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O tratamento é feito com medicamentos antiarrítmicos, cardioversão elétrica e implantação de marcapasso.

As ações de enfermagem devem estar voltadas para:

!transmitir segurança à pessoa que apresenta arritmia, estabelecendo diálogo, possibilitando à mesma expor seus sentimentos de impotência e insegurança, a fim de diminuir sua ansiedade;

!proporcionar sono e repouso adequados, garantindo ambiente livre de ruídos;

!monitorizar sinais vitais;

!oferecer oxigênio, se necessário, para reduzir a hipóxia causada pela arritmia;

!observar os cuidados com a administração de antiarrítmicos (verificação de pulso antes e após a dosagem prescrita);

!orientar a família e a pessoa acometida sobre os procedimentos a serem realizados; e, quando a alta for dada,

!destacar a importância do controle do estresse, de se evitar o uso do fumo e reduzir a ingestão de cafeína (café, chá mate, chá preto, refigerantes a base de cola).

3.3 Angina

Angina pectoris ou ainda angina do peito é a síndrome clínica caracterizada por crises de dor, queimação ou sensação de pressão na região do tórax. É causada pela obstrução transitória das coronárias. A causa da dor é o fornecimento inadequado de sangue ao coração, resultando no suprimento insuficiente de oxigênio e de nutrientes para o miocárdio.

Alguns fatores podem provocar a dor anginosa, como, por exemplo, o esforço físico, a ingestão de refeição copiosa, a exposição ao frio e a situações estressantes.

A dor da angina deve cessar com repouso ou com o uso da nitroglicerina, num período de vinte minutos, caso contrário, a indicação é de infarto agudo do miocárdio. Uma característica importante da dor anginosa é que ela regride quando o fator que a causou é afastado.

As pessoas idosas podem desenvolver sintomas anginosos mais rapidamente do que as mais jovens. A dor se manifesta como fraqueza ou desmaio quando expostas ao frio, já que elas têm menos gordura subcutânea para proporcionar o isolamento térmico. Os

Marcapasso - É um aparelho acionado por bateria e que aplica estímulos elétricos através de cabos com eletrodos que estão em contato com o coração. Ele é usado para controlar falhas nos batimentos cardíacos.

Refeição copiosa – É a refeição em grande quantidade.

Assistência Clínica idosos devem ser orientados a usar roupas extras e alertados para reconhecer o sinal de fraqueza como indicativo de que devem repousar ou tomar os medicamentos prescritos.

O diagnóstico da angina é freqüentemente estabelecido pela avaliação das manifestações clínicas da dor e pela história da pessoa. De acordo com a gravidade dos sintomas de angina, da idade do portador e das patologias associadas, exames diagnósticos poderão ser solicitados, como o eletrocardiograma, Hollter, cintilografia miocárdica e/ou cateterismo cardíaco.

Existem três formas de tratamento para a angina: o tratamento clínico, a angioplastia coronariana e a cirurgia de revascularização miocárdica. O objetivo do tratamento é aumentar a oferta de oxigênio ao miocárdio, utilizando-se da nitroglicerina, e controlando os fatores de risco (fumo, obesidade, hipertensão arterial, hipercolesterolemia e hiperglicemia).

Os nitratos ainda são a principal medida terapêutica no tratamento da angina do peito, por produzirem dilatação das coronárias com o conseqüente aumento do fluxo sangüíneo ao miocárdio. A nitroglicerina administrada por via sublingual alivia a dor anginosa em até 3 minutos, devendo ser observadas as seguintes orientações: o usuário deve ter sempre o medicamento consigo; esse medicamento deve ser conservado em recipiente escuro e fechado, pois sua ação é alterada na presença de luz; ao usar o medicamento, manter a língua imóvel e não deglutir a saliva; para evitar as crises de angina, utilizar nitroglicerina antes de qualquer atividade intensa, como, por exemplo, as relações sexuais. Alguns efeitos indesejáveis podem surgir, tais como: rubor, cefaléia, hipotensão e taquicardia.

Se as crises de angina persistirem, apesar da medicação e do controle dos fatores de risco, ou se for constatado que a obstrução nas artérias coronárias é muito grave, poderá ser indicada a angioplastia coronariana, ou a cirurgia de revascularização.

No caso de cirurgia de revascularização do miocárdio, uma veia (safena) é retirada da perna e colocada sobre a artéria do coração que está entupida, ultrapassando o local do bloqueio, como se fosse uma ponte - é o que se chama de ponte de safena.

A angioplastia consiste em “esmagar” a placa de ateroma, dilatando a coronária, através de um procedimento com um cateter especial, com um balão na ponta.

As ações de enfermagem incluem as seguintes orientações que devem ser prestadas ao portador de angina pectoris, bem como a seus familiares, em nível ambulatorial ou durante a alta hospitalar:

Hollter – É o aparelho utilizado para registrar a atividade elétrica do coração durante 24 horas.

Cintilografia miocárdica – Consiste na introdução de radioisótopos (substâncias detectadas por radiação) por via intravenosa com o objetivo de detectar o infarto agudo do miocárdio.

Cateterismo cardíaco – Consiste na introdução de um ou mais cateteres pelas artérias até o coração, a fim de medir as pressões nas diversas câmaras do mesmo.

Placa de ateroma – É o acúmulo de gordura na parede do vaso, obstruindo a passagem do sangue.

!manter-se em repouso ao início da dor;

!participar de um programa diário de atividades físicas que não produzam desconforto torácico, falta de ar e/ou fadiga indevida;

!alternar as atividades diárias com períodos de repouso;

!fracionar as alimentações em menores porções e maior freqüência, evitando esforço físico durante 2 horas após as refeições;

!evitar ingestão excessiva de cafeína (café e bebidas com cola), que pode fazer subir a freqüência cardíaca;

!não usar comprimidos para emagrecer, descongestionantes nasais ou quaisquer outros medicamentos vendidos sem prescrição médica e que podem aumentar os batimentos cardíacos;

!evitar o fumo, o que eleva a freqüência cardíaca, a pressão arterial e diminui os níveis sangüíneos de oxigênio;

!utilizar roupas adequadas às variações de temperatura;

!reorganizar os seus hábitos de vida, a fim de reduzir a freqüência e a gravidade dos ataques de angina, bem como prevenir-se de outras complicações.

Assistência Clínica

3.4 Infarto Agudo do Miocárdio

A incidência de infarto ainda é maior nos homens acima de 40 anos. Porém, mulheres no climatério que utilizam anticoncepcional e fumam apresentam uma mortalidade maior ao ter infarto. Observa-se que, hoje, há um aumento de pessoas infartadas com faixa etária menor, em decorrência do estilo da vida moderna.

O infarto agudo do miocárdio (IAM) é uma situação grave que pode ser confundida com sintomas mais corriqueiros, tais como: flatulência, dor muscular, tensões, dentre outros. É causado pelo estreitamento de uma artéria coronária pela aterosclerose, ou pela obstrução total de uma coronária por êmbolo ou trombo, ocasionando a necrose de áreas do miocárdio. A redução do fluxo sangüíneo também pode ser resultante de choque ou hemorragias.

Vale lembrar que na angina o suprimento de sangue é reduzido temporariamente, provocando a dor, enquanto no IAM ocorre uma interrupção abrupta do fluxo de sangue para o miocárdio.

A dor torácica é o principal sintoma associado ao IAM. É descrita como uma dor súbita, subesternal, constante e constritiva, que pode ou não se irradiar para várias partes do corpo, como a mandíbula, costas, pescoço e membros superiores (especialmente a face interna do membro superior esquerdo).

Muitas vezes, a dor é acompanhada de taquipnéia, taquisfigmia, palidez, sudorese fria e pegajosa, tonteira, confusão mental, náusea e vômito. A qualidade, localização e intensidade da dor associada ao IAM pode ser semelhante à dor provocada pela angina. As principais diferenças são: a dor do IAM é mais intensa; não é necessariamente produzida por esforço físico e não é aliviada por nitroglicerina e repouso.

Os profissionais de saúde precisam estar atentos para um diagnóstico precoce, tendo em vista que esta é uma das maiores causas de mortalidade. O atendimento imediato, ao cliente infartado, garante a sua sobrevivência e/ou uma recuperação com um mínimo de seqüelas.

O idoso nem sempre apresenta a dor constritiva típica associada ao IAM, em virtude da menor resposta dos neurotransmissores, que ocorre no período de envelhecimento, podendo assim passar despercebido.

O diagnóstico do infarto do miocárdio geralmente se baseia na história da doença atual, no eletrocardiograma e nos níveis séricos (sangüíneos) das enzimas cardíacas. O prognóstico depende da extensão da lesão miocárdica.

O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico, dependendo da extensão e da área acometida.

A dor decorrente do IAM quase sempre vem acompanhada da sensação de “morte iminente”.

Prognóstico – É a previsão das condições de saúde futura do paciente, tendo em vista a sua patologia.

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