Curso - Semiotecnica Aplicada a Enfermagem

Curso - Semiotecnica Aplicada a Enfermagem

(Parte 7 de 8)

3. Tratamento de pediculose Pedículos humanos são parasitas do ser humano, conhecido popularmente por “piolhos”, sendo encontrados no couro cabeludo e outras regiões pilosas do corpo.

Os sintomas incluem: prurido intenso, presença de lêndeas e presença do próprio piolho.

O objetivo do tratamento de pediculose é eliminar o parasita e seus ovos, proporcionando conforto ao paciente e evitando sua propagação.

Procedimento:

Material: bandeja, 1 par de luvas, antiparasitário tópico, impermeável se o paciente não puder sentar-se, 1 forro, 1 toalha de rosto, recipiente para lixo, 2 tiras de fita adesiva, 1 par de gazes, pente fino.

1. Reunir o material necessário e levá-lo ao quarto; 2. Pedir ao paciente que se sente na cadeira ou no leito; 3. Calçar as luvas; 4. Proteger o rosto do paciente com a toalha e os ombros com o forro; 5. Aplicar o antiparasitário tópico no couro cabeludo, usando as gazes, repartindo os cabelos; 6. Prender os cabelos fazendo um turbante justo com o forro; 7. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem; 8. Deixar o produto agir. Se aplicar à noite, deixar até a manhã seguinte; 9. Encaminhar o paciente ao chuveiro para lavar os cabelos; 10. Pentear os cabelos com pente fino.

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1. Movimentação do paciente Para que o paciente se sinta confortável no leito, é necessário que o corpo fique apoiado em bom alinhamento, numa posição repousante.

É fundamental que o paciente seja freqüentemente movimentado no leito, principalmente o paciente dependente, evitando complicações. Ao se executar a movimentação do paciente no leito, deve-se levar em conta a proteção do paciente contra possíveis traumatismos e/ou deformidades decorrentes de mau posicionamento, utilizando-se para este fim: travesseiros, coxins, almofadas d’água, etc. Deve-se considerar também a proteção das pessoas que executam a movimentação, prevenindo traumas na coluna vertebral e outros acidentes, usando os mecanismos corporais adequados e os princípios das leis mecânicas.

Tem como objetivos: proporcionar conforto, aliviar área de pressão e relaxar a musculatura, prevenir a formação de escaras de decúbito, prevenir deformidades musculares e prevenir complicações pulmonares, embolias, tromboses.

Materiais:

• Coxins;

• Forros.

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2. Mudança de decúbito

Procedimento:

1. Preparar o material necessário e colocá-lo sobre a cadeira ao lado da cama; 2. Abaixar a cabeceira da cama; 3. Desprender a colcha e o lençol de cima; 4. Colocar o paciente na extremidade oposta - a que vai ser virada. Executar a técnica em duas etapas: 1) passar um braço sob os ombros do paciente, apoiando a cabeça, e o outro sob a região lombar, aproximando o tronco. 2) colocar um braço sob a região lombar, o outro sob os joelhos e aproximar a parte inferior do corpo; 5. Passar para o outro lado da cama; 6. Cruzar os braços do paciente sobre o tórax e flexionar os joelhos do mesmo; 7. Colocar uma das mãos sobre o ombro e a outra sobre o quadril do paciente e virá-lo delicadamente; 8. Segurar o paciente com uma das mãos e com outra apoiar as costas com o travesseiro; 9. Passar para o outro lado e completar o apoio nas costas; 10. Estender a perna inferior e flexionar a superior; 1. Colocar um travesseiro, sustentando a cabeça e o pescoço; 12. Apoiar o antebraço superior com o travesseiro, de modo que o braço fique estendido ao longo do corpo; 13. Colocar um rolo na mão; 14. Deixar o outro braço em posição confortável; 15. Colocar um travesseiro entre os joelhos e outro apoiando o pé, mantendo a perna superior flexionada e abduzida, o calcâneo e hálux livres; 16. Prender as roupas nos pés da cama.

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Mudança de decúbito lateral para dorsal:

1. Desprender a colcha e o lençol de cima nos pés da cama; 2. Retirar os travesseiros de apoio das costas e dos membros e colocá-los sobre a cadeira; 3. Colocar uma das mãos no ombro e a outra no quadril do paciente e virá-lo vagarosamente; 4. Apoiar a cabeça, pescoço, ombros, sobre os travesseiros; 5. Deixar os braços e antebraços ligeiramente estendidos ao longo do corpo e apoiá-los com travesseiros; 6. Colocar um rolo de apoio nas mãos; 7. Dobrar as roupas de cama, dos pés aos joelhos; 8. Colocar um travesseiro sob a região poplítea, mantendo as pernas semifletidas; 9. Colocar almofada d’água sob calcâneos; 10. Colocar um apoio firme na região plantar, de maneira que os pés fiquem em ângulo reto com as pernas; 1. Passar para o outro lado e apoiar o outro braço e antebraço; 12. Prender as roupas nos pés da cama, deixando-as frouxas; 13. Elevar a cabeceira da cama.

3. Restrição do paciente

Em algumas situações, principalmente com pacientes confusos, agitados e crianças, torna-se necessário restringir a movimentação do paciente no leito, para evitar quedas, traumas, retirada de sonda, cateteres, drenos, soros, etc. Porém, é fundamental que o funcionário conheça os riscos que uma restrição pode acarretar e os cuidados ao paciente restringido.

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Procedimento:

Material: atadura de crepe; algodão; gaze; compressas cirúrgicas; lençóis; tala; fita adesiva; braçadeiras de contenção.

Proceder a restrição no leito dos segmentos corporais na seguinte ordem: ombros, pulsos e tornozelos, quadril e joelhos.

• Ombros: lençol em diagonal pelas costas, axilas e ombros, cruzandoas na região cervical;

• Tornozelos e pulsos: proteger com algodão ortopédico, com a atadura de crepe fazer movimento circular, amarrar;

• Quadril: colocar um lençol dobrado sobre o quadril e outro sob a região lombar, torcer as pontas, amarrar;

• Joelhos: com 02 lençóis. Passar a ponta D sobre o joelho D e sob o E, e a ponta do lado E sobre o joelho E, e sob o D.

Observações:

• Não utilizar ataduras de crepe (faixas) menor do que 10 cm; • Evitar garroteamento dos membros;

• Afrouxar a restrição em casos de edema, lesão e palidez;

• Retirar a restrição uma vez ao dia (banho);

• Proceder a limpeza e massagem de conforto no local.

4. Transporte do paciente

É a transferência do paciente de um local a outro, utilizando-se de maca ou cadeira de rodas.

Para se fazer o transporte ou remoção do paciente de um determinado lugar para outro, nas dependências do hospital, exige-se que a pessoa que realiza o transporte tenha noções básicas de como atuar de forma correta e adequada.

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Cuidados gerais com o transporte:

1. O transporte do paciente deve ser feito com muito cuidado. A movimentação mal feita pode provocar lesões, às vezes irreversíveis; 2. Para que o transporte seja eficiente deve-se agir com rapidez e segurança, porém com cuidado; 3. Observar constantemente o estado geral do paciente durante o transporte; 4. Movimentos suaves ao manipular o paciente diminuem as vibrações, solavancos, dor e desconforto; 5. Não mova local fraturado ou suspeito de fratura, nestes casos, uma pessoa deverá apoiar apenas este segmento (perna, braço, etc.); 6. Ao se movimentar ou transportar pacientes politraumatizados, os cuidados devem ser redobrados: pacientes com trauma crânio-encefálico devem ser movimentados com máxima atenção, sem movimentos de flexão e rotação e com maior número de pessoas; 7. Ao proceder transporte com maca:

• Descer e subir rampas com a cabeça do paciente para cima, exceto quando o paciente estiver em estado de choque;

• Conduzir a maca pelo corredor com o paciente sempre olhando para frente. Se for preciso subir a rampa ou entrar em elevador, virar a maca após, para conduzir o paciente sempre na posição correta;

• Ao entrar no elevador, nivelar o mesmo e travar a porta. Entrar primeiro com a cabeceira da maca, desta maneira já saíra na posição correta;

• Transporte a maca com a grade, principalmente quando for transportar pacientes anestesiados, inconscientes, agitados e crianças;

• Transportar o paciente sempre coberto com lençol, se necessário. 8. Ao proceder transporte com cadeiras de rodas:

• Solicitar auxílio, sempre que necessário, para subir e descer a rampa;

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• Entrar no elevador puxando a cadeira, de ré. Desta forma, ao sair do elevador estará na posição correta. 9. Cuidados com portas e paredes; 10. Transportar paciente sempre coberto com lençol e cobertor, se necessário.

Cuidados específicos:

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