Psicologia da Educação

Psicologia da Educação

(Parte 1 de 8)

Maria Almerinda Matos Lopes Osmarina Guimarães de Lima Sílvia Maria Sarubi de Lyra

Manaus 2006

Psicologia da Educação

Governador Eduardo Braga

Vice-Governador Omar Aziz

Reitor Lourenço dos Santos Pereira Braga

Vice-Reitor Carlos Eduardo S. Gonçalves

Pró-Reitor de Planej. e Administração Antônio Dias Couto

Pró-Reitor de Extensão e Assuntos Comunitários Ademar R. M. Teixeira

Pró-Reitor de Ensino de Graduação Carlos Eduardo S. Gonçalves

Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa Walmir de Albuquerque Barbosa

Coordenador Geral do Curso de Matemática (Sistema Presencial Mediado) Carlos Alberto Farias Jennings

NUPROM Núcleo de Produção de Material

Coordenador Geral João Batista Gomes

Projeto Gráfico Mário Lima

Editoração Eletrônica Helcio Ferreira Junior

Revisão Técnico-gramatical João Batista Gomes

Lopes, Maria Almerinda Matos.

L864pPsicologia da Educação / Maria Almerinda Matos Lopes, Osmarina

Guimarães de Lima, Silvia Maria Sarubi de Lyra. – Manaus/AM: UEA, 2006. – (Licenciatura em Matemática. 2. Período)

115 p.: il. ; 29 cm. Inclui bibliografia.

1. Psicologia educacional. 2. Aprendizagem. I. Lima, Osmarina Guimarães de. I. Lyra, Sílvia Maria Sarubi de. II. Título.

CDU (1997): 37.015.3 CDD (19.ed.): 370.15

Palavra do Reitor07
Introdução09
UNIDADE I– Compreendendo o processo de aprendizagem1
TEMA 1 – O que é aprender?13
TEMA 2 – Falsas imagens da aprendizagem14
UNIDADE I – Teorias17
TEMA 3 – O são teorias?19
TEMA 4 – Teorias científicas da aprendizagem19
UNIDADE I – Abordagem humanista21
TEMA 5 – Concepção de homem23
TEMA 6 – Processo ensino-aprendizagem28
TEMA 7 – Relação professor–aluno29
TEMA 8 – Procedimentos metodológicos30
UNIDADE IV – Freud e a Educação: contribuições e limitações35
TEMA 9 – Concepção de aprendizagem38
TEMA 10 – Relação professor–aluno38
TEMA 1 – Limites e possibilidades da psicanálise na educação46
UNIDADE V – O comportamentalismo de Skinner51
TEMA 12 – Estímulos da aprendizagem53
TEMA 13 – Teorias da reestruturação54
UNIDADE VI – O construtivismo psicogenético – Jean Piaget (1896-1980)5
TEMA 14 – Quais são os principais pressupostos da teoria Piagetiana?57
TEMA 15 – Os estágios59
TEMA 16 – O construtivismo em sala de aula60
TEMA 17 – Quais são as contribuições da concepção construtivista para a prática docente?61
UNIDADE VII – A teoria sócio-interacionista de Lev Semynovitch Vygotsky (1896-1934)63
TEMA 18 – Pressupostos65
TEMA 19 – As zonas de desenvolvimento da criança na aprendizagem67
UNIDADE VIII – A teoria da instrução de Jerome Bruner69
TEMA 20 – Pressupostos da teoria de Bruner72
TEMA 21 – O método da aprendizagem por descoberta73
UNIDADE IX – A teoria da aprendizagem significativa – David Ausubel75
TEMA 2 – Aprendizagem mecânica / aprendizagem significativa7
UNIDADE X – A teoria da afetividade – Henri Wallon (1879-1962)79
TEMA 23 – Período impulsivo-emocional81
TEMA 24 – Função simbólica81
UNIDADE XI – A teoria das inteligências múltiplas de Howard Gardner83
TEMA 25 – Os noves tipos de inteligência, segundo Gardner85
UNIDADE XII – Teoria da modificabilidade cognitiva estrutural (MCE)89
TEMA 26 – Modificabilidade93
TEMA 27 – Cognitiva93
TEMA 28 – Estrutural94
TEMA 29 – Importância da modificabilidade cognitiva como pré-requisito da formação do educador95
UNIDADE XIII – Psicopedagogia: conceitos e contribuições9
TEMA 30 – O objetivo de estudo da psicopedagogia102
TEMA 31 – Importância das habilidades matemáticas107
TEMA 32 – As dificuldades de aprendizagem e as dificuldades de aprendizagem da matemática109
TEMA 3 – Dificuldades de aprendizagem da matemática em pessoas adultas110
TEMA 34 – Ansiedade e a aprendizagem da matemática1
TEMA 35 – Algumas sugestões para a intervenção nos casos de alunos com dificuldade de aprendizagem114

SUMÁRIO Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .115

Maria Almerinda Matos Lopes

Mestra em Educação Professora do Departamento de Teorias e Fundamentos da FACED/UFAM

Osmarina Guimarães de Lima Mestra em Educação – Professora da Escola Norma Superior/UEA

Sílvia Maria Sarubi de Lyra

Especialista em Metodologia do Ensino Professora do Centro Universitário Nilton Lins

A realidade amazônica, por si só, é um desafio à educação tradicional, aquela que teima em ficar arraigada à sala de aula, na dependência única dos métodos triviais de ensino. A Universidade do Estado do Amazonas já nasceu consciente de que o ensino presencial mediado é a única estratégia capaz de responder aos anseios de um público que, por estar disperso, tem de ser atendido por projetos escudados em dinamismo técnico-científico.

Assim, a Licenciatura Plena em Matemática, ancorada no Sistema Presencial Mediado, nasceu para oferecer aos discentes as habilidades necessárias para que eles venham a construir seus próprios objetivos existenciais, estimulando-lhes a ousadia de aceitar o novo e de criar novas possibilidades de futuro, dando-lhes uma visão multifacetada das maneiras de educar.

Os livros-textos em que o curso se apóia são produzidos com o rigor didático de quem sabe que a história da educação, no nosso Estado, está sendo reescrita. Os agentes desse processo têm visão crítica e apostam na formação de novos professores que saberão aliar inteligência e memória, não permitindo que o ensino em base tecnológica ganhe a conotação de “um distanciado do outro”.

A autonomia de agir que cada um está aprendendo a conquistar virá, em breve, como resposta aos desafios que se impõem hoje.

Lourenço dos Santos Pereira Braga Reitor da Universidade doEstado do Amazonas

No sentido amplo, a Psicologia pode ser compreendida como a ciência do comportamento humano. Embora – como vamos ver nessa disciplina – diversas Teorias conceituem Aprendizagem de maneiras variadas, todas são unânimes em concordar em alguns pontos básicos:

a)a possibilidade de mudanças no comportamento; b)a existência de fatores dinâmicos, como a motivação; e c)o aparecimento de resultados práticos.

Se a Psicologia estuda o comportamento humano e a Aprendizagem refere-se, basicamente, à possibilidade de mudanças nesse comportamento, é evidente a sua importância no decorrer de nossa existência. Desde a vida intra-uterina até a morte, o ser humano defronta-se com novas situações que exigem dele mudanças de comportamento. Quanto mais ágil, mais flexível diante dessas mudanças, melhor ele resolverá os seus problemas cotidianos; quanto mais rígido, mais dificuldades terá no seu dia-a-dia. A Aprendizagem diante da vida excede em muito o âmbito de Aprendizagem Escolar.

Outro aspecto em que a Aprendizagem evidencia sua importância é na transmissão do conhecimento. As velhas gerações transmitem seu acervo de conhecimento às novas por meio da Aprendizagem. Sem esta, a construção do conhecimento seria um eterno recomeçar.

O conteúdo dessa Disciplina forma uma unidade integradora, em que as principais Teorias das diversas correntes psicológicas procuram explicar o processo da Aprendizagem. E embora todas essas Teorias tenham fornecido importantes contribuições para o seu conhecimento, nenhuma conseguiu, até hoje, explicar o que ocorre no interior de nossa mente quando aprendemos algo.

Os estudos da Neuroquímica indicam que estamos próximos de desvendar este mistério. E as descobertas, certamente, vão provocar uma revolução em nosso conceito de aprendizagem e, conseqüentemente, exigir novas mudanças em nossas vidas.

Pelas características introdutórias dos textos, você encontrará pela frente um material apresentado de forma sintética (mas razoavelmente estruturada) e simples (mas não superficial).

Os textos apresentam teorias de certo modo clássicas, porém sinalizam para um debate atualizado de conceitos e dão margem para uma leitura atenta, permitindo a escolha de um entre vários caminhos que, em tese, podem levar à educação emancipadora.

Sem duvida, você deve considerar não ser possível – nem recomendável – nenhuma aplicação asséptica dos pressupostos apresentados, uma vez que a Psicologia, de fato, ainda que comparada em cuidados com eventuais cânones de cientificidade, não pode prescindir da compreensão ético-política das práticas humanas e, por extensão, das práticas educacionais.

Bom estudo!

UNIDADE I Compreendendo o processo de aprendizagem

Qualquer um de nós pode responder, sem problemas, à seguinte pergunta: o que você aprendeu hoje? Respondemos, tendo em mente que aprender significa que agora somos capazes de fazer algo que antes não fazíamos, ou seja, aprendemos, por exemplo, a ler, a escrever, a dançar.

O conceito de aprendizagem é complexo porque existem diversos fatores e processos que nos ensinam matemática, português ou desenho. Mas, na verdade, nós estamos aprendendo, intencionalmente ou não, durante toda a nossa vida; os bebês aprendem a brincar, os adolescentes aprendem a tocar instrumentos e nós aprendemos uma nova dieta ou um novo estilo de vestir.

TEMA 01

Há um conjunto de representações falsas a respeito da aprendizagem sobre as quais é preciso refletir para não ser enredado pelo espontaneísmo do senso comum. Em geral, a aprendizagem é vista sob a metáfora do “recipiente” que a atenção permitiria preencher, ou aquela da pirâmide, em que os conhecimentos elevar-se-iam progressivamente de baixo para cima. Nesse sentido, a idéia subjacente é de que os conhecimentos são coisas que podem ser adquiridas e acumuladas ordenadamente.

Psicologia da Educação– Compreendendo o processo de aprendizagem

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