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8.4.4. Remessa periódica de informaçıes às autoridades municipais e estaduais

Na condição de lideranças formais constituídas, as autoridades municipais e estaduais devem ser informadas sistematicamente sobre o desenvolvimento dos serviços oferecidos à população, seus resultados, dificuldades e avanços, como, por exemplo, a evolução das coberturas de vacinação e a ocorrência de casos ou mortes por doenças que poderiam ser evitadas pela vacinação.

Esse procedimento, inclusive, deve ser adotado em relação aos conselhos de saúde no estado e no município, bem como em relação à Comissão Intergestores Bipartite (CIB) regional ou estadual. Essas autoridades, devidamente informadas, constituem fator de sustentação das atividades, comprometendo-se com os problemas e as condições gerais de saúde da população, garantindo condições e recursos para o desenvolvimento do trabalho.

É importante, também, identificar outras representações e lideranças da comunidade que devem receber informações e apoiar as atividades.

8.4.5. Contato com entidades de classe, mØdicos e outros profissionais

Os médicos (especialmente os pediatras, obstetras e clínicos gerais), os enfermeiros e outros profissionais, inclusive dos serviços privados, desempenham um importante papel na motivação para a vacinação. Esses profissionais devem ser envolvidos por meio de suas organizações ou associações, buscando-se a participação na orientação da população e indicação de medidas de proteção e promoção da saúde.

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A participação programada das entidades de classe é da maior importância, integrando os seus associados na divulgação e cobrança da vacinação. Deve-se envolver, da mesma forma, os agentes de saúde da comunidade, as parteiras, as rezadeiras e os balconistas da farmácia. Essas pessoas são muito procuradas pela população, quando esta necessita solucionar problemas de saúde.

8.4.6. Utilizaçªo dos meios de comunicaçªo de massa

A experiência tem demonstrado que não se pode prescindir do apoio dos meios de comunicação de massa, quando se pretende disseminar uma informação da forma mais ampla possível.

Além dos veículos como TV e rádio, que atuam em cadeia nacional, regional ou estadual, é importante identificar aqueles existentes na instância local e adotar outros recursos como boletins informativos de associações de moradores e outras organizações da comunidade, alto-falantes volantes e fixos (como de feiras, quermesses, etc.), programas de rádio locais, teatro de bonecos (fantoches), etc. É importante atuar junto aos comunicadores (formadores de opinião) sensibilizando-os e tornando-os parceiros do programa de vacinação.

8.4.7. Produçªo de materiais informativos e instrucionais

Cartilhas, folhetos, cartazes e informes simplificados podem ser utilizados tanto pelas equipes de saúde, como pelas organizações da comunidade ou pelos veículos de comunicação.

Ao elaborar esses materiais é importante definir claramente o público-alvo e as informações a serem repassadas.

Essas informações deverão ser claras, simples, objetivas, evitando-se sonegar dados, enganar a população ou apelar para o medo e a chantagem.

Após a decisão sobre as mensagens, o público-alvo e os custos de produção do material, é preciso organizar sua distribuição e divulgação, bem como avaliar o impacto junto à população e em que medida foi motivador de uma mudança ou transformação.

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9. Bibliografia

Araœjo MFM et. al. (org.) Como trabalhar com o mØtodo de oficinas. Fortaleza; 1998. (Portfólio).

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MinistØrio da PrevidŒncia e AssistŒncia Social. Realizaçªo do Planejamento TÆtico e Operacional da SEAS/MPAS: Relatório de Consultoria. Brasília; 2000.

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Fundaçªo Nacional de Saœde. Capacitaçªo de pessoal em vacinaçªo: uma proposta de treinamento em serviço - manual do treinando. Brasília; 1991.

Fundaçªo Nacional de Saœde. Manual de normas de vacinaçªo. 3a ed. Brasília; 1994.

Fundaçªo Nacional de Saœde. Manual de procedimentos para vacinaçªo. 3a ed. Brasília; 1994.

MinistØrio da Saœde. Norma Operacional BÆsica do Sistema Único de Saœde. Brasília; 1996.

MinistØrio da Saœde. O Processo de planejamento do SUS. Orientaçıes para a elaboraçªo de planos de saœde. Brasília; 1993.

MinistØrio da Saœde. Plano de saœde e relatório de gestªo. Brasília; 1997 (mimeo).

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Mendonça GF. Açªo educativa nos serviços bÆsicos de saœde. In: MinistØrio da Saœde. Açªo participativa: metodologia. Brasília; 1982. SØrie F, Educaçªo e Saœde n” 4.

Valla V. Participaçªo popular e saœde: a questªo da capacitaçªo tØcnica no Brasil. In: Participaçªo popular, educaçªo e saœde: teoria e prÆtica. Rio de Janeiro: Ed. Elume-DumarÆ; 1993.

Parte I

Aspectos TØcnicos e

Administrativos da Atividade de Vacinaçªo

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1. Introduçªo

A redução da morbidade e da mortalidade por doenças preveníveis por imunização é a finalidade principal da vacinação. No entanto, para que um imunobiológico possa agir no organismo e criar defesas ou anticorpos, como no caso da administração de vacinas, ou para que possa combater microorganismos já instalados, como no caso da administração de soros e imunoglobulinas, é preciso que a atividade de vacinação seja cercada de cuidados, adotando-se procedimentos adequados antes, durante e após a administração desses produtos na população.

Nesta Parte I deste Manual são enfocados os procedimentos relativos: •à organização e funcionamento da sala de vacinação;

•à limpeza da sala de vacinação;

•à conservação dos imunobiológicos;

•às atividades que antecedem à administração dos imunobiológicos; e

•ao registro das atividades e arquivos da sala de vacinação.

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2. Organizaçªo e funcionamento da sala de vacinaçªo

No serviço de saúde, em função da sua finalidade e das atividades ali desenvolvidas, encontram-se os hospedeiros mais suscetíveis (crianças, idosos, pacientes imunodeprimidos e outros), bem como os microorganismos mais resistentes (bactérias, vírus, fungos e outros). Esses agentes contaminam todo o ambiente, materiais e artigos usados no atendimento, podendo provocar infecções, às vezes graves, o que exige condições e procedimentos que reduzam o risco de contaminação.

Na sala de vacinação, local destinado à administração dos imunobiológicos, é importante que todos os procedimentos desenvolvidos garantam a máxima segurança, prevenindo infecções nas crianças e adultos atendidos. Para isso, as instalações devem levar em conta um mínimo de condições, quais sejam:

•as paredes e o piso devem ser laváveis;

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