Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial

Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial

(Parte 5 de 20)

• Confirmar a elevação da pressão arterial e firmar o diagnóstico de hipertensão arterial • Identificar fatores de risco para doenças cardiovasc�lares

• Sinais vitais�� medida da pressão arterial �vide capít�lo 2, tabela �� e freqüência cardíaca

b� obtenção de peso e alt�ra e cálc�lo do índice de massa corporal

• Exame do precórdio�� íct�s s�gestivo de hipertrofia o� dilatação do ventríc�lo esq�erdo�� arritmias�� 3 b�lha, q�e sinaliza disf�nção sistólica do ventríc�lo esq�erdo�� o� 4 b�lha, q�e sinaliza presença de disf�nção diastólica do ventríc�lo esq�erdo, hiperfonese de 2 b�lha em foco aórtico, além de sopros nos focos mitral e aórtico

Se ho�ver forte s�speita de doença arterial obstr�tiva periférica, determinar o Índice Tornozelo�Braq�ial �ITB� *�� Avaliação de event�al edema��

• Exame de f�ndo do olho�� identificar estreitamento arteriolar, cr�zamentos arteriovenosos patológicos, hemorragias, exs�datos e papiledema

* Calc�lar a taxa de filtração glomer�lar estimada �TFGE� pela fórm�la de Cockroft�Ga�lt��

Para atingir tais objetivos, são fundamentais: •História clínica, considerando, em especial, o que consta da tabela 2

3.1. Estratificação de Risco e Decisão Terapêutica

Para a tomada da decisão terapêutica é necessária a confirmação diagnóstica, seguindo-se a estratificação de risco (Tabela 7), que levará em conta, além dos valores de pressão arterial64,65, a presença de fatores de risco cardiovasculares (Tabela 8), as lesões em órgãos-alvo e as doenças cardiovasculares (Tabela 9) e, finalmente, a meta mínima de valores da pressão arterial, que deverá ser atingida com o tratamento64,65 (Tabela 10).

Tabela 1. Objetivos da investigação clínico�laboratorial

• Identificação�� sexo, idade, cor da pele, profissão e condição socioeconômica • História at�al�� d�ração conhecida de hipertensão arterial e níveis de pressão de cons�ltório e domiciliar, adesão e reações adversas aos tratamentos prévios

• Sintomas de doença arterial coronária, sinais e sintomas s�gestivos de ins�ficiência cardíaca, doença vasc�lar encefálica, ins�ficiência vasc�lar de extremidades, doença renal, diabetes melito, indícios de hipertensão sec�ndária �Tabela ���

• História at�al o� pregressa de gota, doença arterial coronária, ins�ficiência cardíaca, pré�eclâmpsia/eclâmpsia, doença renal, doença p�lmonar obstr�tiva crônica, asma, disf�nção sex�al e apnéia do sono

• Perfil psicossocial�� fatores ambientais e psicossociais, sintomas de depressão, ansiedade e pânico, sit�ação familiar, condições de trabalho e gra� de escolaridade

Tabela 2. Dados relevantes da história clínica Tabela 4. Avaliação inicial de rotina para o paciente hipertenso

• Para hipertensos com s�speita clínica de ins�ficiência cardíaca considerar a �tilização do ecocardiograma para avaliação da f�nção sistólica e diastólica �D�

Fatores de risco maiores • Tabagismo

• Dislipidemias

• Diabetes melito

• Nefropatia

• Idade acima de ��0 anos

• História familiar de doença cardiovasc�lar em�� � m�lheres com menos de ��� anos

� homens com menos de �� anos

O�tros fatores • Relação cint�ra/q�adril a�mentada

• Circ�nferência da cint�ra a�mentada

• Microalb�minúria

• Tolerância à glicose dimin�ída/glicemia de jej�m alterada

• Hiper�ricemia

• PCR �ltra�sensível a�mentada

• Parâmetros ecocardiográficos��remodelação ventric�lar, f�nção sistólica e diastólica

Fatores de riscoPressão arterial

Normal Limítrofe Hipertensão estágio �Hipertensão estágio 2Hipertensão estágio 3

Sem fator de riscoSem risco adicionalRisco baixoRisco médioRisco alto

� a 2 fatores de riscoRisco baixoRisco baixoRisco médioRisco médioRisco m�ito alto 3 o� mais fatores de risco o� lesão de órgãos�alvo o� diabetes melitoRisco médioRisco altoRisco altoRisco altoRisco m�ito alto Doença cardiovasc�larRisco altoRisco m�ito altoRisco m�ito altoRisco m�ito altoRisco m�ito alto

Tabela 7. Estratificação do risco individ�al do paciente hipertenso�� risco cardiovasc�lar adicional de acordo com os níveis da pressão arterial e a presença de fatores de risco, lesões de órgãos�alvo e doença cardiovasc�lar

CategoriasMeta (no mínimo)* •Hipertensos estágio � e 2 com risco cardiovasc�lar baixo e médio< �40/�0 mmHg

•Hipertensos e limítrofes com risco cardiovasc�lar alto< �30/8� mmHg

•Hipertensos e limítrofes com risco cardiovasc�lar m�ito alto< �30/80 mmHg

Tabela 10. Metas de valores da pressão arterial a serem obtidas com o tratamento

Investigação Clínico-Laboratorial e Decisão Terapêutica Tabela 5. Avaliação complementar para o paciente hipertenso

Tabela 6. Indícios de hipertensão sec�ndária

Tabela 8. Identificação de fatores do risco cardiovasc�lar

Tabela 9. Identificação de lesões de órgãos�alvo e doenças cardiovasc�lares

Preconizam-se mudanças dos hábitos alimentares e do estilo de vida (tratamento não-medicamentoso) para todos os pacientes, independentemente do risco cardiovascular.

Categoria de riscoEstratégia Sem risco adicionalTratamento não�medicamentoso isolado

Risco adicional baixoTratamento não�medicamentoso isolado por até �� meses�� Se não atingir a meta, associar tratamento medicamentoso

Risco adicional médioTratamento não�medicamentoso + medicamentoso

Risco adicional altoTratamento não�medicamentoso + medicamentoso

Risco adicional m�ito altoTratamento não�medicamentoso + medicamentoso

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