Manual Técnico Gemas

Livro

Manual Técnico de

Gemas

DNPM IBGM

República FedeRativa do bRasil Ministério de Minas e energia secretaria de geologia, Mineração e transformação Mineral departamento nacional de Produção Mineral

Manual Técnico de

Gemas

C O N V Ê N I O

DNPM IBGM

Silas Rondeau Cavalcante Silva

M i n is t r o d e e s ta d o

MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

Nelson José Hubner Moreira

se cr e tá r i o - e xe cu t i vo

SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO MINERAL

Cláudio Scliar

se cr e tá r i o

Carlos Nogueira da Costa Júnior

se cr e tá r i o -a dj u n to

DEPARTAMENTO NACIONAL DE PRODUÇÃO MINERAL

Miguel Antonio Cedraz Nery

d i r e to r G er a l

João César de Freitas Pinheiro

d i r e to r- G er a l a dj u n to

Antônio Fernando da Silva Rodrigues

d i r e to r d e d e sen vo lv i M en to e e co n o M i a M i n er a l d i d e M

João Ferreira Gomes

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEMAS E METAIS PRECIOSOS

Pr e si d en t e d o co nsel h o d el i b er at i vo

Hécliton Santini Henriques

Pr e si d en t e

Écio Barbosa de Morais

d i r e to r

Edmundo Calhau Filho

d i r e to r

REDE IBGM DE LABORATÓRIOS GEMOLÓGICOS

Jane Leão Nogueira da Gama

co o r d en a d o r a

Dados Internacionais de Catalogação na publicação (CIP) (Núcleo Setorial de Informação, SP, Brasil)

I59

IBGM. Manual Técnico de Gemas / IBGM, DNPM. 3. ed. rev. e atual. / Consultoria, supervisão e revisão técnica desta edição, Jane Leão N. da Gama. - Brasília, 2005. 156 p. : il.; 29 cm. Anexos ISBN: 85-99027-01-8 1. Gemas. 2. Pedras preciosas. I. Título. CDU 549.091

Manual Técnico de

Gemas

su mári o

6 8 10 14 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45

APRESENTAÇÃO INTRODUÇÃO MATERIAIS GEMOLÓGICOS ESPECIFICAÇÃO DAS GEMAS USUAIS

46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78

Ágata Água-marinha alexandrita ametista andaluzita apatita Berilo Verde Brasilianita Calcita Citrino Cornalina Crisoberilo Crisoprásio diamante diopsídio epidoto escapolita esfênio esmeralda espinélio espodumênio euclásio Feldspato Microclínio Feldspato ortoclásio Feldspato Plagioclásio Fluorita granada almandina granada andradita granada espessartita

granada grossulária granada Hidrogrossulária granada Piropo granada rodolita granada Malaia e com mudança-de-cor Heliodoro Hematita Howlita iolita Jade (Jadeíta) Jade (nefrita) Jaspe Lápis-lazúli Lazulita Malaquita Marcassita Moldavita Morganita obsidiana olho-de-gato olho-de-tigre Ônix opala Pedra-de-sangue Peridoto Pirita Quartzo aventurino Quartzo Cristal-de-rocha Quartzo dendrita Quartzo Fumé Quartzo rosa Quartzo rutilado Quartzo turmalinado

79 80 81 82 84 87 88 89 90 92 93 94 95 96 97 98 100 102 103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 114 115 116 117 118

Quartzo Verde rodocrosita rodonita rubi safira serpentina sodalita tanzanita topázio turmalina Bicolor turmalina indicolita turmalina Paraíba turmalina rubelita turmalina Verde turquesa Zircão

ESPECIFICAÇÃO DAS GEMAS ORGâNICAS

119 120 121 122 123 124 125 126 127 128 129 130 131 132 133 134 135 136 137 138 139 140 144 146 148 151 152 154

dioptásio enstatita esfarelita Fenaquita gahnoespinélio idocrásio Kornerupina Montebrasita Pectolita Petalita rutilo sillimanita sinhalita taaffeíta thomsonita Variscita

ESPECIFICAÇÃO DAS GEMAS ARTIFICIAIS

Âmbar amonita azeviche Concha Copal Coral (Calcário) Coral (Conchiolina) Marfim (elefante) Pérola Pérola Cultivada

ESPECIFICAÇÃO DAS GEMAS NÃO USUAIS

ggg titanato de estrôncio Yag Zircônica Cúbica

íNDICE REMISSIvO ANExOS ANExO I MAPA GEMOLÓGICO BRASILEIRO ANExO II MATERIAIS GEMOLÓGICOS NATURAIS ANExO III PRODUTOS SINTÉTICOS E ARTIFICIAIS ANExO Iv GRUPOS MINERALÓGICOS DE INTERESSE GEMOLÓGICO ENDEREÇOS PARA CONTATOS

actinolita Benitoíta Cassiterita Cianita danburita

Apres entAção

emos o prazer de apresentar a terceira edição do Manual Técnico de Gemas, fruto da parceria entre o DNPM departamento nacional de Produção Mineral e o IBGM instituto Brasileiro de gemas e Metais Preciosos. a exemplo das edições anteriores, este Manual técnico incorporou diversas melhorias, incluindo 22 novas gemas, inclusão/exclusão de fotografias e o aperfeiçoamento do texto. a publicação apresenta, agora, dados sobre 113 gemas e continua disponibilizando ao mercado brasileiro informações técnicas e físicas relativas aos materiais gemológicos, em língua portuguesa, tornando-se fonte de referência para pesquisa e consulta. o trabalho permite ainda, a harmonização e normalização dos conhecimentos utilizados pelos setores públicos e privados, a exemplo dos documentos técnicos emitidos pelos laboratórios gemológicos na certificação de autenticidade de gemas. Confiantes em que o Manual atenderá à demanda do público a que se destina, particularmente aos gemólogos, agradecemos a todos quantos tornaram possível a sua realização.

Brasília, dezembro de 2005 Miguel Antônio Cedraz Nery

d i r e to r G er a l d o d n PM

t

Hécliton Santini Henriques

Pr e si d en t e d o i b G M

topázio imperial foto: carlos cornejo

i nt ro du ção

n

esta nova edição do Manual técnico de gemas, optamos por adotar a classificação das gemas de acordo com a mineralogia. estão resumidas na publicação as informações relativas às gemas mais comumente encontradas e comercializadas no Brasil, que são normalmente descritas em documentos, normas técnicas ou publicações de difícil acesso ao público que se dedica profissionalmente ou como apreciador de gemas e jóias. Primeiramente são apresentadas informações sobre as definições, nomenclaturas e regras de utilização das gemas. na seqüência, são descritas 113 gemas, separadas pelas categorias usuais, não usuais, orgânicas e artificiais, incluindo descrição de suas propriedades físicas. tudo ricamente ilustrado por fotos coloridas de alta qualidade, que revelam em detalhes a beleza das gemas. Para facilitar a busca do leitor, foi incorporado um índice remissivo de gemas que inclui, além das variedades, os nomes mais comumente usados pelo mercado. os anexos de i a iV apresentam, respectivamente: o mapa gemológico brasileiro, os materiais gemológicos naturais; as gemas sintéticas, artificiais e os produtos encontrados no setor e os grupos mineralógicos e espécies minerais que são de interesse para gemológia. Finalmente, são apresentados os endereços das delegacias do dnPM e da rede iBgM de Laboratórios gemológicos que estarão à disposição para dirimir dúvidas ou emitirem certificados de identificação de gemas.

Para oBter INforMações DetalhaDas Do setor De GeMas, JóIas e afINs Do BrasIl acesse o sIte Do IBGM

www.IBGM.coM.Br

quartzo rutilado foto: carlos cornejo

mAt eriAi s g em o lóg i cos

rutilo foto: carlos cornejo

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s materiais gemológicos normalmente encontrados no Brasil ou que são comumente comercializados possuem definições e nomenclaturas indicadas em normas técnicas específicas nacionais aBnt e internacionais - iso e CiBJo. Julgou-se conveniente reunir e apresentar, de forma sistematizada, as principais definições, nomenclaturas e regras de utilização comercial e técnicas constantes dos citados documentos técnicos, conforme a seguir:

p R i N c i pa i s d e F i N i ÇÕ e s e N o M e N c l at U R a U t i l i Z a d a

o

os materiais gemológicos naturais são aqueles inteiramente formados pela natureza, sem interferência do homem. são de origem inorgânica: os minerais e as rochas; e orgânica: os de origem animal ou vegetal. Quando as substâncias naturais orgânicas ou inorgânicas, por suas características intrínsecas (cor, brilho, raridade, dureza e outros), são utilizadas principalmente como adorno pessoal, estas são denominadas de gemas naturais. Quando os minerais ou rochas naturais são utilizados principalmente para coleções, esculturas, decorações de interiores e como acabamento arquitetônico, são denominados de materiais ornamentais. os produtos gemológicos sintéticos e artificiais são os fabricados pelo homem. são denominados de gemas artificiais os produtos criados e fabricados pelo homem, sem ter um correspondente na natureza. as gemas sintéticas são os produtos cristalizados, cuja fabricação, foi ocasionada pelo homem independentemente do método utilizado. suas propriedades físicas, químicas e estrutura cristalina correspondem essencialmente às das gemas naturais. as gemas compostas são corpos cristalinos ou amorfos, compostos de duas ou mais partes unidas por cimentação, ou qualquer outro método artificial. seus componentes podem ser tanto gemas naturais, sintéticas ou artificiais, como também vidro. as gemas revestidas são as que sobre sua superfície se fez depositar, por cristalização ou outros meios, uma fina camada, colorida ou não, que pode ser ou não de igual composição química.

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as imitações são os produtos que imitam gemas naturais ou sintéticas. denominados de produtos de fantasia, são fabricados pelo homem no intuito de reproduzir o efeito óptico, a cor e/ou a aparência das gemas naturais ou sintéticas, sem possuir suas propriedades físicas, químicas ou sua estrutura cristalina. as gemas reconstituídas são materiais produzidos pelo homem mediante fusão parcial ou aglomeração de fragmentos de gemas. as gemas simulantes são gemas naturais, artificiais ou sintéticas que pela sua aparência (cor, brilho) simulam gemas naturais de maior valor ou mais conhecidas. ex.: zircão incolor, safira incolor, zircôna cúbica e berilo incolor como simulantes do diamante. o espinélio vermelho como simulante do rubi e a turmalina verde como simulante da esmeralda. os produtos gemológicos cultivados são os produzidos pela natureza com intervenção parcial do homem. a pérola cultivada é uma gema de origem orgânica produzida pela natureza com intervenção parcial do homem.

R e G R a s d e U t i l i Z aÇÃo d a s d e F i N i ÇÕ e s e N o M e N c l at U R a

os nomes de minerais, gemas e outros termos devem ser usados adequadamente, principalmente quando utilizados em certificados, documentos comerciais, científicos e técnicos. as normas técnicas nacionais aBnt e internacionais iso e CiBJo apresentam as regras que devem ser atendidas quando do uso dos termos inerentes aos materiais gemológicos. a seguir são indicadas as considerações mais importantes a serem observadas: as substâncias naturais e produtos sintéticos e artificiais devem ser denominados de acordo com as definições e as nomenclaturas anteriormente indicadas. Quando as denominações exigirem complementos, estes devem constar, no caso de apresentação escrita, em caracteres da mesma dimensão e da mesma cor que os da denominação fundamental, devendo-se evitar qualquer abreviação. isto deve aplicar-se nas publicações oficiais e técnicocientíficas, em toda comunicação dirigida ao público ou em qualquer transação comercial (documentos publicitários, etiquetas, faturas, notas, outros documentos fiscais, etc.). nas ocasiões e nos locais onde são exibidas gemas naturais, gemas sintéticas ou gemas artificiais ou jóias com elas fabricadas, deve-se identificar claramente cada artigo e material utilizado ou exposto. no caso de jóia confeccionada com uma ou mais gemas, naturais ou não, essa deve ser acompanhada de um documento que descreva a natureza, quantidade e massa das gemas, bem como o metal precioso empregado na sua fabricação, na sua titularidade e massa (peso). deve-se evitar o uso de nomes de minerais ou gemas como descritivos de atributos de cor. ex.: rubi-espinélio e safira tipo alexandrita. não se deve combinar nomes de gemas, que não possuem nada em comum uma com a outra. ex.: a variedade amarela de quartzo não deve ser descrita como quartzo-topázio , citrino-topázio ou topázio-citrino , sendo recomendados somente os nomes citrino e quartzo amarelo . o termo brilhante, sem qualquer descrição adicional do material, deve ser somente aplicado para diamantes redondos, em lapidação brilhante.

deve-se evitar o uso de nomes de talhes e formas de lapidação sozinhos para designar uma gema, exceto no caso do termo brilhante como anteriormente indicado. indicações com relação aos tipos de lapidação e forma devem ser expressas como nos exemplos a seguir: ex.: safira lapidação brilhante , diamante lapidação rosa , esmeralda lapidação navette , esmeralda lapidação baguette , rubi lapidação esmeralda , turmalina lapidação gota e safira lapidação cabochão , etc. gemas que são coloridas ou têm sua cor modificada por tratamento químico ou físico-químico devem ser classificadas como tratadas , devendo sempre, sem qualquer ambigüidade e com igual destaque, ser colocado junto ao nome da gema, bem como nos documentos comerciais, a natureza do tratamento ao qual foi submetida. incluem-se nesse caso: a] gemas cuja cor foi alterada por irradiação ou bombardeamento. ex.: diamante irradiado, topázio bombardeado, topázio irradiado; B] gemas que foram revestidas. ex.: esmeralda revestida; c] gemas tratadas por processo de difusão ex.: safira e rubi com tratamento de difusão D] gemas cuja cor for alterada por tratamento químico. ex.: opala tingida, ágata tingida; e] as gemas cujas inclusões foram removidas ou tratadas com o uso de laser ou outros meios, ou cujas cavidades foram preenchidas com vidro ou produtos similares solicitadas devem sempre e sem qualquer ambigüidade e com igual destaque ter seu nome acompanhado das expressões: com inclusões removidas ou com cavidades preenchidas . as gemas que, em conseqüência do tratamento a que foram submetidas, se tornarem radioativas não devem ser comercializadas ou usadas, enquanto a radioatividade adquirida não houver cessado totalmente. todas as gemas modificadas artificialmente, para simular a cor ou aparência de uma outra gema, devem ser designadas como tal sem qualquer ambigüidade. ex.: jaspe tingido de azul. existem tipos de tratamento considerados práticas comerciais estabelecidas e que são aceitas no mercado internacional , tais como: a transformação permanente de cor da gema somente por tratamento térmico. ex.: berilo (água-marinha, morganita); coríndon (safira, rubi); quartzo (citrino, prasiolita); topázio (róseo); turmalina (todas as cores); zoisita (tanzanita). transformação permanente de cor da gema por meio de tratamento térmico, juntamente com efeito de ácidos e/ou soluções tingidoras: ágata verde e ágata azul. Branqueamento de marfim, coral e pérola. o tratamento de esmeralda, rubelita, coríndon e outras gemas com parafina, substâncias oleosas ou óleos incolores ou resinas incolores do tipo ópticon e similares é uma prática estabelecida que o mercado geralmente aceita, sendo obrigatório a informação completa do tratamento que a gema recebeu.

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a international Colored gemstone association iCa principal entidade de classe, que reúne os mais importantes produtores e exportadores de pedras coradas, determina aos seus associados que coloquem nos documentos de venda e certificados de gema a descrição completa, ou as letras de codificação apresentadas no Quadro n.e.t de gemas ou a descrição do tratamento que as gemas forem submetidas para realçar a transparência, cor e/ou retirada e preenchimento de inclusões:

quadro n.e.t de gemas

não t r ata da n por aquecimento resina ou óleo incolores branqueamento cor por aquecimento por aquecimento com soluções tingidoras

transparência realçada e (eNhANCeD)

revestimento difusão tingimento tratada t óleo ou resina coloridas preenchimento de cavidades com vidro irradiação por laser

Por outro lado, deve-se evitar o uso de nomes de fantasia para gemas coloridas artificialmente ou tratadas, uma vez que tais nomes podem gerar dúvidas. ex.: prasiolita (ametista que adquire a cor verde por tratamento térmico), que pode ser confundido com uma prasiolita natural. gemas que mostram fenômenos ópticos como o acatassolamento ou chatoyancy devem ser descritas por seus nomes minerais ou de variedades, seguidos do termo olho-de-gato. (ex.: turmalina olho-de-gato). somente a variedade de crisoberilo, que apresenta este fenômeno óptico, pode ser chamada apenas de olho-de-gato . do mesmo modo, as gemas que possuem o efeito estrela (asterismo), podem ser descritas como gemas estreladas ou astéricas (ex.: safira-estrela e rubi-estrela), devendo o nome da gema sempre fazer parte da designação. deve ser evitado uso da palavra semipreciosa, substituindo-a por preciosa , salvo nos casos de exigências comerciais ou legais. não deve ser usado o nome gema isoladamente, para qualquer substância obtida por cristalização, total ou parcialmente induzida pelo homem, não importando o material básico ou método utilizado. a substância assim obtida pode ser chamada pelo nome da gema correspondente, na condição expressa de que o nome seja imediatamente seguido pela palavra sintético, artificial ou cultivada.

deve ser evitado, também, o uso de outro adjetivo qualificativo que não seja sintético, artificial, revestido ou cultivado, para descrever produtos obtidos por cristalização, total ou parcialmente causados pelo homem. o nome ou marca do fabricante pode ser acrescentado. ex.: esmeralda sintética Chatham, esmeralda sintética gilson, rubi sintético Kashan. não devem ser usadas expressões como: esmeralda Chatham, gilson ou Linde, ou esmeralda criada-Chatham, gilson ou Linde ou termos similares ou as palavras produção, reprodução, réplica, etc. os termos nobre, oriental, autêntico, verdadeiro, fino, real, superior, puro ou qualquer outro semelhante, devem ser abolidos por serem inadequados para designar variedades gemológicas. termos como sintético, artificial, imitação, cultivada e outros similares devem, sem qualquer ambigüidade e com igual destaque, serem colocados junto ao nome correto do material (ex.: rubi sintético e diamante sintético), evitando qualquer possibilidade de ser esse material confundido com material natural. Quando for o caso pode ser também acrescentada a cor (ex.: espinélio azul sintético). os produtos cristalizados artificialmente, dos quais não se conhece um equivalente na natureza, devem ser designados pelo seu nome de fantasia ou químico, seguido da palavra artificial entre parênteses. ex.: fabulita (artificial) ou titanato de estrôncio (artificial), linobato (artificial) ou niobato de lítio (artificial), zircônia cúbica (artificial), Yag (artificial) ou aluminato de ítrio (artificial). os termos gema dupla, gema tripla ou outros similares devem ser usados para descrever os doublets ou triplets e outras gemas compostas, formadas por duas ou mais partes distintas, unidas por qualquer processo físico ou químico. os termos gema dupla e gema tripla devem, imediatamente, serem seguidos pelo nome dos componentes listados a partir da camada superior até a inferior. ex: a gema dupla cuja parte superior seja uma granada e cuja parte inferior seja um vidro azul, deve ser chamada de gema dupla granada-vidro e não de gema dupla de granada. os produtos definidos como imitações devem ser descritos claramente e sem qualquer ambigüidade e com igual destaque, usando-se o nome correto do material em questão. ex.: vidro verde, acrílico azul. deve ser evitado o uso de palavras tais como reprodução, réplica, alta classe, científica, ou termos similares para descrever, identificar ou se referir a qualquer imitação, uma vez que estas palavras podem confundir o público com relação a verdadeira natureza do material. não devem ser usados marcas registradas ou nomes de fantasia que possuam similaridade (completa, abreviada e/ou alusiva), com grafia ou pronúncia do nome das gemas ou substâncias orgânicas. ex.: diamite, diamonair, diamondite, opalina, esmeraldita. a indicação de massa (peso) de gemas no estado bruto tem como unidade para fins de comercialização o grama e, depois de lapidadas o quilate métrico, usualmente denominado quilate, equivalente a 0,200 g. excetua-se o diamante, cuja massa (peso) é sempre expressa em quilates, seja no estado bruto, seja lapidado. ao ser indicada a massa (peso) das gemas de uma determinada jóia devese especificar, para cada artigo, o número de gemas e sua massa (peso) total. Quando necessário, deve-se discriminar a massa (peso) individual das gemas que compõem a jóia.

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1

Esp Ecificação d a s GEm a s U sU a i s

s gemas são identificadas por meio dos valores de suas características físicas, medidas por intermédio de ensaios realizados em laboratórios gemológicos, utilizando-se de normas técnicas nacionais e internacionais. são a seguir apresentadas as várias grandezas físicas das gemas comumente encontradas e comercializadas no Brasil. As abreviaturas utilizadas neste manual são: rD rS AGG rDA UVL UVC refração dupla refração simples reação de agregados refração dupla anômala Ultra Violeta onda Longa Ultra Violeta onda Curta

A

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Ágata

classe mineral espécie mineral sistema de cristalização fórmula química variedade nomes utilizados pelo mercado

silicatos quartzo criptocristalino hexagonal (trigonal) SiO2 calcedônia muitos, sendo que alguns têm significado apenas local; ágata, ágata musgo, ágata iridescente e ágata-de-fogo várias, usualmente cinza azulada, branca, marrom e vermelha; apresenta estrutura bandada, com camadas de cor, espessura e porosidade diferentes; quase a totalidade das ágatas utilizadas em joalheria é colorida artificialmente de semitransparente a opaco de gorduroso a vítreo pode apresentar iridescência 1,535 - 1,539 AGG normalmente indetectável, porém pode apresentar 0,004 não apresenta não apresenta geralmente inerte; algumas podem fluorescer de fraco a forte verde amarelado (UvC e UvL) não apresenta espectro significativo; verde tingida - linhas oscilantes em torno de 645 e 670 nm 2,60 (+0,10, -0,05) concoidal algumas vezes granulada de brilho fosco a ceráceo não apresenta inclusões minerais (limonita, goethita, pirolusita e hornblenda) freqüentemente tingida de várias cores, devido a sua grande porosidade, principalmente com corantes metálicos, mais estáveis; verde (sais de cromo), vermelho (óxido de ferro; também tratamento térmico para intensificar a cor), preto (açúcar e ácido sulfúrico), azul (ferro cianeto de potássio e sulfato de ferro) nenhuma 6,5 - 7 pode mudar a cor estável atacado por ácido fluorídrico; ácido nítrico pode atacar a tingidura

cor transparência brilho fenômenos ópticos índices de refração caráter óptico birrefringência dispersão pleocroísmo fluorescência espectro de absorção peso específico fratura clivagem características de identificação

tratamentos possíveis

possíveis confusões com dureza estabilidade ao calor à luz do dia reações com químicos

1

Água-marinha

classe mineral espécie mineral sistema de cristalização fórmula química variedade nomes utilizados pelo mercado cor transparência brilho fenômenos ópticos índices de refração caráter óptico birrefringência dispersão pleocroísmo fluorescência espectro de absorção peso específico fratura clivagem

silicatos berilo hexagonal; hábito prismático alongado Be3Al2Si6O18 água-marinha, água-marinha olho-de-gato água-marinha de Madagascar - azul médio água-marinha do Brasil - verde azulado e azul esverdeado de azul esverdeado ao azul-verde, geralmente de tonalidade clara do transparente ao translúcido vítreo acatassolamento, raro e geralmente fraco 1,577 - 1,583 ( 0,017) uniaxial negativo, RD de 0,005 a 0,009 0,014 de fraco a moderado - azul e azul esverdeado, ou tonalidades diferentes de azul inerte linhas indistintas a 537 e 456 nm, e um linha forte a 427 nm dependendo da profundidade da cor 2,72 (+0,18, - 0,05) concoidal de brilho vítreo a resinoso muito difícil em uma direção, quase nunca vista; basal relativamente livre de inclusões; tubos de crescimento ocos ou preenchidos com fluidos, paralelos ao eixo c do cristal ( efeito chuva ); gotículas fluidas arranjadas radialmente ( estrela de neve ou crisântemo ) e, menos freqüentemente, inclusões minerais (óxido de ferro) exemplares azuis esverdeados passam a azuis (remoção do componente ou centro de cor amarelo) mediante tratamento térmico a temperaturas entre 400 e 450ºC, aproximadamente (estável, irreversível) topázio azul , espinélio sintético azul, quartzo azul sintético e berilo maxixe (um tipo de berilo tratado por irradiação) 7,5 - 8 geralmente não é sensível a menos que contenha inclusões líquidas estável atacada por ácido fluorídrico

características de identificação

tratamentos possíveis

possíveis confusões com dureza estabilidade ao calor à luz do dia reações com químicos

1

alexandrita

classe mineral espécie mineral sistema de cristalização fórmula química variedade nomes utilizados pelo mercado cor transparência brilho fenômenos ópticos índices de refração caráter óptico birrefringência dispersão pleocroísmo fluorescência espectro de absorção peso específico fratura clivagem características de identificação tratamentos possíveis possíveis confusões com dureza estabilidade ao calor à luz do dia reações com químicos

óxidos crisoberilo ortorrômbico BeAl2O4 alexandrita e alexandrita olho-de-gato (muito rara) alexandrita e alexandrita olho-de-gato (muito rara) à luz do dia: verde amarelado, amarronzado, acinzentado ou azulado à luz incandescente: vermelho alaranjado, amarronzado ou arroxeado transparente de vítreo ao subadamantino mudança-de-cor, pode haver também acatassolamento 1,746 - 1,755 (+ 0,004, - 0,006) biaxial positivo, RD de 0,008 a 0,010 0,015 forte - verde, alaranjado e vermelho - violácio de inerte a moderada - vermelha (UvC e UvL) duas linhas fortes em 680,5 e 678,5 nm e linhas fracas em 665, 655 e 645 nm, absorção parcial entre 580 e 630 nm, três linhas fracas em 476,5, 473 e 468 nm e absorção generalizada em violeta 3,73 ( 0,02) concoidal de brilho vítreo a gorduroso não apresenta impressões digitais, seda, mudança-de-cor preenchimento de fraturas com óleo ou resina andaluzita, granada com mudança-de-cor, coríndon natural e sintético, espinélio natural e sintético e alexandrita sintética 8,5 estável estável nenhuma

1

ametista

classe mineral espécie mineral sistema de cristalização fórmula química variedade nomes utilizados pelo mercado cor transparência brilho fenômenos ópticos índices de refração caráter óptico birrefringência dispersão pleocroísmo fluorescência espectro de absorção peso específico fratura clivagem características de identificação

silicatos quartzo hexagonal (trigonal). SiO2 ametrino, variedade bi-color de ametista com citrino, também chamada ametistacitrino pedra de bispo, ametista siberiana, ametista, ametrino e ametista-citrino de roxo azulado ao roxo puro e ao roxo avermelhado transparente (o material para ser usado para contas e escultura, pode ser translúcido) vítreo não apresenta 1,544 - 1,553 uniaxial positivo, RD 0,009 0,013 de fraco a moderado - roxo e roxo avermelhado, ou roxo azulado usualmente inerte, pode apresentar fluorescência azul fraca sob luz UvC não se aplica 2,66 (+0,03, - 0,02) concoidal de brilho vítreo não apresenta zoneamento de cor, geminação, inclusões líquidas, inclusões bifásicas, trifásicas, cristais negativos e fraturas tratamento térmico (clarear a cor de ametista muito escura; produzir citrino e quartzo verde; remover manchas enfumaçada da cor) - cobertura ou chapa no fundo do cabochão (melhora a cor) iolita, escapolita, ametista sintética, tanzanita, coríndon sintético, fluorita e kunzita 7 temperatura elevada torna a pedra incolor, pode produzir citrino ou prasiolita, contudo temperatura branda pode clarear; mudança abrupta de temperatura pode fraturar pode perder a cor solúvel em ácido fluorídrico e fluoreto de amônio; fracamente solúvel em álcalis

tratamentos possíveis

possíveis confusões com dureza estabilidade ao calor à luz do dia reações com químicos

1

andaluzita

classe mineral espécie mineral sistema de cristalização fórmula química variedade nomes utilizados pelo mercado

silicatos andaluzita ortorrômbico; hábito prismático com seções transversais quase quadradas Al2SiO5 quiastolita, viridina (variedade verde, na qual traços de manganês substituem parte do alumínio) andaluzita, quiastolita e pedra-cruz normalmente do verde amarronzado ou amarelado ao marrom alaranjado (muitas vezes ambas as cores pleocróicas verde e laranja são vistas pela coroa); pode ser somente verde, marrom, rosa, violeta (raro); quiastolita apresenta uma cruz escura em contraste com o fundo branco, cinza, avermelhado ou marrom claro de transparente a opaco vítreo não apresenta 1,634 - 1,643 ( 0,005) biaxial negativo, RD; quiastolita, AGG de 0,007 a 0,013 0,016 forte de verde amarronzado a verde amarelado e de laranja amarronzado a vermelho amarronzado inerte (UvL); de inerte a moderado, de verde ao verde amarelado (UvC) os exemplares marrons esverdeados exibem uma faixa a 455nm (azul) e intensa absorção na região do violeta; os exemplares verdes exibem linhas intensas a 553nm e 550nm (verde), além de absorção total na região do violeta; o espectro se deve ao manganês 3,17 ( 0,04); quiastolita pode ser consistentemente mais leve de irregular a concoidal de brilho vítreo distinta em uma direção material verde amarelado passa a rosado mediante tratamento térmico, enquanto os exemplares marrons passam a incolores a aproximadamente 8000C; a irradiação provavelmente reverte estes câmbios inclusões minerais (biotita, apatita, quartzo), inclusões aciculares de rutilo irregularmente dispostas e inclusões bifásicas, pleocroísmo forte. A quiastolita contém inclusões de grafita com contorno cruciforme turmalina, topázio, apatita, danburita, barita e crisoberilo 7 - 7,5 estável a menos que apresente inclusões líquidas estável nenhuma

cor

transparência brilho fenômenos ópticos índices de refração caráter óptico birrefringência dispersão pleocroísmo fluorescência

espectro de absorção

peso específico fratura clivagem características de identificação

tratamentos possíveis possíveis confusões com dureza estabilidade ao calor à luz do dia reações com químicos

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apatita

classe mineral espécie mineral sistema de cristalização fórmula química variedade nomes utilizados pelo mercado cor transparência brilho fenômenos ópticos índices de refração caráter óptico birrefringência dispersão pleocroísmo

fosfatos apatita hexagonal; hábito prismático ou tabular Ca5(PO4)3(F,Oh,Cl) apatita olho-de-gato apatita olho-de-gato, pedra-aspargo e apatita azul, verde, amarela, roxa, incolor, rosa, marrom e violeta de transparente a translúcida vítreo acatassolamento 1,634 - 1,638 (+ 0,012, - 0,006) uniaxial negativo, RD de 0,002 a 0,008 0,013 os exemplares azuis - forte, azul e de amarelo ao incolor outras cores - de muito fraco a fraco exemplar amarelo - rosa arroxeado (mais forte sob UvL) exemplar azul - de azul a azul claro (UvL e UvC) exemplar verde - amarelo esverdeado (mais forte sob UvL) exemplar violeta - amarelo esverdeado (UvL), roxo claro (UvC) apatitas incolores, amarelas e exemplares com acatassolamento - é comum linha dupla em torno de 580 nm 3,18 ( 0,05) de concoidal a irregular de brilho vítreo imperfeita, duas direções basal inclusões vítreas, tubos de crescimento, planos de cicatrização, pode apresentar figura óptica pseudobiaxial nenhum tratamento comercial conhecido turmalina, topázio, andaluzita, danburita, barita e actinolita olho-de-gato 5 muito sensível podendo perder a cor normalmente estável, na cor rosa pode perder a cor atacado por ácido clorídrico e sulfúrico

fluorescência

espectro de absorção peso específico fratura clivagem características de identificação tratamentos possíveis possíveis confusões com dureza estabilidade ao calor à luz do dia reações com químicos

21

Berilo Verde

classe mineral espécie mineral sistema de cristalização fórmula química variedade nomes utilizados pelo mercado cor transparência brilho fenômenos ópticos índices de refração caráter óptico birrefringência dispersão pleocroísmo fluorescência espectro de absorção peso específico fratura clivagem características de identificação tratamentos possíveis possíveis confusões com dureza estabilidade ao calor à luz do dia reações com químicos

silicatos berilo hexagonal Be3Al2Si6O18 berilo verde berilo verde verde muito claro, com pouca ou nenhuma saturação, ou verde amarelado, sem saturação para ser denominado esmeralda de transparente a opaco vítreo acatassolamento e asterismo (raro) 1,577 - 1,583 ( 0,017) uniaxial negativo, RD de 0,005 a 0,009 0,014 dicroísmo de fraco a moderado, verde azulado e verde ou diferentes tonalidades de verde geralmente inerte não se aplica 2,72 (+0,18, - 0,05) concoidal de brilho vítreo a resinoso muito difícil em uma direção, quase nunca vista, basal inclusões líquidas, bifásicas ou tubulares os mesmos da esmeralda, além de cobertura com resina ou plástico colorido esmeralda, esmeralda sintética, cromo-diopsídio, turmalina-cromolita, turmalinaParaíba, grossulária (tsavorita), demantóide, uvarovita, gemas compostas, vidros e dioptásio 7,5 - 8 aquecimento faz com que o óleo transpire das fissuras de pedras tratadas, deve-se ter cuidado ao esquentá-la, devido a sua fragilidade estável resistente a todos os ácidos, com exceção do ácido fluorídrico, solventes podem disolver a cobertura de resina ou plástico

22

Brasilianita

classe mineral espécie mineral sistema de cristalização fórmula química nomes utilizados pelo mercado cor transparência brilho fenômenos ópticos índices de refração caráter óptico birrefringência dispersão pleocroísmo fluorescência espectro de absorção peso específico fratura clivagem características de identificação tratamentos possíveis possíveis confusões com dureza estabilidade ao calor à luz do dia reações com químicos

fosfatos brasilianita monoclínico; hábito prismático ou pinacoidal NaAl3(PO4)2(Oh)4 brasilianita e por cor de verde amarelado a amarelo esverdeado, raramente incolor de transparente a translúcida vítreo não apresenta 1,602 - 1,621 ( 0,003) biaxial positivo, RD de 0,019 a 0,021 0,014 dicroísmo muito fraco inerte não se aplica 2,97 ( 0,03) concoidal de brilho vítreo perfeita em uma direção planos de cicatrização, inclusões de fase e inclusões minerais (turmalina, apatita e muscovita) nenhum conhecido ambligonita, turmalina, ekanita, e topázio 5,5 sensível, pode perder a cor estável atacado lentamente por ácidos

23

calcita

classe mineral grupo espécie mineral sistema de cristalização fórmula química variedade nomes utilizados pelo mercado cor transparência brilho fenômenos ópticos índices de refração caráter óptico birrefringência dispersão pleocroísmo fluorescência espectro de absorção peso específico fratura clivagem características de identificação tratamentos possíveis possíveis confusões com dureza estabilidade ao calor à luz do dia reações com químicos

carbonatos calcita calcita hexagonal (trigonal) CaCO3 espato da Islândia, mármore e mármore ônix espato da Islândia, mármore, mármore ônix e mármore; errôneos: jade mexicano, alabastro oriental, ônix mexicano e ônix californiano quase todas as cores de transparente a opaco de vítreo a gorduroso acatassolamento 1,486 - 1,658 uniaxial negativo, RD; AGG 0,172 0,017 de inerte a fraco variável qualquer linha vista é causada por impurezas ou tingidura 2,70 ( 0,05) de granulada a irregular a fibrosa, de brilho fosco (em agregados) a subvítreo perfeita em três direções; muitas vezes obscura em agregados birrefringência alta em agregados, em variedades transparentes forte duplicação de imagem tingidura, impregnação plástica ou de parafina e irradiação aragonita, calcedônia, coral e alabastro 3 exposto à alta temperatura há um decrépito cores naturais estáveis efervescência em contacto com alguns ácidos

2

citrino

classe mineral espécie mineral sistema de cristalização fórmula química variedade nomes utilizados pelo mercado cor transparência brilho fenômenos ópticos índices de refração caráter óptico birrefringência dispersão pleocroísmo fluorescência espectro de absorção peso específico fratura clivagem características de identificação tratamentos possíveis possíveis confusões com dureza estabilidade ao calor à luz do dia reações com químicos

silicatos quartzo hexagonal (trigonal) SiO2 citrino citrino; errôneos: topázio da espanha, topázio madeira, topázio citrino, quartzo topázio, topázio Bahia, topázio rio grande, topázio ouro, topázio de palmeira e citrino topázio de amarelo a laranja ao laranja amarronzado transparente vítreo não apresenta 1,544 - 1,553 uniaxial positivo, RD 0,009 0,013 muito fraco, diferentes tons de amarelo ou laranja inerte não se aplica 2,66 (+0,03, - 0,02) concoidal de brilho vítreo não apresenta zoneamento de cor, inclusões bifásicas e trifásicas, fraturas, cristais negativos e inclusões líquidas térmico (transforma ametista em citrino) - (transforma o quartzo cor de mel do quartzo fumé) cobertura ou chapa no fundo do cabochão (melhora a cor da pedra) berilo, ortoclásio, escapolita, citrino sintético, topázio, âmbar, turmalina e labradorita 7 pode fraturar quando submetido a mudança abrupta de temperatura; temperatura elevada torna a pedra incolor estável solúvel em ácido fluorídrico e fluoreto de amônio; fracamente solúvel em álcalis

2

cornalina

classe mineral espécie mineral sistema de cristalização fórmula química variedade nomes utilizados pelo mercado cor transparência brilho fenômenos ópticos índices de refração caráter óptico birrefringência dispersão pleocroísmo fluorescência espectro de absorção peso específico fratura clivagem características de identificação tratamentos possíveis possíveis confusões com dureza estabilidade ao calor à luz do dia reações com químicos

silicatos quartzo criptocristalino hexagonal (trigonal) SiO2 calcedônia cornalina e carneol de amarelo-laranja a vermelho alaranjado, vermelho amarronzado ou laranja amarronzado de semitransparente a translúcido de gorduroso a vítreo não apresenta 1,535 - 1,539 AGG normalmente indetectável, porém pode apresentar 0,004 não apresenta não apresenta geralmente inerte não se aplica 2,60 (+0,10, - 0,05) concoidal algumas vezes granulada de brilho fosco a ceráceo não apresenta hematita, que atua como agente corante material alaranjado a marrom adquire cor vermelha mediante tratamento térmico opala-de-fogo, âmbar, vidro e fluorita 6,5 - 7 pode mudar a cor estável atacado por ácido fluorídrico; ácido nítrico pode atacar o tingidura

2

crisoberilo

classe mineral espécie mineral sistema de cristalização fórmula química variedade nomes utilizados pelo mercado cor transparência brilho fenômenos ópticos índices de refração caráter óptico birrefringência dispersão pleocroísmo fluorescência espectro de absorção peso específico fratura clivagem características de identificação tratamentos possíveis possíveis confusões com dureza estabilidade ao calor à luz do dia reações com químicos

óxidos crisoberilo ortorrômbico BeAl2O4 crisoberilo olho-de-gato, alexandrita e alexandrita olho-de-gato crisoberilo, crisoberilo olho-de-gato, olho-de-gato, alexandrita e alexandrita olho-de-gato de amarelo claro ao médio, ao verde amarelado, verde acinzentado, de marrom ao marrom amarelado e azul claro (raro) de transparente a opaco de vítreo a subadamantino mudança-de-cor e acatassolamento 1,746 - 1,755 (+0,004, - 0,006) biaxial positivo, RD de 0,008 a 0,010 0,015 exemplares transparentes amarelos, verdes e marrons - de fraco a moderado, normalmente diferentes tonalidades da cor da gema exemplares amarelos e amarelo esverdeados - de inerte a fraco, verde amarelado (UvC). Outras cores geralmente inerte de amarela a verde amarelada - uma faixa forte em 445 nm 3,73 ( 0,02) concoidal de brilho vítreo a gorduroso indistinta, 3 direções normalmente não é vista impressões digitais, seda; nas gemas transparentes podem apresentar planos em degraus ou linhas emparelhadas nenhum conhecido coríndon natural e sintético, grossulária, espinélio natural e sintético 8,5 estável estável nenhuma

2

crisoprásio

classe mineral espécie mineral sistema de cristalização fórmula química variedade nomes utilizados pelo mercado cor transparência brilho fenômenos ópticos índices de refração caráter óptico birrefringência dispersão pleocroísmo fluorescência espectro de absorção peso específico fratura clivagem características de identificação tratamentos possíveis possíveis confusões com dureza estabilidade ao calor à luz do dia reações com químicos

silicatos quartzo criptocristalino hexagonal (trigonal) SiO2 calcedônia crisoprásio verde amarelado de claro a médio de semitransparente a translúcido de gorduroso a vítreo não apresenta 1,535 - 1,539 AGG normalmente indetectável, porém pode apresentar 0,004 não apresenta não apresenta inerte não se aplica 2,60 (+0,10, - 0,05) concoidal, algumas vezes granulada de brilho fosco a ceráceo não apresenta silicato de níquel hidratado, que atua como agente corante tingidura com nitrato de níquel para intensificação da cor jade, prásio, prehnita, bowenita e calcedônia tingida de verde 6,5 - 7 pode mudar a cor estável atacado por ácido fluorídrico; ácido nítrico pode atacar a tingidura

2

diamante

classe mineral sistema de cristalização fórmula química variedade nomes utilizados pelo mercado

elementos nativos cúbico C diamante diamante, brilhante, canário, champanhe, conhaque, river, premier, jager, camaleão, diamante-do-cabo, diamante-savoiano, piqué e diamante fancy normalmente de amarelo, cinza e marrom muito claros ao incolor (muito raro) as cores fancy : amarelo, cinza e marrom mais escuros que a classificação Z ; azul, verde, laranja, rosa, vermelho e roxo em tonalidades de muito clara a escura e preto de transparente a opaco adamantino não apresenta 2,417 RS não apresenta 0,044 não apresenta exemplares de incolor a amarelo - de inerte a forte, normalmente azul (UvL e mais fraco sob UvC) linha 415,5 nm na série Cabo, quando resfriado a baixa temperatura, irradiado e tratados termicamente, regularmente apresenta linha fina por volta de 594 nm 3,52 ( 0,01) em degraus de brilho adamantino perfeita em quatro direções natural, superfície do rondízio de granulada a cerácea, barba, junções de facetas afiadas, inclusões angulares, não é possível se ver através, inércia térmica mais alta que os simulantes e lustro adamantino irradiação muitas vezes seguido de tratamento térmico controlado, furo de laser seguido de branqueamento, preenchimento de fraturas com resinas, cobertura com plástico e alta pressão/alta temperatura (hPhT) zircônia cúbica, YAG, GGG, rutilo sintético, zircão, espinélio sintético, titanato de estrôncio, safira sintética, diamante sintético, demantóide e moissanita sintética 10 começa a vaporizar sob atmosfera rica em oxigênio de 690ºC a 875ºC estável nenhuma

cor transparência brilho fenômenos ópticos índices de refração caráter óptico birrefringência dispersão pleocroísmo fluorescência espectro de absorção peso específico fratura clivagem características de identificação

tratamentos possíveis

possíveis confusões com dureza estabilidade ao calor à luz do dia reações com químicos

2

diopsídio

classe mineral grupo espécie mineral sistema de cristalização fórmula química variedade nomes utilizados pelo mercado

silicatos piroxênio diopsídio monoclínico CaMgSi2O6 diopsídio olho-de-gato, diopsídio astérico, malacolita, violana, alalita e cromodiopsídio diopsídio, diopsídio olho-de-gato, diopsídio astérico, malacolita, violana, alalita e cromo-diopsídio diopsídio astérico de verde escuro a preto; diopsídio olho-de-gato verde escuro; malacolita gemas translúcidas de colorações claras; alalita de incolores a esverdeado pálido ou verde amarelado claro; violana gemas raras de opacas a translúcidas azul-violeta; cromo-diopsídio gemas transparentes verde vívido de médio a escuro de transparente a opaco de vítreo a resinoso asterismo (geralmente de 4 raios podendo ter 6 raios) e acatassolamento 1,675 1,701 (+ 0,029 - 0,010), leitura pelo método spot normalmente 1,68 RD, biaxial positivo; AGG de 0,024 a 0,030 de fraco a forte, verde claro e escuro exemplar verde verde (UvL), inerte (UvC) linha em 505 mn comum; cromo 635, 655, 670 nm, dupla em 690 nm 3,29 (+ 0,11, - 0,07) de concoidal a irregular de brilho vítreo a resinoso perfeita em duas direções asterismo usualmente de 4 raios nenhum conhecido comercialmente peridoto, dioptásio, enstatita, zoisita e kornerupina 5,5 6 funde sob maçarico do joalheiro estável atacado por ácido fluorídrico

cor

transparência brilho fenômenos ópticos índices de refração caráter óptico birrefringência pleocroísmo fluorescência espectro de absorção peso específico fratura clivagem características de identificação tratamentos possíveis possíveis confusões com dureza estabilidade ao calor à luz do dia reações com químicos

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Epidoto

classe mineral grupo espécie mineral sistema de cristalização fórmula química variedade nomes utilizados pelo mercado cor transparência brilho fenômenos ópticos índices de refração caráter óptico birrefringência dispersão pleocroísmo fluorescência espectro de absorção peso específico fratura clivagem características de identificação tratamentos possíveis possíveis confusões com dureza estabilidade ao calor à luz do dia reações com químicos

silicatos epidoto epidoto monoclínico Ca2(Al,Fe)3(SiO4)3(Oh) pistacita pistacita e epidoto de verde claro ao muito escuro, marrom, amarelo e preto de transparente a translúcido de vítreo a gorduroso não apresenta 1,729 - 1,768 (+0,012, - 0,035) biaxial negativo, RD; pode apresentar figura óptica pseudo-uniaxial de 0,019 a 0,045 0,030 exemplares verdes: verde forte e verde exemplares marrom: marrom e amarelo geralmente inerte faixa muito forte em 455 nm e algumas vezes uma linha fraca em 475 nm 3,40 (+0,10, - 0,15) de irregular a concoidal de brilho vítreo a gorduroso perfeita em uma direção nenhuma nenhum conhecido cianita, idocrásio e zoisita 6-7 fundível estável decompõe-se parcialmente por ácido clorídrico concentrado e quente, e mais rapidamente por ácido fluorídrico

31

Escapolita

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silicatos escapolita escapolita tetragonal (variável) Na4Al3Si9O24Cl a Ca4Al6Si6O24(CO3,SO4) escapolita e por cor; errôneo: pedra-da-lua rosa incolor, rosa, laranja, amarela, verde, azul, violeta e roxo de transparente a translúcido vítreo acatassolamento (raro) 1,550 - 1,564 (+0,015, - 0,014) uniaxial negativo, RD de 0,004 a 0,037; aumentando com o aumento do índice de refração 0,017 exemplares rosas, roxos e violetas - de moderado a forte, azul e roxo azulado exemplares amarelos - de fraco a moderado, diferentes tonalidades de amarelo de inerte a forte, nas cores: rosa, laranja ou amarela (UvL e UvC) exemplar rosa - linhas em 663 e 652 nm de 2,60 a 2,74 concoidal de brilho vítreo perfeitas em duas direções a combinação das propriedades irradiação iolita, berilo, quartzo, labradorita e ortoclásio 6 - 6,5 se funde facilmente estável, exceto as pedras roxas irradiadas é atacado por ácidos

32

Esfênio

classe mineral espécie mineral sistema de cristalização fórmula química variedade nomes utilizados pelo mercado cor transparência brilho fenômenos ópticos índices de refração caráter óptico birrefringência dispersão pleocroísmo fluorescência espectro de absorção peso específico fratura clivagem características de identificação tratamentos possíveis possíveis confusões com dureza estabilidade ao calor à luz do dia reações com químicos

silicatos esfênio ou titanita monoclínico CaTiSiO5 esfênio cromífero titanita, esfênio e esfênio cromífero amarelo, verde, marrom, laranja e raramente vermelho; de cinza a preto (material sem qualidade gema) de transparente a translúcido de adamantino a subadamantino não apresenta 1,900 - 2,034 ( 0,020) biaxial positivo, RD de 0,100 a 0,135 0,051 exemplares amarelos e marrons - de moderado a forte, amarelo claro, laranja amarronzado e amarelo amarronzado inerte algumas gemas apresentam linha dupla em 580 nm 3,52 ( 0,02) de concoidal a fibrosa, de brilho adamantino a resinoso distinta em duas direções forte duplicação de imagem, forte dispersão, geminação é comum nenhum conhecido rutilo sintético, zircão, esfalerita, scheelita, cassiterita, andradita, CZ, GGG e YAG 5 - 5,5 muito sensível a mudanças de calor está

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Comentários


  1. (!)SÁVIO - em 02/08/2010 -

    bom material didático

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Avaliações

Fernanda
09/05/2010

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