep sitos nos pist es, corros o em mancais e desgaste, sendo os motores superalimentados, turbinados ou de aspira o natural. Atende aos teste de motor: CRCL-38 e Caterpillar IMPC. CF-2- Para servi o em motores diesel de 2 tempos que requerem efetivo controle de desgaste e dep sitos. Esta categoria demonstra superior performance em rela o aos leos da classifica o CD-2, podendo substitu -la. Atende aos testes de motor : CRL L-38, Caterpillar IM- PC e Detroit Diesel 6 V92TA. CF-4- Esta classifica o foi criada em 1990 para uso em motores diesel quatro tempos operando em altas velocidades. O CF-4 excede os requisitos do API CE no que tange a um maior controle de consumo de
lubrificante e dep sitos nos pist es: atende os requisitos da CRC L-38, MACK-T6, MACK-T7, CUMMINS NTC 400 e Caterpillar 1K. CG-4- Categoria introduzida em 1994, desenvolvida especialmente para uso em motores projetados para atender aos n veis de emiss o do EPA ( Ag ncia de Prote o Ambiental) podendo ser usada nos motores diesel de alta rota o em uso rodovi rio, usando leo diesel com teor com teor de enxofre inferior a 0,5%. Os leos desta categoria destacam-se pela prote o aos motores contra dep sitos em pist es operando em altas temperaturas, espuma, corros o, desgaste, estabilidade a oxida o e ac mulo de fuligem. Atende aos testes de motor : CRC L-38, sequ ncia IIIE, GM 6.2L, MACK T-8 e Caterpillar 1K. Acompanhada da sigla " CF-4 " podem ser utilizadas em todos os ve culos com percentual de enxofre no Diesel n o superior a 0,5%. CH-4- Categoria dispon vel a partir de dezembro de 1998. A classifica o API CH-4 foi desenvolvida para entender rigorosos n veis de emiss o de poluentes, em motores de alta rota o e esfor o, que utilizam leo diesel com at 0,5% de enxofre. Os leos desta categoria proporcionam especial prote o contra desgaste nos cilindros e an is de veda o, al m de possu rem o adequado controle de volatilidade, oxida o, corros o, espuma. A classifica o CH-4 substitui as classifica es anteriores para motores de quatro tempos a diesel. -NOTAS: 1. Motores turbinados ou superalimentados Os motores turbinados ou superalimentados, existe um compressor ou turbo-compressor, acionado pelo pr prio motor ou independente, que for a o ar para dentro do cilindro. Com este artif cio aumenta-se a quantidade de ar dentro do cilindro, possibilitando-se aumentar o volume injetado de combust vel e, assim , a pot ncia do motor. 2.Borra de baixa e alta temperatura A- Borra de baixa temperatura: a gua de condensa o, fuligem ( carbono parcialmente queimado) e combust vel se aglomeram formando um subproduto com aspecto semelhante a conhecida "maionese". B- Borra de alta temperatura: os dep sitos de alta temperatura s o provenientes da oxida o do lubrificante e dos res duos de carbono. 2. Aditivos detergente-dispersante As fun es dos aditivos detergente-dispersantes s o as seguintes: A- Atua como dispersante evitando dep sito de baixa temperatura e alta temperatura, isto , evita que os produtos de oxida o do leo e outros componentes insol veis, se depositem nas superf cies met licas. B- Atua como detergente, removendo dep sitos. C- Atua em rea o qu mica, visando eliminar a forma o de material insol vel no leo. D- Atua como neutralizante dos produtos de oxida o cida.
CLASSIFICA O CCMC PARA LEOS DE MOTOR
A partir de 1983 o Comit dos Fabricantes de Motores do Mercado Comum Europeu ( CCMC) tamb m passou a classificar os lubrificantes de acordo com o desempenho em testes de motores padronizados. Para classificar o lubrificante de acordo com o seu desempenho, os resultados obtidos em cada sequ ncia de testes, s o comparados com padr es, que determinam os requisitos m nimos estabelecidos quanto a forma o de borra, vernizes, desgaste, corros o, oxida o do leo entre outros.
A classifica o CCMC, bem como a API, fundamenta-se no desempenho dos lubrificantes em servi o. Em princ pio de 1989, a CCMC indicou especifica es novas e revisadas para lubrificantes. Nos motores a gasolina, a antiga especifica o G1, semelhante a API SE, foi extinta. As novas especifica es G4 ( lubrificante para aplica o geral) e G5 ( lubrificante com baixa viscosidade e economia de combust vel) substituiram as especifica es G2 e G3. Com exce o da volatilidade, estabilidade ao cisalhamento e dos graus de viscosidade, os lubrificantes que atendem G4 e G5 s o id nticos. As novas exig ncias de desempenho apresentam maior severidade que as da API SG. No que tange aos motores diesel , A D1 foi eliminada, sendo que as D2 e D3 se tornaram obsoletas e substitu das pelas D4 ( lubrificante para desempenho moderado ) e D5, ( para servi os de grande severidade ou sujeitos a trocas prolongadas). As propriedades f sicas especificadas para ambos s o iguais. Ao compararmos as especifica es D2 e D3 com as D4 e D5, nota-se que as ltimas s o mais exigentes quanto a volatilidade do leo ( controle de consumo) e ao aumento de viscosidade do leo usado. As exig ncias crescem da esquerda para a direita em cada grupo: G, D e PD, como poderemos observar: Gasolina G1 G2 G3 G4 G5 Diesel ( autom veis) PD1 PD2 Diesel Pesados D1 D2 D3 D4 D5 Observa o: A CCMC sofreu subdivis es e a partir de 1992 foi substitu da pela ACEA ( Associa o dos Construtores de Autom veis)
ESPECIFICA ES MILITARES
As especifica es militares foram criadas pelo Ex rcito Americano e aceitas mundialmente, para estabelecer n veis de desempenho. Al m das caracter sticas f sicas e qu micas dos leos, estas especifica es exigem testes de desempenho em motores. Depois de testado um leo , os motores s o abertos e medidos os desgastes, verificada a presen a de verniz, borra e ferrugem, agarramento de an is, arranhamento do eixo de Cames e tuchos, entre outros. Sendo atendido todos os requisitos necess rios, ent o emitido um certificado de aprova o para o leo. Dentre as especifica es mais conhecidas temos: Para leo de motor: MIL- L-2104-A MIL- L-2104-A suplemento 1 MIL- L-2104-B MIL- L-2104-C (excede MIL-45199 e s rie 3) MIL- L-46152 MIL- L-46152-B MIL- L-2104D Para transmiss es MIL- L-2105 MIL- L-2105-B MIL-L-2105-C MIL-L-2105-D
MIL- L-2104-A leos recomendados para servi o pesado, usados em motores operando sob condi es e tempertaturas moderadas, ou com leo diesel de baixo teor de enxofre. Os leos enquadrados nesta especifica o, tamb m classifica o de servi o CA do API-SAE-ASTM.
MIL- L-2104-A, suplemento 1 Suportam condi es um pouco mais severas que os leos da especifica o anterior . s o indicados para motores utilizando leo diesel com alto teor de enxofre. Os leos MIL- L-2104-A, S-1 se enquadram na classifica o de servi o CB do API-SAE-ASTM. MIL- L-2104-B Superiores aos da especifica o anterior e adequados para o servi o anda e p ra. Os leos que atendem a MILL-2104-B, s o indicados para o servi o CC do API-SAE-ASTM. MIL- L-2104-C Recomendada principalmente para motores diesel superalimentados, operando sob condi es de servi o severo. A Cartepillar resolveu deixar de qualificar leos como S rie 3, uma vez que a especifica o MIL- L2104-C satisfaz plenamente s necessidades de lubrifica o de seus motores. Consequentemente, foram abandonados os estudos que vinham sendo desenvolvidos pela Caterpillar em um motor de um cilindro de 4,75 polegadas de di metro , para implanta o de uma especifica o mais severa do que a S rie 3 ( a ex-futura S rie 4). Os leos MIL-L-2104-C atendem, tamb m, ao servi o CD do API-SAE-ASTM. MIL- L- 2104-D Trata-se da mais recente especifica o militar sendo baseada na MIL- L- 2104-C, acrescida do teste de motor DDA 6V-53T, limites mais severos para desgaste e avalia o dos testes TO2 e ALLISON C-3. Esta especifica o foi efetivada em abril de 1983. Foi reconhecida a utiliza o do grau SAE 15W40. MIL-L- 46152 Esta especifica o satisfaz todas exig ncias da categoria SE do API-SAE-ASTM, al m de incluir um teste adicional para verifica o do poder de deterg ncia em motores diesel. Al m da categoria SE os leos MIL- L46152 se enquadram tamb m no servi o CC do API-SAE-ASTM. MIL- L- 46152-B Esta classifica o foi criada a partir de janeiro de 1981. Os leos que se enquadram na especifica o MIL- L 46152-B tamb m atendem classifica o de servi o SF do API-SAE-ASTM. MIL- L- 2105 leos recomendados para condi es de servi os normais de transmiss es automotivas. Atendem a classifica o API GL 4. MIL- L 2105 B leos recomendados para condi es de servi os severos de transmiss es automotivas. Atende a classifica o API GL-5. MIL L 2105-C Trata-se da mais recente especifica o militar para leos de transmiss es automotivas. Possuindo limites de avalia o mais r gidos e superando a especifica o anterior.
MIL L 2105-D Trata-se da mais nova especifica es para engrenagens automotivas, superando a MIL L 2105-C, Baseando-se nas viscosidades 75W 3 80W90.
CLASSIFICA O DE LEOS PARA MOTORES 2T
A sele o , pelos usu rios, do lubrificante adequado para motores 2T n o tem sido f cil. Desde 1962, existe somente uma classifica o padr o de performance para motores estabelecida pela NMMA (National Manufacturers association) chamada BIA TC-W. Estas letras representam Boating Industry Association Two Cycle-Water-Cooled. Por causa da exist ncia desta classifica o solit ria, e da difundida premissa que a maioria dos motores 2T poderiam ser atendidas pelos lubrificantes qualificados no BIA TC-W, numerosos fabricantes de motores 2T especificavam-na para atender os seus requisitos de leo lubrificante. Este aspecto precipitou a forma o em 1976 da tripartite SAE, ASTM e CEC (Coordinatin European Council) para estabelecer uma classifica o padr o de performance para motores 2T, abrangendo todos os tipos e pot ncia de motores, dividida em 4 categorias distintas: TSC-1 at TSC-4. Designa o TSC-1 TSC-2 TSC-3 TSC-4 (EIA) TC-W I, II,III Notas: TSC-1- Teste menos severo da classifica o. Utiliza baixos tratamentos de aditivos sem cinzas. TSC-2-Importante para o Mercado Europeu. Usa aditivos com organomet licos. TSC-3-Importante para os EUA. Os leos podem ser como cinzas ou sem cinzas. O leo de refer ncia . BIA sem cinzas. TSC-4- Utiliza a classifica o BIA . Os leos BIA TC-W s o exclusivamente sem cinzas. Testes Motobecane Vespa Yamaha Y-350 M2 Motobecane OMC( Outboard Marine Corporation) ( Johnson 85 HP) Par metro Avaliado Arranhamento/Dep sitos Arranhamento/Dep sitos/Pr -Igni o Limpeza/Agarramento do Anel Arranhamento/Dep sitos Arranhamento/Limpeza/Ferrugem Agarramento do anel/Pr -igni o
o
Por causa da semelhan a da nomenclatura TSC-1 at TSC-4 com a rea industrial, a API ea ISSO desenvolveram uma nova nomenclatura para consumidor de lubrificante 2T. ATUAL TSC-1 TSC-2 TSC-3 TSC-4 ISO ISO-L-ETA ISO-L-ETB ISO-L-ETC ISO-L-ETD API API T-A API T-B API T-C API T-D
CLASSIFICA O API PARA LEOS DE TRANSMISS O
Considerando a capacidade de carga como a principal caracter stica dos lubrificantes para engrenagens e como os leos chamados EP n o definem a que carga podem resistir, a API criou uma especifica o GL ( Gear Lubricants- Lubrificantes de Engrenagens) de acordo com os servi os a serem prestados: . GL-1 Servi o t pico de engrenagens cr nicas helicoidais e sem-fim, operando sob condi es de baixa press o e velocidade, tais que um leo mineral puro pode ser usado satisfatoriamente. Os leos podem possuir aditivos antiespumante, antioxidante, antiferrugem e abixadores do ponto de fluidez. N o s o satisfat rios para a maioria das caixas de mudan a de 3 ou 4 marchas dos autom veis, podendo satisfazer algumas transmiss es de caminh es e tratores. Atualmente o GL-1 n o mais utilizado. GL-2 Designa o servi o de engrenagens sem-fim, onde, devido s condi es de velocidade, carga temperatura, os lubrificantes da especifica o anterior n o satisfazem. Cont m, normalmente, aditivos antidesgastante ou um Extrema Press o suave. Atualmente o GL-2 n o mais utilizado.
GL-3 Servi o de engrenagens c nicas helicoidais sob condi es de moderada severidade de velocidade e carga. Suportam condi es mais severas que o GL-2 e cont m aditivos antidesgastante ou um Extrema Press o suave. GL-4 Servi o de engrenagens e particularmente das engrenagens hipoidais operando com alta velocidade e alto torque. N o se aplica, geralmente, aos diferenciais antiderrapantes. Cont m aditivos de Extrema Press o. GL-5 Idem GL-4, resistindo ainda a carga de choque. GL-6 Idem GL-5, sendo especialmente recomendada para engrenagens hipoidais com grande dist ncia entre os eixos e condi es de alta performance. Atualmente o GL-6 n o mais utilizado.
CLASSIFICA O DE VISCOSIDADE ISO
A classifica o de viscosidade de ISO (International Standards Organization Organiza o Internacional para Padroniza es) referente aos leos industriais. O sistema ISO n o implica em avalia o de qualidade nem performance de produto, baseia-se somente na viscosidade dos produtos. O sistema ISO estabelece uma s rie de 18 graus de viscosidade cinem tica ( centistokes) a 40 C. Os n meros, que designam cada grau de viscosidade ISO , representam o ponto m dio de uma faixa de viscosidade.
TABELA IV CLASSIFICA O DE VISCOSIDADE ISO - 3448 Grau de Viscosidade Viscosidade M dia Em cSt a 40 C ISO 2 3 5 7 10 15 22 32 16 68 100 150 220 320 460 680 1000 1500 2.2 3.2 4.6 6.8 10 15 22 32 46 68 100 150 220 320 460 680 1000 1500 M nimo 1.98 2.88 4.14 6.12 9.00 13.5 19.8 28.8 41.4 61.2 90.0 135 198 288 414 612 900 1350 Limites de Viscosidade Cinem tica Em cSt a 40 C M ximo 2.42 3.52 5.06 7.48 11.0 16.5 24.2 35.2 50.6 74.8 110 165 242 352 506 748 1100 1650
ESPECIFICA ES AGMA
As especifica es AGMA ( American Gear Manufacturs Association) refere-se s engrenagens cilindr cas de dentes retos ou helicoidais, espinha de peixe, hipoidais e sem fim, utilizadas em sistemas de transmiss o industriais. A AGMA 250.04 ( setembro de 1981) referente a engrenagens industriais fechadas e a AGMA 251.02 ( novembro de 1974) corresponde a engrenagens industriais abertas. Estas recomenda es geralmente se aplicam para engrenagens com velocidades de opera o inferioren a 3600 RPM, abrangendo uma faixa de temperatura ambiente de 10 C a 50 C, cujas temperaturas de opera o ( temperatura do leo) s o inferiores a 95 C . Segundo a AGMA, os lubrificantes para operarem em baixas temperaturas, devem possuir seu ponto de fluidez aproximadamente 12 C abaixo de temperatura ambiente. A faixa de viscosidade que identifica o n mero AGMA est na ASTM D 2422. O sufixo R indica lubrificantes com diluintes vo teis n o inflam veis. As faixas de viscosidade referem-se aos produtos sem os solventes.
TABELA V CLASSIFICA O AGMA PARA LUBRIFICANTES DE ENGRENAGENS FECHADAS
Extrema Press o com Inibidor de Oxida o e Ferrugem 1 2 3 4 5 6 7 composto 8 composto 8 A composto SUS 193/235 284/347 417/510 626/765 918/1122 1335/1632 1919/2346 2837/3467 4171/5098
Viscosidade Saybolt e Cinem tica a 3