Curso - Semiotecnica Aplicada a Enfermagem

Curso - Semiotecnica Aplicada a Enfermagem

(Parte 5 de 8)

• Embeber o pano em solução apropriada;

• Esfregar a área a ser limpa sempre no mesmo sentido, do mais limpo ao mais sujo;

• Molhar o outro pano em água limpa (2º balde) e enxaguar;

• Molhar com o 3º pano no álcool e aplicar na superfície, deixar secar;

28 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores

• Friccionar com o 4º pano por 15 segundos em cada ponto; • Limpar e guardar o material.

2. Limpeza ou desinfecção terminal Entende-se por limpeza terminal a higienização completa das áreas do hospital e, às vezes, a desinfecção para a diminuição da sujidade e redução da população microbiana. É realizada de acordo com uma rotina pré-estabelecida, habitualmente, uma vez por semana ou quando necessário.

Além da limpeza da unidade outros mobiliários e equipamentos, que têm contato direto com o paciente, também devem ser limpos sempre que utilizados (cadeira de rodas, maca e outros).

Consiste no método de limpeza ou desinfecção de mobiliário e material que compõem a unidade do paciente no hospital. É feita após a alta, transferência, óbitos ou longa permanência do paciente.

Executar a técnica com movimentos firmes, longos e em uma só direção. Seguir os princípios:

• Do mais limpo para o mais sujo; • Da esquerda para direita;

Utilizar um balde e um pano para ensaboar e outro balde e pano para enxaguar, deixando quase seco. No caso de desinfecção passar a solução uma vez.

Técnica:

Materiais: bandeja, 2 baldes com água e recipiente com pedaço de sabão (para limpeza da unidade), 1 balde com solução desinfetante padronizada no hospital (para desinfecção da unidade), cuba-rim para lixo, papel toalha, luva de procedimentos.

29 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores

• Retirar a roupa, separando a leve da pesada, manuseando-a com cuidado, fazer um pacote e colocá-lo sobre a bandeja. Levar a roupa ao expurgo;

• Se houver comadre, papagaio, bacia e cuba-rim no quarto, enxaguar no banheiro e levar para o expurgo, lavá-las com água e sabão, secar e passar álcool 70%;

• Colocar a luva de procedimentos;

• Limpar a mesa de cabeceira, iniciar pela área externa (parte superior, laterais, atrás e frente), parte interna da gaveta (iniciando pelo fundo, laterais, chão e frente) e parte externa da gaveta (limpar apenas laterais). Parte interna da porta. Parte interna da mesinha (iniciar pelo teto, fundo, laterais, prateleira do meio e parte inferior). Manter a porta fechada;

• Limpar um dos lados do travesseiro colocando o lado já limpo sobre a mesa de cabeceira, e proceder à limpeza do outro lado;

• Abrir o impermeável sobre o colchão e limpar a parte exposta, dobrar e limpar a outra parte exposta, colocando-a sobre o travesseiro;

• Limpar a face superior e lateral do colchão, no sentido da cabeceira para os pés;

• Colocar o colchão sobre a guarda aos pés da cama, expondo a metade inferior do estrado aos pés da cama e a metade posterior do colchão;

• Lavar cabeceira, grades e a parte exposta do estrado;

• Dobrar o colchão dos pés da cama para a cabeceira, limpando a parte inferior do estrado aos pés da cama e a metade posterior do colchão;

• Acionar a manivela para limpar a parte posterior do estrado nos pés da cama;

• Colocar sobre o colchão o impermeável e o travesseiro;

• Proceder a limpeza da cadeira, e a escadinha;

• Recolher o material utilizado e lavá-lo, retirar as luvas e lavar as mãos.

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3. Limpeza e desinfecção dos artigos hospitalares Os artigos hospitalares são manejados dentro do hospital como ferramentas para realização de diagnósticos e tratamentos, ou apoio para esses procedimentos. Necessitam de controle apurado para o manejo, a fim de não comprometer a vida do paciente, disseminando a infecção hospitalar.

As ações que se realizam com estes artigos dependem de sua área de contato e do tipo de artigo hospitalar, realizando as limpezas simples, desinfecções e esterilizações.

As desinfecções de artigos hospitalares são realizadas de acordo com a classificação feita por SPAULDING, há mais de 2 décadas, os artigos hospitalares são classificados em: Críticos, Semicríticos e Não-críticos, baseado no grau de risco de infecção do uso destes itens.

Os artigos críticos são aqueles destinados a penetração, através de pele e mucosas, que entram em contato com tecidos estéreis do corpo humano, isentos de colonização. Exemplo: agulhas, materiais cirúrgicos, cateteres cardíacos e outros.

Os artigos semicríticos são aqueles que entram em contato com mucosas integras ou pele lesada. Exemplo: circuitos de terapia respiratória, endoscópios, tubos endotraqueais.

Os artigos não-críticos são aqueles que entram em contato apenas com a pele íntegra do paciente ou não entram em contato com ele. Exemplo: o material usado para higienização, termômetro, esfigmomanômetro, oxímetro de pulso, comadre, papagaio, entre outros.

Para os artigos não-críticos basta a limpeza com procedimento mínimo. Por limpeza entende-se a completa remoção da sujidade presente nos artigos, utilizando água, detergente e ação mecânica. Utilizando água morna e detergente enzimático potencializa-se a efetividade da limpeza.

Para os artigos semicríticos, além da limpeza, há a necessidade de complementar com a termodesinfecção ou desinfecção química de nível intermediário, no mínimo. A termodesinfecção faz-se por meio das lavadoras termodesinfectoras, que possuem programas que operam em temperaturas variadas

31 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores como as de 70°C, 85°C, 92°C, 95°C, respectivamente, a um tempo de exposição decrescente. A desinfecção química pode ser feita imergindo o material em soluções à base de glutaraldeído a 2% por 20 a 30 minutos, ou ácido peracético a 0,2% por 10 minutos, atentando-se para indicações e contra-indicações para cada material. Estas duas soluções garantem a desinfecção de alto nível, ou seja, além de virucida, bactericida, fungicida e micobactericida, é também parcialmente esporocida. Já outros germicidas como o álcool a 70%, hipoclorito de sódio a 1% e fenol sintético, são desinfetantes químicos sem ação esporocida, porém adequados para processar os artigos semicríticos, por serem desinfetantes de nível intermediário (virucida, bactericida, fungicida e micobactericida).

Para os artigos críticos, a esterilização é o procedimento aceito. Se o artigo for termorresistente, a autoclavação com pré-vácuo é o processo imbatível, pois é seguro, rápido, econômico, não-tóxico, e que permite ser seguramente monitorizado.

Se o artigo for termossensível, há que se recorrer à esterilização gasosa automatizada, por meio de óxido de etileno, plasma de peróxido de hidrogênio ou vapor à baixa temperatura com o gás formaldeído.

O leito é um fator importante na obtenção do repouso e conforto adequados, sendo essencial na manutenção e recuperação da saúde. Tem como objetivos: preparar uma cama segura e confortável; manter a unidade com aspecto agradável; proporcionar bem-estar e segurança ao paciente. A técnica preconizada tem por função proporcionar conforto e segurança ao paciente, como também tornar mais rápido e menos fatigante o trabalho da enfermagem.

1. Cama fechada É o preparo da cama para ser ocupada por um novo paciente.

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Técnica:

1. Reunir o material; 2. Realizar a limpeza concorrente; 3. Colocar a cadeira aos pés da cama e sobre ela o travesseiro; 4. Dispor a roupa no espaldar da cadeira, observando a ordem: • Toalha de banho;

• Colcha;

• Lençol protetor do paciente (sobrelençol);

• Lençol protetor do colchão. 5. Dispor o lençol de baixo fazendo canto da cabeceira, dos pés e lateral da cama; 6. Colocar o lençol protetor do paciente deixando barrado junto à cabeceira; 7. O cobertor a menos de 40 cm da cabeceira, estender a colcha rente a cabeceira prendendo junto as 3 peças nos pés da cama e deixando solto os lados; 8. Pôr a fronha no travesseiro colocando junto à grade da cabeceira.

Endireitar a cadeira, passar para o outro lado e repetir a seqüência; 9. Deixar a unidade (quarto do paciente em ordem). Obs.: Dobraduras do lençol: 2 vezes no sentido da largura e 1 vez no sentido de comprimento. Colocar na cadeira com as pontas laterais voltadas para a cama.

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