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1 Apresentação

2A promoção da saúde como base das ações de enfermagem em saúde coletiva

3 Vigilância Epidemiológica

4Vigilância das Doenças Transmissíveis

4.1Doenças preveníveis mediante vacinação

4.3Doenças transmitidas por vetores 4.4Doenças causadas por ectoparasitas

6 Imunização 6.1Imunidade e imunização

6.2.Programa Nacional de Imunizações (PNI)

6.6Aspectos importantes relacionados às vacinas do PNI

7Programas de Atenção Básica Ampliada

7.1A implantação do Programa Saúde da Família (PSF)

8.14Ações de atenção básica frente às DST/Aids

8.15O que podemos fazer para auxiliar a prevenção de DST/Aids?

9Doenças Crônicas Não-transmissíveis

10Saúde da Mulher

11Saúde da Criança: uma preocupação coletiva

1.1O Cartão da Criança como instrumento de vigilância à sua saúde

12Saúde do Adolescente

12.1O profissional de saúde e o cliente adolescente

12.2A assistência à saúde do adolescente

12.3Atenção ao crescimento e desenvolvimento

12.4Sexualidade e saúde reprodutiva 12.5Saúde do escolar adolescente

12.6Prevenção da violência e de mortes por causas externas

12.7A família do adolescente

13Saúde do Idoso

13.1Estratégias para atendimento às necessidades específicas dos idosos

13.2 Promoção à saúde 13.3Prevenção de agravos 13.4Assistência aos idosos

15 Referências bibliográficas 16 Anexos

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1- APRESENTAÇÃO

presente trabalho visa propiciar ao estudante, futuro auxiliar de enfermagem, os fundamentos básicos e necessários para o conhecimento do campo de atuação que envolve a priorização do bem comum na assistência: a enfermagem em saúde coletiva.

Sua elaboração foi estruturada de modo a apresentar as recentes concepções da área de saúde, como a reorganização do modelo assistencial - baseada em princípios e práticas que priorizam a atenção à saúde e não à doença -, destacando, como fatores relevantes, a vigilância da saúde e a inter-relação dos determinantes sociais, econômicos, culturais e ambientais no processo saúde-doença. Além disso, destacam-se os importantes papéis desempenhados pelas áreas da promoção e educação em saúde, cujas atuações são vitais para se intentar a melhoria das condições de vida e saúde da população.

Para facilitar a aprendizagem e possibilitar uma visão ampla do universo de trabalho, apresentamos, concisamente, a organização das ações de várias áreas técnicas direcionadas à saúde coletiva: os programas de atenção básica ampliada; a vigilância epidemiológica e de doenças transmissíveis; a atenção às doenças crônico-degenerativas; o programa de imunização; a atenção à Aids e às doenças sexualmen-

Saúde Coletiva

2- A PROMOÇÃO DA SAÚDE COMO BASE DAS AÇÕES DE ENFERMAGEM EM SAÚDE COLETIVA

O primeiro aspecto a ser destacado, com vistas à compreensão de questões que envolvem o tema promoção da saúde, é o conceito que sustenta as propostas de atuação nesta área. Assim, para iniciarmos a discussão sobre as ações de enfermagem em saúde coletiva, é fundamental recuperarmos o entendimento do processo saúde-doença considerando-o resultante de determinada organização social e influenciado por diversos aspectos que caracterizam a inserção social dos indivíduos e grupos em busca de melhor qualidade de vida.

Atualmente, apesar de a saúde não mais ser considerada apenas como a inexistência de doença, ainda podemos perceber, em diversas situações, que a prática dos serviços volta-se prioritariamente para uma atuação curativa que envolve ações relativas somente à doença, principalmente queixas específicas e pontuais. Por exemplo, num serviço de Pronto-Atendimento a preocupação dos profissionais centra-se na queixa apresentada pelo paciente e a conduta a ser adotada procura apenas “solucionar” o problema, sem a preocupação de esclarecer suas causas. A crítica que fazemos é que idêntica postura também ocorre em outras fases da assistência. Tal fato só ratifica a necessidade de que devemos desenvolver intervenções de prevenção e controle permanentes da saúde da população, visando à melhoria dos indicadores de saúde.

te transmissíveis; os programas de atenção à saúde de mulheres, crianças, adolescentes e idosos, e à saúde bucal. Todos esses programas exigem do auxiliar de enfermagem uma atuação mais responsável, ética e qualificada, motivo pelo qual nossa preocupação em proporcionar-lhe os subsídios necessários à sua inserção nessa nova vertente de atuação.

Esperamos que após sua leitura e efetiva compreensão, você, estudante, possa apropriar-se das informações dando significados de forma concreta através de uma atuação profissional mais acolhedora e comprometida com as pessoas assistidas, contrapondo-se à mera reprodução de procedimentos e de ações fragmentadas.

Os aspectos que caracterizam a inserção social dos indivíduos relacionam-se com as condições de acesso à educação, moradia, trabalho, lazer, transporte, serviços de saúde, etc.

Você já observou ou ouviu algum relato de paciente com queixa de dor que, no atendimento ambulatorial, foi medicado apenas com um analgésico, sem que tenha sido detalhadamente avaliada a origem de sua dor?

A figura a seguir apresenta esquematicamente o entendimento do processo saúde-doença que buscamos desenvolver:

Fonte: Fonseca, RMGS

O esquema apresenta a idéia de que saúde e doença são manifestações das formas de viver em sociedade, e não um acaso no destino das pessoas. Ilustra o conceito de que o processo saúde-doença decorre da qualidade de vida das populações. As possibilidades de adoecimento e morte dependerão, em última instância, de como se vive em sociedade, sendo distintas em função da classe ou grupo social, da cultura, da raça, da geração e do gênero.

Esse entendimento está presente na definição de saúde que originou o Sistema Único de Saúde (SUS), destacando a importância de que, para se ter um melhor nível de saúde na sociedade, faz-se necessário investir em melhorias na habitação, na renda, no consumo de alimentos, no aumento da escolaridade e na construção de ambientes saudáveis. Ou seja, não basta investir apenas em serviços de saúde voltados para atender às doenças das pessoas, é preciso ampliar os espaços de promoção da saúde.

2.1 Aspectos históricos da promoção da saúde

Neste breve histórico, a qualidade de vida é entendida como uma condição relacionada ao modo de viver em sociedade, articulando o momento histórico, o grau de liberdade social, as conquistas técnico-científicas e a possibilidade de seu usufruto pela população.

O artigo 196 da Constituição de 1988 estabelece que: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a sua promoção, proteção e recuperação”.

Saúde Coletiva

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