Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial

Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial

(Parte 8 de 20)

Di�réticos Inibidores adrenérgicos

Ação central – agonistas alfa�2 centrais Betabloq�eadores – bloq�eadores beta�adrenérgicos Alfabloq�eadores – bloq�eadores alfa���adrenérgicos Alfabloq�eadores e Betabloq�eadores

Bloq�eadores dos canais de cálcio Inibidores da ECA Bloq�eadores do receptor AT da angiotensina I Vasodilatadores diretos

Tabela 2. Classes de anti�hipertensivos para �so clínico

Tabela 3. Anti�hipertensivos disponíveis no Brasil

MedicamentosPosologia (mg)Número de Tomadas/diaMínima Máxima

Diuréticos

Clortalidona�2,�2��
Hidroclorotiazida�2,�2��
Indapamida2,���
Indapamida SR***�,���
B�metamida0,�**��2
F�rosemida20**��2
Piretanida���2�
Amilorida*2,���
Espironolactona�0200��2
Triantereno*�0�0�

Tiazídicos Alça Po�padores de potássio Inibidores adrenérgicos

Alfametildopa�0����02�3
Clonidina0,20,��2�3
G�anabenzo4�2�3
Moxonidina0,20,���
Rilmenidina�2�

6cont. Betabloq�eadores

Nadolol40�20�
Propranolol**/Propranolol �LA�***40/80240/���02�3/��2
Pindolol�0402
Carvedilol�2,��0��2

Alfabloq�eadores e betabloq�eadores Bloqueadores dos canais de cálcio Fenilalq�ilaminas

Diltiazem AP, SR o� CD***�80480��2
Anlodipino2,��0�
Felodipino�20��2
Isradipino2,�202
Lacidipino28�
Nifedipino Oros***20��0�
Nifedipino Retard***20402
Nisoldipino�40��2
Nitrendipino�0402�3
Lercarnidipino�030�
Manidipino�020�
Benazepril�20�
Captopril2���02�3
Cilazapril2,���
Delapril��30��2
Enalapril�40��2
Fosinopril�020�
Lisinopril�20�
Perindopril48�
Q�inapril�020�

Benzotiazepinas Diidropiridinas Inibidores da ECA

*** Retard, SR, ZOK, Oros, XL, LA, AP, SR e CD�� formas farmacê�ticas de liberação prolongada o� controlada��

Bloqueadores do receptor AT

Vasodilatadores de ação direta

Associações Posologia (mg) Diurético + diurético

Hidroclorotiazida + triantereno�0 + �0 Inibidor adrenérgico + diurético

Ação central + di�rético

Betabloqueador + diuréticos

Propranolol + hidroclorotiazida40 + 2� 80 + 2�

Tabela 4. Associações fixas de anti�hipertensivos disponíveis no Brasil

Tratamento Medicamentoso 6cont.

Diuréticos

Tratamento Medicamentoso

Bloqueadores do receptor AT + diurético

Inibidores da ECA + diuréticos

Bloqueadores dos canais de cálcio + inibidores da ECA

� + 20

Manidipino + delapril �0 + 30 Bloqueadores dos canais de cálcio + bloqueadores do receptor AT

Reações adversas principais

Ação central

Atuam estimulando os receptores alfa-2-adrenérgicos pré-sinápticos no sistema nervoso central, reduzindo o tônus simpático, como fazem a alfametildopa, a clonidina e o guanabenzo, e/ou os receptores imidazolidínicos, como a moxonidina e a rilmenidina.

Seu efeito hipotensor como monoterapia é, em geral, discreto (B).

Entretanto, eles podem ser úteis quando utilizados em associação com medicamentos de outros grupos, particularmente no caso de evidência de hiperatividade simpática.

Reações adversas principais

No caso da clonidina, destaca-se a hipertensão rebote, quando da suspensão brusca da medicação, e a ocorrência mais acentuada de boca seca.

Alfabloqueadores

Apresentam efeito hipotensor discreto em longo prazo como monoterapia, devendo, portanto, ser associados com outros anti-hipertensivos. Podem induzir o aparecimento de tolerância medicamentosa, o que exige o uso de doses gradativamente crescentes. Têm a vantagem de propiciar melhora discreta no metabolismo lipídico e dos sintomas de pacientes com hipertrofia prostática benigna.

Reações adversas principais

Hipotensão postural, mais evidente com a primeira dose, sobretudo se a dose inicial for alta, palpitações e, eventualmente, astenia. No estudo ALLHAT, a comparação entre o alfabloqueador doxazosina, freqüentemente usado em hipertrofia prostática benigna, com a clortalidona resultou em maior ocorrência de eventos cardiovasculares no grupo doxazosina, especialmente de insuficiência cardíaca congestiva, reforçando a idéia de que alfabloqueadores não são fármacos de primeira escolha para o tratamento da hipertensão167 (A).

Betabloqueadores

Seu mecanismo anti-hipertensivo envolve diminuição inicial do débito cardíaco, redução da secreção de renina, readaptação dos barorreceptores e diminuição das catecolaminas nas sinapses nervosas.

São eficazes no tratamento da hipertensão arterial. Entretanto, a redução da morbidade e da mortalidade cardiovasculares é bem documentada em grupos de pacientes com idade inferior a 60 anos140,141,143,144 (A). Estudos e metanálises recentes não têm apontado redução de desfechos relevantes, principalmente acidente vascular cerebral, em pacientes com idade superior a 60 anos, situação em que o uso dessa classe de medicamentos seria reservado para situações especiais, como coronariopatia, pacientes com disfunção diastólica, arritmias cardíacas ou infarto do miocárdio prévio164-166 (A). Mostram-se igualmente úteis em pacientes com tremor essencial, síndromes hipercinéticas, cefaléia de origem vascular e naqueles com hipertensão portal.

Reações adversas principais

Podem acarretar também intolerância à glicose, hipertrigliceridemia com elevação do LDL-c e redução da fração HDL-c. Esse efeito está relacionado à dose e à seletividade, sendo quase inexistente com o uso de baixas doses de betabloqueadores cardiosseletivos. A importância clínica das alterações lipídicas induzidas por betabloqueadores ainda não está comprovada.

Bloqueadores dos canais de cálcio

Estudos recentes reafirmaram a eficácia, a tolerabilidade e a segurança do uso dessa classe de medicamentos no tratamento da hipertensão arterial166,169,170. No estudo ASCOTT LLA, verificou-se interação favorável entre o bloqueador de canal de cálcio e a vastatina171, provavelmente pelo sinergismo desses medicamentos na liberação de óxido nítrico pela célula endotelial172.

Reações adversas principais

Cefaléia, tontura, rubor facial – mais freqüentes com diidropiridínicos de ação curta – e edema de extremidades. Esses efeitos adversos são, em geral, dose-dependentes. Mais raramente, podem induzir hipertrofia gengival. Os diidropiridínicos de ação curta provocam importante estimulação simpática reflexa, sabidamente deletéria para o sistema cardiovascular. Verapamil e diltiazem podem provocar depressão miocárdica e bloqueio atrioventricular. A obstipação intestinal é observada, sobretudo, com verapamil.

Inibidores da ECA

São eficazes no tratamento da hipertensão arterial reduzindo a morbidade e a mortalidade cardiovasculares nos hipertensos145,146,148 (A), pacientes com insuficiência cardíaca173,174 (A), pacientes com infarto agudo do miocárdio, em especial quando apresentam baixa fração de ejeção147 (A), pacientes de alto risco para doença aterosclerótica147 (A), sendo também úteis na prevenção secundária do acidente vascular cerebral148 (A). Quando administrados em longo prazo, os inibidores da ECA retardam o declínio da função renal em pacientes com nefropatia diabética ou de outras etiologias175-178 (A).

(Parte 8 de 20)

Comentários