Novas abordagens sobre o ensino de História, de Philipe Perrenoud.
O Ensino Da Hist ria E As Novas Compet ncias Para Ensinar
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O Ensino da Hist ria e as Novas Compet ncias para Ensinar
por : velma Autor : PERRENOUD, Philippe Publicado em: setembro 08, 2007 (68 Avalia es) Visitas : 3914 Coment rios : 1 Palavras : 900
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No s culo XVIII, duas tradi es foram unificadas: a do discurso enciclop dico e a
da elabora o metodol gica. Esta ltima, no s culo XIX remodelou, de maneira mais org nica, pela ado o do m todo cient fico, dado pela concep o positivista que adotando a linguagem das ci ncias naturais, estabeleceu um novo sentido da hist ria. No Brasil, a constitui o da hist ria ocorreu no interior dos mesmos movimentos de organiza o do discurso laicizado sobre a hist ria universal. A Hist ria se apresenta como uma das disciplinas fundamentais no processo de forma o de uma identidade comum na obra de organiza o da na o brasileira. Depois da Segunda Guerra Mundial este movimento se deu, tanto pelas modifica es intr nsecas constitui o do pr prio discurso hist rico, quanto pelas modifica es que alteram a fei o e a natureza da escola secund ria. O ensino da hist ria, portanto um processo em cont nua transforma o e adapta o realidade dos alunos e da sociedade como um todo. Neste processo, indispens vel que o professor acompanhe as transforma es e procure continuamente se adaptar as novas demandas do ensino. Par isto o professor deve procurar desenvolver Novas Compet ncias para Ensinar. Existem dez grandes fam lias de compet ncias que tenta apreender o movimento da profiss o. 1. Organizar e dirigir situa es de aprendizagem. manter um espa o justo para tais procedimentos. E, sobretudo despender energia e tempo e dispor das compet ncias profissionais necess rias para imaginar e criar outros tipos de situa es de aprendizagem, que as did ticas contempor neas encaram como situa es amplas, abertas, carregadas de sentido e de regula o. 2. Administrar a progress o das aprendizagens. Todo ensino deveria ser concebido em uma perspectiva em longo prazo. A progress o das aprendizagens n o deveria se limitar ao ano letivo, s atividades em andamento e ao cap tulo aberto do programa. Os movimentos rumo individualiza o dos percursos de forma o e pedagogia diferenciada levam a que se pense a progress o de cada aluno. 3. Conceber e fazer evoluir os dispositivos de diferencia o. Para que cada aluno progrida rumo aos dom nios visados, n o basta que a situa o de aprendizagem tenha sentido, o envolva e mobiliza. Deve tamb m solicit -lo em sua zona de desenvolvimento pr ximo. Diferenciar romper com a pedagogia frontal e criar uma organiza o do trabalho e dos dispositivos did ticos que coloquem cada um dos alunos em uma situa o tima, priorizando aqueles que t m mais a aprender. 4. Envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho. Ter mais tempo uma das condi es necess rias para envolver mais os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho, por m a compet ncia requerida de ordem did tica, epistemol gica, racional. S o compet ncias espec ficas: Suscitar o desejo de aprender; Instituir e fazer funcionar um conselho de alunos; Oferecer atividades opcionais de forma o; Favorecer a defini o de um projeto pessoal do aluno. 5. Trabalhar em equipe. A coopera o um meio que deve apresentar mais vantagens do que inconvenientes. As compet ncias mais precisas enumeradas neste referencial s o: Elaborar um projeto em equipe; Dirigir um grupo de trabalho; Formar e renovar uma equipe pedag gica; confrontar e analisar em conjunto situa es complexas; Administrar crises ou conflitos interpessoais. 6. Participar da administra o da escola. Quatro componentes s o escolhidos para formularem uma resposta quest o da participa o dos professores na administra o da escola: Elaborar, negociar um projeto da institui o; Administrar recursos da escola; Coordenar, dirigir uma escola com todos os seus parceiros; Organizar e fazer
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Breve avaliação de uma concepção de ensino
A concepção de ensino é própria de cada professor, e geralmente reflete a sua prática pedagógica.1 Porém, existem algumas concepções de ensino bastante variadas e correntes entre os teóricos da educação, que provêm das diferentes tendências pedagógicas. Saint-Onge cita algumas delas, apontando também a validades de algumas destas concepções.2 A primeira concepção de ensino citada por Saint-Onge é a de que ?ensinar é transmitir seus conhecimentos?, uma das concepções mais comuns e que limita a compreensão do trabalho do professor. Se esta concepção fosse de todo válida, não existiriam problemas pedagógicos, pois bastaria que o professor proclamasse todo o seu saber para que os alunos tivessem um aprendizado efetivo, e a única condição para a eficácia do ensino estaria no domínio do conteúdo por parte do professor. Neste contexto, o que veria-se, na prática, seria apenas o amplo conhecimento do professor, mas talvez nenhum conhecimento sendo produzido por parte do aluno. Apesar de esta concepção de ensino ainda estar viva em alguns professores, de acordo com Saint-Onge, já demonstrou-se que apenas o conhecimento do conteúdo a ser ensinado não assegura que este conhecimento se desenvolva nos alunos, ou que deixa explícito que apenas a exposição do próprio saber do professor não é suficiente para que haja a aprendizagem, e cada vez mais, ensinar vem se tornando um processo de relacionamento entre pessoas, no qual há a construção do próprio saber, uma relação que faz aprender. Esta concepção de ensino considera que tudo o que é ensinado, é ensinado a alguém que aprende. Em outras palavras, não há ensino onde não há aprendizagem, e este processo é muito mais complexo do que o simples enunciado de próprios conhecimentos. Esta relação existente deve ativar o processo de aprendizagem em função de capacidades a serem adquiridas. Em uma avaliação concisa destas duas concepções de ensino tomadas como extremos, de acordo com o autor, o ensino é o trabalho no processo de levar a aprender, e não se resume a simples e vulgarmente ?dar aulas?. Em sua obra, Saint-Onge, na primeira parte, trata exatamente das concepções de ensino formadas individualmente pelos professores e idéias ligadas a estas concepções, na forma de oito postulados, em um capítulo intitulado Eu ensino; mas será que eles aprendem?. Ao longo dos oito postulados propostos pelo autor, a conclusão sobre as discussões apresentadas é a de que a simples transmissão da matéria por parte do professor, e o descaso ou talvez desejo do professor pela independência quase autodidata dos alunos, para que estes procurem seus próprios meios de aprender, mostra uma má compreensão dos mecanismos de aprendizagem, visto que a aprendizagem é um processo longo e que deve ser dirigido. O ensino é, portanto, numa terceira e mais completa concepção, ?a organização de métodos de intervenção que permitam ao aluno construir seu saber com base no modelo do saber das diversas disciplinas escolares. O ensino não pode ser identificado com a exposição.? (SAINT-ONGE, 1999).
Livro Pedagogia da Autonomia Paulo Freire PDF
PEDAGOGIA DA AUTONOMIA Saberes Necessários à Prática Educativa No âmbito dos saberes pedagógicos em crise, ao recolocar questões tão relevantes agora quanto foram na década de 60, Freire, como homem de seu tempo traduz, no modo lúcido e peculiar, aquilo que os estudos das ciências da educação vêm apontando nos últimos anos: a ampliação e a diversificação das fontes legítimas de saberes e a necessária coerência entre o "saber-fazer é o saber-ser-pedagógicos". (Edina Castro de Oliveira)