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% fossas

Norte Nordeste Sudeste Sul Centro Oeste Brasil

Fossa rudimentar Fossa séptica

DEFINIçõES, HISTóRICO E ESTIMATIVAS DE GERAçãO DE LODO SéPTICO NO BRASIL39 fácil finalizar a atividade da fossa e construir outra fossa, especialmente no caso de fossas rudimentares.

Se considerássemos que todos estes usuários esgotassem o material da fossa anualmente, a geração de lodo digerido seria de 7,2 milhões de m³. Sabe-se, ainda, que, quando é realizado o esgotamento, todo o conteúdo é removido, deixando-se apenas uma pequena quantidade de lodo para a continuidade da ação das bactérias na digestão do lodo. A quantidade de lodo digerido, para o período de um ano, corresponde a aproximadamente 30% do volume total de uma fossa de tamanho mínimo sugerido pela NBR 7229/1993, de 1 m³. Assim, o volume que seria esgotado seria muito maior do que o valor calculado.

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LODO DE FOSSA SéPTICA40

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3.1 Introdução

De forma geral, pode-se afirmar que os resíduos de fossa/tanque séptico não têm sido alvo habitual de pesquisas no âmbito do saneamento básico, embora sejam resíduos bastante importantes tanto do ponto de vista quantitativo, como descrito no Capítulo 2, quanto nos aspectos qualitativos. Destaca-se também o fato de os resíduos de fossas e tanques sépticos, usualmente esgotados por caminhões limpa-fossa, que causam enormes problemas ambientais e sanitários, não terem uma definição específica. Assim, na bibliografia existente sobre o assunto, esse tipo de resíduos é tratado em alguns casos como se fosse esgoto e, em outros como lodos, sendo também comum encontrar na literatura internacional referências a tais resíduos como lodos fecais devido à sua origem tipicamente doméstica, dentre outras formas de referência, o que dificulta bastante a revisão de dados em face da nomenclatura incerta.

Para estabelecer um referencial teórico, como forma de introdução à discussão dos dados qualitativos, nas Tabelas 3.1 e 3.2 são apresentados dados extraídos de referências bibliográficas nacionais e internacionais, respectivamente, referentes à caracterização de resíduos de fossa séptica. Os dados mostram grande variabilidade das concentrações físico-químicas dos resíduos cujas causas serão discutidas ainda neste capítulo.

3Caracterização física, química e microbiológica do lodo de fossa/tanque séptico

Maria Del Pilar Durante Ingunza, Cícero Onofre de Andrade Neto, André Luis Calado Araújo, Marco Antonio Almeida de Souza, Sayonara Andrade de Medeiros, Nayara Batista Borges e Cinthia Monteiro Hartmann

LODO DE FOSSA SéPTICA42

Tabela 3.1 > Caracterização de resíduos de fossa/tanque séptico no Brasil Referências

Sólidos totais (mg/L)

Sólidos totais voláteis (mg/L)

Sólidos sUSP/EESCensos totais (mg/L)

Sólidos sUSP/EESCensos voláteis

(mg/L)

DBO (mg/L)

DQO (mg/L)

NTK (mg/L)

Amônia (mg/L)

Fósforo total (mg/L)

Óleos e graxas (mg/L)

Meneses et al

Cassini(2003)

Rocha e Sant’anna (2005)

Leite et al (2006)

Tachini, Belli Filho e Pinheiro (2006)

(300 –1 06.960)

(2 15 – 134.0)

Belli Filho et al

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