Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial

Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial

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Vasoconstritores nasaisFacilitam o a�mento da pressão pelos vasoconstritores nasais

Diltiazem, verapamilBradicardia, depressão sin�sal e atrioventric�lar

Dipiridamol Bradicardia Antiinflamatórios esteróides e não�esteróidesAntagonizam o efeito hipotensor

Diltiazem, verapamil, betabloq�eadores e medicamentos de ação central Hipotensão

Inibidores da ECA

S�plementos e di�réticos po�padores de potássioHiperpotassemia

CiclosporinaA�mento dos níveis de ciclosporina

Antiinflamatórios esteróides e não�esteróidesAntagonizam o efeito hipotensor

LítioDimin�ição da dep�ração do lítio

AntiácidosRed�zem a biodisponibilidade do captopril

Bloq�eadores dos canais de cálcio

DigoxinaVerapamil e diltiazem a�mentam os níveis de digoxina

Bloq�eadores de H2A�mentam os níveis dos bloq�ea� dores dos canais de cálcio

CiclosporinaA�mento do nível de ciclosporina, a exceção de anlodipino e felodipino

Teofilina, prazosinaNíveis a�mentados com verapamil

Moxonidina Hipotensão

Bloq�eadores do receptor AT� MoxonidinaHipotensão com losartana

Tabela 5. Anti�hipertensivos�� interações medicamentosas

MedicamentosDoseAçãoEfeitos adversos e precauções

Início Duração

Tratamento Medicamentoso Tabela 6. Medicamentos indicados para �so oral nas �rgências hipertensivas

MedicamentosDoseAçãoEfeitos adversos e precauçõesIndicações

Início Duração

Maioria das emergências hipertensivas

Nitroglicerina���0 mg/min EV2�� min3�� minCefaléia, taq�icardia, taq�ifilaxia, fl�shing, meta�hemoglobinemia Ins�ficiência coronariana

���0 min3�4 hBradicardia, bloq�eio atrioventric�lar avançado, ins�ficiência cardíaca, broncoespasmo

Ins�ficiência coronariana Ane�risma dissecante de aorta

Tabela 7. Medicamentos �sados por via parenteral para o tratamento das emergências hipertensivas

Tabela 8. Principais determinantes da não�adesão ao tratamento anti�hipertensivo

��� Falta de conhecimento do paciente sobre a doença o� de motivação para tratar �ma doença assintomática e crônica�� 2�� Baixo nível socioeconômico, aspectos c�lt�rais e crenças erradas adq�iridas em experiências com a doença no contexto familiar e baixa a�to�estima�� 3�� Relacionamento inadeq�ado com a eq�ipe de saúde�� 4�� Tempo de atendimento prolongado, dific�ldade na marcação de cons�ltas, falta de contato com os faltosos e com aq�eles q�e deixam o serviço�� ��� C�sto elevado dos medicamentos e ocorrência de efeitos indesejáveis��

Tabela 9. Principais s�gestões para melhor adesão ao tratamento anti�hipertensivo

��� Ed�cação em saúde, com especial enfoq�e nos conceitos de hipertensão e s�as características�� 2�� Orientações sobre os benefícios dos tratamentos, incl�indo m�danças de estilo de vida�� 3�� Informações detalhadas e compreensíveis pelos pacientes sobre os event�ais efeitos adversos dos medicamentos prescritos e necessidades de aj�stes posológicos com o passar do tempo�� 4�� C�idados e atenções partic�larizadas de conformidade com as necessidades ��� Atendimento médico facilitado, sobret�do no q�e se refere ao agendamento de cons�ltas��

Tratamento Medicamentoso

7.1. Afrodescendente e Miscigenados

Estima-se que pelo menos 60% dos idosos brasileiros, indivíduos com 60 anos ou mais, são hipertensos. A maioria apresenta elevação isolada ou predominante da pressão sistólica, aumentando a pressão de pulso, que mostra forte relação com eventos cardiovasculares (B). A prevalência de outros fatores de risco, como a síndrome metabólica, também aumenta com a idade, elevando ainda mais o risco cardiovascular (B).

Estudos controlados demonstraram melhora da morbidade e da mortalidade com diferentes agentes: diuréticos tiazídicos, betabloqueadores em combinação, bloqueadores de canais de cálcio de ação

7.3. Crianças e Adolescentes

A medida da pressão arterial deve ser avaliada em toda consulta médica a partir de 3 anos de idade e, nas crianças abaixo dessa idade, quando houver antecedentes ou condições clínicas de risco, tais como prematuridade e nefropatia51.

O emprego de anti-hipertensivos deve ser considerado nos que não respondem ao tratamento não-medicamentoso, naqueles com evidência de lesão em órgãos-alvo ou fatores de risco conhecidos, como diabetes, tabagismo e dislipidemia, e na hipertensão sintomática ou hipertensão secundária. Não há estudos em longo prazo sobre o uso de anti-hipertensivos na infância ou na adolescência. A escolha dos medicamentos obedece aos critérios utilizados para adultos. A utilização de inibidores da ECA ou de bloqueadores do receptor AT1 deve ser evitada em adolescentes do sexo feminino, exceto quando houver indicação absoluta, em razão da possibilidade de gravidez.

7.4. Anticoncepcionais Orais e Terapia de Reposição Estrogênica

A hipertensão é duas a três vezes mais comum em usuárias de anticoncepcionais orais, especialmente entre as que possuem mais de 35 anos e obesas. Em mulheres hipertensas com mais de 35 anos e fumantes, o anticoncepcional oral está contra-indicado202 (B). Deve também ser evitado em portadoras de síndrome metabólica pelo aumento potencial do risco cardiovascular203. O aparecimento de hipertensão arterial durante o uso de anticoncepcional oral impõe a interrupção imediata da medicação, o que, em geral, normaliza a pressão arterial em alguns meses. Outro método contraceptivo deverá ser rapidamente instituído para evitar gravidez indesejada.

A reposição estrogênica após a menopausa não está contra-indicada para mulheres hipertensas, pois tem pouca interferência sobre a pressão arterial204 (A). A via transdérmica parece ser a melhor opção205 (B). Em mulheres de alto risco cardiovascular, a reposição hormonal é contra-indicada206 (A). Como um pequeno número de mulheres apresenta elevação da pressão arterial, há necessidade de avaliação periódica da pressão após o início da reposição. Por causa do aumento de risco de eventos coronarianos, cerebrovasculares e tromboembolismo venoso, a terapia de reposição hormonal não deve ser utilizada com o intuito de promover proteção cardiovascular205 (A).

7. Situações Especiais na fase V de Korotkoff. Duas formas de hipertensão podem complicar a gravidez: hipertensão preexistente (crônica) e hipertensão induzida pela gravidez (pré-eclâmpsia/eclâmpsia), podendo ocorrer isoladamente ou de forma associada.

Hipertensão arterial crônica

Pacientes sob anti-hipertensivos podem ter a medicação reduzida ou suspensa em virtude da hipotensão. A alfametildopa é a droga preferida por ser a mais bem estudada e não haver evidência de efeitos deletérios para o feto207 (B). Opções aditivas ou alternativas incluem betabloqueadores, que podem estar associados a crescimento fetal restrito, outros bloqueadores adrenérgicos, bloqueadores de canais de cálcio e diuréticos.

Pré-eclâmpsia/eclâmpsia

7.6. Síndrome Metabólica e Obesidade

Redução do peso corporal superior a 5% do valor inicial e incremento da atividade física atuam favoravelmente sobre todos os elementos dessa síndrome.

No tratamento medicamentoso da obesidade, o orlistat melhora o perfil metabólico e não interfere na pressão arterial. A sibutramina, embora possa elevar a pressão arterial e a freqüência cardíaca, tem-se mostrado um agente seguro para o tratamento da obesidade em hipertensos tratados (B). Derivados anfetamínicos estão contra-indicados em hipertensos.

tiazídicos podem ser utilizados em doses baixas isoladamente ou em combinação com bloqueadores do SRAA.

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