Curso - Semiotecnica Aplicada a Enfermagem

Curso - Semiotecnica Aplicada a Enfermagem

(Parte 4 de 8)

Antes e após: • Qualquer tipo de curativo.

Após:

• Contato com urina, fezes, sangue, saliva, escarro, secreções purulentas ou outras secreções ou excreções materiais, bem como equipamentos e roupas contaminadas.

3. Técnica para calçar luva estéril O procedimento de calçar um par de luvas estéril requer técnica correta, para evitar a contaminação da luva, fato este que pode ocorrer com facilidade, por isso requer muita atenção.

As luvas estéreis devem ser utilizadas sempre que ocorrer a necessidade de manipulação de áreas estéreis. Existem vários procedimentos que exigem a utilização de luvas estéreis, entre eles os procedimentos cirúrgicos, aspiração endotraqueal, curativos extensos, que se tornam difíceis realizar somente com o material de curativo.

Resumindo, em qualquer ocasião que for necessário o auxílio manual em locais estéreis ou em lesões, usa-se as luvas esterilizadas.

Podem ser encontradas nos tamanhos P, M ou G, ou até mesmo em tamanhos numerados como 6.0, 6.5, 7.0 até 9.0. E pode variar de acordo com o fabricante.

Após realizar a lavagem correta das mãos, abra o pacote de luvas sobre uma superfície limpa, à altura confortável para sua manipulação.

Fonte: site: w.enfermagem.org

Observe que existem abas nas dobras internas da embalagem das luvas.

Elas existem para facilitar a abertura do papel, sem que ocorra o risco de tocar nas luvas e contaminá-las. Então, segure nas abas abra os dois lados que revestem as luvas, conforme a figura abaixo.

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Ilustração retirada do site: w.enfermagem.org

As luvas estão dispostas corretamente a sua frente, onde: a luva da mão direita está a sua direita, e a luva da mão esquerda, está a sua esquerda. Isso na maioria dos fabricantes. A maioria das luvas não tem lado anatômico, mas ficam dispostas nesse sentido, devido a dobra existente do polegar.

Agora, prepare-se para calçar a luva na mão dominante. Com sua mão nãodominante, segure a luva pela face interna da luva (que vem dobrada propositalmente).

Lembre-se: enquanto você estiver sem luvas, segure apenas pela face onde a luva irá entrar em contato com sua pele, ou seja, face interna.

Ilustração retirada do site: w.enfermagem.org

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Agora, introduza os dedos da mão dominante, calmamente, procurando ajustar os dedos internamente. Realize esta etapa da melhor maneira possível, mas não se preocupe se os dedos ficarem mal posicionados dentro da luva. Continue o procedimento mesmo com os dedos posicionados de forma errada (é muito arriscado tentar arrumar a posição dos dedos, você pode contaminá-la).

Ilustração retirada do site: w.enfermagem.org

Após esta etapa, introduza até que sua mão entre completamente na luva, sempre a segurando pela face interna.

Ilustração retirada do site: w.enfermagem.org

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Agora que você colocou a primeira luva estéril (na mão dominante), vamos colocar a luva na mão esquerda (não-dominante). Lembre-se, que agora estamos com uma luva estéril na mão dominante, não podemos tocar em lugares que não sejam estéreis, sejam eles a nossa pele, superfícies ou objetos ao nosso redor. Com a mão dominante (enluvada), segure a outra luva pela face externa (ou seja, por dentro da dobra existente). Esta dobra existente no punho da luva servirá de apoio para segurar a luva, sem que ocorra o risco de contaminar a luva, mesmo que imperceptivelmente.

Ilustração retirada do site: w.enfermagem.org

Sempre segurando pela dobra do punho da luva, introduza calmamente sua mão esquerda (não-dominante) na luva, semelhante ao realizado na primeira, mas agora, com a cautela de não tocar com a luva na pele da mão esquerda ou em locais não-estéreis.

23 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores

Ilustração retirada do site: w.enfermagem.org Siga esta etapa, até introduzir toda a mão esquerda na luva.

Ilustração retirada do site: w.enfermagem.org

Agora, havendo a necessidade de posicionar os dedos corretamente, ou até mesmo melhorar o calçamento da luva, faça com ambas as luvas, porém evite manipular a luva na região dos punhos, caso esta não possua mais as dobras de segurança.

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Ilustração retirada do site: w.enfermagem.org

4. Paramentação Paramentar-se é vestir de maneira adequada por determinada ocasião, a fim de evitar a transmissão de microorganismos a outros pacientes.

Como se paramentar de maneira eficiente e segura

Para uma paramentação segura devemos tomar certos cuidados antes de pegarmos o avental. São eles:

1 - Certificar-se de que o pacote está estéril (através de adesivo identificador no próprio pacote); 2 - Pedir à circulante que abra o pacote para você; 3 - Verificar o espaço disponível, se não há mobiliário ou pessoas atrapalhando sua movimentação. Tomados estes cuidados podemos prosseguir com a paramentação.

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Técnicas:

1. Retire o avental do pacote, abra-o e segure-o com as duas mãos por dentro dele na região dos ombros; 2. Erga as mãos e introduza o quanto puder seus braços no avental, em seguida peça à circulante que lhe ajude a ajeitar o avental; 3. Segure as cordas afastadas do avental por seu meio, enquanto a circulante amarra seu avental; 4. Entregue as pontas à circulante e espere que ela amarre; 5. Caso o avental seja do tipo opa, faça um bolinho com o fio maior e o entregue à outra mão dando a volta por trás de seu corpo; 6. Puxe bem a ponta maior para fechar o avental atrás; 7. Com a outra mão amarre as duas pontas; 8. No punho procure deixar o dedal preso no dedão, assim o avental ficará mais firme e não poderá encolher durante a cirurgia; 9. Calce a luva esquerda se for destro e direita se for canhoto em primeiro; 10. Depois calce a outra luva; 1. Nunca encoste a luva calçada em sua pele. Isso causaria a contaminação e seria preciso recomeçar o processo; 12. Passe a luva por seu punho para vedar completamente o contato de sua pele com o paciente; 13. Caso seu avental não possua dedal, certifique-se de que o punho está bem para frente; 14. Segure o punho com a palma da mão; 15. Passe então a luva até sentir que ficou firme.

1. Limpeza diária ou concorrente Entende-se por limpeza concorrente a higienização diária de todas as

27 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores áreas do hospital, com o objetivo da manutenção do asseio, reposição de materiais de consumo como: sabão líquido, papel toalha, papel higiênico, saco para lixo. Inclui:

→ Limpeza de piso, remoção de poeira do mobiliário e peitoril, limpeza completa do sanitário;

→ Limpeza de todo o mobiliário da unidade (bancadas, mesa, cadeira), realizada pela equipe da unidade (ou pela equipe da higienização, quando devidamente orientada).

Obs.:

• A limpeza das superfícies horizontais deve ser repetida durante o dia, pois há acúmulo de partículas existentes no ar ou pela movimentação de pessoas;

• A limpeza ou desinfecção concorrente do colchão deve ser feita no período da manhã, durante a higiene do paciente.

Técnica:

Inicia-se do local mais limpo para o local mais sujo, ou do local menos contaminado de acordo com o “provável nível de sujidade ou contaminação”. 1º. Mobiliários; 2º. Parede; 3º. Piso.

Materiais: Baldes, panos e solução apropriada.

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