Matéria resumida para um aprendizado direto e sem enrolação
L NGUA PORTUGUESA
RECADO AO LEITOR As mat rias desta apostila foram reunidas e consolidadas para estudo dos alunos do Instituto Marconi. A leitura e estudo deste conte do n o exclui a consulta a outras fontes que possam enriquecer e oferecer maior abrang ncia aos t picos solicitados em editais de concursos p blicos e outras formas de sele o.
Fonemas
Alguns conceitos iniciais
fundamental que o leitor entenda uma parte da fonologia, pois o princ pio de nossa l ngua. Ou voc pensa que o homem j nasce lendo e escrevendo? Quando nascemos, o nosso primeiro contato comunicativo com o mundo atrav s do choro, que nada mais do que som. O homem da caverna n o articulava as palavras, apenas soltava grunhidos. Gramaticalmente, chamaremos os sons de fonemas e ser o sempre representados entre barras para n o serem confundidos com as letras. Os fonemas da L ngua Portuguesa classificam-se em: vogais, semivogais e consoantes. Vogais: s o fonemas pronunciados sem obst culo passagem de ar, chegando livremente ao exterior, pois s o naturalmente fortes. Elas s o: A /a/ - E /e/ - O /o/. O "I" e o "U" ser o considerados vogais apenas quando estiverem sozinhos e formadores de s labas. Exemplos: tomate = /t/ /o/ /m/ /a/ /t/ /e/; saci = /s/ /a/ /s/ /i/; tatu = /t/ /a/ /t / /u/. Semivogais: s o os fonemas que se juntam a uma vogal, formando com esta uma s s laba: Exemplos: couro, baile. Observe que s os fonemas I e U tonos funcionam como semivogais. Para que n o sejam confundidos com as vogais I e U ser o representados por /y/ e /w/. Exemplos: coisa = /k/ /o/ /y/ /z/ /a/; o I fica na mesma s laba do O, pois o som /y/ mais fraco do que o /o/ e, portanto, pronunciados numa nica abertura de boca: /k/ /o/ /y/ /z/ /a/. Outro exemplo: t bua = /t/ /a/ - /b/ /w/ /a/. Consoantes: s o fonemas produzidos mediante a resist ncia que os rg os bucais (l ngua, dentes, l bios) op em passagem de ar. Exemplos: rato, jil , d vida.
Encontro Voc lico
quando as vogais e semivogais se encontram. H tr s tipos de encontros voc licos: Hiato: o agrupamento de duas vogais, cada uma em uma s laba diferente. Ex.: Sa-a-ra, afi-a-do, pi-a-da. Obs.: quando o "I" e o "U" forem pronunciados tonicamente (fortes) e estiverem isolados, formando uma s laba, dever o ser devidamente acentuados: vi va; Pi au , tui ui . Exce es: quando seguidos por NH (u nha; ra i nha) ou repetidos (xi-i-ta). Ditongo: o agrupamento de uma vogal e uma semivogal (ditongo decrescente) ou de uma semivogal e uma vogal (ditongo crescente) em uma mesma s laba. Chamaremos ainda de oral e nasal, conforme ocorrer a sa da do ar pelas narinas ou pela boca. s vezes o "N" e o "M" poder o fazer sons voc licos nasais: lim - po = /l/ / - /p/ /o/; en-xu-to = / - /x/ /u/ /t/ /o/. Existem apenas tr s ditongos chamados abertos: i, i, u. A acentua o presente for a uma abertura maior da boca quando pronunciados. Fa a o teste e perceba a abertura de sua boca ao falar, bem pausadamente, as seguintes palavras: boi / cau-b i. Os demais ditongos s o considerados fechados. Tritongo: a ocorr ncia de uma semivogal, mais uma vogal, mais uma semivogal. Tamb m pode ser oral ou nasal, mas n o crescente nem decrescente. Ex.: a-g ei = /a/ - /g/ /w/ /e/ /y/ (tritongo oral); -g em = /a/ - /g/ /w/ /e/ / / (tritongo nasal).
Encontro Consonantal
o agrupamento de consoantes. H tr s tipos de encontros consonantais: Encontro pr prio: o agrupamento de consoantes, lado a lado, cada qual com o seu devido fonema, mas na mesma s laba. Ex.: brasa = /b/ /r/ /a/ - /z/ /a/, planeta = /p/ /l/ /a/ - /n/ /e/ - /t/ /a/. Encontro impr prio: o agrupamento de consoantes, lado a lado, em s labas diferentes. Ex.: apto = /a/ /p/ - /t/ /o/; cacto = /k/ /a/ /k/ - /t/ /o/; as-pec-to = /a/ /s/ - /p/ /e/ /c/ - /t/ /o/ Obs.: n o se esque a de que as letras M e N p s-voc licas n o s o consoantes, e sim semivogais ou simples sinais de nasaliza o. D grafo (di, em grego, significa dois; grafo, em grego, significa escrita): o agrupamento de duas letras com apenas um fonema. Os principais d grafos s o: - rr /R/ - arroz = ar-roz - /a/ /R/ /o/ /s/. - ss /s/ - assar = as-sar - /a/ /S/ /a/ /r/. - sc /s/ - nascer = nas-cer - /n/ /a/ /S/ /e/ /r/. - s /s/ - des o = des- o - /d/ /e/ /S/ /o/. - xc /s/ - exceto = ex-ce-to - /e/ /S/ /e/ /t/ /o/. - xs /s/ - exsudar = ex-su-dar - /e/ /S/ /u/ /d/ /a/ /r/. - lh / / - alho = a-lho - /a/ / / /o/. - nh / / - banho = ba-nho - /b/ /a/ / / /o/. - ch /x/ - cacho = ca-cho - /k/ /a/ /x/ /o/. - qu /k/ - querida = que-ri-da - /k/ /e/ /r/ /i/ /d/ /a/. - gu /g/ - sangue = san-gue - /s/ / / /g/ /e/. QU e GU s ser o d grafos, quando estiverem seguidos de e ou i, sem trema. A prop sito, muitas pessoas pensam que o trema caiu. Ledo engano, caro leitor! Escrever freq ente, seq estro, cinq enta, eloq ente, ping im sem trema ainda ERRO! E esta regra gramatical consta do ltimo acordo ortogr fico firmado entre todos as na es lus fonas (as que falam a L ngua Portuguesa) de 12 de agosto de 1943. Agora me diga: h quanto tempo voc vai ao a ougue e s v e compra lingui a? O correto, segundo a norma culta v lida, com trema: ling i a. D grafo Voc lico: o outro nome que se d ao Ress o Nasal, pelo fato de serem duas letras com um fonema voc lico. Ex.: sangue = san-gue - /s/ / / /G/ /e/. N o confunda d grafo com encontro consonantal, que o encontro de consoantes, cada uma representando um fonema.
S laba
constitu da por um fonema ou por um grupo de fonemas emitidos num s impulso expirat rio, ou seja, quando falamos a palavra ela dividida em segmentos sonoros. Cada segmento a s laba: concur-so.
Classifica o da s laba
Quanto ao n mero de s labas: monoss labas palavras com uma nica s laba (p , sol, luz, etc.) diss labas palavras com duas s labas (bola, t xi, letra, etc.) triss labas palavras com tr s s labas (escrita, nibus, a a , etc.) poliss labas palavras com quatro s labas ou mais (apostila, rodovi ria, paralelep pedo, etc.) Quanto posi o da s laba t nica: ox tonas a ltima s laba mais forte (urubu, escrever, abacaxi, etc.) parox tonas a pen ltima s laba a mais forte (rev lver, ca ada, foto, etc.) proparox tonas a antepen ltima s laba a mais forte (s laba, t nico, tomo, etc.)
Divis o Sil bica
1. N o se separam as letras que representam ditongos (c -rie), tritongos (a-ve-ri-guou) e os d grafos lh, nh, ch, qu, gu (te-lha, ba-nho, en-cher, quei-jo, guer-ra) e os encontros consonantais pr prios (flau-ta, pneu). 2. Os d grafos rr, ss, sc, s , xc e xs t m suas letras separadas silabicamente (car-ro, p s-sego, pis-ci-na, des- a, ex-ce-to, ex-su-dar). 3. Separam-se as letras que representam os hiatos (sa- -da, ba- ). 4. Separam-se os encontros consonantais impr prios (ad-je-ti-vo). 5. Prefixo acompanhado de vogal forma uma s laba (subentendido = su-ben-ten-di-do). 6. Prefixo acompanhado de consoante deve ser separado (sublinhar = sub-li-nhar).
Acentua o Gr fica
Voc sabia que as regras de acentua o foram feitas para que as palavras com termina es raras em L ngua Portuguesa ficassem destacadas? Fa a um r pido exame e verifique a veracidade do fato. Tenha as palavras MULHER e F MUR. Ambas terminam em R, n o mesmo? Mas, ent o, qual a diferen a entre elas? Se voc respondeu que a primeira uma palavra ox tona e a outra uma parox tona, acertou! Agora me responda: quantas palavras seguem o modelo de MULHER? Para come ar (e s para come ar) j temos TODOS os verbos no infinitivo: amar, beber, assobiar, contrapropor, etc. Agora comece a contar as palavras cujas s laba t nica esteja na pen ltima s laba (parox tonas) e que terminem em R. Deixe-me ajudar com algumas: rep rter, hamb rguer, s ror, cad ver, f mur, mbar, car ter, mpar, m rtir, a car, ter, d lar, m rtir, alj far, nen far e fl or. Se o caro leitor conseguir mais alguma palavra parox tona terminada em R, fique vontade para inclu -la e at me avisar! Entendeu o porqu da exist ncia das regras de acentua o? Apenas para identificar as palavras com termina es raras em L ngua Portuguesa e, portanto, em n mero reduzido. Vamos s regras:
Monoss labas T nicas
Antes, por m, de veicularmos as devidas regras, tenha em mente a diferen a entre um monoss labo tono e um t nico. E muito cuidado para n o cair numa teoria que muitos colegas de profiss o
adoram ensinar: "as monoss labas tonas s o aquelas faladas fracamente, enquanto as t nicas s o fortes." Miseric rdia! Deste modo, o caro leitor a cha que se eu gritar bem alto a palavra LHE, que tona, ela passa imediatamente classifica o de t nica? Evidentemente que n o! A tonicidade dos voc bulos monossil bicos nada tem a ver com a for a na qual empregada para diz -los. Guarde de uma vez por todas: as monoss labas tonas s o palavras de uma s s laba que, de t o fracas, n o respondem perguntas. J as monoss labas t nicas s o palavras de uma nica s laba que, de t o fortes que s o, respondem perguntas. De que o ser humano precisa? Respostas prov veis: SAL / LUZ / SOL / F . Embora algumas delas n o tenham acento, s o todas palavras de uma nica s laba que conseguem responder a perguntas., portanto s o monoss labas t nicas. Responda a mesma pergunta usando: LHE / A / EM / TAL. Pode tentar com qualquer que seja a palavra que n o dar sentido algum resposta. S o todas fracas demais para isto, s o todas tonas. As monoss labas t nicas que devem ser acentuadas s o as terminadas em A(s) / E(s) / O(s). Repare que s foram consideradas as vogais, o I e o U n o entraram por serem semivogais. Assim, temos: p (s), v , l , f , p (s), s (s), p , n s, etc.
Ox tonas
Ser o acentuadas as palavras ox tonas terminadas em A(s) / E(s) / O(s). Mas espere a ! Ficou igual regra anterior! Por isso mesmo inclu ram-se as termina es EM / ENS. Pronto, agora ficou diferenciada da regra das monoss labas t nicas: caj , vatap , caf , ral , cip , xilindr , ningu m, am m, parab ns, etc.
Parox tonas
Ser o acentuadas as palavras parox tonas terminadas em: US nus, b nus, v rus, nus, etc. Ditongo(+ s) fal ncia, im veis, eloq ncia, r gua, etc. UM(ns) lbuns, f rum, c rum, etc. L til, vol til, improv vel, f cil, etc. I(s) biqu ni, t xi, l pis, etc. R rep rter, hamb rguer, f mur, etc. (s) m , rf , etc. O(s) v o, enj o, perd o, etc. X t rax, l tex, c rtex, etc. N h fen, p len, el tron, etc. Devo, caro leitor, fazer aqui uma importante observa o: as palavras parox tonas terminadas em EN, ao passarem para o plural, perder o o acento. J as terminadas em ON permanecer o acentuadas. Mas por qu ? Porque h in meras palavras parox tonas terminadas em EM que, ao serem pluralizadas, passar o a ser ENS: homEM / homENS, nuvEM / nuvENS, imagEM / imagENS e n o levam acento. Agora veja: h fEN / hifENS, p lEN / polENS, perdem o acento justamente para seguirem a maioria. Uma coisa terminar em EN e tornar-se ENS, outra coisa terminar em EM e tornar-se ENS, certo? Mas e as parox tonas terminadas em ONS? Segue o acento por n o ter nenhuma outra palavra parox tona terminada em OM para pluralizarmos em ONS. Garanto que as palavras que voc conhece e que sejam terminadas em OM s o todas ox tonas e assim permanecer o no plural: bombom / bombons. Continuemos.
PS f rceps, b ceps, tr ceps, etc. Obviamente pelo fato das parox tonas apresentarem o maior n mero de regras, devemos dar um "jeitinho brasileiro" para memorizarmos todas elas. Veja novamente as termina es e forme a frase:
USEI UM LIR OO X No Pronto-Socorro. US EI UM L I R OO X No PS
Sim, isto mesmo: eu usei uma lira (instrumento musical de cordas) enoooorme de uma marca qualquer no pronto-socorro. Observe novamente as termina es:
(ditongo)
Proparox tonas
Se as palavras parox tonas acentuadas j eram raras como vimos, imagine o que acontece com as proparox tonas? Palavras com a s laba t nica localizadas na antepen ltima s laba s o mais raras ainda! Portanto, TODAS as palavras proparox tonas devem ser acentuadas, sem exce o: nibus, l grima,
Acento diferencial
Alguns voc bulos t nicos recebem acento apenas para se diferenciarem dos que possuem a mesma escrita. Observe: Sem acento As palavras est o certas. Siga pela estrada. Com acento s do volante perdeu a grande corrida. P la de borracha. P lo de barba. Sempre que eu fa o brigadeiro, p lo o meu dedo. V para casa. Ele pode vencer mas improv vel. Cidade p lo regional. Venha por aqui. O carro p ra na esquina. Ele p de vencer porque se esfor ou. O pequeno p lo bateu as asas. Vamos p r combust vel no tanque.
Entrada pelo port o principal.
O uso ainda serve para diferenciarmos o singular do plural de alguns verbos: Ela tem chances na prova. / Elas t m chances na prova. O professor interv m sempre que necess rio. / Os professores interv m sempre que necess rio. Existem algumas palavras que n o alteram o acento, mas devem duplicar a vogal E: Ele cr , mas eles n o cr em.
Tomara que ele d aten o a ela, e que eles d em tamb m. Ele l not cias importantes, mas eles tamb m l em. Ele v o mundo cor-de-rosa, mas eles n o o v em assim. Como guardar isso? Voc pode n o acreditar, mas todo bom aluno cr de leve nesta situa o. Entendeu? CR DE LEVE.
(crer) (dar) (ler)(ver)
(orto = correto; grafia = escrita) a parte da gram tica que trata da escrita correta das palavras. E, com certeza, n o uma das partes mais f ceis de nossa L ngua Portuguesa. Para come ar, deve-se saber que o nosso alfabeto oficial formado por cinco vogais e dezoito consoantes. Est o descartadas, portanto, as letras K, W e Y. Um dos obst culos na aprendizagem a interfer ncia do excesso de estrangeirismo. Brasileiro adora modismos e isso n o segredo para ningu m. Colocar nome em filhos, como Kelly, Sheila e Washington, uma pr tica constante. Mas, por outro lado, dif cil de se imaginar esses nomes adaptados nossa ortografia oficial, como Qu li, U xinton e Cheila, n o mesmo? Para os substantivos pr prios realmente o territ rio livre para cria es. E quanto ao restante, aos comuns? O que muitos n o sabem que h v rias adapta es j consagradas (outras ainda n o consagradas, mas existentes) e palavras que passaram por uma reforma em 1943 (lembram-se da reforma citada na p gina 2?). Acredito que a dificuldade maior em aprender ortografia a influ ncia do cotidiano, carregado de erros. Voc vai ao mercado, pega um nibus, vai ao banco, l placas de ruas, vai a um restaurante e est tudo errado! O que voc ser capaz de memorizar? O errado, que passa 24 horas pela sua frente, ou ver o que certo estudando algumas horas por dia para uma prova? O maior inc modo para o estudante de ortografia que h regras e regras, mas logo ap s ele decobre que h uma s rie de exce es. Ent o como obter um estudo eficiente? Eu sugiro que voc comece a ter o h bito da leitura em sua vida. Durante a leitura de um texto responsavelmente bem escrito aparecer o palavras com X, SC, Z, J, G, , etc. Pegue-as e procure os seus significados no dicion rio; volte ao texto e releia o trecho com o significado achado; escreva a palavra umas cinco vezes num caderno reservado para esta finalidade. Fa a isto, pelo menos umas tr s vezes por semana. uma conhecida t cnica de memoriza o por repeti o. Outra maneira verificar como o substantivo primitivo da palavra a ser escrita, assim os seus substantivos derivados ter o a mesma letra: rijo (enrijecer), gorja (gorjear, gorjeta), cheio (enchente), etc. Mas tamb m muito perigoso fazer disto uma regra fixa. Veja: anjo (angelical), catequese (catequizar), batismo (batizar), etc. Por esta voc n o esperava, heim?!?! Como eu j disse, h regras sim, mas h um caminh o de exce es. Seguem mais alguns exemplos.
Ortografia
Distin o Entre J e G
1. Escrevem-se com J: a) As palavras de origem rabe, africana ou ind gena: canjica, canjer , paj , Moji, jirau, jerimum etc. Exce o: Sergipe. b) As formas dos verbos que t m o infinitivo em -JAR: despejar: despejei, despeje; arranjar: arranjei, arranje; viajar: eu viajei, que eles viajem, etc.
Outras palavras grafadas com J (as ditas exce es): alfanje, alforje, berinjela, cafajeste, cerejeira, intrujice, jeca, jegue, Jeremias, jerico, Jer nimo, j rsei, jiu-jitsu, majestade, majestoso, manjedoura, manjeric o, ojeriza, pegajento, rijeza, sabujice, sujeira, traje, ultraje, varejista. 2. Escrevem-se com G: a) O final dos substantivos -GEM: a coragem, a viagem, a vertigem, a ferrugem, etc. Exce es: pajem, lambujem, lajem. b) Os finais: - GIO, - GIO, - GIO, - GIO e GIO: est gio, privil gio, prod gio, rel gio, ref gio, etc. c) Os verbos em -GER e -GIR: fugir, mugir, fingir.
Distin o Entre S e Z
1. Escrevem-se com S: a) O sufixo: -OSO: cremoso (creme + oso), leitoso, vaidoso, etc. b) O sufixo - S e as formas femininas terminadas em ESA ou ISA, em palavras que indiquem origem, profiss o ou t tulo honor fico: portugu s portuguesa; campon s camponesa; marqu s marquesa; burgu s burguesa; sacerdote sacerdotisa, mont s, pedr s, princesa, etc. d) Os finais -ASE, -ESE, -ISE e E -OSE, na grande maioria se o voc bulo for erudito ou de aplica o cient fica, n o haver d vida: hip tese, exegese, an lise, trombose, etc. e) As palavras nas quais o S aparece depois de ditongos: coisa, Neusa, causa, maisena, etc. f) O sufixo -ISAR dos verbos referentes a substantivos cujo radical termina em S: pesquisar (pesquisa), analisar (an lise), avisar (aviso), etc. g) Quando for poss vel a correla o ND - NS: escaNDir - escaNS o; preteNDer - preteNS o; repreeNDer - repreeNS o, etc. Grafam-se com S: alisamento, an lise, nsia, ansiar, ansioso, ansiedade, cansar, cansado, descansar, descanso, divers o, excurs o, farsa, ganso, hort nsia, lasanha, pesquisa, pretens o, pretensioso, propens o, remorso, sebo, siso, tenso, utens lio, etc. 2. Escrevem-se em Z: a) O sufixo -IZAR, de origem grega, nos verbos e nas palavras que t m o mesmo radical: civilizar, civiliza o, civilizado; organizar, organiza o, organizado; realizar, realiza o, realizado, etc. b) Os sufixos -EZ e -EZA formadores de substantivos abstratos derivados de adjetivos: limpidez (limpo), pobreza (pobre), rigidez (rijo), etc. c) Os derivados em -ZAL, -ZEIRO, -ZINHO e -ZITO: cafezal, cinzeiro, chapeuzinho, c ozito, etc. Grafam-se com Z: azar, azeite, az fama, azedo, amizade, apraz vel, baliza, buzina, bazar, chafariz, cicatriz, ojeriza, prazer, prezado, proeza, vazar, vazamento, vaz o, vizinho, xadrez.
Distin o Entre X e CH
1. Escrevem-se com X: a) Os voc bulos em que o X o precedido de ditongo: faixa, caixote, feixe, etc. Exce o: caucho. b) Palavras iniciadas por ME: mexerico, mexer, mexerica, M xico, mexilh o, etc. Exce o: mecha (de cabelo). c) Palavras iniciadas po EN: enxada, enxame, enxotar, etc. Exce o: enchovas. N o ser o consideradas exce es as palavras que tiverem CH na sua origem: cheio encher, enchente; chuma o enchuma ado; etc. Grafam-se com X: exce o, exceder, excelente, excelso, exc ntrico, excessivo, excitar, inexced vel, expectativa, experiente, expiar (remir, pagar), expirar (morrer), expoente, xtase, extasiado, extrair,
f nix, t xtil, texto, bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, lagartixa, lixa, lixo, mexer, mexerico, puxar, rixa, oxal , praxe, vexame, xadrez, xarope, xaxim, x cara, xale, xingar, xampu. 2. Grafam-se com CH: bucha, charco, charque, charrua, ch vena, chimarr o, chuchu, cochilo, cochilar, tachada, ficha, flecha, mecha, mochila, pechincha, salsicha, recauchutagem, etc.
Distin o Entre S, SS, e C
Observe o quadro das correla es: CORRELA O t c Ter ten o rg rs rt rs Pel puls Corr curs Sent sens Ced cess Gred gress Prim press Tir ss o EXEMPLOS ato-a o; infrator - infra o; Marte marcial abster - absten o; ater - aten o; conter - conten o; deter - deten o; reter reten o aspergir - aspers o; imergir - imers o; submergir submerso inverter - invers o; divertir divers o impelir - impulsivo; expelir - expuls o; repelir repuls o correr - curso, cursivo, discurso, excurs o, incurs o sentir - senso, sens vel, consenso ceder - cess o; conceder - concess o; interceder - intercess o; exceder - excessivo (exceto, exce o) agredir - agress o; agressivo; progredir - progress o, progresso, progressivo imprimir - impress o; oprimir - opress o; reprimir repress o admitir - admiss o. discutir - discuss o; permitir - permiss o; (re)percutir (re)percuss o Grafam-se com C ou : acetinado, a afr o, alma o, anoitecer, censura, cimento, dan a, contor o, endere o, Igua u, ma arico, ma aroca, ma o, maci o, mi anga, mu ulmano, mu urana, pa oca, pan a, pin a, Su a, vicissitude, mu arela, foga a, Turia u, etc. Grafam-se com SS: acesso, acess vel, acess rio, assar, asseio, assinar, carrossel, cassino, concess o, discuss o, escassez, escasso, essencial, express o, fracasso, impress o, massa, massagista, miss o, necess rio, obsess o, opress o, p ssego, prociss o, profiss o, profissional, ressurrei o, sessenta, sossegar, submiss o, sucessivo, etc. Grafam-se com SC ou S : acr scimo, adolescente, ascens o, consci ncia, consciente, crescer, cres o, cres a, descer, des a, disciplina, disc pulo, discernir, fascinar, fascinante, florescer, imprescind vel, n scio, oscilar, piscina, ressuscitar, seiscentos, suscet vel, suscetibilidade, suscitar, v scera, etc, Grafam-se com E: arrepiar, cadeado, cadeeiro, cemit rio, confete, creolina, cumeeira, desperdi ar, desperd cio, destilar, disenteria, empecilho, encarnar, encarna o, ind gena, irrequieto,
lacrimog neo, mexerico, mime grafo, orqu dea, quase, quepe, sen o, sequer, seriema, seringa, umedecer, etc. Grafam-se com I: abor gine, a oriano, artif cio, artimanha, camoniano, Cabri va, Casimiro, Ifig nia, chefiar, cimento, cr nio, criar, criador, cria o, crioulo, digladiar, displic ncia, displicente, erisipela, esc rnio, feminino, frontisp cio, inclinar, inclina o, incinerar, inigual vel, inv lucro, lajiano, lampi o, p tio, penicilina, privil gio, requisito, silv cola, etc. Grafam-se com O: abolir, banto, boate, bolacha, boletim, botequim, b ssola, chover, cobi a, cobi ar, concorr ncia, costume, engolir, goela, m goa, magoar, mocambo, moela, moleque, mosquito, n voa, n doa, bolo, ocorr ncia, rebotalho, Rom nia, romeno, tribo, etc. Grafam-se com U: bul cio, buli oso, bulir, burburinho, camundongo, chuviscar, chuvisco, cumbuca, c pula, curtume, Cutia, cutucar, entupir, Ju , l ngua, jabuti, jabuticaba, l bulo, Manuel, mutuca, rebuli o, t bua, Tabu o da Serra, tabuada, tr gua, urtiga, etc. Conforme eu mencionei anteriormente, j existem alguns aportuguesamentos de palavras estrangeiras. Infelizmente algumas delas ainda sofrem certa resist ncia por parte de pessoas que insistem em continuar falando e escrevendo errado. Para mostrar e provar ao leitor que nada do que vir inven o minha, terei como fonte de refer ncia o que o gram tico e professor pela Universidade de S o Paulo (USP), Luiz Antonio Sacconi, retrata em seu livro N o Erre Mais (13 . edi o, p ginas 41 e 256), citando algumas: mu arela, b icon, r mel, xortes, picape, estresse, Pai andu, u sque, futebol, pufe, turfe, surfe, t quete, ringue, est ncil, fr zer, robife, laicra, iate, nocaute, Pira ununga, Pia ag era, Piraju ara, Susano, xampu, Guaianases, entre tantas outras. Da eu pergunto ao meu caro estudante: o que cai em uma prova? A ortografia oficial, aquela que est nos livros de gram tica, ou a oficiosa, a que est na boca do povo e muitas vezes veiculada pela m dia? ou n o para ser muito cauteloso na hora de sua prova?
Palavras Hom nimas e Par nimas
Hom nimas s o palavras que possuem a mesma pron ncia ou a mesma grafia, mas sentido diferente. Veja: sess o (reuni o), se o (divis o, departamento) e cess o (ato de ceder). Par nimas s o palavras parecidas na pron ncia ou na grafia, mas com significados diferentes. Veja: despercebido (n o notado) e desapercebido (desprovido). Freq entemente essas palavras oferecem dificuldade quele que escreve. Por isso, segue uma lista de hom nimos e par nimos. acerca de = sobre, a respeito de a cerca de = aproximadamente h cerca de = faz acento = a maior intensidade com que se emite uma s llaba assento = lugar em que se senta broxa = pincel grande, indiv duo sem pot ncia sexual brocha = prego curto cerrar = fechar serrar = cortar cela = pequeno quarto de dormir acender = ascender = p r fogo subir, elevar-se
auferir = colher, obter aferir = conferir, comparar ca ar = ir atr s da ca a cassar = anular comprimento = extens o cumprimento = sauda o conserto = reparo
sela = arreio deferimento = concess o, permiss o diferimento = adiamento delatar = denunciar dilatar = ampliar espiar = expiar = emigrar = imigrar = migrar = espectador expectador flagrante = fragrante = olhar sofrer castigo deixar um pa s entrar num pa s mudar de regi o = o que assiste = o que tem esperan a evidente perfumado
concerto demais = de mais = descri o = discri o =
= sess o musical equivale a "muito" substitu vel por "a mais" ato de descrever qualidade de quem discreto emergir = vir tona imergir = mergulhar eminente = c lebre iminente = prestes a acontecer estada estadia fuzil fus vel = perman ncia de pessoas = perman ncia de ve culos = espingarda, carabina = componente de instala o el trica infligir = aplicar pena infringir = desrespeitar mandado = ordem judicial mandato = per odo de miss o, procura o pleito = elei o preito = homenagem preeminente proeminente ratificar = retificar = sobrescrever subscrever tampouco t o pouco vultoso = vultuoso = = nobre, distinto = saliente confirmar corrigir = endere ar = assinar = tamb m n o = muito pouco de grande vulto, volumoso inchado
indefeso = desarmado, fraco indefesso = incans vel, laborioso inserto = inclu do incerto = que n o certo mais = ant nimo de menos m s = sin nimo de maldosas mas = equivalente a por m precedente = antecedente procedente = proveniente, oriundo previd ncia = qualidade daquele que prev provid ncia = suprema sabedoria, medida pr via para alcan ar um fim soar = emitir som suar = transpirar tacha = preguinho taxa = imposto, percentagem tr fego = movimento, tr nsito tr fico = com rcio ilegal
A seguir as palavras que mais aparecem em concursos: Uso dos PORQU S Este um assunto que costumo n o tratar teoricamente, mas sim usando macetes pr ticos. N o quero que voc perca tempo tentando se lembrar de teorias confusas, mas que resolva a quest o da prova de maneira r pida e eficiente. 1 - Usa-se POR QUE sempre que puder ser trocado por "pelo qual". Voc estar fazendo uma correla o visual: este POR QUE constitu do por duas palavras separadas e sem acento, ent o ser trocado por outras duas palavras separadas e sem acento. Veja as frases: V pelo caminho POR QUE te ensinei. V pelo caminho PELO QUAL te ensinei. H uma vari vel para este macete, que acrescentar a palavra MOTIVO logo ap s POR QUAL: POR QUE ela n o veio?
POR QUAL MOTIVO ela n o veio? Quero saber POR QUE ela n o veio. Quero saber POR QUAL MOTIVO ela n o veio. 2 Usa-se PORQUE em substitui o a POIS. Voc estar substituindo uma nica palavra toda junta e sem acento por outra palavra toda junta e sem acento; usado como resposta ao POR QUE. Veja: Ela n o veio PORQUE n o quis. Ela n o veio POIS n o quis. Venha PORQUE precisamos de voc . Venha POIS precisamos de voc . 3 Usa-se PORQU (junto e com acento) sempre quando puder ser substitu do pela palavra RAZ O (palavra toda junta e com acento), pois ambas t m valor de substantivo. Quero que voc me d um PORQU de seu atraso. Quero que voc me d uma RAZ O de seu atraso. 4 - POR QU (separado e com acento) empregado em um NICO caso: em final de frase ou quando a express o estiver isolada: Voc n o veio ontem, POR QU ? ONDE x AONDE Emprega-se AONDE com os verbos que d o id ia de movimento. Equivale sempre a PARA QUE LUGAR. Aonde voc vai? (Para que lugar voc vai?) Aonde nos leva com tal rapidez? (Para que lugar nos leva com tanta rapidez?) Com os verbos que n o d o id ia de movimento emprega-se ONDE e equivale a EM QUE LUGAR. Onde est o os livros? (Em que lugar est o os livros?) N o sei onde te encontrar (N o sei em que lugar te encontrar.). MAU x MAL MAU (ant nimo de bom). Escolheu um mau momento. Era um mau aluno. MAL (ant nimo de bem) Estou passando mal. Mal chegou e foi dando as ordens. SESS O x SE O x CESS O SESS O o intervalo de tempo que dura uma reuni o. Assistimos a uma sess o de cinema. Reuniram-se em sess o extraordin ria. SE O significa parte de um todo, subdivis o. Lemos a noticia na se o (ou sec o) de esportes. Compramos os presentes na se o (ou sec o) de brinquedos. CESS O significa o ato de ceder. Ele fez a cess o dos seus direitos autorais. A cess o do terreno para a constru o do est dio agradou a todos os torcedores.
H x A Na indica o de tempo passado emprega-se H (equivale a FAZ). H dois meses que ele n o aparece. Ele chegou da Europa h um ano. A para indicar tempo futuro. Daqui a dois meses ele aparecer . Ela voltar daqui a um ano. TOA x -TOA TOA adv rbio de modo: Ontem eu fiquei toa em casa. -TOA adjetivo: Deixa de ser um -toa e vai trabalhar. AFIM DE x A FIM DE AFIM DE significa ter afinidade: Sogra afim do genro. A FIM DE significa ter uma finalidade, um objetivo: Eu estudo a fim de que possa ser aprovado. FORMAS VARIANTES Existem palavras com duas grafias. Nesse caso, qualquer uma delas considerada correta. Eis alguns exemplos: aluguel ou aluguer hem" ou hein? aritm tica ou arim tica geringon a ou gerigon a alpartaca, alpercata ou alpargata imund cie ou imund cia am dala ou am gdala infarto ou enfarte assobiar ou assoviar laje ou lajem espuma ou escuma leste ou este assobio ou assovio lantejoula ou lentejoula azal a ou azal ia nen ou nenen b bado ou b bedo nhambu, inhambu ou nambu b lis ou bile quatorze ou catorze c ibra ou c imbra surripiar ou surrupiar carro aria ou carroceria taramela ou tramela chimpanz ou chipanz relampejar, relampear, relampaguear ou relampar rasto ou rastro degelar ou desgelar debulhar ou desbulhar porcentagem ou percentagem fleugma ou fleuma entona o ou entoa o toicinho ou toucinho cotizar ou quotizar l quido ou l q ido x rox ou xerox cociente ou quociente cota ou quota cotidiano ou quotidiano maquiagem ou maquilagem samambaia ou sambambaia impigem ou impingem imundice ou imund cie rastro ou rasto
EXERC CIOS
Preencha as lacunas corretamente: 01) limpe a nature a sutile a repre a ironi ar escravi ar empre a focali ar ali ar despe a civili ar cateque e
vi ir hemopti e tra amos 02) exten o repreen o a e or obceca o agre o 03) gor eta man edoura via ante sar eta lambu em 04) encai e fei e me erico me er Respostas: 01) limpeza sutileza ironizar vizir hemoptise traz amos 02) extens o repreens o assessor obceca o agress o 03) gorjeta manjedoura viajante sarjeta lambujem 04) encaixe feixe mexerico mexer
osmo e simbio se simboli ava compreen o obse o a un o transgre o arreme o lou a via em cora em pa em re eitar frou o coa ar u u ingar natureza represa escravizar osmose simbiose simbolizava compreens o obsess o assun o transgress o arremesso lou a viajem coragem pajem rejeitar frouxo coaxar chuchu xingar
ga ela qui eram tra ia disten o ablu o contor o di erta o be a a afr o regozi o ma estoso tra e no ento cai ilho bai ela col o en ada empresa focalizar alisar gazela quiseram trazia distens o ablu o contor o disserta o be a a afr o regozijo gorjeta traje caixilho baixela colch o enxada
desli e apa iguar fine a ascen o absor o al ar ere o via em o eriza
bai el me ilh o fle a
despesa civilizar catequese deslize apaziguar fineza ascens o absor o al ar ere o viagem ojeriza majestoso nojento baixel mexilh o flecha
TESTES
01) Dadas as palavras: 1) tung-st -nio
2) bis-a-v 3) du-e-lo constatamos que a separa o de s labas est correta: a) apenas na palavra n 1 b) apenas na palavra n 2 c) apenas na palavra n 3 d) n.d.a. 02) Qual das palavras abaixo apresenta mais fonemas do que letras? a) carro b) assim c) ga cho d) fixo 03) Na palavra falso existe: a) ditongo b) hiato c) tritongo d) encontro consonantal 04) Que palavra tem o mesmo n mero de fonemas de cheque? a) fixo b) lixo c) ilha d) caixa 05) Qual palavra tem o mesmo n mero de fonemas de l mpada? a) minha b) laranja c) agulha d) revista 06) Dadas as palavras: 1) des-a-ten-to 2) sub-es-ti-mar 3) trans-tor-no constatamos que a separa o sil bica est correta: a) apenas na palavra n 1 b) apenas na palavra n 2 c) apenas na palavra n 3 d) n.d.a. 07) N o sei . faltaram, mas sei que . n o poder o ser atendidos. a) por qu - por isso
b) por que - por isso c) por que - porisso d) por qu - porisso 08) Assinale a frase correta. a) N o vim porqu choveu. b) este o motivo por que n o vim. c) este o motivo porque n o vim. d) n o vim porque choveu. 09) Minha . est . por culpa n o sei de . . a) pesquisa - atrasada qu b) pesquisa - atrazada qu c) pesquiza - atrasada - que d) n.d.a. 10) Perguntei ao Jo o Alves . ia e . ficaria e . eu poderia encontr -lo. a) aonde - onde - onde b) onde - aonde - aonde c) aonde - onde - aonde d) onde - aonde - onde 11) N o tinha . para a tarefa; . vivia desnorteado, perdido entre . e gestos antag nicos. a) jeito - por isso - id ias b) geito - por isso - id ias c) jeito - porisso - id ias d) jeito - por isso - ideias 12) Na . plen ria estudou-se a . de direitos territoriais a . . a) sess o - cess o estrangeiros b) se o - cess o estrangeiros c) sec o - sess o - extrangeiros d) sess o - se o extrangeiros
13) Em seu olhar n o havia .; havia . e . . a) m gua - esc rneo desprezo b) m goa - esc rneo despreso c) m goa - esc rnio - desprezo d) m goa - escarneo - desprezo 14) Indique a alternativa correta: a) O ladr o foi apanhado em flagrante. b) Ponto intercess o de duas linhas. c) As despesas de mudan a ser o vultuosas. d) O artigo incerto na Revista de Ci ncias foi lido por todos n s. 15) Examine as palavras 1) viajens 2) gorgeta 3) maizena 4) ch cara a) apenas uma est correta b) apenas duas est o corretas c) tr s est o corretas d) nenhuma est escrita corretamente 16) N o creio que este fato constitua . para sua . na carreira. a) empecilho - ascens o b) empec lho - ascen o c) impecilho - ascens o d) empec lho - ascens o
17) Dadas as palavras: 1) ap iam 2) ba nha 3) aben oo a) apenas a 1 est correta b) apenas a 2 est correta c) a 1 e a 3 est o corretas d) a 2 e a 3 est o corretas 18) Eles . em tudo quanto . . a) creen - leem b) crem - lem c) cr m - l m d) cr em - l em 19) Assinale a s rie em que todas as palavras est o acentuadas corretamente: a) id ia - urub - su no - nclise b) b ceps - her ico - tem - f ssil c) t nis - f sseis - ca ste - japon sa d) f til - h fen - nsia - deca do RESPOSTAS: 1.C; 2.D; 3.D; 4.B; 5.B; 6.C; 7.B; 8.B; 9.A; 10.A; 11.A; 12.A; 13.C; 14.A; 15. D; 16.A; 17.A; 18. D; 19.D.
Morfologia
MORPHE = forma em grego LOGIA = estudo em grego
Os principais elementos m rficos de uma palavra s o: RADICAL AFIXOS VOGAL e CONSOANTE DE LIGA O DESIN NCIAS VOGAIS TEM TICAS I RADICAL o elemento b sico da palavra e que cont m o significado dela: PEDRa, PEDReiro, aPEDRejar, etc. Todas as palavras que apresentam o mesmo radical guardam entre si uma rela o b sica de significa o, por isso s o chamadas de palavras cognatas. II AFIXOS
S o elementos estruturais que se juntam ao radical para formar novas palavras e est o divididos em: Prefixos: aparecem antes do radical (DESligar, INfeliz). Sufixos: aparecem depois do radical (pontINHA, cadeirADA). III VOGAL e CONSOANTE DE LIGA O S o elementos n o-portadores de significa o mas que raramente entram na estrutura da palavra para evitar disson ncias ( gil + dade = gil I dade / pau + ada = pau L ada). IV DESIN NCIAS S o os elementos que aparecem na parte final das palavras e t m como fun o indicar as varia es de forma que as palavras podem apresentar e est o divididas em : Desin ncia nominal: de g nero = masculino (O) e feminino (A) de n mero = singular ( ) e plural (S)
Desin ncia verbal: de n mero (singular / plural) de pessoa (1a. / 2a. / 3a.) de tempo (presente / pret rito / futuro) de modo ( indicativo / subjuntivo / imperativo)
radical
AM
vogal tem tica
A
modo e tempo
RE
pessoa e n mero
MOS
V VOGAL TEM TICA S o as vogais A / E / I usadas para indicar a conjuga o a que o verbo pertence, 1a. / 2a. / 3a. conjuga o, respectivamente.
Processo de Forma o de Palavras
As palavras podem ser formadas por DERIVA O ou por COMPOSI O. Deriva o prefixal (prefixa o): PREver, REver, DESamor. Deriva o sufixal (sufixa o): marESIA, mar TIMO, ferozMENTE. Deriva o parassint tica (parass ntese): EM + poeir + ADO. Deriva o regressiva (ao contr rio das anteriores, a palavra n o aumenta, e sim, diminui): atacar = 6 fonemas ataque = 5 fonemas Deriva o impr pria (quando uma palavra pertencente a uma determinada classe gramatical passa para outra): A sala clara (adjetivo). / A clara (substantivo) n o tem colesterol. Composi o por justaposi o (quando duas ou mais palavras se juntam e n o perdem nenhum fonema): p -de-moleque, passatempo, girassol. Composi o por aglutina o (quando pelo menos uma das palavras que se unem perde um ou mais fonemas): petr leo (petra + leo) , fidalgo (filho + de + algo). S o considerados processos secund rios na forma o de palavras: HIBRIDISMO: duas palavras de idiomas diferentes: s cio (latim) + logia (grego). ONOMATOP IA: a tentativa em se produzir um som: tique-taque, reco-reco, zunzum. ABREVIA O: quando reduzimos certas palavras at o limite que n o prejudique a compreens o. A nova palavra acaba substituindo a que foi abreviada: motocicleta moto; quilograma quilo; pornogr fico porn ; fotografia foto; poliomielite p lio; etc. SIGLA: consiste em reduzir as v rias palavras constituintes de um nome, agrup -las originando uma segunda: Embratel (Empresa Brasileira de Telecomunica es); Radicais de Origem Grega
RADICAL acro aero agogo agro algia andro anemo antropo arqueo auto baro b blio bio caco cali cardio cefalo cino cloro cosmo cracia cromo crono datilo demo derma(to) dinamo dromo eco etimo etno fago filo fito flebo fobia fone foto gamia gastro geo gino (gineco) grafia helio hema (hemato) hetero hidro hiero higro
SENTIDO Alto Ar o que conduz Campo Dor Homem Vento homem antigo de / por si mesmo peso, press o livro vida mau belo cora o cabe a c o verde mundo governo cor tempo dedo povo pele for a (local de) corrida casa origem ra a que come amigo vegetal veia medo ou avers o som, voz luz casamento est mago terra mulher escrita sol sangue outro, diferente gua sagrado mido
EXEMPLO acrofobia, acrobata aerofagia, aeron utica pedagogo, demagogo agronomia, agrovila nevralgia, cefalalgia andr ide, andr geno anem metro, anemofilia antropologia, antropofagia arqueologia, arqueoz ico autobiografia, autom vel bar metro, bar grafo biblioteca, bibliografia biologia, biog nese cacofonia, cacografar caligrafia, cal grafo cardiologia, cardiovascular cefalalgia, ac falo cinofilia, cinografia clorofila, cloroplasto cosmopolita, cosmonauta democracia, teocracia acromia, crom tico cron metro, cronologia datilografia, datiloscopia democracia, demagogia dermatologia, dermite dinam metro, dinamometria hip dromo, aut dromo ecologia, economia etimologia, etimol gico etnologia, etnoc ntrico antrop fago, hemat fago filosofia, fil gino fit fago, fitologia flebite, flebotomia nosofobia, hidrofobia fon tica, telefone fotoss ntese, fotofobia bigamia, poligamia gastrite, gastrologia geologia, geometria ginecologia, ginecocracia ortografia, paleografia helioc ntrico, heliolatria hemorragia, hematofobia heter nimo,heterossexual hidrografia, hidr metro hierografia, hierograma higr metro, higrometria
hipno hipo homo icono Lito logo macro mega (megalo) metro micro miso morfo necro neo noso odonto oftalmo oligo ornito orto pan pato peda piro pluto poli potamo proto pseudo psico sofia taqui teca tecno tele teo termo topo trofia xeno xero zoo
sono cavalo mesmo, igual imagem pedra conhecimento, estudo, palavra grande, longo grande medida pequeno que tem avers o forma morto novo doen a dente olho pouco p ssaro direito, correto tudo, todos doen a, sentimento crian a fogo riqueza muitos rio primeiro falso alma sabedoria r pido cole o arte, ci ncia longe deus calor, temperatura lugar desenvolvimento estrangeiro seco animal
hipnose, hipnotismo hip dromo, hipomania hom grafo, homossexual iconoclasta, iconografia litografia, litogravura etn logo, ge logo, di logo macroc falo, macrobi tica magalomania, megal pole cron metro, dinam metro micr bio, microfilme mis gino, misogamia morfologia, amorfo necrologia, necrofobia neologismo, neofobia nosologia, nosoc mio odontologia, odontite oftalmologia, oft lmico oligarquia, oligop lio ornitologia, ornitorrinco ortografia, ortop dico pan-americano, pante smo patologia, patonomia pedagogia, pedagogo piromania, pirot cnico plutocracia, plutocrata poliss labo, polite sta hipop tamo, mesopot mia prot tipo, protom rtir pseud nimo, pseudofruto psicologia, psican lise filosofia, fil sofo taquicardia, taquigrafia biblioteca, mapoteca tecnologia, tecnocrata telefone, telesc pio teologia, teocracia termologia, term metro topologia, topon mia atrofia, hipertrofia xenofobia, xenomania xerofilia, xer fito zool gico, zoologia
Radicais de Origem Latina RADICAL agri SENTIDO campo EXEMPLO agricultor, agr cola
arbori avi beli calori capiti cida cola cruci cultura curvi equi, eq i fero fico fide forme frater fugo gero loco ludo mater morti multi oni paro pater pede pisci pluri pluvi puer quadri reti sapo sesqui silva tauru umbra uxor vermi voro
rvore ave guerra calor cabe a Que mata que cultiva ou habita cruz cultivar curvo igual que cont m ou produz que faz ou produz f forma irm o que foge que cont m ou produz lugar jogo m e morte muito todo, tudo que produz pai p peixe v rios chuva crian a quatro reto sab o um e meio floresta touro sombra esposa verme que come
arborizar, arbor cola avicultura, av cola belicoso, beligerante calorimetria, caloria decapitar, capital suicida, homicida vin cola, agr cola crucifixo, crucificar apicultura, piscicultura curvil neo, curvic rneo equivalente, eq idade aur fero, mam fero ben fico, frigor fico fidedigno, fidelidade uniforme, biforme fraterno, fraternidade centr fugo, luc fugo lan gero, bel gero localizar, localidade ludoterapia, l dico materno, maternidade mort fero, mortificar multinacional, multilateral onipresente, onisciente ov paro, mult paro paterno, paternidade pedestre, b pede piscicultura, piscoso plurianual, pluricelular pluvial, pluvi metro pueril, puericultura quadril tero, quadrimotor retil neo, retiforme sapon ceo, saponificar sesquicenten rio, sesquipedal silv cola, silvicultor taurino, tauromaquia penumbra, umbroso uxoricida, ux ria verm fugo, verminose carn voro, on voro
Prefixos de Origem Grega PREFIXO a-, ananaanfiantiapoarque-, arqui-, arcecatadiadise-, enec-, exendoepi-
SENTIDO
EXEMPLO ateu, anarquia an strofe, an fora anf bio, anfiteatro antia reo, antipatia apogeu, ap stata arqu tipo, arcebispo, arquiduque cataclismo, catarata diagonal, di metro dispn ia, disenteria elipse, enc falo eclipse, exorcismo endoscopia, endot rmico epit fio, epiderme
nega o, priva o invers o, repeti o duplicidade, dualidade a o contr ria, oposi o afastamento, separa o superioridade movimento para baixo movimento atrav s dificuldade posi o interna posi o exterior, movimento para fora posi o interior posi o superior
PREFIXO euhemihiperhipometaparaperiprosinbem, bom metade
SENTIDO
EXEMPLO eufonia, eufemismo hemisf rio, hemiciclo hipertens o, hipertrofia hipod rmico, hipoteca metamorfose, met fora paralelo,par grafo per metro, perisc pio pr logo, progn stico simpatia, sincr nico
excesso, posi o superior defici ncia, posi o inferior mudan a, transforma o ao lado de, proximidade em torno de anteriormente simultaneidade
Prefixos de Origem Latina PREFIXO ab-, absad-, aAmbiantebem-, benebi-, biscircumciscom-, con-, cocontraSENTIDO afastamento, separa o aproxima o, dire o duplicidade, ao redor anterioridade bem dois movimento em torno posi o aqu m proximidade, companhia oposi o, a o contr ria EXEMPLO abdicar, abster adjunto, advogar, abeirar ambidestro, ambiente antebra o, antepor bendito, beneficente bienal, bisav circunavega o, circunfer ncia cisalpino, cisplatino combina o, contempor neo, coautor contradizer, contra-ataque
des-, disem-, enex-, es-, eextraim-, in-, iinfrainter-, entreintra-, intro-, injustamal-, malemultiob-, oonipene-, penperpluriposprepreterproreretrosemi-
separa o, nega o movimento para dentro movimento para fora posi o exterior, fora de nega o posi o inferior, abaixo entre, posi o intermedi ria posi o interior, movimento para dentro posi o ao lado mal muitos posi o em frente, oposi o tudo, todo quase movimento atrav s pluralidade posi o posterior anterioridade al m de movimento para frente movimento para tr s, repeti o movimento mais para tr s metade, quase
desgra a, discordar embarcar, enterrar exonerar, escorrer, emergir extra-oficial, extraordin rio imberbe, infeliz, ilegal infra-assinado, infravermelho intercalar, entrela ar intravenoso,introvertido, inje o justapor, justalinear malcriado, maledicente multinaconal, multicolor objeto, opor onisciente, onipresente penumbra, pen nsula percorrer, perambular pluripartid rio, pluril ng e p stumo, postergar pref cio, preconceito pret rito, preternatural projetar, procrastinar regredir, refazer retrocesso, retrospecto semic rculo, seminu
soto-, sotasob-, so-, subsuper-, supra-, sobretransTriultravis-, vice-
posi o inferior inferioridade, posi o abaixo posi o superior, posi o al m de, atrav s tr s posi o al m do limite, excesso substitui o, no lugar de
sotopor, soto-capit o sobpor, soterrar, subsolo super-homem, supracitado, sobreloja transatl ntico, transamaz nico tricampe o, tri ngulo ultramarino, ultravioleta visconde, vice-reitor
Classes de Palavras
S o dez as classes de palavras na L ngua Portuguesa: substantivo, adjetivo, pronome, verbo, artigo, numeral, adv rbio, conjun o, preposi o e interjei o. As seis primeiras s o vari veis, ou seja, flexionam-se; as outras quatro s o invari veis. Esquema geral: I. SUBSTANTIVO 1. pr prio 6. abstrato 2. comum 7. primitivo 3. simples 8. derivado 4. composto 9. coletivo 5. concreto II. ADJETIVO III. PRONOME 1. explicativo 1. pessoal 2. possessivo 3. demonstrativo 1. regular 2. irregular 3. defectivo 1. definido 1. cardinal 2. ordinal 1. de lugar 2. de tempo 3. de modo 4. de intensidade 2. restritivo 4. indefinido 5. interrogativo 6. relativo A. na voz ativa B. na voz passiva C. na voz reflexiva 2. indefinido 3. multiplicativo 4. fracion rio 5. de afirma o 6. de nega o 7. de d vida
IV. VERBO
V. ARTIGO VI. NUMERAL VII. ADV RBIO
VIII. CONJUN O
A. COORDENATIVA 1. aditiva 2. adversativa 3. alternativa 4. conclusiva 5. explicativa
B. SUBORDINATIVA 1. integrante 2. adverbial a. final b. conformativa c. comparativa d. proporcional e. temporal f. condicional g. concessiva h. causal i. consecutiva
IX. PREPOSI O X. INTERJEI O
1. essencial
2. acidental
Substantivos
a palavra vari vel em g nero, n mero e grau, que d nome aos seres em geral. 1. COMUM: refere-se a todos os seres da mesma esp cie: rio, cidade, pa s, menino, pedra, etc. 2. PR PRIO: refere-se a um s indiv duo da esp cie e sempre grafado com inicial mai scula: Tocantins, Porto Alegre, Brasil, Jo o, Nair. 3. SIMPLES: quando formado por um s radical: gua, p , couve, dio, tempo, sol. 4. COMPOSTO: quando formado por mais de um radical: gua-de-col nia, p -de-moleque, couve-flor, amor-perfeito, girassol, fidalgo, etc. 5. PRIMITIVO: quando n o prov m de outra palavra existente na l ngua portuguesa: flor, pedra, ferro, casa, jornal. 6. DERIVADO: quando prov m de outra palavra da l ngua portuguesa: florista, pedreiro, ferreiro, casebre, jornaleiro. 7. CONCRETO: quando designa os seres de exist ncia real ou n o que n o dependam de outros para poderem existir: casa, cadeira, caneta, fada, bruxa, saci, etc. 8. ABSTRATO: quando designa as coisas que n o existem por si s , isto , o substantivo mant m depend ncia com outros seres para poder existir: trabalho, corrida, estudo, altura, amor, dio, paz, guerra, etc. H uma maneira melhor para tra armos uma defini o entre o que concreto e abstrato. E nada de se lembrar de suas primeiras aulas na escola onde lhe disseram que substantivo concreto tudo aquilo que se v e pega, e abstrato tudo o que n o se v e n o se pega. ERRO TOTAL! Tudo o que designar, nomear uma a o, uma qualidade ou um sentimento um substantivo abstrato; o que sobrar disso concreto. Melhorou assim? Veja como fazer, por exemplo, com a palavra saci: - Voc j deu uma "sacizada" em algu m? N o. Ent o, n o a o. - Voc j falou para algu m: "Nossa, como voc est saci hoje!" N o! Ent o, n o
qualidade. - Voc j sentiu um saci por algu m? N o. Ent o, n o sentimento. Pelo teste acima, comprovamos que a palavra saci n o a o, sentimento nem qualidade, n o sendo, portanto, um substantivo abstrato. S pode ser o que sobrou: concreto. 9. COLETIVO: o substantivo que, mesmo sendo singular, designa um grupo de seres da mesma esp cie. Veja alguns coletivos que merecem destaque:
alav o - de ovelhas leiteiras alcat ia - de lobos lbum - de fotografias, de selos antologia - de trechos liter rios escolhidos armada - de navios de guerra armento - de gado grande (b falo, elefantes, etc.) arquip lago - de ilhas atilho - de espigas de milho assembl ia - de parlamentares, de membros atilho - de espigas de milho de associa es atlas - de cartas geogr ficas, de mapas banca - de examinadores bandeira - de garimpeiros,
Perguntas e Respostas sobre Programação
Perguntas e Respostas Sobre Programação, Stack Overflow ? Um forum diferente - http://stackoverflow.com/ Durante dez anos, Joel Spolsky ensinou milhões de programadores a desenvolver softwares melhores. Agora, com a criação do http://stackoverflow.com/ , todos ensinam a todos.