a trajetoria da farmacia

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A trajetória da Prática Farmacêutica

Sob o olhar do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo

REALIZAÇÃO - Gestão 2008-2009

1. 1. Mensagem da Diretoria3
2.1. Breve histórico da Prática Farmacêutica no Brasil4
2.2. Breve histórico do Ensino Farmacêutico no Brasil6
2.3. Histórico do CRF-SP1
3. Aspectos Legais15
4. Aspectos Técnicos25
5. Considerações Finais3

SUMÁRIO 1. Introdução 2. Histórico

Diretoria

Projeto gráfico e diagramação Robinson Onias

Impressão Gráfica Rettec

Revisão Alan Araújo

Publicação do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo - CRF-SPExpediente •

Dra. Raquel Cristina Delfini Rizzi - Presidente Dr. Pedro Eduardo Menegasso - Diretor-tesoureiro

Dr. Marcelo Polacow Bison - Vice-presidente Dra Margarete Akemi Kishi - Secretária-geral

Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo - CRF-SP

Rua Capote Valente, 487 - Jd. América São Paulo - SP CEP 05409-001 Tel/Fax: (1) 3067-1450 Portal: w.crfsp.org.br

1. Introdução 1.1. Mensagem da Diretoria

Humanização. Essa é a direção que a sua bússola deverá apontar nessa trajetória. Fazer do farmacêutico um profissional de saúde dedicado e preocupado não só com a segurança e a dispensação dos medicamentos, mas também com a atenção e assistência ao paciente é um compromisso assumido e zelado por nós do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP).

Com esse novo direcionamento da profissão, desponta um modelo de farmácia diferente, ou seja, um estabelecimento que atua como posto avançado do atendimento à saúde pública, onde se potencializa o trabalho do farmacêutico.

Mais uma vez o farmacêutico aparece como um importante aliado na prevenção e orientação de enfermidades incidentes no Brasil e no mundo. Sendo o profissional mais acessível à população, ele tem a oportunidade de reforçar seu papel de agente de saúde.

É esse farmacêutico engajado e interessado pelas inovações relacio- nadas à profissão e preocupado em oferecer a adequada assistência farmacêutica ao usuário que a sociedade precisa.

Tomando por base essa premissa, desenvolvemos e aprimoramos a cada dia um trabalho voltado ao resgate da valorização do farmacêutico, colocando a assistência farmacêutica em primeiro lugar.

Trabalhamos para o engrandecimento da nossa profissão, para que sejamos respeitados e para que nossos escopos de atuação profissional sejam reconhecidos e preservados.

Raquel Rizzi Presidente

Pedro Eduardo Menegasso Diretor-tesoureiro

Marcelo Polacow Bisson Vice-Presidente

Margarete Akemi Kishi Secretária-geral

2. Histórico

2.1. Breve histórico da Prática Farmacêutica no Brasil

As discussões sobre o perfil que as farmácias assumiriam frente ao crescimento da indústria já ocorriam desde 1916. As farmácias se transformariam em “simples pontos-devenda” ou seriam “estabelecimentos científicos” e o farmacêutico um “profissional da saúde”?

No século XIX, o farmacêutico, também chamado de Boticário, era considerado o Mestre na arte de desenvolver e manipular os medicamentos. Porém, as boticas ganhavam muitos outros significados que ultrapassavam a simples arte de manipular medicamentos. Pelas boticas passavam as decisões mais importantes referentes à vida política da cidade. Os boticários desenvolviam com a comunidade uma relação de confiança.

Independentemente da posição social, toda a população utilizava os serviços das farmácias e boticas. Considerando que em muitas cidades só existia uma única farmácia para toda a região, reforça-se a idéia da importância, em termos de referência, daquele estabelecimento e do seu boticário/farmacêutico, para os habitantes. Além disso, ele acabava por desenvolver uma relação de intimidade com a comunidade, auxiliava e amparava nos momentos de dor física, ouvia os sintomas, os problemas e as queixas dos que o procuravam, era pessoa que prestava os primeiros socorros, que providenciava os primeiros cuidados.

A Farmácia no século X (aproximadamente a partir da década de 1930) passa por significativas alterações com o advento da indústria e o paulatino desaparecimento das farmácias de manipulação. O farmacêutico desloca-se conseqüentemente, da farmácia para o laboratório industrial, especialmente pelo fato da formação acadêmica se aliar às mudanças que estavam

amplos do que os do comércio tradicional, não se demorou a perceber o potencial deste espaço, descaracterizando a farmácia enquanto estabelecimento de saúde e criando a identidade de um estabelecimento comercial, muitas vezes não apenas de medicamentos, mas também de outros produtos não relacionados com a saúde (alheios ao ramo farmacêutico).

Em 1997, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou um documento denominado “The role of the pharmacist in the health care system” (“O papel do farmacêutico no sistema de atenção à saúde”), em que se destacaram sete qualidades que o farmacêutico deve apresentar. Foi então chamado de “farmacêutico sete estrelas”. Este profissional deve ser:

ocorrendo no mercado. Não havia mais espaço para a arte individual do boticário; o profissional deveria estar preparado para o laboratório industrial. Destaca-se aqui a interação da farmácia com a pesquisa e a indústria química. A farmácia estará definitivamente associada à pesquisa de novos medicamentos.

Neste sentido, não apenas os estudos e pesquisas na área química e bioquímica, mas na área da saúde de um modo geral foram incorporados gradualmente na formação do farmacêutico.

A farmácia como estabelecimento de venda de medicamentos, nos séculos X/XI, está atrelada a esse movimento da indústria farmacêutica, como por exemplo, a introdução de novos produtos, novas descobertas nas áreas médica e farmacêutica, a rapidez e a facilidade no transporte e na distribuição de mercadorias e a produção em larga escala.

Todo esse processo leva também ao aumento da presença de clientes nas farmácias e, aproveitando-se dos seus horários especiais de funcionamento, mais

• Prestador de serviços farmacêuticos em uma equipe de saúde; • Capaz de tomar decisões;

• Comunicador;

• Líder;

• Gerente;

• Atualizado permanentemente;

• Educador.

Desde então, os órgãos envolvidos (Conselho Federal de Farmácia, Conselhos Regionais de Farmácia, Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde, Federação Nacional dos Farmacêuticos e Ministério da Educação), realizam conferências, seminários e oficinas, com o objetivo de discutir o contexto da prática farmacêutica no Brasil.

Esse processo de discussão buscou identificar os principais aspectos que a caracterizam, investigando a realidade e os mecanismos de transformação. Um dos itens identificados foi:

• Prática profissional desconectada das políticas de saúde e de medicamentos, com priorização das atividades administrativas em detrimento da educação em saúde e da orientação sobre o uso de medicamentos.

No Brasil, segundo os dados publicados pelo Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas, os medicamentos ocupam a primeira posição entre os três principais agentes causadores de intoxicações em seres humanos.

“F” maiúsculo

Portanto, partindo de todos estes acontecimentos, novamente se faz necessária a discussão do papel do Farmacêutico e das Farmácias, com

2.2. Breve histórico do Ensino Farmacêutico no Brasil

A permissão para instalação de Escolas Superiores no Brasil foi possível somente após a vinda da Família Real para o país, em 1806. A partir de então, houve inúmeras mudan-

Dom João VI e Dona Carlota Joaquina

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