PSICOLOGIAS apresenta-se dividido em três partes: Primeira parte: caracteriza a Psicologia como ciência - traz sua história, seu objeto de estudo, as principais teorias, as áreas de conhecimento e sua aplicação prática. O estudo dessa parte oferece uma visão geral da Psicologia. Segunda parte: trata de alguns temas teóricos - multideterminação do humano, inteligência, vida afetiva, grupos sociais, identidade e sexualidade. O estudo desses temas enriquece e complementa os conteúdos teóricos da primeira parte. No capítulo 13, o livro apresenta nossa posição quanto à visão de ser humano em Psicologia. Terceira parte: aborda, do ponto de vista da Psicologia, alguns aspectos da realidade vivida pelo jovem em nossa cultura - família, escola, adolescência, escolha profissional, violência. O estudo dessa parte proporciona ao jovem uma visão mais crítica dos fenômenos sociais e, conseqüentemente, maior lucidez quanto à atuação presente e futura nos grupos sociais a que pertence. O texto está subdividido em tópicos a fim de permitir melhor compreensão e assimilação do conteúdo. Após o texto, em quase todos os capítulos, encontram-se as seguintes seções: Leitura complementar: trata-se de um texto, extraído de fontes diversas, que amplia, retoma, enriquece ou aborda, sob outro ângulo, o conteúdo do texto. Questões: um questionário objetivo que possibilita avaliar a compreensão do conteúdo estudado. Atividades em grupo: são propostas de atividades mais abertas, que motivam o debate de questões polêmicas ou de interesse geradas com a leitura do texto. Bibliografia indicada: algumas sugestões de leitura extraclasse, que está subdividida em bibliografia para os alunos, na qual são indicados os textos básicos sobre o assunto do capítulo, e a bibliografia para o professor, que traz sugestões de textos que aprofundam os temas abordados. Essa divisão tem apenas um caráter didático: a bibliografia para o professor aborda assuntos mais complexos, mas nada impede que os alunos interessados entrem em contato com as obras. Filmes: algumas sugestões de filmes a partir dos quais professor e alunos podem avançar nos debates de questões atuais, possibilitando uma melhor compreensão e aproveitamento dos textos. PSICOLOGIAS é uma introdução ao estudo da Psicologia, que é apresentada em seus vários aspectos: sua história, as abordagens teóricas, os temas básicos, as áreas de conhecimento, as principais características da profissão, os temas cotidianos (vistos sob a ótica da Psicologia). Enfim, desde a primeira edição, sempre tivemos a certeza de que ensinar a diversidade do universo da Psicologia é a melhor forma de iniciar o aprendizado dessa ciência. Daí o título escolhido: PSICOLOGIAS.
ANA MERC S BAHIA BOCK ODAIR FURTADO MARIA DE LOURDES TRASSI TEIXEIRA
PSICOLOGIAS
UMA INTRODU O AO ESTUDO DE PSICOLOGIA
13a edi o reformulada e ampliada- 1999 3 tiragem - 2001
ISBN 85-02-02900-2 ISBN 85-02-02901 -0 (Livro do Professor) ANA M. BAHIA BOCK
Doutora em Psicologia Social pela PUC-SP Professora de Psicologia Social e Educacional da Faculdade de Psicologia da PUC-SP
ODAIR FURTADO
Doutor em Psicologia Social pela PUC-SP Professor de Psicologia Social e Institucional da Faculdade de Psicologia da PUC-SP
ARIA DE LOURDES TRASSI TEIXEIRA
Psic loga e Psicanalista Supervisora em Psicologia Institucional da Faculdade de Psicologia da PUC-SP Membro do Instituto Sedes Sapientiae-SP
Jos Lino Fruet Ebe Christina Spadaccini S rgio Paulo N.T. Braga Fernanda Almeida Umile (supervis o) Ana M. Cortazzo Silva, Cec lia B. A.Teixeira Glaucia T. M. Thom , Neli Alves Viscaino Ger ncia de arte: Nair de Medeiros Barbosa Supervis o de arte: Vagner Castro dos Santos Projeto gr fico e capa: Wilson Bekesas a partir de foto de Gary Buss,
Supervis o editorial: Editora: Assistente editorial: Revis o:
ag ncia Keystone
Diagrama o: Francisco Augusto Costa Filho
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Av. Marqu s de S o Vicente, 1697 - CEP 01139-904 - Barra Funda - S o Paulo-SP Tel.: PABX (0*11) 3613-3000 - Fax: (0*11) 3611-3308 - Televendas: (0*11) 3613-3344 Fax Vendas: (0*11) 3611 -3268 - Atendimento ao Professor: (0*11) 3613-3030 Endere o Internet: www.editorasaraiva.com.br - E-mail: atendprof.didatico@editorasaraiva.com.br
APRESENTA O
Desde a 1a edi o, lan ada em 1988, temos recebido sugest es e questionamentos dos leitores sobre PSICOLOGIAS. Essa edi o revisada, modificada e ampliada fruto desse di logo permanente com alunos e professores, cujas opini es nortearam nosso trabalho. Assim, alguns cap tulos foram ampliados ou desmembrados em dois ou tr s, permitindo o aprofundamento da abordagem e a atualiza o dos conte dos de cada tema. Al m disso, inclu mos cap tulos que cobrissem novos temas e novas reas de interesse. Outros cap tulos, ainda, foram apenas revisados e atualizados. A organiza o b sica do livro, no entanto, continua a mesma. PSICOLOGIAS apresenta-se dividido em tr s partes: Primeira parte: caracteriza a Psicologia como ci ncia - traz sua hist ria, seu objeto de estudo, as principais teorias, as reas de conhecimento e sua aplica o pr tica. O estudo dessa parte oferece uma vis o geral da Psicologia. Segunda parte: trata de alguns temas te ricos - multidetermina o do humano, intelig ncia, vida afetiva, grupos sociais, identidade e sexualidade. O estudo desses temas enriquece e complementa os conte dos te ricos da primeira parte. No cap tulo 13, o livro apresenta nossa posi o quanto vis o de ser humano em Psicologia. Terceira parte: aborda, do ponto de vista da Psicologia, alguns aspectos da realidade vivida pelo jovem em nossa cultura - fam lia, escola, adolesc ncia, escolha profissional, viol ncia. O estudo dessa parte proporciona ao jovem uma vis o mais cr tica dos fen menos sociais e, conseq entemente, maior lucidez quanto atua o presente e futura nos grupos sociais a que pertence. O texto est subdividido em t picos a fim de permitir melhor compreens o e assimila o do conte do. Ap s o texto, em quase todos os cap tulos, encontram-se as seguintes se es:
Leitura complementar - trata-se de um texto, extra do de fontes diversas, que amplia, retoma, enriquece ou aborda, sob outro ngulo, o conte do do texto. Quest es - um question rio objetivo que possibilita avaliar a compreens o do conte do estudado. Atividades em grupo - s o propostas de atividades mais abertas, que motivam o debate de quest es pol micas ou de interesse geradas com a leitura do texto. Bibliografia indicada - algumas sugest es de leitura extraclasse, que est subdividida em bibliografia para os alunos, na qual s o indicados os textos b sicos sobre o assunto do cap tulo, e a bibliografia para o professor, que traz sugest es de textos que aprofundam os temas abordados. Essa divis o tem apenas um car ter did tico: a bibliografia para o professor aborda assuntos mais complexos, mas nada impede que os alunos interessados entrem em contato com as obras. Filmes - algumas sugest es de filmes a partir dos quais professor e alunos podem avan ar nos debates de quest es atuais, possibilitando uma melhor compreens o e aproveitamento dos textos.
PSICOLOGIAS uma introdu o ao estudo da Psicologia, que apresentada em seus v rios aspectos: sua hist ria, as abordagens te ricas, os temas b sicos, as reas de conhecimento, as principais caracter sticas da profiss o, os temas cotidianos (vistos sob a tica da Psicologia). Enfim, desde a primeira edi o, sempre tivemos a certeza de que ensinar a diversidade do universo da Psicologia a melhor forma de iniciar o aprendizado dessa ci ncia. Da o t tulo escolhido: PSICOLOGIAS. Este livro foi estruturado para adequar-se ao planejamento da disciplina. Os cap tulos podem ser estudados em qualquer ordem, dependendo da prioridade estabelecida para o curso. poss vel reunir, com grande proveito, cap tulos de partes diferentes do livro sob um
mesmo
eixo.
Por
exemplo,
se
houver
interesse
em
debater
especificamente a adolesc ncia e quest es emergentes nesta etapa da vida, pode-se iniciar o estudo do tema pelo cap tulo "A Psicologia do desenvolvimento" e, em seguida, passar para os cap tulos sobre "Adolesc ncia", "Sexualidade", "A escolha profissional" e "Viol ncia". Temos muito claro que o livro did tico instrumento fundamental na media o entre o professor e o aluno. Eles dialogam atrav s do livro. Nossa responsabilidade grande e procuramos cumprir a tarefa de dar qualidade a essa rela o. Al m disso, a escola, como local socialmente estabelecido para o aprendizado, precisa contar com instrumentos que, al m de bons, sejam motivadores, interessantes e inovadores. Esses princ pios nos guiaram tamb m na revis o que ora lhe entregamos, esperando e desejando a todos - professor e alunos - um bom trabalho. Estamos com voc s. Os autores
Quero falar de uma coisa
adivinha onde ela anda? deve estar dentro do peito ou caminha pelo ar pode estar aqui do lado bem mais perto que pensamos a folha da juventude o nome certo desse amor (.) Cora o de estudante h que se cuidar da vida h que se cuidar do mundo tomar conta da amizade alegria e muito sonho espalhados no caminho verde: plantas e sentimento folhas, cora o, juventude e f . MILTON NASCIMENTO E WAGNER TISO Cora o de estudante
Para concretizar este trabalho, contamos com a ajuda de v rios amigos, aos quais gostar amos de agradecer: Francisco, Hilda, Jo o, Leonardo, Lum na, Nelson, Odette, Renate, Silvio, Wilma, Wilma Jorge e Wanda (Ia). Nesta reedi o, contamos com a colabora o de Maria Am lia, Maria da Gra a, Marcus Vinicius e de muitos professores, aos quais somos imensamente gratos, pois eles d o vida e sentido ao nosso trabalho de escrever um livro. Ressaltamos que este livro tem a marca intelectual e afetiva da professora Silvia T. M. Lane, nossa mestra e companheira.
SUM RIO
PARTE 1 - A CARACTERIZA O DA PSICOLOGIA
CAP TULO 1 A PSICOLOGIA OU AS PSICOLOGIAS Ci ncia e senso comum 15 O senso comum: conhecimento da realidade 16 reas do conhecimento 18 A Psicologia cient fica 19 A Psicologia e o misticismo 26 Texto complementar: A Psicologia dos psic logos Hilton Japiassu 28 CAP TULO 2 A EVOLU O DA CI NCIA PSICOL GICA Psicologia e Hist ria 31 A Psicologia entre os gregos: os prim rdios 32 A Psicologia no Imp rio Romano e na Idade M dia 34 A Psicologia no Renascimento 35 A origem da Psicologia cient fica 37 As principais teorias da Psicologia no s culo 20 43 CAP TULO 3 O BEHAVIORISMO O estudo do comportamento 45 A an lise experimental do comportamento 46 Behaviorismo: sua aplica o 55 Texto complementar: O eu e os outros B. F. Skinner 55 Filmes indicados: Meu tio da Am rica; Laranja mec nica 58 CAP TULO 4 A GESTALT A Psicologia da forma 59 A teoria de campo de Kurt Lewin 65 Texto complementar: Chaves da vaguid o Fernando Sabino 67 Filmes indicados: Vida de solteiro; Rashomon 69
CAP TULO 5 A PSICAN LISE Sigmund Freud 70 A descoberta do inconsciente 73 Psican lise: aplica es e contribui es sociais 80 Texto complementar: Sobre o inconsciente F bio Herrmann 82 Filme indicado: Freud, al m da alma 84
CAP TULO 6 PSICOLOGIAS EM CONSTRU O Psicologias em constru o 85 Vigotski e a Psicologia S cio-Hist rica 86 Texto complementar: Pensamento e palavra L. S. Vygotsky 94 Filmes indicados: A guerra do fogo; Kids 96
CAP TULO 7 A PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO Uma rea da Psicologia 97 O desenvolvimento humano 98 Aspectos do desenvolvimento humano 100 A teoria do desenvolvimento humano de Jean Piaget 101 O enfoque interacionista do desenvolvimento humano: Vigotski 107 Vigotski e Piaget 110 Texto complementar: As diferen as dos irm os Elias Jos 111 Filme indicado: Esperan a e gl ria
CAP TULO 8 A PSICOLOGIA DA APRENDIZAGEM A aprendizagem como objeto de estudo 114 Teorias da aprendizagem 115 A Teoria Cognitivista da aprendizagem 117 Uma teoria de ensino: Bruner 119 Motiva o 120
Teorias atuais 123 Texto complementar: 1. O que aprendeu hoje na escola? Neil Postman e Charles Weingartner 130 2. Pedagogia da esperan a Paulo Freire 131 Filme indicado: Sociedade dos poetas mortos 134
CAP TULO 9 A PSICOLOGIA SOCIAL O encontro social 135 Cr ticas Psicologia social 140 Uma nova Psicologia social 141
Texto complementar: 1. Toda a Psicologia social Silvia T. M. Lane 147
2. Comida Arnaldo Antunes et alii 147 Filme indicado: O pescador de ilus es 149
CAP TULO 10 A PSICOLOGIA COMO PROFISS O Que profiss o essa? 150 O psic logo n o adivinha nada 151 A Psicologia ajuda as pessoas a se conhecerem melhor 152 O psic logo diferente de um bom amigo 152 Psic logos e psiquiatras aproximam-se em suas pr ticas 154 A finalidade do trabalho do psic logo 156 As reas de atua o do psic logo 158 Usos e abusos da Psicologia 160 Texto complementar: 1. O homem que foi colocado numa gaiola Rollo May 161 2. C digo de tica profissional do psic logo Conselho Federal de Psicologia 162
3. O papel do psic logo Ign cio Mart n-Bar 163
Filmes indicados: O pr ncipe das mar s; G nio indom vel 164
PARTE 2 TEMAS TE RICOS EM PSICOLOGIA
CAP TULO 11 A MULTIDETERMINA O DO HUMANO: UMA VIS O EM PSICOLOGIA Os mitos sobre o homem 167 Quem o homem? 168 O que caracteriza o humano? 173 Filmes indicados: A guerra do fogo; Trocando as bolas 178
CAP TULO 12 A INTELIG NCIA Somos seres pensantes 179 Concep es de intelig ncia 180 "O homem n o tem natureza, o homem tem hist ria" 185 Texto complementar: A intelig ncia da crian a brasileira Z lia Ramozzi Chiarottino 186 Filmes indicados: Rain man; G nio indom vel 188
CAP TULO 13 VIDA AFETIVA A import ncia da vida afetiva 189 O estudo da vida afetiva 191 Texto complementar: O enamoramento Francesco Alberoni 199
CAP TULO 14 IDENTIDADE Identidade e crise 207 Estigma 209 Para finalizar. 210 Texto complementar: O grande motim Nicolau Sevcenko 210
Filmes indicados: O selvagem da motocicleta; Vidas sem rumo; Esposamante 213
CAP TULO 15 PSICOLOGIA INSTITUCIONAL E PROCESSO GRUPAL A constru o social da realidade 215 O processo de institucionaliza o 215 Institui es, organiza es e grupos 217 A import ncia do estudo dos grupos na Psicologia 217 A din mica dos grupos 220 Grupos operativos 223 O processo grupal 224 Texto complementar: Dimens o tico-afetiva do adoecer da classe trabalhadora Bader B. Sawaia 226 Filmes indicados: O selvagem da motocicleta; Vidas sem rumo 228
CAP TULO 16 SEXUALIDADE Sexualidade: nossa (des)conhecida 229 A Psicologia e o estudo da sexualidade 231 O desenvolvimento da sexualidade 233 As restri es sexualidade 237 Texto complementar: 1. O desafio da sexualidade M. Am lia A. Goldberg 242 2. Sexo Rosely Say o 242 Filmes indicados: Tudo o que voc sempre quis saber sobre sexo e tinha medo de perguntar
PARTE
3
PSICOLOGIA: REALIDADE
UMA
LEITURA
DA
CAP TULO 17 FAM LIA. O QUE EST ACONTECENDO COM ELA? A primeira educa o 251 A repress o do desejo 252 A aquisi o da linguagem 253 Outras considera es importantes sobre a fam lia 254 Uma ltima observa o 257 Texto complementar: 1. Nos EUA, mudam as regras do casamento 257 2. Fam lia Arnaldo Antunes e Tony Belloto 258 Filmes indicados: Kramer X Kramer; Pai patr o; Anos dourados; Festa de fam lia 260
CAP TULO 18 A ESCOLA Problemas da escola 263 Texto complementar: 1. Ningu m nasce feito: experimentando-nos no mundo que n s nos fazemos Paulo Freire 272 2. A escola Babette Harper et alii 273 Filmes indicados: Sociedade dos poetas mortos; Mentes perigosas; Um tira no jardim da inf ncia 275
CAP TULO 19 MEIOS DE COMUNICA O DE MASSA Meios de comunica o e subjetividade os limites ticos 277 A propaganda e o controle da subjetividade 279 A linguagem da sedu o 282 Propaganda ideol gica 283 A constru o da linguagem cinematogr fica 285 Texto complementar: O discurso autorit rio Adilson Citelli 287
Filmes indicados: Cidad o Kane; Rede de intrigas; O quarto poder; Mera coincid ncia; Crazzy people; Como fazer carreira na Publicidade 289
CAP TULO 20 ADOLESC NCIA: TORNAR-SE JOVEM A teoria da adolesc ncia e a poesia da juventude 290 O que a adolesc ncia 291 Juventude e Psicologia 294 Situa o do jovem em nossa sociedade 300 Texto complementar: A sedu o dos jovens Contardo Calligaris 303 Filmes indicados: Vidas sem rumo; Peggy Sue seu passado a espera;
Fome de viver; Basquiat; O selvagem da motocicleta 306
CAP TULO 21 A ESCOLHA DE UMA PROFISS O A escolha profissional tamb m tem hist ria 309 A escolha como momento decisivo 309 Os fatores que influem na escolha profissional 310 O indiv duo escolhe e n o escolhe 319 A escolha dif cil mesmo 321 Texto complementar: O jovem brasileiro tem maturidade para escolher t o cedo sua profiss o? Silvio D. Bock 323 Filme indicado: Sociedade dos poetas mortos 329
CAP TULO 22 AS FACES DA VIOL NCIA Agressividade e viol ncia: o enfoque psicol gico 330 A viol ncia e suas modalidades 332 O projeto de morte e o projeto de vida 340 Texto complementar: 1. preciso quebrar o pacto do sil ncio Silvia Ruiz 342
2. A profecia do fracasso L gia de Medeiros 343 Filmes indicados: Pixote a lei do mais fraco; L cio Fl vio o passageiro da agonia; Anos rebeldes; Fa a a coisa certa; Febre da selva; Mississipi em chamas; Uma hist ria americana; A guerra dos meninos 345
CAP TULO 23 SA DE OU DOEN A MENTAL: A QUEST O DA NORMALIDADE O sofrimento ps quico 346 A diversidade de teorias sobre a loucura: poucas certezas 348 Normal e patol gico 353 As teorias cr ticas: Antipsiquiatria, Psiquiatria social 355 A promo o da sa de mental 356 Texto complementar: O nariz Luis Fernando Ver ssimo 357 Filmes indicados: Querem me enlouquecer; Um estranho no ninho; Asas da liberdade; Vida em fam lia 360
BIBLIOGRAFIA 361
Nota da digitalizadora: A numera o de p ginas aqui refere-se a edi o original, que encontra-se inserida entre colchetes no texto.
Entende-se que o texto que est antes da numera o entre colchetes o que pertence aquela p gina e o texto que est ap s a numera o pertence a p gina seguinte.
PARTE 1 A CARACTERIZA O DA PSICOLOGIA
CAP TULO 1 CAP TULO 2 CAP TULO 3 CAP TULO 4 CAP TULO 5 CAP TULO 6 CAP TULO 7 CAP TULO 8 CAP TULO 9 CAP TULO 10
A PSICOLOGIA OU AS PSICOLOGIAS A EVOLU O DA CI NCIA PSICOL GICA O BEHAVIORISMO A GESTALT A PSICAN LISE PSICOLOGIAS EM CONSTRU O A PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO A PSICOLOGIA DA APRENDIZAGEM A PSICOLOGIA SOCIAL A PSICOLOGIA COMO PROFISS O
CAP TULO 1 A Psicologia ou as psicologias
CI NCIA E SENSO COMUM
Quantas vezes, no nosso dia-a-dia, ouvimos o termo psicologia? Qualquer um entende um pouco dela. Poder amos at mesmo dizer que "de psic logo e de louco todo mundo tem um pouco". O dito popular n o bem este ("de m dico e de louco todo mundo tem um pouco"), mas parece servir aqui perfeitamente. As pessoas em geral t m a "sua psicologia". Usamos o termo psicologia, no nosso cotidiano, com v rios sentidos. Por exemplo, quando falamos do poder de persuas o do vendedor, dizemos que ele usa de "psicologia" para vender seu produto; quando nos referimos jovem estudante que usa seu poder de sedu o para atrair o rapaz, falamos que ela usa de "psicologia"; e quando procuramos aquele amigo, que est sempre disposto a ouvir nossos problemas, dizemos que ele tem "psicologia" para entender as pessoas. Ser essa a psicologia dos psic logos? Certamente n o. Essa psicologia, usada no cotidiano pelas pessoas em geral, denominada de psicologia do senso comum. Mas nem por isso deixa de ser uma psicologia. O que estamos querendo dizer que as pessoas, normalmente, t m um dom nio, mesmo que pequeno e superficial, do conhecimento acumulado pela Psicologia cient fica, o que lhes permite
explicar ou compreender seus problemas cotidianos de um ponto de vista psicol gico. a Psicologia cient fica que pretendemos apresentar a voc . Mas, antes de iniciarmos o seu estudo, faremos uma exposi o da rela o ci ncia/senso comum; depois falaremos mais detalhadamente sobre ci ncia e, assim, esperamos que voc compreenda melhor a Psicologia cient fica. [pg. 15]
O SENSO COMUM: CONHECIMENTO DA REALIDADE
Existe um dom nio da vida que pode ser entendido como vida por excel ncia: a vida do cotidiano. no cotidiano que tudo flui, que as coisas acontecem, que nos sentimos vivos, que sentimos a realidade. Neste instante estou lendo um livro de Psicologia, logo mais estarei numa sala de aula fazendo uma prova e depois irei ao cinema. Enquanto isso, tenho sede e tomo um refrigerante na cantina da escola; sinto um sono irresist vel e preciso de muita for a de vontade para n o dormir em plena aula; lembro-me de que havia prometido chegar cedo para o almo o. Todos esses acontecimentos denunciam que estamos vivos. J a ci ncia uma atividade eminentemente reflexiva. Ela procura compreender, elucidar e alterar esse cotidiano, a partir de seu estudo sistem tico. Quando fazemos ci ncia,
baseamo-nos na realidade cotidiana e pensamos sobre ela. Afastamo-nos dela para refletir e conhecer al m de suas apar ncias. O cotidiano e o conhecimento cient fico que temos da realidade aproximam-se e se afastam: aproximam-se porque a ci ncia se refere ao real; afastam-se porque a
ci ncia abstrai a realidade para compreend -la melhor, ou seja, a ci ncia afasta-se da realidade, transformando-a em objeto de investiga o - o que permite a constru o do conhecimento cient fico sobre o real. Para compreender isso melhor, pense na abstra o (no
distanciamento e trabalho mental) que Newton teve de fazer para, partindo da fruta que ca a da rvore (fato do cotidiano), formular a lei da gravidade (fato cient fico). Ocorre que, mesmo o mais seu especializado laborat rio, que cria dos est suas cientistas, quando sai de submetido din mica do cotidiano, pr prias "teorias" a partir das teorias cient ficas, seja como forma de "simplific las" para o uso no dia-a-dia,
Mesmo n o dispondo de instrumentos, sabemos avaliar a dist ncia e a velocidade de um ve culo quando atravessamos a rua.
ou como sua maneira peculiar de interpretar fatos, a despeito das considera es feitas pela ci ncia. Todos n s - estudantes, psic logos, f sicos, artistas, oper rios, te logos - vivemos a maior parte do tempo esse cotidiano e as suas teorias, isto , aceitamos as regras do seu jogo. [pg. 16] O fato que a dona de casa, quando usa a garrafa t rmica para manter o caf quente, sabe por quanto tempo ele permanecer razoavelmente quente, sem fazer nenhum c lculo complicado e, muitas vezes, desconhecendo completamente as leis da termodin mica. Quando algu m em casa reclama de dores no f gado, ela faz um ch de boldo, que uma planta medicinal j usada pelos av s de nossos av s, sem, no entanto, conhecer o princ pio ativo de suas folhas nas doen as hep ticas e sem nenhum estudo farmacol gico. E n s mesmos, quando precisamos atravessar uma avenida movimentada, com o tr fego de
ve culos em alta velocidade, sabemos perfeitamente medir a dist ncia e a velocidade do autom vel que vem em nossa dire o. At hoje n o conhecemos ningu m que usasse m quina de calcular ou fita m trica para essa tarefa. Esse tipo de conhecimento que vamos acumulando no nosso cotidiano chamado de senso comum. Sem esse conhecimento intuitivo, espont neo, de tentativas e erros, a nossa vida no dia-a-dia seria muito complicada. A necessidade de acumularmos esse tipo de conhecimento espont neo parece-nos bvia. Imagine termos de descobrir diariamente que as coisas tendem a cair, gra as ao efeito da gravidade; termos de descobrir diariamente que algo atirado pela janela tende a cair e n o a subir; que um autom vel em velocidade vai se aproximar rapidamente de n s e que, para fazer um aparelho eletrodom stico funcionar, precisamos de eletricidade. O senso comum, na produ o desse tipo de conhecimento, percorre um caminho que vai do h bito tradi o, a qual, quando estabelecida, passa de gera o para gera o. Assim, aprendemos com nossos pais a atravessar uma rua, a fazer o liq idificador funcionar, a plantar alimentos na poca e de maneira correta, a conquistar a pessoa que desejamos e assim por diante. E nessa tentativa de facilitar o dia-a-dia que o senso comum produz suas pr prias "teorias"; na realidade, um conhecimento que, numa interpreta o livre, poder amos chamar de teorias m dicas, f sicas, psicol gicas etc. [pg. 17]
SENSO COMUM: UMA VIS O-DE-MUNDO
Esse conhecimento do senso comum, al m de sua produ o caracter stica, acaba por se apropriar, de uma maneira muito singular, de conhecimentos produzidos pelos outros setores da produ o do saber humano. O senso comum mistura e recicla esses outros saberes, muito mais especializados, e os reduz a um tipo de teoria simplificada, produzindo uma determinada vis o-de-mundo.
O que estamos querendo mostrar a voc que o senso comum integra, de um modo prec rio (mas esse o seu modo), o conhecimento humano. E claro que isto n o ocorre muito rapidamente. Leva um certo tempo para que o conhecimento mais sofisticado e especializado seja absorvido pelo senso comum, e nunca o totalmente. Quando utilizamos termos como "rapaz complexado", "menina hist rica", "ficar neur tico", estamos usando termos definidos pela Psicologia cient fica. N o nos preocupamos em definir as palavras usadas e nem por isso deixamos de ser entendidos pelo outro. Podemos at estar muito pr ximos do conceito cient fico mas, na maioria das vezes, nem o sabemos. Esses s o exemplos da apropria o que o senso comum faz da ci ncia.
REAS DO CONHECIMENTO
Somente esse tipo de conhecimento, por m, n o seria suficiente para as exig ncias de desenvolvimento da humanidade. O homem, desde os tempos primitivos, foi ocupando cada vez mais espa o neste planeta, e somente esse conhecimento intuitivo seria muito pouco para que ele dominasse a Natureza em seu pr prio proveito. Os gregos, por volta do s culo 4 a.C, j dominavam complicados c lculos matem ticos, que ainda hoje s o considerados dif ceis por qualquer jovem colegial. Os gregos precisavam entender esses c lculos para resolver seus problemas agr colas, arquitet nicos, navais etc. Era uma quest o de sobreviv ncia. Com o tempo, esse tipo de conhecimento foi-se especializando cada vez mais, at atingir o n vel de sofistica o que permitiu ao homem atingir a Lua. A este tipo de conhecimento, que definiremos com mais cuidado logo adiante, chamamos de ci ncia. Mas o senso comum e a ci ncia n o s o as nicas formas de conhecimento que o homem possui para descobrir e interpretar a realidade.
Registro de cren as e tradi es para as futuras gera es.
Povos antigos, e entre eles cabe
sempre mencionar os gregos, preocuparam-se com a origem e com o significado da exist ncia humana. As especula es em torno desse tema formaram um corpo de [pg. 18] conhecimentos denominado filosofia. A formula o de um conjunto de pensamentos sobre a origem do homem, seus mist rios, princ pios morais, forma um outro corpo de conhecimento humano, conhecido como religi o. No Ocidente, um livro muito conhecido traz as cren as e tradi es de nossos antepassados e para muitos um modelo de conduta: a B blia. Esse livro o registro do conhecimento religioso judaico-crist o. Um outro livro semelhante o livro sagrado dos hindus: Livro dos Vedas. Veda, em s nscrito (antiga l ngua cl ssica da ndia), significa conhecimento. Por fim, o homem, j desde a sua pr -hist ria, deixou marcas de sua sensibilidade nas paredes das cavernas, quando desenhou a sua pr pria figura e a figura da ca a, criando uma express o do conhecimento que traduz a emo o e a sensibilidade. Denominamos arte a esse tipo de conhecimento. Arte, religi o, filosofia, ci ncia e senso comum s o dom nios do conhecimento humano.
A PSICOLOGIA CIENT FICA
Apesar de reconhecermos a exist ncia de uma psicologia do senso comum e, de certo modo, estarmos preocupados em defini-la, com a outra psicologia que este livro dever ocupar-se - a Psicologia cient fica. Foi preciso definir o senso comum, para que o leitor pudesse demarcar o campo de atua o de cada uma, sem confundi-las. Entretanto a tarefa de definir a Psicologia como ci ncia bem mais rdua e complicada. Comecemos por definir o que entendemos por ci ncia (que tamb m n o simples), para depois explicarmos por que a Psicologia hoje considerada uma de suas reas.
O QUE CI NCIA
A ci ncia comp e-se de um conjunto de conhecimentos sobre fatos ou aspectos da realidade (objeto de estudo), expresso por meio de uma linguagem precisa e rigorosa. Esses conhecimentos devem ser obtidos de maneira programada, sistem tica e controlada, para que se permita a verifica o de sua validade. Assim, podemos apontar o objeto dos diversos ramos da ci ncia e saber exatamente como determinado conte do foi constru do, possibilitando a reprodu o da experi ncia. Dessa forma, o saber pode ser transmitido, verificado, utilizado e desenvolvido. [pg. 19] Essa caracter stica da produ o cient fica possibilita sua
continuidade: um novo conhecimento produzido sempre a partir de algo anteriormente desenvolvido. Negam-se, reafirmam-se, descobrem-se novos aspectos, e assim a ci ncia avan a. Nesse sentido, a ci ncia caracteriza-se como um processo. Pense no desenvolvimento do motor movido a lcool hidratado. Ele nasceu de uma necessidade concreta (crise do petr leo) e foi planejado a partir do motor a gasolina, com a altera o de poucos componentes deste. No entanto, os primeiros autom veis movidos a lcool apresentaram muitos problemas, como o seu mau funcionamento nos dias frios. Apesar disso, esse tipo de motor foi-se aprimorando. A ci ncia tem ainda uma caracter stica fundamental: ela aspira objetividade. Suas conclus es devem ser pass veis de verifica o e isentas de emo o, para, assim, tornarem-se v lidas para todos. Objeto espec fico, linguagem rigorosa, m todos e t cnicas espec ficas, processo cumulativo do conhecimento, objetividade fazem da ci ncia uma forma de conhecimento que supera em muito o conhecimento espont neo do senso comum. Esse conjunto de caracter sticas o que permite que denominemos cient fico a um conjunto de conhecimentos.
OBJETO DE ESTUDO DA PSICOLOGIA
Como anteriormente, conhecimento, para dissemos um ser
considerado cient fico, requer um objeto espec fico de estudo. O objeto da Astronomia s o os astros, e o objeto da Biologia
Observat rio Nacional - Rio de Janeiro. Estudar o fen meno f sico pensar sobre algo externo ao homem. Estudar o homem pensar sobre si mesmo.
s o
os
seres
vivos. bem
Essa geral
classifica o
demonstra que poss vel tratar o objeto dessas ci ncias com uma certa dist ncia, ou seja, poss vel isolar o objeto de estudo. No caso da Astronomia, o cientista-observador est , por exemplo, num observat rio, e o astro observado, a anos-luz de dist ncia de seu telesc pio. Esse cientista n o corre o m nimo risco de confundir-se com o fen meno que est estudando. [pg. 20] O mesmo n o ocorre com a Psicologia, que, como a Antropologia, a Economia, a Sociologia e todas as ci ncias humanas, estuda o homem. Certamente, esta divis o ampla demais e apenas coloca a Psicologia entre as ci ncias humanas. Qual , ent o, o objeto espec fico de estudo da Psicologia? Se dermos a palavra a um psic logo comportamentalista, ele dir : "O objeto de estudo da Psicologia o comportamento humano". Se a palavra for dada a um psic logo psicanalista, ele dir : "O objeto de estudo da Psicologia o inconsciente". Outros dir o que a consci ncia humana, e outros, ainda, a personalidade.
DIVERSIDADE DE OBJETOS DA PSICOLOGIA
A diversidade de objetos da Psicologia explicada pelo fato de este campo do conhecimento ter-se constitu do como rea do conhecimento cient fico s muito recentemente (final do s culo 19), a
despeito de existir h muito tempo na Filosofia enquanto preocupa o humana. Esse fato importante, j que a ci ncia se caracteriza pela exatid o de sua constru o te rica, e, quando uma ci ncia muito nova, que ela n o teve tempo ainda com de apresentar teorias acabadas e definitivas, permitam determinar maior precis o seu objeto de estudo. Um outro motivo que contribui para dificultar uma clara defini o de objeto da Psicologia o fato de o cientista - o
Jean-Jacques Rousseau, fil sofo franc s
pesquisador - confundir-se com o objeto a ser pesquisado. No sentido mais amplo, o
objeto de estudo da Psicologia o homem, e neste caso o pesquisador est inserido na categoria a ser estudada. Assim, a concep o de homem que o pesquisador traz consigo "contamina" inevitavelmente a sua pesquisa em Psicologia. Isso ocorre porque h diferentes concep es de homem entre os cientistas (na medida em que estudos filos ficos e teol gicos e mesmo doutrinas pol ticas acabam definindo o homem sua maneira, e o cientista acaba necessariamente se vinculando a uma destas cren as). o caso da concep o de homem natural, formulada pelo fil sofo franc s Rousseau, que imagina que o homem era puro e foi corrompido pela sociedade, e que [pg. 21] cabe ent o ao fil sofo reencontrar essa pureza perdida (veja cap tulo 10). Outros v em o homem como ser abstrato, com caracter sticas definidas e que n o mudam, a despeito das condi es sociais a que esteja submetido. N s, autores deste livro, vemos esse homem como ser datado, determinado pelas condi es hist ricas e sociais que o cercam. Na realidade, este um "problema" enfrentado por todas as ci ncias humanas, muito discutido pelos cientistas de cada rea e at agora sem perspectiva de solu o. Conforme a defini o de homem
adotada, teremos uma concep o de objeto que combine com ela. Como, neste momento, h uma riqueza de valores sociais que permitem v rias concep es de homem, dir amos simplificada-mente que, no caso da Psicologia, esta ci ncia estuda os "diversos homens" concebidos pelo conjunto social. Assim, a Psicologia hoje se caracteriza por uma diversidade de objetos de estudo. Por outro lado, essa diversidade de objetos justifica-se porque os fen menos psicol gicos s o t o diversos, que n o podem ser acess veis ao mesmo n vel de observa o e, portanto, n o podem ser sujeitos aos mesmos padr es de descri o, medida, controle e interpreta o. O objeto da Psicologia deveria ser aquele que reunisse condi es de aglutinar uma ampla variedade de fen menos psicol gicos. Ao estabelecer o padr o de descri o, medida, controle e interpreta o, o psic logo est tamb m estabelecendo um determinado crit rio de sele o dos fen menos psicol gicos e assim definindo um objeto. Esta situa o leva-nos a questionar a caracteriza o da Psicologia como ci ncia e a postular que no momento n o existe uma psicologia, mas Ci ncias psicol gicas embrion rias e em desenvolvimento.
A SUBJETIVIDADE COMO OBJETO DA PSICOLOGIA
Considerando toda essa dificuldade na conceitua o nica do objeto de estudo da Psicologia, optamos por apresentar uma defini o que lhe sirva como refer ncia para os pr ximos cap tulos, uma vez que voc ir se deparar com diversos enfoques que trazem defini es espec ficas desse objeto, (o comportamento, o inconsciente, a consci ncia etc.). A identidade da Psicologia o que a diferencia dos demais ramos das ci ncias humanas, e pode ser obtida considerando-se que cada um desses ramos enfoca o homem de maneira particular. Assim, cada especialidade - a Economia, a Pol tica, a Hist ria etc. - trabalha essa mat ria-prima de maneira particular, construindo conhecimentos [pg. 22] distintos e espec ficos a respeito dela. A Psicologia colabora com o
estudo da subjetividade: essa a sua forma particular, espec fica de contribui o para a compreens o da totalidade da vida humana. Nossa mat ria-prima, portanto, o homem em todas as suas express es, as vis veis (nosso comportamento) e as invis veis (nossos sentimentos), as singulares (porque somos o que somos) e as gen ricas (porque somos todos assim) - o homem-corpo, homem-pensamento, homem-afeto, homem-a o e tudo isso est sintetizado no termo subjetividade. A subjetividade a s ntese singular e individual que cada um de n s vai constituindo conforme vamos nos desenvolvendo e vivenciando as experi ncias da vida social e cultural; uma s ntese que nos identifica, de um lado, por ser nica, e nos iguala, de outro lado, na medida em que os elementos que a constituem s o experienciados no campo comum da objetividade social. Esta s ntese - a subjetividade - o mundo de id ias, significados e emo es constru do internamente pelo sujeito a partir de suas rela es sociais, de suas viv ncias e de sua constitui o biol gica; , tamb m, fonte de suas manifesta es afetivas e comportamentais. O mundo social e cultural, conforme vai sendo experienciado por n s, possibilita-nos a constru o de um mundo interior. S o diversos fatores que se combinam e nos levam a uma viv ncia muito particular. N s atribu mos sentido a essas experi ncias e vamos nos constituindo a cada dia. A subjetividade a maneira de sentir, pensar, fantasiar, sonhar, amar e fazer de cada um. o que constitui o nosso modo de ser: sou filho de japoneses e militante de um grupo ecol gico, detesto Matem tica, adoro samba e black music, pratico ioga, tenho vontade mas n o consigo ter uma namorada. Meu melhor amigo filho de descendentes de italianos, primeiro aluno da classe em Matem tica, trabalha e estuda, corinthiano fan tico, adora comer sushi e navegar pela Internet. Ou seja, cada qual o que : sua singularidade. Entretanto, a s ntese que a subjetividade representa n o inata ao
indiv duo. Ele a constr i aos poucos, apropriando-se do material do mundo social e cultural, e faz isso ao mesmo tempo em que atua sobre este mundo, ou seja, ativo na sua constru o. Criando e transformando o mundo (externo), o homem constr i e transforma a si pr prio. Um mundo objetivo, em movimento, porque seres humanos o movimentam permanentemente com suas interven es; um [pg. 23] mundo subjetivo em movimento porque os indiv duos est o permanentemente se apropriando de novas mat rias-primas para constitu rem suas subjetividades. De um certo modo, podemos dizer que a subjetividade n o s fabricada, produzida, moldada, mas tamb m automold vel, ou seja, o homem pode promover novas formas de subjetividade, recusando-se ao assujeitamento e perda de mem ria imposta pela fugacidade da informa o; recusando a massifica o que exclui e estigmatiza o diferente, a aceita o social condicionada ao consumo, a medicaliza o do sofrimento. Nesse sentido, retomamos a utopia que cada homem pode participar na constru o do seu destino e de sua coletividade. Por fim, podemos dizer que estudar a subjetividade, nos tempos atuais, tentar compreender a produ o de novos modos de ser, isto , as subjetividades emergentes, cuja fabrica o social e hist rica. O estudo dessas novas subjetividades vai desvendando as rela es do cultural, do pol tico, do econ mico e do hist rico na produ o do mais ntimo e do mais observ vel no homem - aquilo que o captura, submete-o ou mobiliza-o para pensar e agir sobre os efeitos das formas de
submiss o da subjetividade (como dizia o fil sofo franc s Michel Foucault). O movimento e a transforma o s o os elementos b sicos de toda essa hist ria. E aproveitamos para citar Guimar es Rosa, que em Grande Sert o: Veredas, consegue expressar, de modo muito adequado e rico, o que aqui vale a pena registrar: "O importante e bonito do mundo isso: que as pessoas n o est o sempre iguais, ainda n o foram terminadas, mas que elas v o sempre mudando. Afinam e desafinam". Convidamos voc a refletir um pouco sobre esse pensamento de Guimar es Rosa. As pessoas n o est o sempre iguais. Ainda n o foram terminadas. Na verdade, as pessoas nunca ser o terminadas, pois estar o sempre se modificando. Mas por qu ? Como? Simplesmente porque a subjetividade - este mundo interno constru do pelo homem como s ntese de suas determina es - n o cessar de [pg. 24] se modificar, pois as experi ncias sempre trar o novos elementos para renov -la. Talvez voc esteja pensando: mas eu acho que sou o que sempre fui - eu n o me modifico! Por acompanhar de perto suas pr prias transforma es (n o poderia ser diferente!), voc pode n o perceb -las e ter a impress o de ser como sempre foi. Voc o construtor da sua transforma o (veja cap tulo 13) e, por isso, ela pode passar despercebida, fazendo-o pensar que n o se transformou. Mas voc cresceu, mudou de corpo, de vontades, de gostos, de amigos, de atividades, afinou e desafinou, enfim, tudo em sua vida muda e, com ela, suas viv ncias subjetivas, seu conte do psicol gico, sua subjetividade. Isso acontece com todos n s. Bem, esperamos que voc j tenha uma no o do que seja subjetividade e possamos, ent o, voltar a nossa discuss o sobre o objeto da Psicologia. A Psicologia, como j dissemos anteriormente, um ramo das Ci ncias Humanas e a sua identidade, isto , aquilo que a diferencia,
pode ser obtida considerando-se que cada um desses ramos enfoca de maneira particular o objeto homem, construindo conhecimentos distintos e espec ficos a respeito dele. Assim, com o estudo da subjetividade, a Psicologia contribui para a compreens o da totalidade da vida humana. claro que a forma de se abordar a subjetividade, e mesmo a forma de conceb -la, depender da concep o de homem adotada pelas diferentes escolas psicol gicas (veja cap tulos 3, 4, 5 e 6). No momento, pelo pouco desenvolvimento da Psicologia, essas escolas acabam formulando um conhecimento fragment rio de uma nica e mesma totalidade - o ser humano: o seu mundo interno e as suas manifesta es. A supera o do atual impasse levar a uma Psicologia que enquadre esse homem como ser concreto e multideterminado (veja cap tulo 10). Esse o papel de uma ci ncia cr tica, da compreens o, da comunica o e do encontro do homem com o mundo em que vive, j que o homem que compreende a Hist ria (o mundo externo) tamb m compreende a si mesmo (sua subjetividade), e o homem que compreende a si mesmo pode compreender o engendramento do mundo e criar novas rotas e utopias. Algumas correntes da Psicologia consideram-na pertencente ao campo das Ci ncias do Comportamento e, outras, das Ci ncias Sociais. Acreditamos que o campo das Ci ncias Humanas mais abrangente e condizente com a nossa proposta, que vincula a Psicologia Hist ria, Antropologia, Economia etc. [pg. 25]
A PSICOLOGIA E O MISTICISMO
A Psicologia, como rea da Ci ncia, vem se desenvolvendo na hist ria desde 1875, quando Wilhelm Wundt (1832-1926) criou o primeiro Laborat rio de Experimentos em Psicofisiologia, em Leipzig, na Alemanha. Esse marco hist rico significou o desligamento das id ias psicol gicas de id ias abstratas e espiritualistas, que defendiam a exist ncia de uma alma nos homens, a qual seria a sede da vida ps quica. A partir da , a hist ria da Psicologia de fortalecimento de seu
v nculo com os princ pios e m todos cient ficos. A id ia de um homem aut nomo, capaz de se responsabilizar pelo seu pr prio desenvolvimento e pela sua vida, tamb m vai se fortalecendo a partir desse momento. Hoje, a Psicologia ainda n o consegue explicar muitas coisas sobre o homem, pois uma rea da Ci ncia relativamente nova (com pouco mais de cem anos). Al m disso, sabe-se que a Ci ncia n o esgotar o que h para se conhecer, pois a realidade est em permanente movimento e novas perguntas surgem a cada dia, o homem est em movimento e em transforma o, colocando tamb m novas perguntas para a Psicologia. A inven o dos computadores, por exemplo, trouxe e trar mudan as em nossas formas de pensamento, em nossa intelig ncia, e a Psicologia precisar absorver essas transforma es em seu quadro te rico. Alguns dos "desconhecimentos" da Psicologia t m levado os psic logos a buscarem respostas em outros campos do saber humano. Com isso, algumas pr ticas n o-psicol gicas t m sido associadas s pr ticas psicol gicas. O tar , a astrologia, a quiromancia, a numerologia, entre outras pr ticas adivinhat rias e/ou m sticas, t m sido associadas ao fazer e ao saber psicol gico. Estas n o s o pr ticas da Psicologia. S o outras formas de saber - de saber sobre o humano - que n o podem ser confundidas com a Psicologia, pois: n o s o constru das no campo da Ci ncia, a partir do m todo e dos princ pios cient ficos; est o em oposi o aos princ pios da Psicologia, que v n o s o homem como ser aut nomo, que se desenvolve e se constitui a partir de sua rela o com o mundo social e cultural, mas tamb m o homem sem destino pronto, que constr i seu futuro ao agir sobre o mundo. As pr ticas m sticas t m pressupostos opostos, pois nelas h a concep o de destino, da exist ncia de for as que n o est o no campo do humano e do mundo material. A Psicologia, ao relacionar-se com esses saberes, deve ser capaz
de enfrent -los sem preconceitos, reconhecendo que o homem [pg. 26] construiu muitos "saberes" em busca de sua felicidade. Mas preciso demarcar nossos campos. Esses saberes n o est o no campo da Psicologia, mas podem se tornar seu objeto de estudo. poss vel estudar as pr ticas adivinhat rias e descobrir o que elas t m de eficiente, de acordo com os crit rios cient ficos, e aprimorar tais aspectos para um uso eficiente e racional. Nem sempre esses crit rios cient ficos t m sido observados e alguns psic logos acabam por usar tais pr ticas sem o devido cuidado e observa o. Esses casos, seja daquele que usa a pr tica m stica como acompanhamento psicol gico, seja o do psic logo que usa desse expediente sem crit rio cient fico comprovado, s o previstos pelo c digo de tica dos psic logos e, por isso, pass veis de puni o. No primeiro caso, como pr tica de charlatanismo e, no segundo, como desempenho inadequado da profiss o. Entretanto, preciso ponderar que esse campo fronteiri o entre a Psicologia cient fica e a especula o m stica deve ser tratado com o devido cuidado. Quando se trata de pessoa, psic loga ou n o, que decididamente usa do expediente das pr ticas m sticas como forma de tirar proveito pecuni rio ou de qualquer outra ordem, prejudicando terceiros, temos um caso de pol cia e a puni o salutar. Mas muitas vezes n o poss vel caracterizar a atua o daqueles que se utilizam dessas pr ticas de forma t o clara. Nestes casos, n o podemos tornar absoluto o conhecimento cient fico como o "conhecimento por excel ncia" e dogmatiz -lo a ponto de correr o risco de criar um tribunal semelhante ao da Santa Inquisi o. E preciso reconhecer que pessoas que acreditam em pr ticas adivinhat rias ou m sticas t m o direito de consultar e de serem consultadas, e tamb m temos de reconhecer, n s cientistas, que n o sabemos muita coisa sobre o psiquismo humano e que, muitas vezes, novas descobertas seguem estranhos e insond veis caminhos. O verdadeiro cientista deve ter os olhos abertos para o novo. Enfim, nosso alerta aqui vai em dois sentidos: N o se deve misturar a Psicologia com pr ticas adivinhat rias ou
m sticas que est o baseadas em pressupostos diversos e opostos ao da Psicologia. "Mente como p ra-quedas: melhor aberta." preciso estar aberto para o novo, atento a novos conhecimentos que, tendo sido estudados no mbito da Ci ncia, podem trazer novos saberes, ou seja, novas respostas para perguntas ainda n o respondidas. A Ci ncia, como uma das formas de saber do homem, tem seu campo de atua o com m todos e princ pios pr prios, mas, como forma de saber, n o est pronta e nunca estar . A Ci ncia , na verdade, [pg. 27] um processo permanente de conhecimento do mundo, um exerc cio de di logo entre o pensamento humano e a realidade, em todos os seus aspectos. Nesse sentido, tudo o que ocorre com o homem motivo de interesse para a Ci ncia, que deve aplicar seus princ pios e m todos para construir respostas.
Texto Complementar
A PSICOLOGIA DOS PSIC LOGOS
(.) somos obrigados a renunciar pretens o de determinar para as m ltiplas investiga es psicol gicas um objeto (um campo de fatos) unit rio e coerente. Conseq entemente, e por s lidas raz es, n o somente hist ricas mas doutrin rias, torna-se imposs vel Psicologia assegurar-se uma unidade metodol gica. (.) Por isso, talvez fosse prefer vel falarmos, ao inv s de "psicologia", em "ci ncias psicol gicas". Porque os adjetivos que acompanham o termo "psicologia" podem especificar, ao mesmo tempo, tanto um dom nio de pesquisa (psicologia diferencial), um estilo metodol gico (psicologia cl nica), um campo de pr ticas sociais (orienta o, reeduca o, terapia de dist rbios comportamentais etc.), quanto determinada escola de pensamento que chega a definir, para seu pr prio uso, tanto sua problem tica quanto seus conceitos e instrumentos de pesquisa. (.) n o devemos estranhar que a unidade da Psicologia, hoje,
nada mais seja que uma express o c moda, a express o de um pacifismo ao mesmo tempo pr tico e enganador. Donde n o haver nenhum inconveniente em falarmos de "psicologias" no plural. Numa poca de muta o acelerada como a nossa, a Psicologia se situa no imenso dom nio das ci ncias "exatas", biol gicas, naturais e humanas. H diversidade de dom nio e diversidade de m todos. Uma coisa, por m, precisa ficar clara: os problemas psicol gicos n o s o feitos para os m todos; os m todos que s o feitos para os problemas. (.) Interessa-nos indicar uma raz o central pela qual a Psicologia se reparte em tantas tend ncias ou escolas: a tend ncia organicista, a tend ncia fisicalista, a tend ncia psico-sociol gica, a tend ncia psicanal tica etc. Qual o obst culo supremo impedindo que todas essas tend ncias continuem a constituir "escolas" cada vez mais fechadas, a ponto de desagregarem a outrora chamada "ci ncia psicol gica"? A meu ver, esse obst culo devido ao fato de nenhum cientista, conseq entemente, nenhum psic logo, poder considerar-se um cientista "puro". Como qualquer cientista, todo psic logo est comprometido com uma posi o filos fica ou ideol gica. Este fato tem uma import ncia fundamental nos problemas estudados pela Psicologia. Esta n o a mesma em todos os pa ses. Depende dos meios culturais. Suas varia es dependem da diversidade das escolas e das ideologias. Os problemas psicol gicos se diversificam segundo as correntes ideol gicas ou filos ficas venham refor ar esta ou aquela orienta o na pesquisa, consigam ocultar ou impedir este ou aquele aspecto dos dom nios a serem explorados ou consigam esterilizar esta ou aquela pesquisa, opondo-se impl cita ou explicitamente a seu desenvolvimento. (.) Hilton Japiassu. A psicologia dos psic logos. 2. ed. Rio de Janeiro, Imago, 1983. p. 24-6. [pg. 28]
Quest es
1. Qual a rela o entre cotidiano e conhecimento cient fico? D um
exemplo de uso cotidiano do conhecimento cient fico (em qualquer rea). 2. Explique o que senso comum. D um exemplo desse tipo de conhecimento. 3. Explique o que voc entendeu por vis o-de-mundo. 4. Cite alguns exemplos de conhecimentos da Psicologia apropriados pelo senso comum. 5. Quais os dom nios do conhecimento humano? O que cada um deles abrange? 6. Quais as caracter sticas atribu das ao conhecimento cient fico? 7. Quais as diferen as entre senso comum e conhecimento cient fico? 8. Quais s o os poss veis objetos de estudo da Psicologia? 9. Quais os motivos respons veis pela diversidade de objetos para a Psicologia? 10. Qual a mat ria-prima da Psicologia? 11. O que subjetividade? 12. Por que a subjetividade n o inata? 13. Por que as pr ticas m sticas n o comp em o campo da Psicologia cient fica?
Atividades em grupo
1. Voc leu, no texto, que existem a Psicologia cient fica e a psicologia do senso comum. Supondo que o seu contato at o momento s tenha sido com a psicologia do senso comum, relacione situa es do cotidiano em que voc ou as pessoas com quem convive usem essa psicologia. 2. Baseando-se no texto e na leitura complementar, responda por que falamos em Ci ncias Psicol gicas e n o em uma Psicologia. 3. Discuta nossa apresenta o da Psicologia cient fica - sua mat ria-
prima e seu enfoque. Para isso, retome as respostas que cada membro do grupo deu s quest es 10, 11, 12 e 13. 4. Verifique quantas pessoas do grupo j procuraram pr ticas adivinhat rias. A partir da leitura do texto, discuta a experi ncia. [pg. 29]
Bibliografia indicada
Para o aluno Para o aprofundamento da rela o ci ncia e senso comum, indicamos o cap tulo 10 do livro Filosofando - introdu o Filosofia, de Maria L cia Aranha e Maria Helena P. Martins (S o Paulo, Moderna, 1987), e o cap tulo 3 do livro Fundamentos da Filosofia - ser, saber e fazer, de Gilberto Cotrim (S o Paulo, Saraiva, 1993). Esses dois livros podem ainda ser utilizados para explorar melhor o m todo cient fico (no Filosofando - introdu o Filosofia, o cap tulo 14, e no Fundamentos da Filosofia, o cap tulo 12). Quanto ao aprofundamento da quest o do objeto das
gostei mt pq estou estudando ele
Este artigo me ajudou muito para o meu curso!!!
Tudo de bom....
beleza cara brigadão me salvo a vida
nota 10
Uallll...arquivo simplesmente nota 10...vc tbm salvou minha vida² !!! Muito obrigada
nossa rapaz.. vc salvou a minha vida!!!!!
obrigada!!!!!
gostei
Gostei mouito dom arquivo. Obrigad
Psicologia Hospitalar: breves incursões temáticas parauma (melhor) prática profissional ...
artigo-psicologia hospitalar
Psicologia da Gestalt - WOLFGANG KÔHLER
WOLFGANG KÔHLER Psicologia da Gestalt Tradução de DAVID JARDIM EDITORA ITATIAIA BELO HORIZONTE ? 1968 Título do original norte-americano publicado por Liveright Publishing Corporation Nova York GESTALT PSYCHOLOGY
Perspectivas da Psicologia Ambiental
A Psicologia Ambiental (PA) não tem um passado muito longo, podendo ser datada da década de 1960, com um ápice entre 1967-1973 (Pol, 2001, p. 57), mas denota uma ativa preocupação quanto ao seu futuro. Ao final dos anos 1980, vários estudiosos já se debruçavam sobre a constituição da PA em seus respectivos países.